A paleta oferecida pelas folhas

postado por Cleidiana Ramos @ 7:13 PM
20 de novembro de 2015

Para chegar ao resultado da palavra “Ajeum na capa do nosso especial Ajeum- a força da comida, a designer Ludmila Cunha, responsável pela concepção gráfica e diagramação da publicação, trabalhou muito com a textura e cores das folhas.

A palavra, por exemplo, foi escrita com uma tinta extraída de folhas e um pouco de água.

Em seguida, ela testou a tinta por quatro vezes até que perdesse o tom de marrom. Quando alcançou o verde desejado escreveu a palavra por mais quatro vezes. “Mas acabei usando a primeira que escrevi”, conta, rindo.

Material usado pela designer Ludmila Cunha. Foto: Acervo pessoal

Material usado pela designer Ludmila Cunha. Foto: Ludmila Cunha

Aí foi só escanear, dar uma coloração final com o photoshop e o  título do caderno estava pronto para receber o texto de apoio e a bela ilustração de Túlio Carapiá.

Foto: Ludmila Cunha


O olhar fotográfico sobre aspectos da cozinha baiana

postado por Cleidiana Ramos @ 6:55 PM
20 de novembro de 2015

A comida desperta vários sentidos. A missão do repórter fotográfico Marco Aurélio Martins foi difícil, mas cumprida à perfeição. Aqui uma coleção de imagens produzidas por ele a partir da pauta do especial  Ajeum- A força da comida.

Uma conversa sobre cozinha saborosa e natural  entre Bela Gil e Beto Pimentel

Uma conversa sobre cozinha saborosa e natural entre Bela Gil e Beto Pimentel

Raimundo Nogueira, expert no conhecimento sobre a sabedoria das folhas

Raimundo Nogueira, expert no conhecimento sobre a sabedoria das folhas

A ciência de transformar o simples em  arte

A ciência de transformar o simples em arte

 

A beleza das folhas que são muito usadas como ingredientes em pratos da cozinha baiana

A beleza das folhas que são muito usadas como ingredientes em pratos da cozinha baiana

 

A habilidade constante do chef Charles Silva em fazer tradição e modernidade dialogarem

A habilidade constante do chef Charles Silva em fazer tradição e modernidade dialogarem

 

 

A cana que dá aquilo que valia ouro em tempos coloniais:  o açúcar e seus derivados

A cana que dá aquilo que valia ouro em tempos coloniais: o açúcar e seus derivados


Casa do Benin é cenário de Vamo Ngudiá

postado por meire.oliveira @ 6:48 PM
20 de novembro de 2015
Casa do Benim recebe exposição sobre culto aos voduns na África e no Brasil. Foto: Rejane Carneiro| AG. A TARDE

Casa do Benin foi o cenário do vídeo Vamo Ngudiá. Foto: Rejane Carneiro| Ag. A TARDE

 

A Casa do Benin, vinculada à Fundação Gregório de Mattos, foi o cenário do vídeo Vamo Ngudiá, que integra o especial Ajeum- A força da comida, publicada em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra de A TARDE. 

Durante dois dias, os estudantes de gastronomia Luciane Dias, Cláudia Santos e Iago Luz e os chefs Alício Charoth, Matheus Almeida, Angélica Moreira e Beto Pimentel discutiram e realização de pratos criados, exclusivamente, para o especial.

O movimento foi intenso no pátio interno e na cozinha do casarão que foi inaugurado em 1988. A estrutura da cozinha e a estética local contribuíram no resultado do especial que prioriza o legado da herança africana.

“Receber o A Tarde e o Instituto Mídia Ética para este trabalho é uma grande honra para a FGM e Casa do Benin, pois nos dá a oportunidade de comemorar o Dia 20 de Novembro celebrando o alimento e as raízes culturais da nossa cidade”

Atuação

Além de exposições temporárias e oficinas artísticas, a instituição abriga obras da região do Golfo do Benin que, em sua maioria, pertenceram ao etnólogo francês Pierre Verger.

Funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 17h.
Endereço: Rua Padre Agostinho Gomes, 17 – Pelourinho.
Contato: (71) 3202-7890


Balaio de Ideias: A cozinha de Jorge Amado

postado por Cleidiana Ramos @ 6:36 PM
20 de novembro de 2015

 

Elementos para trabalhar com a fantástica cozinha baiana são variados. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Elementos para trabalhar com a fantástica cozinha baiana são variados. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Gildeci de Oliveira Leite

A comida na obra de Jorge Amado representa identidades que o autor quer fazer aparecer. O romance Dona Flor e Seus Dois Maridos é o mais culinário dos livros amadianos. A obra tem como protagonista uma baiana com características africanas, ameríndias e europeias. Florípedes ou Dona Flor é cozinheira e professora de culinária. A relação de Flor com a cozinha pode ser comparada à relação das Baianas do Acarajé com o tabuleiro e também às Iabassês com o Axé, cozinheiras sagradas dos candomblés.

Assim como as Baianas do Acarajé, Flor consegue a sua independência financeira através da cozinha. Com o primeiro marido, Vadinho, é obrigada a sustentar a casa. Com o segundo marido, filho de Oxalá, músico erudito, que toca fagote, instrumento que lembra o opaxorô ou cajado de Oxalá, não há necessidade de sustentar a casa. As economias de Flor, entretanto, garantem a casa própria, quando casada com Teodoro.

