Embalo com gosto de homenagem

postado por Cleidiana Ramos @ 3:53 PM
1 de julho de 2011

Para entrar no clima do fim de semana um clip com música das antigas: a Banda Mel cantando Crença e Fé, uma belíssima ode ao Ilê Aiyê. Divirtam-se.


O embalo de Beija Flor

postado por Cleidiana Ramos @ 6:33 PM
16 de julho de 2010

Para embalar o fim de semana, curtam o vídeo com  Carlinhos Brown, Daniela Mercury e Timbalada cantando  Beija Flor, um dos sucessos iniciais da banda.  O encontro é de 1993. Já virou nostalgia para quem tem mais de 25 anos.


Uma bomba para aquecer o final de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 2:45 PM
30 de abril de 2010

A seção de vídeos musicais voltou.  Resolvi colocar um que daqui a poquinho vira cult para quem era adolescente nos anos 90: trata-se do clip de  Uma Bomba, sucesso da banda Bragaboys.  O grupo tinha músicas que passeavam do samba reggae ao ritmos latinos, como é o caso da música apresentada no vídeo.

Uma Bomba foi uma espécie de Rebolation da época. Das festas às academias de ginástica tornou-se onipresente.

Não tinha quem não soubesse pelo menos ensaiar alguns desses passos. A diferença é que no lugar de um sexy symbol, como Léo Santana da Parangololé, a Bragaboys tinha três. Tá aí para quem quiser matar a saudade e rir da moda dos anos 90.


Balaio de Ideias: Márcia Short e basta!

postado por Cleidiana Ramos @ 3:56 PM
14 de dezembro de 2009
Antropólogo cobra reconhecimento para Márcia Short. Foto:Karina Zambrana|Divulgação

Antropólogo cobra reconhecimento para Márcia Short. Foto:Karina Zambrana|Divulgação

Marlon Marcos

Existe uma coisa nesta cidade que está longe de ser saudosismo. É vivacidade, luz criativa do presente musical de alguém que tem história e que conta história como poucos.

Seu nome é Márcia Short. A voz surgida da Axé Music que muito nos traduz. Ela não é uma cantora da Bahia – é do Brasil. Ampla emissão que ecoa em nossos ícones, como Elis Regina. A moça, mãe de dois filhos, é luminosidade em seu canto potente, sua presença de diva, sua experiência de mulher negra na Bahia, filha de Oyá do Terreiro do Gantois, rainha em seu ofício de cantora.

Márcia é daqueles adjetivos que a gente simplifica e chama de magnânima. Se não estamos emporcalhados pelos ditames do novo mercadológico, estamos surdos e insensíveis quando não a consumimos e não a destacamos. Nós que parimos Maria Bethânia, Gal Costa, Virgínia Rodrigues e que emprestamos ao mundo o suingue criativo de Daniela Mercury (ventilação absoluta no nosso desgastado Carnaval) e Margareth Menezes – força negra reluzente na Bahia das musinhas brancas… Sobre isso, prefiro não comentar.

Ouçam e divulguem Márcia Short. Não tem segredo. O Maranhão deu ao Brasil Rita Ribeiro. A Bahia esconde de nós mesmos e deste país, Márcia Short. Não estou falando do que já passou, ou da Banda Mel. Falo de uma cantora gigante, linda, expressiva e inventiva. Uma cantora que põe platéias inteiras para cantar, dançar e chorar, felizes e, sem dramas, relembrar de “velhos” repertórios ratificados como clássicos no brilho de beleza desta filha de Mãe Cleuza de Nanã.

Não aceito como musa o engodo comercial Cláudia Leitte. E ver calada, sem espaço mercadológico, a voz de Short, rejeitada pelo discurso racial enrustido: quem vende o carnaval baiano são as louras, mesmo que a música seja periférica e de matriz negra na capital baiana.

Márcia é uma das maiores cantoras brasileiras. A Axé Music revelou o seu potencial. Mas ela canta este repertório com maestria e vai além muito desta classificação; é um tipo mais contemporâneo de Baby Consuelo, orquestrando, ao lado de Daniela Mercury, o melhor que a musicalidade do Carnaval baiano pode imprimir na gente.

Acordem mídia e baianos, neste verão, todas as segundas-feiras, às 20h, na Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, Márcia faz festa atiçando nossas memórias e nossos corpos. E quem for lá, comprovará o presente desta estrela aqui em questão. Alcançará a beleza daquela mulher mágica musical neste estado Bahia. Verá a poesia em retrospectiva e ouvirá um dos cantos mais gostosos deste Brasil.

Chega de tanta injustiça, se é para classificar Márcia como cantora regional, que ao menos em nossa região, durante o Carnaval, ela ocupe o lugar que é seu de direito, por talento e experiência: a melhor voz que se empresta a esta festa popular, constatada como a maior do planeta Terra.

Acordem! Márcia vive e canta na Cidade da Bahia.

Marlon Marcos é jornalista e antropólogo.