Notícias de Washington

postado por Cleidiana Ramos @ 5:34 PM
24 de maio de 2010

Escolhi duas fotografias para mostrar um pouco do que vi em Washington, EUA, cidade que me surpreendeu, por ser muito vibrante, algo que a gente às vezes nem imagina por ser a capital do País e, portanto, centro do poder político. Eu a imaginava como um grande centro administrativo, que fica esvaziada nos finais de semana. Mas não. Tem muito para se ver por lá.  Estou publicando abaixo points interessantes em relação à memória negra.


Afro Imagem 2: O marco do discurso de Martin Luther King

postado por Cleidiana Ramos @ 5:32 PM
24 de maio de 2010

Olha eu aí  apontando para um marco importantíssimo: é a pedra que mostra o lugar exato no topo das escadarias do Memorial Abraham Lincoln , localizado em Washington, de onde Martin Luther King fez o seu famoso discurso mais conhecido como I Have  a Dream. O marco é um dos locais mais fotografados por quem visita o memorial.  Quem fez o registro foi Juliana Dias, do Instituto de Mídia Étnica.


Tour pelo respeito à memória

postado por Cleidiana Ramos @ 8:16 AM
20 de maio de 2010

Amigos do Mundo Afro: ontem foi um dia super corrido. Saí de Washington, mas não sem antes visitar o Museu Africano que faz parte do complexo Smithosonian. Esta instituição voltada para a divulgação da ciência e cultura começou por meio da doação de U$ 500 mil dólares, além de acervos, do milionário inglês James Smithson.

Existem outros museus da instituição.No caso do Museu Africano há também peças doadas pela família Walt Disney. Estima-se que a unidade tenha cerca de 1.500 peças. Eu fiz um passeio fantástico vendo obras dos séculos XVI, XVII e XVIII de impérios da região da Nigéria, de Angola, do Congo, dentre outros locais.

Uma porta de um palácio da região de língua iorubá que mostra cenas como a cavalaria, o rei e suas esposas é fantástica. Ela foi talhada em madeira e conservada no seu formato original sem nenhum tipo de intervenção. Fiz fotos com visibilidade na medida do possível, pois lá não é permitido o uso de flash, mas, infelizmente, o computador que estou usando está sem o programa que  me permite postá-las. Assim que voltar prometo disponibilizá-las. Mas quem não quer esperar pode conferir peças da coleção clicando aqui.   

Antes de sair de Washington fomos ainda (estou em um grupo formado por mais dez jornalistas brasileiros) até o Memorial Abraham Lincoln e estive no local de onde Martin Luther King proferiu o discurso que ficou conhecido pela frase inicial dos seus trechos: I have a Dream.O mais legal é que não param de chegar escolas para visitar todo o complexo e a homenagem a King é um dos points mais fotografados.

Claro que não saí de lá sem ver a Casa Branca, mas confesso a vocês fiquei decepcionada com o tamanho do prédio principal. Imaginei que fosse maior. De lá saímos correndo para tomar o voo para Atlanta e não pensem que as emoções do dia acabaram.

Aqui chegando fomos imediatamente para uma recepção já com a presença do ministro  Elói Ferreira que é o titular da Secretaria Especial de Promoção de Políticas Públicas para a Igualdade Racial  (Seppir) no Memorial Martin Luther King.

Na verdade trata-se de um parque onde está o acervo relacionado a ele e à sua luta. Estou ansiosa para conhecer mais da cidade que é considerada o coração da luta contra a discrminação racial aqui nos EUA por ser a terra de Martin Luther King. 

As reuniões do acordo já começam amanhã.


Spielberg produz filme sobre Martin Luther King

postado por Cleidiana Ramos @ 1:30 PM
19 de maio de 2009
Vida de líder negro vai para a telona. Foto: AP Photo|File

Vida de líder negro vai para a telona. Foto: AP Photo|File

Steven Spielberg, via o seu estúdio, o DreamWorks, vai produzir um filme sobre a vida de Martin Luther King.  A informação é do site UOL.

“Estamos honrados de ter a oportunidade de contar este momento histórico. Temos esperança de que o poder criativo do cinema e o impacto da vida do doutor King possam ser combinados para apresentar uma história de poder inegável da qual possamos estar orgulhosos”, disse Spielberg.

Não foi divulgado quem será o ator que terá a missão de interpretar King.


O I have a dream de Martin Luther King

postado por Cleidiana Ramos @ 12:09 PM
7 de maio de 2009
Martin Luther King Jr. no dia do famoso discurso. Foto: AFP PHOTO| FILES

Martin Luther King Jr. no dia do famoso discurso. Foto: AFP PHOTO| FILES

Para todos que, mesmo firmes, às vezes cansam diante das ainda tantas necessárias lutas contra o racismo e a desigualdade no Brasil  é revigorante ouvir as palavras de Martin Luther King Jr.

Poucas vezes alguém conseguiu falar de forma a unir poesia e reivindicação social como ele. Conhecido como I have a dream, o discurso do dr. King, como ele era também chamado nos EUA, pronunciado no dia 28 de agosto de 1963 nos degraus do Lincoln Memorial em Washington D.C., entrou para a história.

 
Ele voltou ainda mais forte à tona durante a campanha eleitoral e consequente vitória de Barack Obama, como uma espécie de hino pela igualdade.

         
O discurso épico de Luther King foi pronunciado durante a Marcha de Washington por Empregos e Liberdade.  A marcha trouxe mais força ao movimento pelos direitos civis, que culminou com a aprovação, pelo Congresso Americano, em 1964 do Civil Right Act (Ato Pelos Direitos Civis).

 
Em 1964, Martin Luther King tornou-se o mais jovem ganhador do prêmio Nobel da Paz. Nascido em Atlanta, Geórgia e pastor protestante, King passaria à história como um dos mais importantes ativistas pelos direitos civis, contra a desigualdade que vitimava principalmente a população negra americana.

     
Graduado em Sociologia e PhD em Teologia esteve entre os líderes da campanha desencadeada pelo gesto de Rosa Parks, em 1955. Cansada, após um dia de trabalho, ela recusou dar o seu lugar no ônibus para uma pessoa branca, como mandava a lei e acabou presa.

Líderes negros organizaram, então, um boicote aos ônibus por conta da segregação racial vigente. Foram 381 dias de boicote, encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana de tornar ilegal a discriminação racial em transporte público.

 
A partir daí King intensificou sua militância, liderando marchas e pregando a luta sem violência pelo direito ao voto, fim da segregação e de vários tipos de discrminação.

Odiado por segmentos racistas do sul do país, Martin Luther King Jr. foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, por James Earl Ray, que confessou o crime, mas o negou anos depois.

Aproveitem parte do discurso em  vídeo que encontrei no youtube, em versão legendada.