Em alguns candomblés, atribui-se a Oxum o matronato sobre a cozinha, Dona Flor é filha de Oxum. Assim como nos tabuleiros de Acarajé e nos candomblés, o sentido de cozinha no romance não é associado à subserviência, mas à autoridade conferida àquela que tem o poder de manipular os temperos e conquistar outro. No candomblé, a energia de quem cozinha pode determinar parte da energia do Axé. Em “Dona Flor” a sua comida conquista diversos segmentos sociais. As camadas mais abastadas da sociedade a convidam para as festas. Sobre isso, Manuel Querino fala do costume de chamar o cozinheiro ou cozinheira à sala para receber os agradecimentos e os “vivas”. No caso de Dona Flor, não era um chamamento provisório à sala. Ela fazia parte das festas, tendo como suas alunas na escola de culinária “Sabor e Arte” moças ricas. O nome da escola, por sugestão de Vadinho, filho de Exu, pode ser lido “saborearte”.

Flor conhecia a cozinha afro-baiana e a comida europeia da Bahia. Jorge Amado deixa clara a convivência em complementaridade das duas cozinhas. Através do personagem Mirandão, afirma que entre as comidas, a de dendê é a nossa principal identidade.

Em um caruru de Ibejis na casa de um Major, que por graça alcançada, referente à saúde da esposa, cumpria a promessa anualmente, a importância do azeite é revelada. No evento, além do caruru, para contemplar outros gostos, havia outras comidas que não as de dendê. Mirandão, filho de Xangô, em uma cena memorável e aparentemente despretensiosa, de boca cheia, diz que brutos são aqueles que não gostam de azeite de dendê.

Há uma inversão dos valores propagados pela parcela racista da sociedade, pois a comida de maior valor passa a ser a comida negra. Brincando, Jorge Amado diz o que pensa e demonstra seu compromisso com a cultura negra. Afinal, azeite de dendê não é óleo de maquina.

 Gildeci de Oliveira Leite, mestre em Letras e professor de literatura baiana na Uneb 


Assista ao primeiro desafio do mundo sobre cozinha baiana

postado por Cleidiana Ramos @ 10:34 AM
20 de novembro de 2015

 

Os estudantes de gastronomia Cláudia Santos, Iago Luz e Luciane Dias aceitaram um desafio e tanto: criar uma refeição – prato, sobremesa e bebida– para uma plateia de paladar exigente: os chefs Alício Charoth, Angélica Moreira, Beto Pimentel e Matheus Almeida. Os resultados são surpreendentes.


Conheça as receitas do Vamo Ngudiá

postado por meire.oliveira @ 10:29 AM
20 de novembro de 2015

Conheça, na íntegra, as receitas de todos os pratos e bebidas criados pelos estudantes de gastronomia que participaram do Vamo Ngudiá do especial da consciência Negra de A TARDE.

Cláudia Cristina Santos

GALINHA BAIANA À ZUMBI

Prato principal de Cláudia Santos

Prato principal de Cláudia Santos. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

2 kg de sobrecoxa de galinha sem pele
3 cebolas grandes
8 dentes de alho
5g de pimenta do reino
3 unidades de raiz de cúrcuma inteira( açafrão da terra) ou 01 colher de sopa do em pó
15g de gengibre
150g de amendoim torrado
150g de castanha de caju torrada
350g de camarão seco
Suco de limão (3 unidades)
Polpa de coco verde (1 unidade)
100ml de água de coco verde
1l de água morna
75g de fubá de milho
8 unidade de quiabo
6 unidades de pimenta malagueta vermelha
Sal grosso à gosto
1/3 de maço de coentro
1/3 do maço e cebolinha

Preparo do guisado : temperar os pedaços de galinha com sal grosso, pimenta do reino preta , 4 dentes de alho e parte do gengibre ralado. Marinar por no mínimo uma hora. Processar o amendoim, a castanha de caju, uma parte da cebola e cerca de 70g do camarão seco , suco de 01 limão, a polpa e a água do coco verde. Reservar. Numa panela média, refogar em azeite de oliva, 8 camarões secos inteiros. Adicionar os pedaços de galinha, refogar junto com os camarões até dourar levemente, e adicionar o uma cebola e meia picada. Refogar por mais cerca de 15 minutos. Adicionar a raiz de cúrcuma, ralada na hora, e continuar refogando por mais 5 minutos. Adicionar o restante do gengibre, ralado na hora, refogar por mais cinco minutos e adicionar água quente, o suficiente para cobrir a galinha. Cozinhar por cerca de 25 minutos, sem deixar secar. Com a carne da galinha ainda tenra, adicionar a mistura processada e mexer. Adicionar mais água e cozinhar em fogo médio até a galinha ficar macia . Desligar o fogo e finalizar com um pouco do coentro picado.

Preparo do pirão de milho: retirar uma parte do molho do guisado, cerca de 500mL, e processar num liquidificador. Transferir para uma panela e adicionar, sob agitação, uma pequena parte do fubá de milho. Levar ao fogo e adicionar aos poucos, sem parar de agitar, o restante do fubá de milho até consistência desejada, soltando do fundo da panela.

Preparo do molho Nagô: triturar em pilão ou num processador 200g o camarão seco. Reservar. Cozinhar os quiabos inteiros por 5 minutos e resfriar em água gelada. Reservar. Picar bem (muito bem) as pimentas, a cebola, o alho, o coentro e a cebolinha. Juntar tudo e misturar bem. Adicionar o suco de dois limões e misturar. Cortar os quiabos em fatias diagonais e juntar aos demais ingredientes. Corrigir o sal, se necessário ( os camarões secos já são salgados). Servir em temperatura ambiente. Montar o prato, conforme desejado, decorar com camarão inteiro e servir.

