O que anda acontecendo com o esporte?

postado por Cleidiana Ramos @ 5:50 PM
5 de março de 2012

Juan do Roma: mais uma vítima de racismo no esporte. Foto: EFE/Ettore Ferrari

Oi pessoal: o Mundo Afro anda paradão por conta de falta de tempo mesmo. Mas eis que já estou me acostumando às novas demandas e ele, prometo, vai ser atualizado de forma mais constante.

Uma das razões para estarmos aqui é refletirmos como o crime do racismo continua grassando, mesmo com os avanços que já alcançamos. Em menos de uma semana, ele retorna a todo vapor em um espaço que vive do discurso de que é capaz de quebrar barreiras de credo, nacionalidade, cultura, etc: o esporte.

Na última quarta-feira, dia 29, o jogador de volêi do Sada Cruzeiro e da Seleção Brasileira, Wallace, foi chamado de “macaco” por uma mulher que estava na arquibancada.

Ontem foi a vez de mais uma no futebol internacional. O brasileiro Juan, zagueiro que joga pelo Roma da Itália e um dos melhores na função que já passaram pela Seleção Brasileira,  foi insultado de forma racista.

Aí a gente já se lembra da longa lista: Diego Maurício (várias vezes); Roberto Carlos, Grafite….e o mais terrível disso tudo é que as federações esportivas divulgam notas de repúdio, mas não tomam nenhum tipo de ação efetiva.


Outro caso de racismo no futebol nacional

postado por Cleidiana Ramos @ 3:32 PM
17 de maio de 2011

Zé Roberto disse que foi alvo de racismo. Foto: Márcia Feitosa | VIPCOMM| 01.12. 2009

Mais um jogador brasileiro se queixa de racismo. O meia Zé Roberto, do Internacional, que, inclusive, já defendeu o meu Mengão disse que foi hostilizado com ofensas racistas pela torcida do Grêmio no último domingo na decisão do Campeonato Gaúcho.

Zé Roberto classificou o que sentiu de “asqueroso”. O problema é que, como quase todos os jogadores que já foram vítimas de casos semelhantes, resolveu “deixar pra lá” e jogar a responsabilidade pela apuração e punição na Federação Gaúcha.

Assim os casos vão continuar acontecendo e, pior, tornando-se banais como querem os racistas, assumidos ou não.


Protesto contra deputados tem que prosseguir

postado por Cleidiana Ramos @ 12:14 PM
4 de abril de 2011

Uma pergunta que não quer calar: só Jair Bolsonaro vai ficar no olho do furacão das consequências  de sua verborragia racista e homofóbica?

E o pastor evangélico Marco Feliciano, que ganhou um mandato de deputado pelo PSC-SP, e destilou preconceito inconcebível atingindo numa só tacada os aficanos e sua religiosidade ancestral, além dos homossexuais?

Esse tipo de procedimento não pode ser esquecido ou ficar impune. Tá na hora de manifestação para punir todos os dois, pois ambos infrigiram disposições constitucionais.


O racismo de Bolsonaro ganhou companhia

postado por Cleidiana Ramos @ 6:18 PM
31 de março de 2011

Resposta de Bolsonaro a Preta Gil no CQC iniciou polêmica. Foto:TV Rio de Janeiro | Reprodução

Começou a bola de neve das declarações criminosas e irresponsáveis de Jair Bolsonaro, que alguns insistem em eleger deputado. Agora chegou outro deputado federal para engrossar as fileiras das declarações racistas, preconceituosas e com um ingrediente novo: intolerância religiosa.

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que é pastor evangélico teve a seguinte mensagem publicada em seu twitter:”Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”.

Embora tenha atribuído a declaração a sua assessoria, o deputado foi mais  além: insinuou que os males da África são por conta do “paganismo”, do “vodu” e por aí vai na clássica cantilena da ignorância racista e religiosa e do desrepeito à liberdade de  crença.

Esses dois exemplos dão a medida do quem está sendo mandado para a Casa que têm a obrigação de fazer as leis do País. O problema, nesses dois casos, não passa nem pela liberdade de expressão, que é coisa muito séria para ser tratada com irresponsabilidade e sem medidas, ou direito ao livre pensamento, que também não pode ser confundido com o desrespeito ao diferente.

