Eventos debatem religiosidade afro-brasileira

postado por Cleidiana Ramos @ 10:15 AM
23 de setembro de 2013
Registro do I Encontro de Nações, realizado em 1981. O primeiro à esquerda é o professor Vivaldo da Costa Lima e a última à direita Mãe Olga de Alaketo. Foto: Cedoc A Tarde

Registro do I Encontro de Nações, realizado em 1981. O primeiro à esquerda é o professor Vivaldo da Costa Lima e a última à direita Mãe Olga de Alaketo. Foto: Cedoc A Tarde

Reproduzo aqui a matéria que saiu na edição do último domingo. Um daqueles eventos que tem tudo para fazer história:

 

Cleidiana Ramos

 

Membros das religiões afro-brasileiras  vão realizar, a   partir da próxima terça-feira (amanhã, dia 24), mais uma edição de um evento marcante: o III Encontro de Nações de Candomblé. Realizada pela primeira vez em 1981, a reunião este ano tem a novidade de contar com a representação das tradições de outra regiões da Bahia, como o jarê e  o pegi, originários da Chapada Diamantina e Jacobina, respectivamente. De forma simultânea vai acontecer o I Simpósio de Estudos da Religião Afro-Brasileira. Os eventos serão na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Terreiro de Jesus.

O simpósio  apresentará  estudos do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da Ufba, sediado no Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao), instituição promotora das duas iniciativas. “O encontro ganhou uma dimensão que está nos surpreendendo”,  diz Márcia Souza que, ao lado de Lindinalva Barbosa e dos doutores em antropologia Cláudio Pereira e Jeferson Bacelar, forma a comissão organizadora.

“Será um espaço onde os religiosos de matriz africana vão atualizar as discussões de interesse e ter notícias da diversidade que caracteriza a prática religiosa”, aponta Lindinalva Barbosa. Ela também destaca a presença de jovens pesquisadores no simpósio. “O interessante é que muitos deles também são de candomblé”, completa. Para  Jeferson Bacelar, será a oportunidade de perceber como o candomblé está lidando com questões atuais.

“O candomblé tem uma dinâmica muito interessante, tanto interna como externa. Mesmo mantendo  tradições, ele precisa dialogar com o moderno”, diz. Homenagem Escolhido para ser homenageado, o doutor em antropologia e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Júlio Braga, vai realizar uma palestra intitulada O Antropólogo na Encruzilhada, tema de um dos livros dele.

“É uma reflexão a partir de uma pergunta que sempre me faziam. As pessoas consideram contradição pesquisar a religião que se professa. Cada vez que me perguntavam sobre isso tinha vontade de xingar. Para não fazê-lo, preferir escrever”, conta Braga, em meio a gargalhadas. Ele tem extensa produção sobre o candomblé, inclusive livros que se tornaram clássicos, como O  Jogo de Búzios .

A saudação inicial aos dois eventos será feita pela ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi. Já a conferência de abertura do simpósio terá Vagner Gonçalves como palestrante. [veja entrevista com o estudioso na página ao lado]. Para participar é necessário fazer inscrição no Ceao, que fica no Largo 2 de Julho. A inscrição custa R$  20 (estudante) e R$ 30 (público em geral). Para ver a programação acesse www.ceao.ufba.br

Povo de Santo não foge à discussão

O I Encontro de Nações de Candomblé, realizado em 1981, nasceu da ideia de um curso de extensão sobre as religiões afro-brasileiras.  Na primeira edição, já foi comemorada a participação de representantes da nação angola que foi pouco mencionada nos estudos clássicos. A palestra de abertura do encontro foi feita pelo antropólogo Vivaldo da Costa Lima, autor do texto clássico sobre o uso do conceito de nação para definir as tradições do candomblé. Os demais  palestrantes foram escolhidos a partir de sugestões do  povo de santo. O patrono foi o orixá Ogum. O segundo encontro foi realizado em 1995 e teve como patrono o orixá Oxóssi. Esse ano, Xangô foi escolhido como o regente do evento.

A reunião para discutir as tradições é uma prática antiga no candomblé baiano. Mesmo quando a organização parte de pesquisadores, o povo de santo deixa uma marca muito forte. Manifesto Foi assim no II Congresso Afro-Brasileiro. Sediado em Salvador, o congresso foi organizado por Édison Carneiro, Aydamo Couto Ferraz e Reginaldo Guimarães, em 1937, mas não teria acontecido sem a colaboração do babalaô Martiniano do Bonfim, e contou com um texto de Mãe Aninha sobre culinária ritual.  De 17 a 23 de julho de 1983, foi realizada na capital baiana a II Conferência Mundial da Tradição Orixá e Cultura. O evento gerou um manifesto, liderado por Mãe Stella, defendendo a autoafirmação do candomblé como religião.