ARROZ DOCE CREMOSO COM FAROFA DE COCO RALADO

O arroz doce que parecia um sorvete

O arroz doce que parecia um sorvete. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

450g de arroz branco
1l de água
10g de sal
1l de leite integral
750ml de leite de coco seco ralado
180g de açúcar
25g de manteiga de garrafa
2 unidades de canela em pau
1 limão
6 gemas de ovo
10g de Canela em pó ( opcional)

Preparo

Cozinhar o arroz em água e sal até quase secar.Processar 2/3 do coco seco ralado com cerca de 500ml de água quente. Passar na peneira ou num pano limpo , recolher e reservar.Ferver o leite integral com a canela e a manteiga.Adicionar o leite fervendo ao arroz cozido, em fogo médio, sem parar de agitar. Adicionar o açúcar e as raspas do limão, agitando sempre.Adicionar o leite de coco seco, sob agitação. Numa tigela, juntar um pouco do arroz quente às gemas de ovos ( temperar) e depois juntar à panela, agitando sem parar.Cozinhar, em fogo brando, por mais cerca de 05 minutos. Esfriar e levar a geladeira.

Preparo da farofa de coco queimado

Numa panela seca, colocar o restante do coco seco ralado.Levar a fogo baixo, mexendo sempre.Quando começar a dourar, adicione cerca de 10g de açúcar e pitada de sal.Mexer até que doure completamente. Conservar em recipiente fechado.Servir o arroz doce cremoso gelado coberto com a farofa de coco queimado.

ALUADA (bebida em referência ao Aluá)

A Aluada que leva abacaxi

A Aluada que leva abacaxi. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

1 abacaxi grande e maduro
500ml de água gelada
160g de açúcar mascavo
20g de gengibre
6 unidade de cravo
150ml de cachaça

Preparo

Descascar o abacaxi e cortar a polpa em pedaços médios. Processar a polpa do abacaxi com a água gelada.Numa jarra, Juntar ao suco de abacaxi o açúcar mascavo, os cravos e o gengibre (ralado na hora). Agitar e levar a geladeira , por no mínimo 4 horas. Filtre o líquido e adicione a cachaça, preferencialmente, minutos antes de servir.Servir gelado.
Luciane Dias

BODIROCA

Bodiroca de Luciane Dias

Bodiroca de Luciane Dias. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE 

Ingredientes

1kg de camarão fresco
1kg de mandioquinha descascada
100g de cebola picada
100g de tomate picado
20g de alho picado
1 maço de coentro picado
200ml de leite de coco
50ml de azeite de oliva
5g  de sal
200ml de água de coco
Modo de fazer
Coloque as mandioquinha com a metade da da cebola e 2l de água e leve ao fogo por cerca de 25 minutos e deixe cozinhar até secar. Depois acrescente a água de coco e bata no liquidificador até formar um creme. Reserve.Tempere o camarão com alho, sal e azeite. Depois é dourar no azeite de oliva em fogo alto. Adicione cebola, tomate e deixe cozinhar por 5 minutos. Acrescente a mistura de mandioquinha batida, o leite de coco e o coentro. Deixe ferver por 2 minutos.

MANJAR DE MAINHA

Ingredientes

100g de farinha de milho branco
1 litro de leite
2 cocos médios
100g de açúcar
1 pitada de sal
2 cocos verde

Modo de fazer
Faça o leite de coco fresco com os dois cocos e mais 500ml de leite líquido. Tem que ficar bem concentrado.Reserve.Faça outra mistura com açúcar, farinha de milho branco, uma pitada de sal e 500ml de leite e bata no liquidificador. Depois leve ao fogo por cerca de 30 minutos, sempre mexendo. Adicione o leite de coco aos poucos até cozinhas e ficar com consistência de mingau. Coloque no refratário e deixe descansar por 2 horas.
CALDA DE COCO E ERVA DOCE FRESCA

Leve 100ml do leite de coco ao fogo brando com a erva doce por 10 minutos. Reserve.Faça o caramelo de coco verde com as duas unidades. Eles devem ser cortados em lascas. Leve ao fogo 100g de açúcar E 10ml de água até ficar em ponto de caramelo e acrescente o coco laminado até ficar no ponto cremoso.

MAMJUBÁ

Ingredientes

50g de casco de jatobá
500ml de cachaça
200ml de agua
100g de açucar
500g de caju
10gde cravo da índia
10g de canela em pau
6 unidades de caju maduro
10g de gengibre

Modo de fazer
Coloque em uma panela a água, 250ml da cachaça e o jatobá. Leve ao fogo brando por 30 minutos e deixe descansar por três horas. Junte as especiarias, o açúcar e o caju e leve ao fogo por cerca de  40 minutos. Após o cozimento, adicione a redução do jatobá e deixe descansar por 3 horas. Depois,leve a geladeira por 30 minutos e sirva.