Trata-se de dois parlamentares cometendo impunemente crimes que são previstos e passíveis de ser punidos pelas Leis não só do País, mas até dos tratados internacionais.

Talvez agora seja a hora para se repensar os limites sobre imunidade parlamentar ou pelo menos de intensificar  protestos que não deixam passar impunemente esse tipo de gente.

Para conferir mais detalhes das pérolas do deputado clique aqui para ler o material postado no portal Uol. 

Sobre Bolsonaro tem uma excelente matéria  feita pelo repórter Claudio Leal para o Portal Terra, onde até Jarbas Passarinho diz não aguentar o colega militar.
    


O Batalhão das mulheres negras

postado por Cleidiana Ramos @ 6:56 PM
6 de setembro de 2009
Michelle Obama, que aparece na foto ao lado da sua grande amiga, Oprah Winfrey, resgatou a história do WAC All Black. Foto: AP Photo|Elise Amendola

Michelle Obama, que aparece na foto ao lado da sua grande amiga, Oprah Winfrey, resgatou a história do WAC All Black. Foto: AP Photo|Elise Amendola

Recebi da colega em A TARDE e tambem na lida de escrever blogs, Andreia Santana, uma dica muito interessante. Andreia está publicando no blog Conversa de Menina, que mantém em parceria com a também jornalista, Alane Virgínia,  uma série de posts sobre a participação de mulheres na II Guerra Mundial e descobriu a existência de um destacamento de afroamericanas chamado WAC All Black.

A história delas foi resgatada recentemente por Michelle Obama e é reveladora a  base da sua participação no conflito: o entendimento do perigo que era a filosofia anti-semita e, portanto, racista, disseminada por Hitler. Daí que decidiram agir de alguma forma.

Cliquem aqui para conferir esta bela história e também aproveitem para navegar no Conversa de Menina que vou incluir na nossa lista de blogs intressantes chamada Outros Mundos e que fica aí ao lado. 


Ideias em Palavras: O clássico de Fanon

postado por Cleidiana Ramos @ 9:57 AM
15 de julho de 2009
Livro traz abordagem sobre a complexidade do racismo.  Foto: Reprodução | Divulgação

Livro traz abordagem sobre a complexidade do racismo. Foto: Reprodução | Divulgação

Seguindo a sugestão da leitora do blog,  Missione Mour, vou sempre que possível sugerir algumas leituras sobre temas ligados a etnicidade e religiosidade afro-brasileira. Começo esta seção com Pele Negra, Máscaras Brancas, de Frantz Fanon.

Uma nova edição em português foi lançada no ano passado pelo Ceao,  editado pela Edufba, com o apoio do Uniafro, programa ligado à Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Mec). O livro de Fanon é uma importante obra contemporânea sobre o racismo e seus impactos.

Natural da Ilha da Martinica o autor morreu jovem, aos 36 anos, nos EUA, mas deixou uma produção intlectual significativa.  No prefácio do livro, Lewis R. Gordon, presidente da Associação Filosófica Caribenha, afirma  que abordar a obra de Fanon em uma aula, nas décadas e 1960 e 1970 era se arriscar a perder o emprego, o que já dá uma idéia da força das suas afirmações.

Em Pele Negra, Máscaras Brancas, Fanon critica a negação do racismo contra a população negra na França, algo que ainda é atual, inclusive no Brasil.  Mas quem disse que ele para por aí? A polêmica vai mais além, pois Fanon afirma que esta negação é feita também por pessoas negras. O autor não generaliza a prática racista, mas examina o problema em variados níveis, inclusive no campo da construção do conhecimento.

Uso aqui  um trecho do prefácio de  Lewis R. Gordon:

“O livro fala por si mesmo, mas também é um livro que fala através de si mesmo e contra si mesmo. Fanon literalmente põe em xeque a maneira como entendemos o mundo e também provoca um desconforto na nossa consciência que aguça ansiosamente o nosso senso crítico”.