Ceao recebe Ogum´s Toques

postado por Cleidiana Ramos @ 10:46 AM
21 de agosto de 2013
Limeira e Semog

Os escritores Limeira e Éli Semog prometem noite de homenagem à literatura e música. Foto: Divulgação/Ceao

Na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas, no Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao/Ufba) os escritores Éle Semog e Limeira comandam o evento chamado de “Ogum´s Toques”.

A dupla promete muita poesia, diálogo e música.

O Ceao fica no Largo 2 de Julho, no centro da cidade. É uma excelente opção de programa para a sexta-feira.


Ceao recebe programação sobre gênero

postado por Cleidiana Ramos @ 6:50 PM
24 de julho de 2013
Ceao recebe evento que une atividades lúdicas e discussão científica. Foto:  Lúcio Távora/ Ag. A TARDE/16.07.2009

Ceao recebe evento que une atividades lúdicas e discussão científica. Foto: Lúcio Távora/ Ag. A TARDE/16.07.2009

Pessoal: segue aí a sugestão de um programa legal, que une o lúdico e obtenção de conhecimento.

Amanhã, quinta-feira, 25, a partir das 18 horas, no Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao), localizado no Largo 2 de Julho, acontece a atividade intitulada “Canto às mulheres africanas, afro-latino- americanas e afro-caribenhas”.

Na programação tem roda de prosa sobre a mulher negra a partir da África para os países da diáspora, comandada por Rasidat Lola Akanni, Vilma Reis, Alicia Sanabria, Emanuelle Góes e Nisseti Falu, com a mediação de Solange Matos.

Em seguida tem a apresentação do núcleo de pesquisa gênero, raça, etnia e geração com a doutora Elisabete Pinto; apresentação musical com o cantor Renato Alves e a exposição de fotografias “O pente que me penteia- um tributo à negra carapinha” e a mostra de telas “A Casa da Solidão” do artista plástico Fernando Bernardes.


Ceao recebe debate sobre fotografias nos terreiros

postado por Cleidiana Ramos @ 1:58 PM
30 de agosto de 2012

Fotografias do ambiente dos terreiros são destaque em debate. Foto: Denise Camargo

Pessoal: hoje vai rolar no Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao), no Largo 2 de Julho, um evento muito interessante: um debate sobre produção de imagens fotográficas no ambiente dos terreiros de Candomblé.

O encontro, do qual eu vou participar, será das 19 às 21 horas e integra uma iniciativa chamada “Processos do Silêncio”, que é realizada pela fotógrafa e pesquisadora Denise Camargo.

Além de mim e Denise, o encontro vai ter a participação do cineasta Pola Ribeiro, que é o responsável pelo inquietante O Jardim das Folhas Sagradas e do pesquisador Marcelo Bernardo da Cunha.

E tem ainda uma boa notícia: o debate vai ser transmitido ao vivo pelo site  http://www.oju.net.br e pelo portal do Irdeb (http://www.irdeb.ba.gov.br). Dá para participar enviando perguntas via twitter a partir do seguimento do perfil @ojunet.

O projeto desenvolvido por Denise foi contemplado com o II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras com patrocínio da Petrobras; realização do CADON e parceria da Fundação Cultural Palmares.

Além disso, tem o  apoio institucional do Ceao/UFBA. Fabiane Beneti (Empresa Livre) assina a produção executiva.

A ação em Salvador incluiu uma oficina, gratuita, que teve mais de 300 inscrições, o equivalente a dez vezes o número de vagas disponíveis.


Cabo Verde é tema de palestra

postado por Cleidiana Ramos @ 2:21 PM
15 de junho de 2011

Professor Claudio Furtado faz palestra amanhã. Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE|09.03.2007

Gente tem um programa legal amanhã. O Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Posafro) promove a palestra “Desenvolvimento e integração africana: um olhar a partir de Cabo Verde” que será proferida pelo professor doutor Claudio Furtado.

O palestrante é professor da Universidade do Cabo Verde e docente visitante do Posafro.

A palestra será no auditório Milton Santos a partir das 18h30, no Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao), localizado no Largo 2 de julho.

Já participei de um mini curso ministrado pelo professor e recomendo. É show de bola.


Ceao promove curso para educadores

postado por Cleidiana Ramos @ 11:13 AM
14 de julho de 2010

A Escola Barbosa Romeu em São Cristóvão é uma das consideradas referências no cumprimento da Lei 11.645/08. Foto: Fernando Amorim| Ag. A TARDE|20.05.2005.

