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Pai Valdemir festeja 35 anos de iniciação religiosa

postado por Cleidiana Ramos @ 5:52 PM
5 de março de 2015
Terreiro de Santa Bárbara, liderado por Tata Valdemir, está em festa. Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE | 22.6.2009 Data - 22/06/2009

Terreiro de Santa Bárbara, liderado por Tata Valdemir, está em festa. Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE | 22.6.2009
Data – 22/06/2009

O Terreiro de Santa Bárbara, localizado em Lauro de Freitas, está preparando uma grande festa para o próximo sábado quando o seu líder, Tata Valdemir de Bamburecema, completa 35 anos de iniciação religiosa.

“Cheguei ao candomblé por conta de problemas de saúde. Já tinha ido a vários médicos, mas não ficava bom. Chegaram a recomendar que eu fosse para um centro espírita, mas, após uma consulta aos búzios acabei sendo iniciado no candomblé”, relata.

Iniciado pela mameto de inquice Domingas Kaloyá de Portão, que também era filha de Bamburecema, inquice que comanda o fogo e as tempestades e na associação com o catolicismo é vinculada a Santa Bárbara, Pai Valdemir  conta que, mais tarde, descobriu que sua missão era também se tornar uma liderança.

“O terreiro foi aberto em 1987 de uma forma bem humilde. O barracão foi feito aos poucos, mas sempre com a ajuda de Mãe Domingas, hoje já falecida. Ela sempre me acompanhou nas horas em que mais precisei e  era muito carinhosa comigo”, relata.

Hoje, a Rua do Araqui, onde fica o terreiro, diferentemente de 1987, já tem água encanada, energia elétrica e outros benefícios. Desde então, Tata Valdemir já iniciou no candomblé cerca de 180 pessoas.

“Meu esforço é para fazer crescer e embelezar como puder a casa de Bamburecema. Deixo de fazer algo para a casa onde moro, pois a desse inquice que amo e me deu tanto é que tem que brilhar”, completa.

No sábado a festa começa a partir das 19h30. Os festejos, que começaram no último domingo com um rito interno para Nzila, o senhor dos caminhos, prosseguem no dia 25 com a Festa de Mutalambô, no dia 25, também à noite.

No dia seguinte, tem o presente para Dandalunda. A  saída será às 9 horas do terreiro em direção à Lagoa do Abaeté cumprindo uma tradição de 25 anos.

Serviço:

O quê: Festa dos 35 anos de iniciação religiosa do Tata de Inquice Valdemir de Lauro de Freitas

Quando: Sábado, dia 7, a partir das 19h30

Onde: Terreiro de Santa Bárbara, Rua do Araqui, s/n, Lauro de Freitas. Telefone: 71-3379-3412


Pai Carlinhos de Oxóssi celebra 40 anos de santo

postado por Cleidiana Ramos @ 12:23 PM
19 de dezembro de 2014
Pai Carlinhos celebra 40 anos de consagração ao orixá Oxóssi. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Pai Carlinhos celebra 40 anos de consagração ao orixá Oxóssi. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Amanhã, sábado, é dia de festa no Ilê Axé Odé Tomi, localizado no Lobato. O babalorixá da casa, José Carlos Conceição dos Santos, também conhecido como Pai Carlinhos, celebra seus 40 anos de iniciação no candomblé.

O sacerdote de 60 anos, foi consagrado, por Mãe Roxa, que comandava  um terreiro em Pernambués,  a Oxóssi, orixá considerado “o dono da prosperidade e da fartura”, chamado de “Rei de Ketu” e “Grande Caçador”.

“O candomblé para mim é uma rosa que tirei os espinhos e conservei as pétalas. Tive muitos momentos marcantes nessa minha caminhada. Fiz santo por amor. Eu amo orixá”, completa Pai Carlinhos.

A celebração começa às 19 horas e o terreiro fica no Conjunto Joanes Centro Oeste, quadro 18, bloco 58 A. Um ponto de referência é a CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), local. Parabéns a Pai Carlinhos e a sua comunidade.


