Museu Afro Brasil faz homenagem a Mestre Didi

postado por Cleidiana Ramos @ 1:34 PM
31 de outubro de 2013
Museu Afro Brasl está fazendo homenagem a Mestre Didi. Foto: Mario Cravo Neto / Divulgação

Museu Afro Brasl está fazendo homenagem a Mestre Didi. Foto: Mario Cravo Neto / Divulgação

Atenção quem está morando ou de passagem por São Paulo. Hoje, quinta-feira, 31, às 20 horas, o Museu Afro Brasil está comemorando seu nono aniversário com uma homenagem a Mestre Didi. Artista plástico e Alapini, título do mais alto sacerdote do culto de egugun, Mestre Didi morreu no último dia 6, aos 95 anos.

Intitulada “O Alapini-Escultor da Ancestralidade Afro-Brasileira”, a exposição tem obras que contam a trajetória de Mestre Didi e integram o acervo permantente do museu, localizado no Parque do Ibarapuera.

Mestre Didi (Deoscóredes Maximiliano dos Santos) nasceu em 1917. Ele era filho de Maria Bibiana do Espírito Santo, mais conhecida como Mãe Senhora, que foi a terceira ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá.

Devido a problemas de saúde, Mestre Didi foi levado aos cinco anos para o Ilê Agboulá onde foi iniciado no culto aos ancestrais. Ele alcançou o título máximo do sacerdócio de reverência aos eguguns. Assobá–posto do culto ao orixá Omolu– do Afonjá ele fundou em Salvador o Ilê Asipá, também dedicado ao culto dos ancestrais.

Esse universo afro-religioso deu a tônica à trajetória artística de Mestre Didi. Suas obras integraram, em 1989, a exposição internacional “Magiciens de lá Terre”, no Georges Pompidou em Paris. Também realizou mostras na Argentina, Senegal, Nigéria, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Itália e Espanha. Há quatro anos, o Museu Afro Brasil realizou uma grande homenagem ao artista.

“Mestre Didi sempre foi um homem voltado para a cultura e a vida afro-brasileira, desde os muitos livros que publicou sobre o culto dos ancestrais, no qual tinha o honroso cargo de Alapini. Foi um artista escultor de lindas obras, cuja temática falava desse extraordinário universo da África mítica,onde os deuses estão na terra, e por isso suas esculturas eram totêmicas, saíam do chão para alcançar o infinito”, diz o diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araujo.

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