Atenção educadores: estão abertas até o dia 6 do próximo mês as inscrições para o Curso de formação de Professores para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras. Podem se inscrever professores,coordenadores e diretores das redes públicas federal, estadual e municipal.

O curso é promovido pelo Centro de Estudos Afro-Orientais com o apoio do Ministério da Educação através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC).

Para saber mais tem um site específico ( www.cursoensinoafro.ufba.br) e o telefone 3283-5519. O serviço telefônico funciona de segunda a sexta-feira, das 13 às 17 horas. Ao ligar procurar a professora Zelinda ou Lucylanne.

Por conta da Lei 11.645/08 (que reformulou a 10.639/03) todas as escolas brasileiras de ensino fundamental são obrigadas a promover o ensino das disciplinas História da África e Cultura Afro-Brasileira, além de História e Cultura Indígenas.


África do Sul em debate

postado por Cleidiana Ramos @ 4:51 PM
30 de junho de 2010

A África do Sul pós Mandela é tema de palestra. Foto: AFP Photo/Schalk Van Zuydam

Programa legal para quem gosta de absorver novos conhecimentos sobre a África do Sul. Na próxima segunda-feira , dia 5, a partir das 19 horas tem a palestra intitulada A África do Sul Pós- Mandela: Democratização ou Momento Democrático Perdido?. A palestra será realizada pelo professor doutor da Universidade de Cape- Town, África do Sul, Colin Darch.

Na quarta-feira, dia 7, ele fala, no mesmo horário, sobre Acesso à Informação: Direito do Cidadão e Dever do Estado.

As palestras acontecerão no Ceao, localizado no Largo 2 de Julho, e é promovida pela instituição e pelo Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós Afro).


Novas leituras sobre a História do Negro

postado por Cleidiana Ramos @ 5:13 PM
11 de maio de 2010

Debate enfoca História do Negro no Brasil. Reprodução: Gravura de Rugendas| Arquivo A TARDE

Na próxima quinta-feira acontece, a partir das 18 horas, no Ceao, um evento que tem tudo para ser interessante. Trata-se da mesa redonda intitulada A História do Negro no Brasil Face a Outras Leituras.

O encontro vai ser coordenado por Cloves Luis Pereira Oliveira com as participações de Wlamyra Albuquerque, Francisco Carlos Cardoso da Silva, Osmundo Santos de Araujo Pinho, Nilo Rosa dos Santos, Jesiel Ferreira de Oliveira Filho e Ana Cláudia Lemos Pacheco.

Destaco aqui a participação da professora Wlamyra Albuquerque que tem pesquisas mais do que interessantes na linha de história da escravidão. Dentre os seus trabalhos está o livro intitulado O Jogo da Dissimulação- Abolição e Cidadania Negra no Brasil, lançado em maio do ano passado.

O Ceao fica no Largo Dois de Julho e a mesa redonda será no auditório Agostinho da Silva.


O Discurso da Luz no Ceao

postado por Cleidiana Ramos @ 8:01 AM
9 de dezembro de 2009
Uma das fotografias de Mãe Menininha que faz parte do Arquivo A TARDE. Foto: Arquivo A TARDE

Uma das fotografias de Mãe Menininha que faz parte do Arquivo A TARDE. Foto: Arquivo A TARDE

Amigos do Mundo Afro: amanhã, a partir das 16 horas, estarei fazendo a defesa da minha dissertação de mestrado intitulada O Discurso da Luz- Imagens das Religiões Afro-Brasileiras no Arquivo do Jornal A Tarde. Trata-se de um estudo sobre a importância documental de 1.432 fotografias pertecentes ao Arquivo A TARDE que retrata diversos aspectos do candomblé, umbanda, culto dos eguns e outras modalidades religiosas.

A banca avaliadora é formada pelos doutores em antropologia Claudio Luiz Pereira ( o orientador),  Nicolau Parés,  ambos do Programa de Pós-Gradução em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro), do qual sou aluna, e Fernando de Tacca, da Unicamp. O Pós-Afro é vinculado à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba.

A defesa será no Ceao, localizado no Largo 2 de Julho. Quem se interessar por fotografia e antropologia e puder aparecer será bem vindo.


Ceao festeja 50 anos

postado por Cleidiana Ramos @ 10:18 PM
25 de setembro de 2009
A socióloga Paula Barreto é a atual diretora do Ceao. Foto: Lúcio Távora | AG. A TARDE

A socióloga Paula Barreto é a atual diretora do Ceao. Foto: Lúcio Távora | AG. A TARDE

O Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao) está completando 50 anos. Nas próximas terça e quarta-feira será realizado um colóquio comemorativo (ver o próximo post).  O Ceao tem o dia 27 de setembro como referência para a celebração do seu aniversário. Quando surgiu em 1959, a partir da iniciativa do humanista português, Agostinho da Silva, a sua missão era aproximar o Brasil dos países da África que começavam a se libertar da política colonialista européia.