Com uma linguagem que passeia por vários formatos, inclusive a poesia, o trabalho aborda racismo, colonialismo, publicidade e linguagem. Esta, inclusive, é para o autor uma questão crucial, pois dominar a linguagem significa assumir uma identidade cultural.

O problema é que, segundo ele,  no caso dos negros, esta legitimidade cultural não se cumpre mesmo com o domínio do idioma.

“Muitos negros acreditam neste fracasso de legitimidade e declaram uma guerra maciça contra a negritude. Este racismo dos negros contra o negro é um exemplo da forma de narcisismo no qual os negros buscam a ilusão dos espelhos que oferecem um reflexo branco. Eles literalmente tentam olhar sem ver, ou ver apenas o que querem ver“, explica o autor do prefácio que, realmente, funciona como uma ótima introdução para o livro.

Pele Negra, Máscaras Brancas  foi traduzido pelo doutor em antropologia, professor da Ufba e artista plástico, Renato da Silveira, também autor da capa. A ideia de Renato aproveita exemplos que Fanon expõe ao longo do seu livro para explicar suas análises sobre a construção da imagem do negro na publicidade.

Na época em que fiz a matéria sobre o livro para o Caderno 2 de A TARDE, a explicação de Renato foi a seguinte:

“Decidi fazer uma pesquisa e escolhi imagens do negro que aparecem, principalmente, na propaganda comercial francesa, entre 1890 e 1950. São inclusive imagens citadas no texto de Fanon”.

Quem quiser mais informações sobre o livro,  a matéria que eu fiz e citei acima saiu na edição de A TARDE de 07/04/2008  no Caderno 2.  Um bom lugar para fazer pesquisas de edições antigas do jornal é o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), que funciona de segunda à sexta a partir das 14 horas.

Sugestões de locais onde o livro pode ser encontrado: 

Livraria do Ceao 
Avenida Carlos Gomes (das 14 às 18 horas)
Telefone: 3283-5516

Livraria Edufba – 3283-7075 e 3283-6165

 


Grêmio condena racismo. Finalmente!

postado por Cleidiana Ramos @ 1:24 PM
4 de julho de 2009

No final da tarde de ontem, o presidente do Grêmio, Duda Kroeff, prometeu que vai tentar identificar os torcedores que agrediram com gestos racistas o jogador do Cruzeiro Elicarlos. Quando se preparava para entrar em campo,  em Porto Alegre, na última quinta-feira,  Elicarlos foi recebido pela torcida gremista com gestos e sons que imitavam um macaco.

Parte da torcida já tinha feito os mesmos gestos para um outro jogador do Cruzeiro, também negro, Leonardo Silva. Elicarlos disse que o argentino Maxi López, jogador do Grêmio, o chamou de macaco durante uma disputa por bola no primeiro jogo entre as duas equipes por uma vaga na final da Copa Libertadores da América. A polícia mineira instaurou inquérito para apurar a agressão, pois o jogo foi disputado em Belo Horizonte.

Segundo Kroeff, haverá consulta às câmeras instaladas no estádio Olímpico, palco da partida. Ele prometeu que os torcedores identificados serão impedidos de assistir a jogos no local.  Mas admitiu que haverá problemas para encontrar os autores da prática racista no meio de  um público formado por 50 mil pessoas.

“O Grêmio rejeita essa atitude. É lamentável, é ridículo, é errado. Aqui no clube, convivemos com todos os tipos de raças e de religiões. O Grêmio tem uma estrela em sua bandeira como homenagem ao Everaldo, um atleta negro. É o único clube que fez isso. Olha, eu gostaria de poder identificar as pessoas que fizeram isso para que nunca mais voltem ao Olímpico”, disse. 

O pronunciamento do presidente do Grêmio, é válido. Mas até agora nem a Conmebol, que organiza a Copa Libertadores, nem a CBF, que representa o futebol brasileiro, fizeram qualquer tipo de menção ao caso e muito menos à disposição de tomar uma providência mais  dura, como impor sanções ao Grêmio. É isto que pelo menos acontece no Brasil quando torcedores invadem o campo ou provocam confusões nas arquibancadas. Clubes da Europa já foram punidos por conta de manifestações racistas das suas torcidas.

