Homenagem à Nação Angola

postado por Cleidiana Ramos @ 11:41 AM
19 de outubro de 2010

Livro apresentação detalhes sobre a Nação Angolão Paquetan. Foto: Aristides Alves | Divulgação

Hoje temos, às 19 horas, no Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, um lançamento de um livro que promete marcar história: A Casa dos Olhos do Tempo que fala da Nação Angolan Paquetan.  O destaque da publicação é contar um aspecto da história do candomblé angola que tem tão poucos estudos disponíveis, apesar da sua importância e pioneirismo no candomblé.

Publicada com o apoio do Ministério da Cultura, via Fundação Cultural Palmares, e organizada pelo fotógrafo Aristides Alves, a obra traz artigo de Renato da Silveira sobre as origens do culto angola no Brasil; um assinado por mim que fala da história da família de santo do Terreirro Mutá Lambô ye Kaiongo; uma análise etnobotânica dos biólogos Aion Sereno Alves da Silva e Ana Paula de Sales A. Alencar, além de ilustrações do professor Marco Aurélio Damasceno.

Além disso, o livro tem um belíssimo ensaio fotográfico feito por Aristides Alves e informações sobre culinária, ferramentas sagradas e um CD que traz os cânticos da nação.

Amanhã tem mais celebração com a abertua da exposição fotográfica de Aristides sobre o Terreiro de Mutá Lambô ye Kaiongo. A exposição fica até o dia 20 de novembro e pode ser visitada de segunda a sábado, exceto na terça-feira, das 14h30 às 18 horas também no museu.

Na quinta-feira tem um seminário sobre a nação angola na Bahia a partir das 19h30 com a participação do Tata de Inquice Mutá Imê; Renato da Silveira, eu e Paula Barreto, diretora do Ceao e coordenadora do grupo de capoeira Nzinga.

Para saber mais sobre o livro, que terá distribuição gratuita, dêem uma olhada na edição do Caderno 2+ da edição de hoje de A TARDE que traz um artigo do jornalista e antropólogo Marlon Marcos.


Entrevista com Fernando de Tacca

postado por Cleidiana Ramos @ 7:05 AM
12 de dezembro de 2009
Fernando de Tacca analisa fotos de candomblé utilizadas em revistas. Foto: Haroldo Abrantes| AG. A TARDE

Fernando de Tacca analisa fotos de candomblé utilizadas em revistas. Foto: Haroldo Abrantes| AG. A TARDE

O doutor em antropologia e professor da Unicamp, Fernando de Tacca lançou este ano o livro Imagens do Sagrado. É uma interessante pesquisa sobre a polêmica causada pela publicação de duas reportagens sobre iniciação religiosa no candomblé nas revistas Paris Match e O Cruzeiro em 1951.

As reportagens intituladas, respectivamente, As Possuídas da Bahia e As Noivas dos Deuses Sanguinários causaram uma grande polêmica e receberam duras críticas de intelectuais que estudavam o candomblé como Roger Bastide. As duas reportagens tiveram como cenário terreiros baianos e, no caso de O Cruzeiro, a repercussão foi ainda maior pois era a maior revista brasileira da época.

O episódio até hoje está presente no imaginário do povo-de-santo. Segundo as versões correntes a mãe-de-santo que permitiu as fotografias, Mãe Riso, foi punida com uma morte violenta e seu terreiro foi depedrado.

A pesquisa de Tacca, que eu tive a honra de ter como um dos avaliadores da minha dissertação de mestrado defendida na última quinta-feira, reconta o passo-a-passo da história desmontando esta versão. Na edição de hoje de A TARDE, no Caderno 2+ tem uma reportagem sobre o livro, assinada por mim, além de uma reportagem.

O conteúdo completo da entervista  pode ser conferido aqui abaixo.