“O Ceao tinha a missão de funcionar como um canal de diálogo entre a universidade e a comunidade afro-brasileira, por um lado, e entre o Brasil e os países africanos, mas também os asiáticos”, explica a diretora do Ceao, Paula Cristina da Silva Barreto, doutora em Sociologia.

De acordo com Paula Barreto, a manutenção desta tradição é uma caracerística constante do Ceao e o que o orienta também para o futuro. “As linhas de atuação que marcaram a fundação do CEAO têm desdobramentos até hoje, seja através da realização dos cursos de língua estrangeira, ou do foco para as relações internacionais, em especial, para as relações entre o Brasil e países africanos e asiáticos”, acrescenta.

O Ceao é um órgão ligado à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba (FFCH). Sua principal ação é a realização de pesquisas sobre os temas afro-brasileiros, além de apoio às ações afirmativas implantadas pela Ufba a partir do seu sistema de cotas.

Há em curso uma proposta para transformar o Ceao numa nova unidade de ensino da universidade voltada para os estudos étnicos e africanos.  No Ceao  funciona um programa de pós-graduação, o Pós Afro. Também compõem a unidade o Museu Afro-Brasileiro, uma biblioteca especializada e uma livraria. A revista Afro-Ásia, publicada desde 1965, com tiragem semestral, é o periódico oficial do órgão.

O Ceafro, programa voltado para a educação e profissionalização com o recorte racial e de gênero, também funciona no Ceao. Lá é a sede do Fábrica de Idéias, um curso anual e avançado sobre relações étnicas, raciais e cultura negra. 

Para saber mais sobre o Ceao acesse seu site oficial clicando aqui. Na edição deste sábado, o Caderno 2+ traz uma reportagem especial sobre a instituição. A programação do colóquio comemorativo está num post abaixo. 


Programação do Colóquio comemorativo

postado por Cleidiana Ramos @ 10:11 PM
25 de setembro de 2009
Aniversário do Ceao terá colóquio comemorativo. Foto:  Lúcio Távora | AG. A TARDE

Aniversário do Ceao terá colóquio comemorativo. Foto: Lúcio Távora | AG. A TARDE

Confiram aqui a programação do colóquio comemorativo aos 50 anos do Ceao, que vai acontecer na próxima terça e quarta-feira. A inscrição é gratuita, mas como há limite de vagas é bom checar antes se ainda é possível participar. Observem também que as atividades vão acontecer em dois espaços: na sede do Ceao, localizada no Largo 2 de julho, e na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, Centro Histórico. Os telefones do Ceao são 3283-5500/5501 e 5502.O site é o www.ceao.ufba.br

Programação:

Terça- 15 horas- Abertura com homenagem aos ex-diretores e ex-funcionários do Ceao.

16h- Conferência de Abertura- O Campo dos Estudos Africanos no Brasil
Conferencista: Professor Kabenguelê Munanga (Centro de Estudos Africanos- USP)
Local: Faculdade de Medicina da Bahia- Ufba- Centro Histórico, Terreiro de Jesus.

18h30-Lançamento dos seguintes livros:

-África Negra- História e Civilizações. Tomo I, de Elikia M´bokolo
-O Poder dos Candomblés. Perseguição e Resistência no Recôncavo da Bahia, de Edmar Ferreira Santos
-Martiniano Eliseu do Bonfim. Um Princípe Africano na Bahia. Cadernos da Memória, Volume 1, de Marcos Santana
-Revista Afro-Ásia nº 38
-Mapeamento dos Terreiros de Salvador,  de Jocélio Teles dos Santos (Coordenador).
-Lançamento do site do Ceafro e do documentário Diálogos Cotistas: qualificando a permanência na Ufba.
Local: Auditório Milton Santos- Ceao (Largo 2 de julho).

Quarta-feira-9h- Exibição seguida de debate do filme Agostinho da Silva- Um pensamento vivo, de João Rodrigo Mattos. O filme foi realizado pelo neto do fundador do Ceao e apresenta o percurso biográfico do humanista português, passando pelas obras que escreveu durante seu autoexílio de 25 anos no Brasil e indo até sua morte em Portugal em 1994.

11h- Mesa Redonda: A Universidade e as políticas para as comunidades negras- Valnizia Pereira Oliveira (ialorixá do Terreiro do Cobre); Zulu Araújo (presidente da Fundação Cultural Palmares); Luiz Alberto (deputado federal); Luiza Bairros (secretária estadual de Promoção da Igualdade); Bira Coroa (deputado estadual e presidente da Comissão de Promoção da Igualdade da Assembléia Legislativa da Bahia); Ailton Ferreira (secretário municipal da Reparação); Rosângela Costa Araújo (coordenadora do Instituto Nzinga de Capoeira Angola/ professora da Faculdade de Educação da Ufba). 

