Vércia apresenta show com base na cultura afro-brasileira

postado por Cleidiana Ramos @ 9:50 AM
25 de maio de 2015
A cantora Vércia faz apresentação única no Pelourinho. Foto: Divulgação

A cantora Vércia faz apresentação única no Pelourinho. Foto: Divulgação

Quem curte uma música feita com base nas raízes culturais da Bahia não pode perder o show da cantora Vércia, no próximo dia 29, na Praça Pedro Archanjo, Pelourinho.

O show intitulado Vércia & Muriquins vai das 21 às 23 horas. A banda Muriquins é formada por Gabriel Barros (guitarra); Alex Ferreira (baixo);Ricardo Cara de Rato (percussão); Marcus Santos (bateria) e Artur Costa (backing vocal).

Com direção musical de Marcus Santos e direção cênica de Maria Prado de Oliveira, o show vai contar com as participações especiais de Carlos Barros, Dão e Viviam Caroline.

No repertório,  Iansã, composta por Hugo de Castro Alves, Lua Marina e Bruno Ribeiro, concorrente ao Prêmio Caymmi de Música; Brilho de Beleza (Nego Tenga), dentre outras. Por todo o show estarão presentes referências à herança afro-brasileira, além de repertório do cancioneiro popular.

SERVIÇO:
Show: Vércia & Muriquins
Quando: 29 de maio de 2015, às 21 horas
Onde: Praça Pedro Archanjo, Pelourinho
Participações especiais: Carlos Barros, Dão e Viviam Caroline
Ingresso: 10 reais ( valor único)


Salve, dona Clementina!

postado por Cleidiana Ramos @ 4:12 PM
5 de fevereiro de 2010

A voz belíssima de Clementina de Jesus é inconfundível. Foto: Walter Firmo | Divulgação

O destaque musical de hoje é a belíssima voz de sua majestade Clementina de Jesus (1901-1987). É sempre um prazer relembrar o seu timbre inconfundível.  Estou também atendendo um pedido da minha colega jornalista, Meire Oliveira.  Portanto, curtam  o vídeo aí abaixo.


O desafio do ensino das culturas Afro e Indígena nas escolas

postado por Cleidiana Ramos @ 3:45 PM
1 de junho de 2009
Eugênia Ana dos Santos é um exemplo das escolas que conseguem cumprir a Lei 10639/03 com perfeição. Foto: Elói Corrêa | AG.  A TARDE

A Eugênia Anna dos Santos é um exemplo das escolas que conseguem cumprir a Lei 10639/03 com perfeição. Foto: Elói Corrêa | AG. A TARDE

O ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de todo o  país é obrigatorio segundo uma Lei promulgada há seis anos (10639/03).

No ano passado,  a legislação sofreu uma modificação ( Lei 11645/08) e  passou a obrigar também o ensino da História e Cultura Indígenas.

O problema é que a operacionalização continua lenta. Falta de material didático,  professores sem formação para abordar o tema adequadamente, dentre outros entraves costumam ser apontados pelos governos nas três categorias (municipal, estadual e federal) para explicar o não cumprimento da legislação nos moldes em que já devia  acontecer.

Salvador ao adotar,em 2005, a política de cumprimento da Lei foi a primeira capital do país a tomar esta medida. E para tornar realidade a promessa  nas escolas públicas da capital baiana não tem sido fácil. No universo das particulares então tem sido ainda mais vagaroso. Imaginem o desafio de fazer o mesmo em todo o território baiano.

Este assunto foi tema de uma matéria que saiu  no caderno Vestibular encartado na edição de hoje do jornal A TARDE.

A reportagem assinada por Nina Neves traz um apanhado sobre como os alunos enxergam a questão- eles acham positivo aprender a história do Brasil do ponto de visto de outras culturas que não a eurocentrista- e também sobre experiências para aplicação da legislação efetuadas na Bahia.

Como uma das queixas relacioandas ao cumprimento da Lei é falta de material de suporte fica aqui a sugestão de leitura para quem gosta e precisa acompanhar o tema.  


Educadores lançam vídeo sobre Lei 10.639/03

postado por Cleidiana Ramos @ 12:07 PM
29 de abril de 2009
Estréia será amanhã na Sala Walter da Silveira. Foto: Divulgação

Estréia será amanhã na Sala Walter da Silveira. Foto: Divulgação

Amanhã, 30, com sessões às 16 e às 20 horas, estréia, o documentário Práticas Pedagógicas: a diversidade cultural na sala de aula. As exibições acontecerão na Sala Walter da Silveira, localizada no prédio da Biblioteca Pública, Barris. A entrada é gratuita.

    
O documentário foi produzido por educadores da Coordenadoria Regional da Liberdade, com a coordenação da educadora Jô Bahia.  O roteiro e a direção ficaram com o professor Bruno D´Almeida.

O vídeo aborda ações para a aplicação da Lei 10.639/03 que estabelece o ensino de História da África e Cultura Afro- Brasileira nas escolas do País. No ano passado a Lei foi modificada pela 11.645  que incluiu também a obrigatoriedade do ensino da  cultura indígena.

A Coordenadoria da Liberdade engloba 30 escolas municipais e a região é conhecida como a de maior concentração da população negra de Salvador. É também uma das mais efervescentes culturalmente, afinal é o endereço de instituições como o Ilê Aiyê.

       
A escola Mãe Hilda, mantida pelo Ilê, é uma das pioneiras na cidade na inclusão de práticas estabelecidas pela Lei. O vídeo aborda a atuação de professores, como Niclécia Gama, da Escola Municipal Abrigo Filhos do Povo, que por meio de uma atividade sobre as Casas Ndebeles africanas, trabalhou conteúdos de língua portuguesa, geometria, geografia e história com seus alunos.

 
“Ao todo, neste documentário, doze professores realizam atividades para seus educandos, mostrando que o ensino da cultura afro não se limita a atividades festivas, que são muito importantes, mas também em todas as áreas de estudo, habilidades e competências do currículo escolar”, afirma a educadora Jô Bahia.

Segundo Jô Bahia, nenhuma das atividades foi feita exclusivamente para o vídeo.“Tudo foi feito no decorrer do ano letivo, durante o planejamento pedagógico dos professores e da escola, e recuperado para a produção audiovisual”. A experiência animou a equipe. O diretor Bruno D´Almeida conta que já estão em andamento novos projetos.

 
“Este é o primeiro documentário do Núcleo de Produção Audiovisual, que funciona atualmente na CRE Liberdade e já estamos nos preparando para produzir um novo documentário, intitulado Contadores de histórias, mais uma vez com a participação central de professores e educandos da rede escolar”.