A benção: Parabéns ao Filho do Rei

postado por Cleidiana Ramos @ 11:34 AM
24 de agosto de 2009
Obaràyí completa, hoje, 50 anos de consagração ao candomblé. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

Obaràyí completa, hoje, 50 anos de consagração ao candomblé. Foto: Marco Aurélio Martins| AG. A TARDE

O terreiro Ilê Axé Opô Aganju está em festa. Hoje, o seu babalorixá, Balbino de Xangô, Obaràyí, completa 50 anos da sua consagração religiosa. Na programação dos festejos está o lançamento de sua biografia, numa edição luxuosa, com 680 páginas e muitas, muitas fotos, quase mil. O lançamento será na próxima quinta, às 19 horas, no Palácio da Aclamação.

Na última sexta-feira tive a sorte de fazer uma longa entrevista com Obaràyí, que tem caracteristicas muito próximas daquelas atribuídas a Xangô, orixá a quem é consagrado: a postura de rei, o humor e a energia, próprias da divindade que controla o fogo e é o soberano de Oyó.

Para quem não viu a matéria na edição de domingo vou colocar aqui abaixo só o texto principal. Quem quiser ver o restante pode procurar no primeiro caderno da edição de domingo, página A6:

Festa para o Filho de Xangô

Balbino Daniel de Paula, 68 anos, é filho do orixá que tem posto de rei: Xangô, senhor de Oyó, tão celebrado na Bahia. Não é segredo que os homens e mulheres do candomblé baiano costumam  apresentar em seus gestos, mesmo os mais sutis, traços atribuídos às divindades a quem são consagrados. Neste caso não é diferente. Quando fala e gesticula, Obaràyí, o nome sagrado do babalorixá do Ilê Axé Opô Aganju, transpira a postura de rei. Como monarca seguro dos seus domínios, nada acontece no entorno do Aganju que ele não perceba e comente, mesmo quando parece absorvido nas memórias dos 50 anos de sacerdócio que comemora amanhã. 

A festa que acontece, a partir das 10 horas, no Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, é a segunda atividade de uma programação iniciada no sábado com uma missa na Igreja da Conceição da Praia. Na quinta-feira, a partir das 19 horas, no Palácio da Aclamação, tem o lançamento de Obaràyí- Babalorixá Balbino Daniel de Paula, que traz a biografia do religioso.

Esta série de atividades para a celebração dos 50 anos de sacerdócio de Obaràyí  caminha no estilo de Xangô, um orixá que transpira alegria. Suas aparições nos terreiros são marcadas por uma dança frenética, mas cheia da dignidade de quem sabe ser rei, a ponto de seus filhos serem conhecidos como “aqueles que têm pé de dança”. 

Mas Xangô é também o senhor da Justiça, um traço que Balbino diz, com segurança, ter herdado do seu orixá. “Não gosto de injustiça e sou justo. Às vezes tiro coisas de mim para dar para os outros sem esperar recompensa”, conta. Não custa lembrar que os bons líderes, realmente, sabem como equilibrar a autoridade com a generosidade e são lições desse tipo que o babalorixá tem colecionado ao longo de meio século no candomblé.

“Fico pensando sobre o que fiz na minha vida. Se fiz o bem ou se fiz o mal. Mas acho que fiz o bem, pois meu orixá não deixaria ser de outra forma”, diz Balbino.

A sua consagração no candomblé foi conduzida por uma das mais célebres sacerdotisas da Bahia: Mãe Senhora de Oxum, uma das ialorixás que comandaram o Ilê Axé Opô Afonjá.

Respeitada tanto no meio do povo-de-santo quanto nos círculos intelectuais de Salvador, Senhora reinou no Afonjá do final da década de 30 a 1967 quando morreu. “Conviver com ela era maravilhoso. Ela era como uma rainha”, conta Pai Balbino.

No entorno de Mãe Senhora estava alguém que iria marcar de forma especial a vida de Pai Balbino: o etnógrafo e fotógrafo, Pierre Verger. Ao se referir ao francês que  ganhou o sagrado nome de Fatumbi, a emoção toma conta de Balbino:

“Não tem como falar de Fatumbi sem usar o coração. Foi ele que me convenceu a abrir o terreiro, lembrando que eu tinha que manter a minha herança ancestral”. O Ilê Aganju foi fundado em 1972.

Inquietude – A amizade entre Balbino e Pierre Verger, que tinha o posto de mogbá, uma espécie de ministro de Xangô no Aganju, era antiga.