14 horas- Mesa Redonda- Olhares sobre o Brasil e a Bahia- Prof. Eakin Marshall (Associação de Estudos Brasileiros; Vanderbilt University); Prof. Yussuf Adam (Universidade Eduardo Mondlante, Moçambique) e Prof. Ralph Cole Waddey (Mestre em Economia e Estudos Latino-americanos, University of Florida; pesquisador da música brasileira).

16 horas- Conferência de Encerramento- Percepções da Bahia do final do Século XX: A Conexão Ceao. Conferencista: Prof. Arani Dzidzienyo (Africana Studies, Portuguese Brazilian Studies, Brown University- EUA).
Local: Anfiteatro e área externa da Faculdade de Medicina da Bahia- Terreiro de Jesus, Centro Histórico.


Histórias sobre os cotistas da Ufba

postado por Cleidiana Ramos @ 5:50 PM
24 de setembro de 2009
Documentário retrata rotina dos cotistas da Ufba. Foto: Arestides Baptista|AG. A TARDE

Documentário retrata rotina dos cotistas da Ufba. Foto: Arestides Baptista|AG. A TARDE

Na próxima terça-feira, às 19 horas, no Auditório Milton Santos, Ceao, Largo 2 de Julho, será exibido o documentário Diálogos Cotistas.  O evento está sendo promovido pelo Ceafro.

O documentário foi produzido pelos participantes do sistema de cotas da Ufba durante o projeto Qualificando a Permanência, realizado na universidade em 2007.

O filme mostra a rotina dos estudantes cotistas na Ufba, seus desafios e as estratégias para superá-los. Mais uma ótima oportunidade para enriquecer o debate sobre o tema.  Outras informações no site www.ceafro.ufba.br.

 


Ideias em palavra: Resignificação da negritude

postado por Cleidiana Ramos @ 6:25 PM
16 de setembro de 2009
Jocélio Teles analisa em livro inserção da questão negra no Estado brasileiro. Foto: Elói Corrêa|AG. A TARDE

Jocélio Teles analisa em livro inserção da questão negra no Estado brasileiro. Foto: Elói Corrêa|AG. A TARDE

O livro O Poder da Cultura e a Cultura no Poder- a disputa simbólica da herança cultural negra no Brasil, de autoria do doutor em antropologia, Jocélio Teles, e editado pela Edufba, é ideal para quem deseja compreender como aconteceu a inserção de questões ligadas à identidade negra e religiões de matrizes africanas na pauta do Estado.

O autor discute como estes temas se tornaram um assunto crucial para as instâncias de poder e as formas como as organizações do movimento negro político e também o religioso se movimentaram neste contexto.

Um outro ganho do livro de Jocélio é a linguagem. Apesar da complexidade do tema, o livro tem uma escrita leve, capaz de ser compreendida de primeira, diferente de algumas abordagens acadêmicas que de tão intricadas faz quem não está acostumado com os meandros da teoria abandonar a leitura.

O períoodo de análise do livro vai dos anos 60 aos 90 e é interessante constatar como os símbolos afro-brasileiros foram ganhado novos significados  para o Estado e para os próprios movimentos sociais.

É também interessante as informações sobre o período de perseguição aos terreiros  de candomblé e o contexto em que saiu o decret0 do governo baiano acabando com a necessidade da retirada de autorização para a realização dos cultos em 1976 .

O livro também apresenta um panorama de como o racismo foi tratado pelas várias representaçõs do Estado brasileiro neste período.

Jocélio Teles, atualmente, é coordenador do Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós Afro), mantido pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba e sediado no Ceao.

É também autor do estudo O Dono da Terra- o caboclo nos candomblés da Bahia, que a gente já não acha facilmente. Trata-se de uma obra que precisa de uma reedição urgente, pois é muito valiosa, afinal ainda são poucos os estudos sobre candomblé de caboclo, diante da sua continuidade e cada vez mais crescente inserção nos terreiros.

Ele foi também diretor do Ceao e coordenador da pesquisa Mapeamento dos Terreiros de Salvador, publicada há dois anos. As livrarias onde é mais fácil encontrar O Poder da Cultura e a Cultura no Poder  são as especializadas como a do Ceao, as da Edufba e a LDM.