 

Iago Luz

MOQUENYAMA DE CAMARÃO

Ingredientes

1,5 kg Camarão fresco
100g Camarão seco processado
2kg de inhame
100ml Azeite de dendê
150g Castanha
150g Cajuzinho do cerrado
1 limão
2 unidade de biri-biri
4 cebolas
3 tomates
4 dentes de alho
1 pimentão
2 cocos seco
1 maço coentro
1 maço cebolinha
Gengibre
Pimenta de cheiro
Pimenta malagueta
Sal

Modo de Preparo
Assar o inhame em rodela bem espessa com sal. Retirar o miolo e reservar.Temperar o camarão com sal e pimenta-do-reino e marinar com suco de limão e biribiri.Extrair o leite de coco e reservar.Cortar metade da cebola, tomate e pimentão em rodelas e a outra metade picadinho, juntamente com o alho, gengibre e as pimentas. Refogar no azeite de oliva o tempero picadinho. Adicionar o camarão seco processado, as castanhas e o camarão fresco, e a outra metade do tempero em rodelas. Colocar o leite de coco. Finalizar com o cajuzinho do cerrado, azeite de dendê, coentro e cebolinha.Servir na base do inhame assado. Acompanhado de farofa de beiju com castanhas. É só colocar os dois ingredientes com a manteiga de garrafa até dourar.

BEIJU COLADO

Ingredientes

4 cocos verde
1 cocos seco
700g açúcar
60g  de cravo
200g de beiju
200g cajuzinho do cerrado
100ml de água

Modo de Preparo
Extrair o leite coco e reservar. Colocar em uma panela a água de coco, 500g de açúcar e o cravo e deixar ferver. Adicionar a polpa do coco verde, em fogo alto mexendo de vez em quando até obter uma mistura mais firme. Colocar em uma assadeira e colocar na geladeira. Umedecer o beiju com o leite de coco. Fazer uma calda de cajuzinho do cerrado. Levar ao fogo numa panela 200g de açúcar, água e cajuzinho do cerrado fatiado ao meio, adicionar cravo, canela e anis até formar uma calda consistente.Servir a cocada de coco verde sob o beiju e finalizar com a calda de cajuzinho do cerrado.

MARESIA DO MATO (bebida)

Ingredientes

200g de maracujá do Mato
5g gengibre
50ml de licor de capim santo
200ml de cachaça
1L água de coco
Açúcar
Mel

Modo de Preparo
Despolpar o maracujá do mato. Ralar o gengibre. Misturar com o licor de capim-santo, a cachaça e a água de coco. Adoçar com açúcar e mel. E servir com gelo.

SHOT DE CACAU

100g de polpa de cacau
20g de cacau em pó
500ml de água
250ml de cachaça de cacau

Modo de Preparo
Bater a polpa de cacau com água no liquidificador. Adicionar a cachaça de cacau. Finalizar com o cacau em pó.

 

 

 


Herança africana inspira artista para criar troféus

postado por meire.oliveira @ 10:23 AM
20 de novembro de 2015
Rodrigo é autor dos troféus Ousadia, Força e Leveza

Rodrigo é autor dos troféus Ousadia, Força e Leveza

O artista plástico Rodrigo Siqueira, 34 anos, é autor dos troféus que premiaram os estudantes de gastronomia do  Vamo Ngudiá (fotonovela e vídeo), que integra  Ajeum – A força da comida, especial de A TARDE em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. A criação de cada peça teve como base os temas  ”ousadia”,  ”força” e “leveza”. Eles  traduzem as características que fizeram os aspectos da herança africana resistirem e influenciarem a formação de outras culturas.

Cada escultura veio em forma de uma mulher africana com uma panela onde foi colocado o elemento representante de cada símbolo escolhido. “A dona da panela é Oxum. E a africana é o toque ancestral que até hoje é base de pratos contemporâneos”, diz o artista que também é religioso do candomblé. O material utilizado na construção das peças foi resina com pó de mármore, além da panela de cerâmica e a placa de metal.

A definição dos símbolos teve o universo do tema como inspiração. “A ideia da colher de pau surgiu como a extensão do braço de quem tem o poder de comandar e inovar. E também representa o legado da ancestralidade que fundamenta tudo isso”, conta Rodrigo. A segunda escultura com a pimenta traz a simbologia da força. As pimentas são naturais e foram revestidas de resina. A obra que representa a leveza também tem o elemento em sua forma natural. “Não tem nada mais leve na comida que as folhas e as especiarias que carregam muito conhecimento desse legado, no entanto, podem ser levadas pelo vento”, explica Rodrigo.

A atuação no âmbito da religiosidade tem sido frequente no trabalho do artista que também assina uma exposição permanente no terreiro Ilê Obá L´Okê, localizado em Vilas do Atlântico. O acervo engloba dois trabalhos: a mostra Ori Orixá, que consiste em 19 bustos de orixás, e a Na palma de minha mão que são 12 telas que representam divindades da religião de matriz africana. A visitação é gratuita e ocorre às terças e quintas, das 9h às 16h. É necessário agendar pelo telefone: 3287-0435. “Procuro resgatar imagens a partir da valorização dessa herança africana e redesenhar a forma como a religiosidade é retratada”, diz.

A iniciativa é do projeto “Brasil com Artes” que busca valorizar a cultura afro-brasileira em suas variadas expressões. A coordenação é de Rodrigo e do antropólogo e professor Ufba, Vilson Caetano de Sousa Junior.

Trajetória

Rodrigo começou a carreira como carnavalesco atuando, por 17 anos, no eixo Rio de Janeiro- São Paulo. Há quatro anos faz trabalhos no carnaval de Macapá (Amapá). No currículo, o artista amazonense que começou a estudar arte aos 7 anos, também agrega as profissões de cenógrafo, escultor, produtor de eventos e estilista.


Especial aborda as delícias e tempero cultural da cozinha baiana

postado por Cleidiana Ramos @ 2:18 PM
19 de novembro de 2015
Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

A edição nº 13 do especial em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra circula amanhã, sexta, dia 20,  em meio a muitas novidades.