Foi por meio de Verger que Balbino pisou pela primeira vez em uma das terras com as quais a Bahia guarda relações sagradas: o Benim.  Isto por conta do filme Brasileiros da África e Africanos no Brasil, que teve Verger como roteirista e o babalorixá como ator principal. Além do Benim, Pai Balbino visitou, no continente africano, Nigéria, Senegal e Costa do Marfim. Mas foi também a países de outras partes do mundo,  pois o filho de Xangô é inquieto e viaja muito.

Seu lugar preferido, dentre os tantos que visitou? “Aquele onde me tratem bem”, responde, rápido, sem pensar. Aliás, acompanhar o seu ritmo é para quem tem muito pique. Vê-lo tranquilo, sentado numa cadeira, como fez para dar a entrevista para A TARDE e para a TVE, é raridade.

“Eu fiquei aqui uns 15 dias para gravar uma parte do filme e fiquei impressionado com o ritmo dele. Tinha dia que por volta de duas horas da manhã ele ainda estava conferindo as imagens no monitor”, narra o cineasta e diretor do Irdeb, Pola Ribeiro.

Pai Balbino assessorou a equipe de O Jardim das Folhas Sagradas, o novo trabalho de Pola, durante as filmagens no Aganju. Mas, pensando bem não é para ser surpresa tanto ritmo, afinal, outra conhecida atribuição de Xangô é a ciência de dominar a rapidez do raio.


A Benção: Festa para Mãe Vera de Oyá

postado por Cleidiana Ramos @ 2:21 PM
30 de julho de 2009
Mãe Vera festeja seus 34 anos de consagração ao candomblé. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE

Mãe Vera festeja seus 34 anos de consagração ao candomblé. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE

Filha de Oyá, a yalorixá do Ilê Axé Oyá Mamilê, Mãe Vera, completa, neste sábado, 34 anos de sua consagração ao candomblé.

Para marcar a data, vai ter a tradicional festa no seu terreiro, a partir das 21 horas. A  celebração para  Oyá, no terreiro de Mãe Vera, é uma cerimônia belíssima. O Ilê Axé Oyá Mamilê fica no Km 17, em Itapuã.


A Benção: Hora do livro de Mãe Valnizia

postado por Cleidiana Ramos @ 12:37 PM
8 de maio de 2009
Lançamento de livro escrito pela yalorixá será amanhã. Foto: Rejane Carneiro

Lançamento de livro escrito pela yalorixá será amanhã. Foto: Rejane Carneiro

Amanhã, sábado,  a partir das 17 horas, no Solar do Ferrão, Pelourinho (Rua Gregório de Mattos, 45), Mãe Valnizia de Ayrá estará lançando o seu  livro intitulado Resistência e Fé.

É a sua autobiografia, numa comemoração dos 50 anos de vida que ela completa no domingo. Estará ao alcance de todos o que nós, seus filhos espirituais do Terreiro do Cobre, conhecemos.

E há surpresas também, mesmo para quem tem o privilégio de estar sempre ao seu lado. Sim, porque partilhar da convivência com o dinamismo, tão próprio do povo da família de Xangô, mas também da tranquilidade, característica das divindades que vestem branco como o seu pai Ayrá, é presente vindo das divindades que cultuamos.

Mãe Valnizia sabe alternar a docilidade e a rigidez, própria das boas mães. Sabe o momento certo de passar a mão na cabeça e o de puxar a orelha. Às vezes passa estes sentimentos apenas com um olhar.

Tem aquele tipo de humor rápido e um poder de superação que nos surpreende diante das perdas de familiares queridos que a vida lhe impôs.  “Não é porque sou de candomblé que não vão acontecer coisas que me deixam tristes, pois antes de tudo eu sou humana”, ela me disse, certa vez.

E são estes exemplos de fé, força, iluminação e resistência que estão em cada página do seu livro. Quando vi os originais há poucos dias para construir a matéria que vai sair amanhã na edição do jornal A TARDE, no Caderno 2, eu me surpreendi com a transparência do seu relato.

 
Lá está não só a sacerdotisa, feita aos 16 anos na Casa Branca e que foi descobrindo que tinha a missão de continuar a história de liderança de uma casa fundada por uma sua ancestral, Margarida de Xangô, ainda no século XIX. Está também o crescimento como mulher, com as dúvidas próprias a cada uma de nós, mas o seu diferencial foi o de aprender a enfrentar melhor estes desafios a partir da religião que escolheu.