Entrevista com Angela Davis em A TARDE

postado por Cleidiana Ramos @ 11:04 AM
8 de agosto de 2009
Angela Davis veio a Salvador para participar da XII edição do programa Fábrica de Idéias. Foto: Fernando Amorim| Ag. A TARDE

Angela Davis veio a Salvador para participar da XII edição do programa Fábrica de Idéias. Foto: Fernando Amorim| Ag. A TARDE

Esta semana ganhei um destes presentes que a atividade de repórter quase sempre nos oferece: fui escalada para entrevistar a famosa ativista do movimento negro e dos direitos para as mulheres nos EUA, Angela Davis. O resultado sai na edição de amanhã do jornal A TARDE.

Dona de uma inteligência cativante e de uma linha de raciocínio que transforma em clareza idéias bastante complexas, Angela Davis, ícone de movimentos como o Panteras Negras, veio a Salvador para participar da XII edição do programa Fábrica de Idéias.

Coordenado pela doutora em sociologia Ângela Figueiredo e pelo doutor em antropologia Lívio Sansone, a Fábrica, como é mais conhecido, é sediado no Ceao e promove o treinamento de jovens pesquisadores na área dos estudos étnicos.


Debate para marcar o 25 de julho

postado por Cleidiana Ramos @ 3:35 PM
23 de julho de 2009
Sábado é dia de festejar o Dia da Mulher Negra Afro-Caribenha. Foto: Haroldo Abrantes | AG. A TARDE

Sábado é dia de festejar, de forma especial, a mulher negra latino-americana e caribenha. Foto: Haroldo Abrantes | AG. A TARDE

Para comemorar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado a cada ano em 25 de julho, tem atividade no Ceao amanhã e no sábado.  

Amanhã, a atividade começa às 18 horas e no sábado a partir das 9 horas. O tema do encontro é Diálogos sobre conquistas e desafios das mulheres negras no Estado da Bahia.

O ciclo de debates é promovido pela Sepromi, por meio da sua Superintendência de Políticas para as Mulheres, em parceria com o Ceao. 

 


Fábrica de Ideias realiza workshop

postado por Cleidiana Ramos @ 2:02 PM
20 de julho de 2009
A professora Ângela Figueiredo coordena o seminário Fábrica de Idéias. Foto: Rejane Carneiro| AG. A TARDE

A professora Ângela Figueiredo coordena o seminário Fábrica de Idéias. Foto: Rejane Carneiro| AG. A TARDE

Nos próximos dias 30 e 31 vai acontecer o workshop intitulado Corpo, Poder e Identidade. A atividade é organizada pela Fábrica de Ideias, um curso avançado de estudos étnico-raciais, que acontece no Ceao/Ufba.

A expectativa é reunir pesquisadores dos diferentes níveis da trajetória acadêmica que tenham interesse no tema. Em destaque as relações entre o corpo, poder, identidades e sua afirmação, política, religião e cultura em variadas regiões do mundo.  

“Acreditamos que dialogar e socializar experiências e práticas de pesquisa sobre o tema enriquecerá a todos nós”, diz Ângela Figueiredo, coordenadora do seminário Fábrica de Ideias.

Para participar do workshop é necessário enviar um e-mail para fabrica@ufba,br. O e-mail deve ter as seguintes informações: nome do interessado, titulação,instituição, tema da pesquisa e um resumo sobre ela de até 15 linhas. 
 

 


Ideias em Palavras: O clássico de Fanon

postado por Cleidiana Ramos @ 9:57 AM
15 de julho de 2009
Livro traz abordagem sobre a complexidade do racismo.  Foto: Reprodução | Divulgação

Livro traz abordagem sobre a complexidade do racismo. Foto: Reprodução | Divulgação

Seguindo a sugestão da leitora do blog,  Missione Mour, vou sempre que possível sugerir algumas leituras sobre temas ligados a etnicidade e religiosidade afro-brasileira. Começo esta seção com Pele Negra, Máscaras Brancas, de Frantz Fanon.

Uma nova edição em português foi lançada no ano passado pelo Ceao,  editado pela Edufba, com o apoio do Uniafro, programa ligado à Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Mec). O livro de Fanon é uma importante obra contemporânea sobre o racismo e seus impactos.

Natural da Ilha da Martinica o autor morreu jovem, aos 36 anos, nos EUA, mas deixou uma produção intlectual significativa.  No prefácio do livro, Lewis R. Gordon, presidente da Associação Filosófica Caribenha, afirma  que abordar a obra de Fanon em uma aula, nas décadas e 1960 e 1970 era se arriscar a perder o emprego, o que já dá uma idéia da força das suas afirmações.