A Fifa tem reiteradamente tentado combater o racismo nos campos de futebol via a campanha “Diga não ao racismo”, inclusive com a prática de que capitães das equipes leiam, antes do jogo, um comunicado condenando este crime. Pelo bem do futebol, vale torcer para que a existência do racismo no esporte receba o tratamento de combate que merece.

Com informações do Globo.com


A guerra do ídolo contra a sua cor

postado por Cleidiana Ramos @ 7:07 AM
26 de junho de 2009
Algumas das tramutações do astro pop. Foto: AP Photo

Algumas das transmutações do astro pop. Foto: AP Photo

Confirmada a morte de Michael Jackson no ínicio da noite de ontem, volta e meia me econtro pensando nele com uma certa tristeza. Fico imaginando o quanto deve ter doído possuir uma vida interior tão atormentada. Digo isso porque não imagino ter sido de outra forma o dia-a-dia de alguém que não conseguiu aceitar a imagem que via no espelho desde criança. Sempre tive uma curiosidade, que nunca ficou totalmente satisfeita, de saber o que ele realmente pensava sobre a sua cor de pele.

As imagens que estão passando nas TVs a todo o momento mostram claramente a sua determinação em embranquecer ao longo do tempo. E este “branqueamento”  ultrapassa o  termo que é usado no Brasil para falar da decisão de mulheres negras em alisar seus cabelos via métodos químicos e pranchas numa busca de adequação ao padrão de beleza mundial: cabelos lisos, esvoaçantes.

Michael Jackson foi muito além dos cabelos. Sua pele não tinha mais nenhum tom de ação da melanina. É certo que ele disse certa vez que sofria de vitiligo, um distúrbio que cria uma descoloração da pele. A justificativa para o tom cada vez mais claro do rosto seria então maquiagem para uniformizar as marcas deixadas pelo vitiligo. Difícil acreditar nesta explicação pois além do clareamento da pele, o nariz, a boca e os cabelos mudavam constantemente.

Mas o rei do pop não falava sobre o que o  motivava a esta busca desenfreada para mudar seu fenótipo. Intrigante é que se tentava desesperadamente transmutar a aparência nata, na sua arte estavam lá os traços da música negra. Basta ouvir suas canções ou observar os passos da sua dança. Não à toa resolveu sair dos EUA para vir a Salvador gravar com o Olodum, um dos grupos que surgiram na esteira dos movimentos negros organizados brasileiros para o combate ao racismo. É certo também quem em Black or White ele brincou com as suas transformações. 

Michael Jackson é cidadão do país que tem uma das mais emblemáticas lutas contra as práticas racistas. É a terra de Rosa Park, Martin Luther King e que recentemente elegeu Barack Obama, um negro, com nome muçulmano, para comandar o país.

O maior ídolo pop de todos os tempos não tinha obrigação de fazer militância, porque isto é escolha política e da liberdade de consciência. Mas poderia ter convivido pacificamente com sua cor como é o caso de tantas outras celebridades norte-americanas: Denzel Washington, Samuel L. Jackson, Oprah Winfrey, Morgan Freeman, Whoopi Goldberg, Hale Barry, Lionel Richie, Stevie Wonder e outros mais.

Muita piada se fez sobre esta sua incansável batalha “para ficar branco”. Lembro que quando Barack Obama venceu as eleições circulou uma montagem fotográfica pela Internet mostrando, além do presidente eleito, Denzel Washignton, um dos mais influentes atores de Hollywood, o inglês Lewis Hamilton, o primeiro negro a vencer o campeonato de Fórmula Um e outros. No final tinha a foto de Michael Jackson já na versão embranquecida com a frase “Se arrependimento matasse…”

É  pena que esta sua enloquecida confusão de identidade vai ficar na história como  excentridade de uma estrela pop.  Talvez se ela fosse aprofundada poderia servir para a gente entender melhor o quanto esta questão de cor de pele ainda é um tormento para tantos.

