O gol contra de Val Baiano

postado por Cleidiana Ramos @ 2:56 PM
10 de setembro de 2010

Jogador andou falando sobre o que não sabe. Foto: Márcia Feitosa|VIPCOMM

Quem tem acesso a meios de comunicação tem que ter cuidado com o que fala. Passando por um fase ruim, o meu Flamengo anda há seis partidas sem fazer gol. Um dos atacantes mais cobrados é Val Baiano, que já perdeu gols feitos e virou motivo de piada e sinônimo de incompetência na função de artilheiro.

Para piorar ele, que se disse religioso e acreditar em Deus, saiu-se com essa numa reportagem do  portal Globo.com:  “Não gosto de macumba. Se fosse do bem, seria boacumba”. Para ajudar Val Baiano vai aqui o significado da palavra “macumba”, segundo o Dicionário Afro-Brasileiro, de Nei Lopes: “nome genérico, popularesco, e de cunho às vezes pejorativo, com que se designam as religiões afro-brasileiras, notadamente a umbanda e o candomblé”.

Apesar do cunho pejorativo, não significa que macumba é o mal, como adoram fazer crer os intolerantes que atacam o que não conhecem, como sempre.  Val Baiano foi, portanto, além de preconceituoso, agressivo e desrespeitoso com religiões que, com certeza, tem milhares de seguidores na imensa torcida do Flamengo que não à toa é chamada de nação.

Se fosse mais esperto, saberia que falar de religião é para quem sabe. A intolerância neste campo é um dos capítulos mais sangrentos da história da humanidade e continua a fazer barulho, como mostra a última insanidade do pastor Terry Jones, que anda proclamando que vai queimar o Alcorão e assusta o mundo inteiro pela ameaça de reação das comunidades islâmicas mais radicais.

Por isso, o jogador prestaria um melhor serviço ao Flamengo e à sua imensa torcida se fosse cuidar da forma física e tentar fazer gol afinal, presume-se, que é disso que ele depende para ganhar a vida e pelos últimos desempenhos precisa de um plano B.

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