Produção jornalística de Pierre Verger é tema de debate

postado por Cleidiana Ramos @ 1:45 PM
17 de agosto de 2009
Angela Luhning é a palestrante convidada do projeto Conversando com a História, amanhã. Foto: Divulgação| Ascom-Fundação Pedro Calmon

Angela Lühning é a palestrante convidada do projeto Conversando com a sua História, amanhã. Foto: Divulgação| Ascom-Fundação Pedro Calmon

Programa legal amanhã a partir das 17 horas, no Centro de Memória da Bahia, localizado na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris: a professora da Ufba e diretora da Fundação Pierre Verger, Angela Lühning, participa da aula pública do projeto Conversando com sua História, da Fundação Pedro Calmon, órgão da Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

O tema é a atuação de Pierre Verger na revista O Cruzeiro, que foi um periódico de grande circulação no Brasil e famoso pelas grandes reportagens tanto escritas como visuais.  A professora Angela vai falar exatamente sobre esta produção jornalística de Verger, inclusive a escrita, que muito pouca gente conhece.

Verger fez parte do quadro de repórteres de O Cruzeiro, de 1946 a 1959, onde realizou mais de 200 reportagens embora nem todas tenham sido publicadas. O projeto Conversando com a sua História é desenvolvido pelo Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon e acontece sempre às terças-feiras.

“A palestra abordará a atuação de Pierre Fatumbi Verger ligada à revista O Cruzeiro, em geral como fotógrafo, acompanhando os textos de vários jornalistas. Muitas delas foram publicadas e muitas outras ficaram sem alcançar o público naquela época. O que é pouco conhecido é que Verger escrevia muitos dos textos das reportagens, especialmente nos anos 50, quando trabalhava para O Cruzeiro Internacional”, explica a professora. Doutora em Etnomusicologia, Angela tem trabalhos com ênfase em temas como música, candomblé e cultura afro-brasileira.

Em Pierre Verger – repórter fotográfico, livro de autoria da pesquisadora, foram publicadas reportagens inéditas rejeitadas por  O Cruzeiro. Hoje,  este material está preservado na Fundação Pierre Verger. Nesta coleção fica patente o crescente interesse de Verger pela África. “É a devolução à sociedade de um material que Verger pensou para um momento importante. Ele queria mostrar mais da cultura africana”, destaca Angela.

Segundo ela, O Cruzeiro chegou a sugerir que os textos fossem transformados em um único artigo. “Verger respondeu que não daria para juntar devido à importância dos diferentes aspectos ali contidos”, relata.

Viram que o papo realmente promete?  Outras informações com o Centro de Memória: 3117-6030/6050

 

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