Em Pele Negra, Máscaras Brancas, Fanon critica a negação do racismo contra a população negra na França, algo que ainda é atual, inclusive no Brasil.  Mas quem disse que ele para por aí? A polêmica vai mais além, pois Fanon afirma que esta negação é feita também por pessoas negras. O autor não generaliza a prática racista, mas examina o problema em variados níveis, inclusive no campo da construção do conhecimento.

Uso aqui  um trecho do prefácio de  Lewis R. Gordon:

“O livro fala por si mesmo, mas também é um livro que fala através de si mesmo e contra si mesmo. Fanon literalmente põe em xeque a maneira como entendemos o mundo e também provoca um desconforto na nossa consciência que aguça ansiosamente o nosso senso crítico”.

Com uma linguagem que passeia por vários formatos, inclusive a poesia, o trabalho aborda racismo, colonialismo, publicidade e linguagem. Esta, inclusive, é para o autor uma questão crucial, pois dominar a linguagem significa assumir uma identidade cultural.

O problema é que, segundo ele,  no caso dos negros, esta legitimidade cultural não se cumpre mesmo com o domínio do idioma.

“Muitos negros acreditam neste fracasso de legitimidade e declaram uma guerra maciça contra a negritude. Este racismo dos negros contra o negro é um exemplo da forma de narcisismo no qual os negros buscam a ilusão dos espelhos que oferecem um reflexo branco. Eles literalmente tentam olhar sem ver, ou ver apenas o que querem ver“, explica o autor do prefácio que, realmente, funciona como uma ótima introdução para o livro.

Pele Negra, Máscaras Brancas  foi traduzido pelo doutor em antropologia, professor da Ufba e artista plástico, Renato da Silveira, também autor da capa. A ideia de Renato aproveita exemplos que Fanon expõe ao longo do seu livro para explicar suas análises sobre a construção da imagem do negro na publicidade.

Na época em que fiz a matéria sobre o livro para o Caderno 2 de A TARDE, a explicação de Renato foi a seguinte:

“Decidi fazer uma pesquisa e escolhi imagens do negro que aparecem, principalmente, na propaganda comercial francesa, entre 1890 e 1950. São inclusive imagens citadas no texto de Fanon”.

Quem quiser mais informações sobre o livro,  a matéria que eu fiz e citei acima saiu na edição de A TARDE de 07/04/2008  no Caderno 2.  Um bom lugar para fazer pesquisas de edições antigas do jornal é o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), que funciona de segunda à sexta a partir das 14 horas.

Sugestões de locais onde o livro pode ser encontrado: 

Livraria do Ceao 
Avenida Carlos Gomes (das 14 às 18 horas)
Telefone: 3283-5516

Livraria Edufba – 3283-7075 e 3283-6165

 


Candomblé e Umbanda em foco

postado por Cleidiana Ramos @ 8:24 AM
6 de julho de 2009
Uma das fotografias que fazem parte da pesquisa. Foto: Arestides Baptista | Arquivo A TARDE | 10.08.82

Uma das fotografias que fazem parte da pesquisa. Foto: Arestides Baptista | Arquivo A TARDE | 10.08.82

É hoje a exibição das fotos no Ceao que fazem parte da minha pesquisa para o mestrado. Intitulado Imagens das Religiões Afro-Brasileiras no Arquivo Fotográfico do Jornal A TARDE, o estudo traz registros que mostram rituais e outros aspectos do candomblé e da umbanda a partir da visão de fotojornalistas.

O encontro, que tem como objetivo reunir membros dos terreiros da cidade e fotojornalistas, principalmente, para auxiliar na identificação de autoria das imagens e  dos seus personagens, começará às 16 horas. O Ceao fica no Largo 2 de julho.


África X Genocídio

postado por Cleidiana Ramos @ 9:25 AM
12 de junho de 2009

Bom programa para pesquisadores e estudantes dos temas étnicos e relacionados à África: segunda-feira, 15, das 18h30 às 20h30, o professor Herbert Ekwe-Ekwe profere, no Ceao, a palestra A África, o Estado, Genocídio e o Futuro.

Herbet Ekwe é nigeriano, formado em Ciências Políticas e autor de pesquisas sobre a África e questões de genocídio. Ele também é especialista em literaturas africanas e autor do livro  Biafra Revisited e Chinua Achbe: literature in defense of history.

Um outro livro seu está prestes a ser publicado:Readings from Reading: Essays in African Politics, Genocide, Literature.


Sessão faz homenagem aos 50 anos do Ceao

postado por Cleidiana Ramos @ 9:34 AM
8 de junho de 2009
O Museu Afro é uma das unidades do Ceao. Foto: Elói Corrêa | AG. A TARDE

O Museu Afro é uma das unidades do Ceao. Foto: Elói Corrêa | AG. A TARDE

Amanhã, terça-feira, a partir das 18 horas, será realizada uma sessão especial na Câmara de Vereadores para comemorar os 50 anos de fundação do Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao). 