Além da variação de linguagens narrativas na versão impressa – experimentação literária; textos bem próximos da oralidade; certo tempero poético, fotonovela e infografias – um material multimídia vai tornar o especial, que navega pelo universo da comida, ainda mais saboroso.

Uma das nossas experimentações foi  produzir uma versão inspirada nos já famosos games gastronômicos que invadiram a TV. Mas em nossa produção o que importa não é a competição, mas a transmissão de valores como solidariedade, memórias afetivas, capacidade de ouvir e ousadia para criar.

O vídeo foi produzido por meio de uma parceria com o Instituto Mídia Étnica (IME), organização voltada para a formação de comunicadores negros que está festejando dez anos, no próximo sábado. Saiba mais sobre o IME clicando aqui.

Elenco  

Toparam o desafio de preparar uma refeição – prato principal, bebida e uma sobremesa – os estudantes de gastronomia, Cláudia Santos, 42 anos, 9º semestre, Ufba; Luciane Dias , 37 anos, 3º semestre, Faculdade Batista Brasileira e Iago Luz, 21 anos ( 6º semestre, Ufba).

Claudia Santos, Luciane Dias e Iago Luz. Foto: Marco Aurélio Martins / Ag. A TARDE

Claudia Santos, Luciane Dias e Iago Luz. Foto: Marco Aurélio Martins / Ag. A TARDE

Os pratos passaram pelo crivo de uma equipe de peso: os chefs Alício Charoth; Angélica Moreira, Beto Pimentel e Matheus Almeida.

Os chefs Beto Pimentel, Angélica Moreira, Matheus Almeida e Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins

Os chefs Beto Pimentel, Angélica Moreira, Matheus Almeida e Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins

Em um primeiro momento, os estudantes apresentaram suas ideias e receberam orientações.

O momento em que ouviam as sugestões dos mestres. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

O momento em que ouviam as sugestões dos mestres. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Depois foram para a cozinha meter a mão nos mais variados ingredientes para preparar suas surpresas. Os detalhes e desfecho dessa história vocês conferem no vídeo intitulado  Vamo Ngudiá. Veja um aperitivo :

A escolha do nome

A frase é uma brincadeira unindo o nosso português falado dia-a-dia e a a palavra que convida a comer na língua kimbundu, que é um dos muitos elementos culturais que herdamos dos povos angolanos.

É por conta da sua forte influência que usamos palavras como samba, moleque e nem nos damos conta.

Para escolher essa palavra consultamos Taata Lubitu Konmannanjy,  especialista em língua banto  que é o nome do grupo linguístico que o kimbundu integra. Taata Konmannanjy é  presidente da Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu).

Sediada em Salvador, a Acbantu reúne terreiros de candomblé de nação angola, grupos de congada, quilombos e outras associações com essas características, espalhadas pelo Brasil.

Quer saber mais sobre a Acbantu? É só clicar aqui

Roteiro

Portanto, amanhã, confira o especial encartado no jornal A TARDE e a sua extensão em conteúdos digitais no Portal A TARDE

Aqui no Mundo Afro o espaço será para produções extras  como artigos, álbum das fotografias realizadas pelo fotógrafo Marco Aurélio Martins, bastidores da produção do especial  e muito mais. 


Confiram em versão PDF o especial Infância da Resistência

postado por Cleidiana Ramos @ 11:57 AM
3 de dezembro de 2014
Confira especial em versão PDF

Especial está disponibilizado na versão PDF 

Amigas e amigos: demorou um pouquinho, mas agora está aqui disponível, em formato PDF, o especial “Infância da Resistência”, publicado no dia 20 de novembro em A TARDE.

Para os que já viram, essa é a oportunidade de rever. Aos que ainda não viram ou estão longe da Bahia, a chance de conferir a nossa homenagem às crianças e suas lições.


Festa da década em vídeo

postado por Cleidiana Ramos @ 10:30 PM
20 de novembro de 2012

Curtam o vídeo da festa realizada na redação de A TARDE para comemorar os dez anos dos cadernos especiais do Dia Nacional da Consciência Negra. É só clicar no link abaixo

http://atv.atarde.uol.com.br/video.jsf?v=9860

 

 


Festa de uma década

postado por Cleidiana Ramos @ 7:52 PM
20 de novembro de 2012

Filhos de Gandhy fez participação especial em festa de A TARDE. Foto: Margarida Neide

Pessoal: hoje é um dia mais que especial. Além de celebrarmos o Dia da Consciência Negra, os especiais de A TARDE completam uma década de publicação.

Estamos muito, mas muito felizes e a felicidade hoje extravassou na forma de uma celebração emocionante aqui na redação do jornal. Recebemos convidados muitos especiais como doté Amilton Curuzu, ogã Papadinha, Tata Anselmo dos Santos, Jaime Sodré, Tata Konmannanjy,  Cecília Soares, Vilson Caetano, Claudio Pereira,  Mestre Curió,  Vovô do Ilê, Agnaldo do Gandhy, Vadinho França, o secretário estadual de Promoção da Igualdade, Elias Sampaio, o secrtário municipal da Reparação, Ailton Ferreira,  e tantos outras personalidades. E tudo isso foi com ao som do Ilê Aiyê e do Gandhy.  Dia para ficar na nossa história.