Ter aceitado a missão de assumir a continuidade do Cobre, inclusive com a necessidade da reconstrução física (os espaços haviam sido invadidos) já é um admirável ato de coragem e confessar suas dúvidas e inquietações para trilhar este caminho, como ela faz no livro, é mais corajoso ainda. E faz sentido uma observação feita pelo professor Jaime Sodré ao falar dela:

-Ali carrega uma ancestralidade milenar.

Realmente, minha mãe, e digo isso com a maior alegria, é daquelas jovens sacerdotisas que tem a postura  herdada dos seus mais velhos.

A forma como ela fala “de” e “com” as suas mais velhas, tanto as da Casa Branca, como Tia Telinha de Iemanjá, a mais antiga ebomi do Cobre, é lição sobre respeito à troca de saberes, um dos princípios que sustentam o candomblé.

Enfim, ao tornar possível Resistência e Fé, Mãe Valnizia, na verdade, é que está nos dando um presente na festa do seu aniversário.  

 


A Benção: Yá Stella de Oxóssi

postado por Cleidiana Ramos @ 3:04 PM
1 de maio de 2009
Yalorixá faz, amanhã, 84 anos. Foto: Rejane Carneiro | AG. A TARDE

Yalorixá do Afonjá completa, amanhã, 84 anos. Foto: Rejane Carneiro| AG. A TARDE

Amanhã, sábado, 2, Mãe Stella de Oxóssi, a yalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, faz aniversário. Mãe Stella é uma das mais conhecidas e respeitadas sacerdotisas do candomblé.

Filha de Oxóssi transmite, aos 84 anos que vai completar, a energia do rei-caçador nas ações tanto religiosas como de formação e cultura realizadas no terreiro que comanda desde 1976.

A escola Eugênia Anna dos Santos, mantida no Afonjá, foi uma das pioneiras no ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira décadas antes da Lei que tornou esta prática obrigatória em todas as escolas do País.

  
Num contato com Mãe Stella é possível reconhecer características atribuídas ao provedor e bondoso Oxóssi como o porte altivo, a tranquilidade atenta e a preocupação com o bem estar da sua comunidade.

A sabedoria de Mãe Stella continua a manter o Afonjá na lista dos candomblés mais respeitados do Brasil, como foi no tempo das suas antecessoras, principalmente as célebres Mãe Aninha e Mãe Senhora.

Seus pensamentos sobre o mundo, a partir da religião que defendeu por meio de um movimento nos anos 80  para que fosse reconhecida como tal, podem ser mais conhecidos nos livros de sua autoria como E Daí Aconteceu o Encanto (1988), escrito em parceria com a escritora e Agbeni de Xangô do terreiro, Cléo Martins; Meu Tempo é Agora (1993); Òsósi – O Caçador de Alegrias (2006) e Owé – Provérbios (2007).

O Grupo A TARDE preparou um especial sobre ela para a série “Memória da Bahia” que pode começar a ser conferido a partir de amanhã em  A TARDE On Line (www.atarde.com.br). Ele sairá também  na edição de domingo do jornal A TARDE.


A Benção: Registro da festa para ebomi Cidália

postado por Cleidiana Ramos @ 6:10 PM
16 de abril de 2009
Uma cena da festa para ebomi Cidália no Rio de Janeiro, organizda por Pai Robson, ao seu lado na imagem. Foto: Arquivo pessoal de Ebomi Cidália

Uma cena da festa para ebomi Cidália no Rio de Janeiro, organizada por Pai Robson, ao seu lado na imagem.             Foto: Arquivo pessoal de Ebomi Cidália

 

Como foi noticiado em nossa seção A Benção o dia 19 de fevereiro marcou a celebração de três aniversários especiais: da ebomi Cidália Soledade, do tata Anselmo de Dandalunda e do professor Jaime Sodré.

Na época, o post informava que a ebomi Cidália estava no Rio de Janeiro. Pois lá ela ganhou uma grande festa liderada pelo babalorixá Robson de Oxaguian.

E agora para todos nós, que temos um carinho enorme por ebomi Cidália, vai aqui um registro da festa em terra carioca para a sacerdotisa, num sinal que o seu carisma desafia limites geográficos.  Imaginem a comemoração em 2010, quando ela vai completar 80 anos de idade.