A iniciativa para a realização da sessão é do vereador Gilmar Santiago (PT). Ao longo do ano acontecerão outras atividades para comemorar o aniversário da instituição, fundada em setembro de 1959.

O Ceao é um órgão suplementar da Faculdade de Filosofia e Ciência Humanas da Ufba e é conhecido por suas ações, na área acadêmica, que favorecem o intercâmbio do Brasil, principalmente com países da África.

Dentre as atividades do Ceao estão a oferta de cursos, edição de publicações, ensino de línguas africanas e orientais além da manutenção de uma biblioteca com 11 mil títulos, matérias de jornais digitalizadas e o Museu Afro-brasileiro, criado em 1982.

O Ceao também é a sede do Programa Fábrica de Idéias-Curso Avançado em Estudos Étnico-Raciais; do  escritório de representação do South-South Exchange Programme for Research on the History of Development (SEPHIS); do escritório de representação na Bahia do Council on International Education Exchange (CIEE), voltado para a realização de intercâmbio de estudantes de diversas universidades dos EUA na Bahia; e do Projeto Acesso e Igualdade na Educação Superior no Brasil e nos Estados Unidos, parte do Programa de Consórcios em Educação Superior Brasil – Estados Unidos (Capes-Fipse).

Além disso, desde 1965, o Ceao publica a revista Afro-Ásia, pioneira na América Latina em abordar estudos sobre a África e sua diáspora. A instituição é também a sede do curso de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos, com mestrado e doutorado (Pos Afro) que começou a funcionar em 2005.   

Lá também funciona o Ceafro, que trabalha com as questões de combate às desigualdades de raça e gênero, dentre outras ações.

No ano passado o Ceao foi o responsável pela pesquisa intitulada  Mapeamento dos Terreiros de Salvador, um grande censo dos templos afro-religiosos da cidade, em parceria com as secretarias municipais da Reparação (Semur) e de Habitação.     

 


Livro traz opinião de jovens sobre racismo no Brasil

postado por Cleidiana Ramos @ 11:16 AM
2 de junho de 2009
Ações afirmativas como as cotas nas universidades são um dos temas abordados no livro. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

Ações afirmativas como as cotas nas universidades são um dos temas abordados no livro. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

O que jovens universitários pensam sobre o racismo no Brasil? Esta é uma das perguntas respondidas pelo livro Múltiplas Vozes- Racismo e Anti-Racismo na Perspectiva dos Universitários de São Paulo, que será lançado, hoje, a patir das 18 horas no Ceao. 

A autora, Paula Barreto, é a atual diretora do Ceao,  instituição que se prepara para festejar seus 50 anos em setembro deste ano. Paula é também professora do Departamento de Sociologia, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos ( Pos Afro) , todos pertencentes à Ufba.

A autora mostra como os estudantes analisam a presença do racismo, as ações utilizadas para combatê-lo e o que eles pensam sobre as ações afirmativas, principalmente as cotas para estudantes negros nas universidades brasileiras. As percepções destes jovens sobre as desigualdades educacionais e de classe também são abordadas no livro que foi editado pela Edufba.

A edição e a impressão ocorreram com o apoio do Programa Preparatório para a Promoção da Igualdade Étnico-Racial na Educação (Uniafro-MEC-Ufba), sob a coordenação do Ceao que, inclusive, tem ações voltadas para garantir a permanência de estudantes cotistas na Ufba. Este apoio consiste em bolsas, aulas de inglês, oficinas de informática e de produção de textos, dentre outras medidas.    

 


Os laços entre a Bahia e o Benin

postado por Cleidiana Ramos @ 4:44 PM
23 de abril de 2009

Amanhã, sexta-feira, tem palestra boa no Ceao. Trata-se de O Brasil na HIstória e Historiografia do Daomé-Benin, proferida pelo professor Elisée Soumonni, a partir das 18h30. 

O Ceao fica no Largo 2 de julho. A palestra é uma promoção da instituição, em parceria com o Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós Afro) e com o Programa de Pós Graduação em História, todos da Ufba. 

Elisée Soumonni é professor visitante do Posafro neste semestre, onde ministra um curso juntamente com o professor da Ufba, Luis Nicolau Parés. Ele é Phd em História da África pela Universidade de Ifé, Nigéria e dedicado à pesquisa e ao ensino tanto na Nigéria como no Benim. 

O foco das suas publicações é o Daomé pré-colonial e os retornados brasileiros que foram da  Bahia para o Benin durante o século XIX. A palestra abre o ciclo de eventos comemorativos dos 50 anos do Ceao.