Balaio de Ideias: A palavra é: “dogmas”

postado por Cleidiana Ramos @ 3:52 PM
15 de agosto de 2012

Mito de Oxóssi ganha destaque em artigo de Mãe Stella. Foto: Gildo Lima/ Ag. A TARDE/ 27.12.2003

Maria Stella de Azevedo Santos

Nos dois últimos escritos que fiz para este quase centenário jornal, os assuntos abordados foram a cosmogonia e a liturgia do candomblé. Continuando a série de artigos que trata do “corpo religioso” que fundamenta essa religião, hoje o tema é dogmas: “verdades” reveladas pelos orixás, as quais são usadas pelos adeptos como bússolas que norteiam o caminho a ser vivenciado por eles, até que seja atingida a completa união. Toda religião possui seus dogmas; possui suas próprias verdades que são aceitas usando-se apenas o critério da fé. No caso específico da religião dos orixás, os dogmas foram revelados, mas não legitimados por nenhum codificador. Eles são transmitidos pelos mais velhos aos mais novos, que devem simplesmente aceitá-los. A opinião pessoal do “filho de santo” não é levada em conta no que diz respeito à modificação dos dogmas, mas deve ser vista como fator importante para clareá-los e elaborá-los.

Em um artigo, é impossível falar de todos os dogmas que orientam os sacerdotes da religião dos orixás, por isto optei por um que é específico do candomblé da nação ketu: a interdição do mel como alimento para os filhos de Oxossi e seus descendentes. Conta um mito:

No dia em que Oxossi estava indo caçar, ele procurou Orumilá a fim de fazer jogo divinatório. Oxossi deveria fazer oferendas para que ele não se perdesse na floresta. Ele disse que conhecia a floresta muito bem e que nunca se perderia dentro dela. Oxossi não fez as oferendas e foi para a floresta caçar. Ele viu um rastro no chão e começou a segui-lo. Quando Oxossi parou para olhar o rastro, ele colocou seu arco e flecha no chão, mas quando foi pegá-lo não o encontrou. Cansado, com fome, sem arma para providenciar alimento, ele ficou perdido na floresta. De repente, Oxossi viu uma jaqueira com o chão forrado de folhas e se deitou sobre elas. As abelhas que estavam na árvore fabricaram o mel, que começou a pingar sobre sua boca. Ele ficou ali por quatro dias, quando o único alimento que recebeu foi mel. Oxossi se recuperou e já sabia como voltar para casa. O caçador voltou a procurar Orumilá, querendo agora fazer as oferendas que ele não tinha feito. Orumilá disse: “A partir de agora, Oxossi e todos seus descendentes não comerão mais mel, somente em casos de extrema necessidade”.

Como pode ser visto, os mitos ajudam no sentido de fazer com que os dogmas possam ser mais bem entendidos e, assim, cumpridos sem maiores resistências. É por não entender o fundamento que está na base dos dogmas de cada religião que muitos deles são criticados. É, portanto, uma insensatez o seguidor de uma crença criticar os dogmas de quem segue outra religião que não a sua. O provérbio ensina: cada terra tem seu uso, cada uso um parafuso. O aprofundamento do dogma também ajuda para que ele possa ser adaptado à realidade de local e tempo, sem que ele seja maculado e, assim, corra o risco de perder sua função de orientador para o grupo ao qual ele está vinculado.

Na Bahia, o culto aos orixás é entendido como candomblé da nação ketu, jeje, angola… Eu professo o candomblé vinculado à nação ketu, cujo fundador é Oxossi. Essa nação, heroicamente, soube adaptar-se ao mundo moderno, sem permitir que seus fundamentos fossem abalados. Já para a nação jeje, tudo fica mais difícil, pois seus dogmas e liturgia encontram dificuldades de serem flexibilizados e readaptados. Por isso, peço às autoridades constituídas, tanto religiosas quanto civis, que se lembrem de que a união faz a força.

A sabedoria jeje corre um grande risco de desaparecer. Não podemos permitir que isso aconteça. Se é preciso preservar as espécies animais, vegetais e minerais, é também preciso preservar o conhecimento cultural e religioso que ajuda os homens a serem mais humanos. Nós, religiosos, pedimos que as autoridades civis a nós se unam para realizar esse difícil, mas não impossível, resgate. É o país Benin, em África, o berço da nação jeje. Tenho conhecimento que um grupo deseja ir para Benin em busca dos conhecimentos que lá ainda vivem. Quero crer que ele não estará sozinho, os homens e os deuses estarão sempre com eles.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Quinzenalmente, ela escreve artigos para o jornal A TARDE, publicados sempre às quartas-feiras


Homenagem a Abdias

postado por Cleidiana Ramos @ 5:24 PM
24 de maio de 2011

Acabo de ver que meu colega  Claudio Leal, de quem sou fã de carteirinha,  conseguiu o que me faltou: escreveu um texto e tanto sobre a morte de Abdias. Leal entrevistou Abdias para o caderno especial sobre a II Ciad publicado em A TARDE há cinco anos.

Depois, com Leal já atuando pela Terra Magazine, aconteceram várias outras entrevistas que renderam textos, sempre polêmicos, como gostava Abdias.   Cliquem aqui para conferir o belíssimo texto de Leal.


Lançada a coleção História Geral da África

postado por Cleidiana Ramos @ 12:33 PM
4 de abril de 2011

Valter Silvério, Elikia Mbokolo e Ubiratan Castro folheiam exemplares da coleção. Foto: Raul Spinassé| Ag. A TARDE

Uma exelente notícia para professores: a Unesco, em parceria com a Universidade Federal São Carlos (UFSCar) e o MEC lançaram na manhã de hoje em Salvador a versão em português da coleção História Geral da África.