Isto quase meio milênio depois que os homens inovaram na questão da escravidão: antes escravo era quem perdia a guerra. Com a corrida pela conquista da América, cor de pele virou, com produção de ciência para sustentar este pensamento, inclusive,  sinônimo de não humanidade, deixando sua marcas complexas e desiguais até hoje.


Livro traz opinião de jovens sobre racismo no Brasil

postado por Cleidiana Ramos @ 11:16 AM
2 de junho de 2009
Ações afirmativas como as cotas nas universidades são um dos temas abordados no livro. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

Ações afirmativas como as cotas nas universidades são um dos temas abordados no livro. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

O que jovens universitários pensam sobre o racismo no Brasil? Esta é uma das perguntas respondidas pelo livro Múltiplas Vozes- Racismo e Anti-Racismo na Perspectiva dos Universitários de São Paulo, que será lançado, hoje, a patir das 18 horas no Ceao. 

A autora, Paula Barreto, é a atual diretora do Ceao,  instituição que se prepara para festejar seus 50 anos em setembro deste ano. Paula é também professora do Departamento de Sociologia, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos ( Pos Afro) , todos pertencentes à Ufba.

A autora mostra como os estudantes analisam a presença do racismo, as ações utilizadas para combatê-lo e o que eles pensam sobre as ações afirmativas, principalmente as cotas para estudantes negros nas universidades brasileiras. As percepções destes jovens sobre as desigualdades educacionais e de classe também são abordadas no livro que foi editado pela Edufba.

A edição e a impressão ocorreram com o apoio do Programa Preparatório para a Promoção da Igualdade Étnico-Racial na Educação (Uniafro-MEC-Ufba), sob a coordenação do Ceao que, inclusive, tem ações voltadas para garantir a permanência de estudantes cotistas na Ufba. Este apoio consiste em bolsas, aulas de inglês, oficinas de informática e de produção de textos, dentre outras medidas.    

 


O fim da escravidão X Racismo

postado por Cleidiana Ramos @ 10:48 AM
12 de maio de 2009
Capa do livro escrito por Wlamyra Albuquerque que será lançado hoje. Foto: Divulgação

Capa do livro escrito por Wlamyra Albuquerque que será lançado hoje. Foto: Divulgação

A doutora em História Social e professora da Ufba, Wlamyra Albuquerque, lança, hoje, a partir das 19 horas, na Biblioteca Pública dos Barris, o livro O Jogo da Dissimulação- Abolição e Cidadania Negra no Brasil.

No livro, que sai pela editora Companhia das Letras, Wlamyra analisa a articulação entre a questão racial e o fim da escravidão no País. O estudo aprofunda a construção das justificativas raciais para as desigualdades sociais.

    
“O título é sobre esta artimanha brasileira de instituir fronteiras e lugares sociais sem precisar lançar mão de leis segragacionistas e celebrando a mestiçagem”, conta Wlamyra.

Às vésperas do 13 de maio,o estudo vem lançar luzes sobre o debate da questão racial brasileira e a trajetória da população negra após o fim da escravidão que aconteceu sem nenhum tipo de preparo para quem sustentou a força de trabalho durante três séculos e ainda hoje vive em meio  às consequências deste contexto. Vale, então, conferir.


Racismo X Urbanismo em debate

postado por Cleidiana Ramos @ 7:41 PM
20 de abril de 2009

Na próxima sexta-feira, 24, tem o lançamento de um livro que traz a abordagem de um tema  bem interessante, mas pouco discutido: a relação entre ocupação urbana e racismo. 

 Trata-se de Desigualdades raciais e segregação urbana em antigas capitais-Salvador, cidade d’Oxum, e Rio de Janeiro, cidade de Ogum. A obra, lançada pela editora Garamond, analisa o impacto das desigualdades raciais na ocupação urbana em Salvador e no Rio de Janeiro.

A autora é Antonia Garcia, que, além da sua conhecida militância, foi secretaria da Reparação de Salvador de agosto a abril de 2008. Antes, Antonia ocupou o posto de subsecretária da mesma pasta de abril a agosto de 2007. O lançamento será às 18 horas, na Apub (Rua Padre Feijó, 49, Canela).