São oito volumes interdisciplinares, pois trazem também conteúdo sobre geografia, política, cultura, dentre outros temas ideais para a aplicação da Lei 10.639/03 que estabelece o ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira e foi ampliada com a 11.645/08 para incluir também História e Cultura Indígena.

O material foi produzido ao longo de 30 anos com a contribuição de 350 pesquisadores, coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, sendo a maioria africanos, ou seja o olhar vem de quem conhece a África, sobretudo a negra, de perto, evitando a repetição de estereótipos. A publicação já estava disponível em francês e árabe.

Os volumes estão sendo disponibilizado para bibliotecas de insituições públicas, mas é possível acessá-la, de forma completa, em PDF via o site da Unesco. É só clicar aqui para conhecer e aproveitar.      

A tradução para o português foi coordenada pelo doutor em Ciências Sociais, Valter Roberto Silvério. Na edição de hoje do jornal A TARDE tem uma matéria com mais informações que foi assinada por mim na nossa página especializada em Educação chamada Escola Viva.


Para lembrar que o racismo precisa acabar

postado por Cleidiana Ramos @ 7:19 PM
21 de março de 2011

Hojé é o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial. A data foi escohida pela ONU para que não fosse esquecido o espisódio conhecido como Massacre de Sahpervillea.

A localidade que fica nos EUA foi o endereço de um protesto conta a Lei do Passe que obrigava negros a portar cartões com o roteiro por onde iriam circular. O movimento reuniu 20 mil pessoas  em 21 de março de 1960.

O exército agiu contra a manifestação deixando 69 mortos e 186 feridos. É pena que ainda tenhamos que marcar um dia para nos lembrar de episódios como esse, o que é mais uma demonstração de como o racismo ainda persiste em todo o mundo.

Leiam acima um artigo escrito pelo economista Elias Sampaio que, a partir da visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil analisa a questão étnico-racial brasileira. Aproveitem para ler mais sobre o tema na edição de amanhã de A TARDE, na editoria Salvador. 


Mãe Stella faz história mais uma vez

postado por Cleidiana Ramos @ 8:35 PM
1 de março de 2011

Amanhã tem marco histórico nas páginas de Opinião de A TARDE. A cada 15 dias, sempre às quartas-feiras, será publicado um artigo assinado pela ialorixá do Ilê Axé OpÔ Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi.

É a primeira vez, desde a fundação de A TARDE em 1912, que uma ocupante do mais alto posto da hierarquia do candomblé se torna articulista de forma regular no periódico.

Mãe Stella tem intimidade com as letras. É autora de cinco livros: E Daí Aconteceu o Encanto (1988), escrito em parceria com a escritora Cléo Martins; Meu Tempo é Agora (1993); Òsósi – O Caçador de Alegrias (2006), Owé – Provérbios (2007) e Epé Laiyé- terra viva (2009), que é voltado para o público infanto-juvenil.

Mãe Stella, a quinta ialorixá a comandar o Afonjá, terreiro que completou 100 anos em 2010, tem sido uma das importantes representantes do candomblé no Brasil. Na década de 80 redigiu um manifesto, endossado por outras ialorixás como Mãe Menininha, Doné Nicinha, Mãe Teté e Mãe Olga de Alaketu, abordando a necessidade do candomblé se afirmar como religião.


Explicação da autora

postado por Cleidiana Ramos @ 1:22 PM
21 de fevereiro de 2011

Pessoal: preciso pedir desculpas a vocês, pois o Mundo Afro tem pecado na assiduidade dos posts. É que ando numa fase extremamente trabalhosa em A TARDE, com funções de edição e cuidando o matérial Pré-Carnaval, o que absorve o tempo necessário para dedicação à reportagem e também para tratar o blog com o carinho que ele merece.

Desde o meu retorno das férias, a minha atuação tem sido mais nos bastidores da edição, o que não deixa de ser algo também importante e legal de fazer.

Agradeço aos que têm perguntado porque a minha assinatura sumiu no alto das reportagens  de A TARDE, o que é uma amostra de que faço falta (risos).  A minha gratidão também aos que têm cobrado novidades no blog. Passada a folia de Momo eu estarei retomando minhas funções nas duas frentes.

Mas até lá,  o Mundo Afro vai sendo atualizado dentro das possibilidades que o trabalho permite. Abraços a todos.


Vicentinho na Seppir

postado por Cleidiana Ramos @ 8:03 PM
7 de dezembro de 2010

Vicentinho está cotado para Seppir. Foto: Andre Dusek | Ag. Estado

Segundo meu colega Levi Vasconcelos, colunista da prestigiada Tempo Presente, e que é extremamente bem informado, o jogo para o novo comando da Seppir deu uma guinada.

O nome forte agora e com apadrinhamento do presidente Lula é o de Vicentinho, ex-presidente da CUT.

E aí? O que vocês acham?

Eu tinha colocado um post aqui na semana passada falando das chances de Luiza Bairros e Arany Santana,  A informação de Levi saiu na Tempo Presente da edição de hoje de A TARDE.

Como havia dito, esse disse-me-disse pré- anúncio de ministérios é enorme. Mas, como afirma um grande amigo meu, Nixon Duarte, vice-prefeito de Iaçu, política é igual a formato de nuvem. Muda toda hora.


Homenagem à Nação Angola

postado por Cleidiana Ramos @ 11:41 AM
19 de outubro de 2010

Livro apresentação detalhes sobre a Nação Angolão Paquetan. Foto: Aristides Alves | Divulgação

Hoje temos, às 19 horas, no Museu Carlos Costa Pinto, Corredor da Vitória, um lançamento de um livro que promete marcar história: A Casa dos Olhos do Tempo que fala da Nação Angolan Paquetan.  O destaque da publicação é contar um aspecto da história do candomblé angola que tem tão poucos estudos disponíveis, apesar da sua importância e pioneirismo no candomblé.

Publicada com o apoio do Ministério da Cultura, via Fundação Cultural Palmares, e organizada pelo fotógrafo Aristides Alves, a obra traz artigo de Renato da Silveira sobre as origens do culto angola no Brasil; um assinado por mim que fala da história da família de santo do Terreirro Mutá Lambô ye Kaiongo; uma análise etnobotânica dos biólogos Aion Sereno Alves da Silva e Ana Paula de Sales A. Alencar, além de ilustrações do professor Marco Aurélio Damasceno.

Além disso, o livro tem um belíssimo ensaio fotográfico feito por Aristides Alves e informações sobre culinária, ferramentas sagradas e um CD que traz os cânticos da nação.

Amanhã tem mais celebração com a abertua da exposição fotográfica de Aristides sobre o Terreiro de Mutá Lambô ye Kaiongo. A exposição fica até o dia 20 de novembro e pode ser visitada de segunda a sábado, exceto na terça-feira, das 14h30 às 18 horas também no museu.

Na quinta-feira tem um seminário sobre a nação angola na Bahia a partir das 19h30 com a participação do Tata de Inquice Mutá Imê; Renato da Silveira, eu e Paula Barreto, diretora do Ceao e coordenadora do grupo de capoeira Nzinga.

Para saber mais sobre o livro, que terá distribuição gratuita, dêem uma olhada na edição do Caderno 2+ da edição de hoje de A TARDE que traz um artigo do jornalista e antropólogo Marlon Marcos.


A história de Pau de Colher

postado por Cleidiana Ramos @ 3:03 PM
10 de setembro de 2010

A área onde ficou o movimento tem marcos como a sepultura coletiva para os mortos no conflito. Foto: Gildo Lima| Ag. A TARDE

Navegantes do Mundo Afro: desculpem as minhas constantes ausências, mas é que este mês estou substituindo uma colega no trabalho de edição e, acreditem, meu relógio biológico ainda está meio bagunçado por conta da troca de horário que agora entra pela tarde e vai até o fim da noite.

Por conta dessa correria compartilho com vocês, com um certo atraso, a série que fiz sobre um movimento messiânico ocorrido em Pau de Colher, distrito do município de Casa Nova, que fica a 572 km de Salvador, na área do médio São Francisco. A série foi publicada em A TARDE de 5 a 8 de setembro e na edição de amanhã do Caderno 2+ tem um texto de Sante Scaldaferri com imagens sobre o tema.

O movimento, liderado por Quinzeiro e José Senhorinho tinha parentesco com um outro ocorrido em Caldeirão, Ceará, onde era líder José Lourenço. A comunidade de Caldeirão, que inaugurou um sistema produtivo em cooperativa e contava até com abastecimento de água próprio foi bombardeada pela Força Aérea Brasileira. Entre as acusações estava até a de que eram comunistas, algo grave nos tempos do Estado Novo ditatorial de Getúlio Vargas.

Chegar a Caldeirão era o objetivo da reunião em Pau de Colher, mas o movimento  acabou sufocado em janeiro de 1938. A ação uniu as polícias da Bahia, Piauí e Pernambuco, Estados que fazem fronteira com a região, além do Exército e deixou 400 mortos.

As crianças que sobreviveram foram distribuídas a famílias da capital como órfãos mesmo que tivessem parentes vivos. A história foi contada por uma dessas crianças: Maria da Conceição Andreza, hoje com 81 anos.

É possível acompanhar a série no Blog do Brown, ao mesmo tempo que me penitecio de não tê-lo colocado na nossa coluna “Outros Mundos”, pecado que já está corrigido. O blog é feito pelo jornalista José Bonfim, de quem me orgulho de dizer que sou discípula.

Com passagens por jornais como Jornal da Bahia, Correio da Bahia e A TARDE, José Bonfim foi quem me deu a dica após recebê-la de uma outra grande jornalista: Socorro Araújo.

Portanto acessem aqui o Blog do Brown para ler a série e ficar por dentro de outras notícias sobre jornalismo.


Festa marcada pela emoção

postado por Cleidiana Ramos @ 11:17 PM
15 de outubro de 2009
Apresentou uniu os corais A TARDE e Olodum Mirim. Foto: Claudionor Júnior| AG. A TARDE

Apresentação uniu os corais A TARDE e Olodum Mirim. Foto: Claudionor Júnior| AG. A TARDE

Hoje, 15 de outubro, é aniversário de A TARDE. O jornal está completando 97 anos e é o  mais antigo em atividade na Bahia.  A festa na noite de hoje, aqui na sede da empresa, não poderia ser mais especial. Ela foi embalada pelo encontro dos corais A TARDE e Olodum Mirim.

Foi um a apresentação  linda, regida pelo maestro Keiler Rêgo que me deu uma superdica sobre um vídeo de uma canção apresentada pelos corais: o hino da África do Sul, NKosi Sikeleli Africa, também conhecido como Hino do Congresso Nacional Africano.

Todas as vezes que escuto esta música fico arrepiada por todo o simbolismo que ela traz consigo. Ela é cantada em cinco das onze línguas oficiais do País e é uma espécie de celebração pelo fim do apertheid. A sugestão do maestro é de peso: dentre as vozes estão a da saudosa Miriam Makeba e a de Paul Simon. Curtam aí: