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Experiências femininas em Moçambique

postado por Cleidiana Ramos @ 3:47 PM
23 de novembro de 2010

Mestre Janja, em ação com Mestre Paulinha, tem um brilhante trabalho no campo da capoeira. Foto: Gildo Lima| Ag. A TARDE

Mais exemplo do poder de coscientização e mobilização da capoeira: Rosângela Costa Araújo, a Mestra Janja,vai estar nos dias 2 e 4 de dezembro em Maputo, Moçambique, participando do Encontro Capulana Capoeira: experiências femininas em liderança cultural.

Mestre Janja é fundadora, ao lado de Mestre Paulinha e Mestre Poloca, do Instituto Nzinga de Capoeira Angola que tem atuação em Salvador, São Paulo, Brasilia, Maputo, Cidade do México, Londres e Marburg (Alemanha).

O encontro é organizado pelo governo da cidade de Maputo em parceria com o Nzinga e a Balaio Cultura & Arte, uma organização de Moçambique. A atividade vai reunir capoeiristas e mulheres que alcançaram destaque à frente de organizações culturais além de promover o intercâmbio dessas experiências.

Doutora em Educação, Mestre Janja é uma das poucas mulheres a já ter alcançado o título de mestre na capoeira.

Ah sim! A palavra  “capulana” que aparece na denominação do encontro é um termo changana/ronga, um dos idiomas do sul de moçambique que designa uma peça de roupa/pano usado pela mulheres de várias regiões da África. É uma peça que confere prestígio a quem a usa.


Panáfricas é uma nova ponte entre a África e sua Diáspora

postado por Cleidiana Ramos @ 11:59 AM
9 de novembro de 2010

Parte da equipe do Panáfricas: Paulo Rogério, Carlos Moore e André Santana. Foto: Divulgação

Uma equipe de jovens comunicadores, acompanhados pelo intelectual Carlos Moore, está fazendo um belíssimo trabalho sobre a África e sua Diáspora. Preferi transcrever abaixo um texto muito interessante sobre esta experiência, que pode também ser acompanhada em um blog que vocês acessam clicando aqui.

O eterno retorno à Terra Mãe

Até o próximo dia 16 de novembro, o Projeto Panáfricas estará na África registrando sons e imagens do continente de onde saíram para o mundo milhões de seres humanos, com sua rica cultura, arte, ciência e forma de vida. O material colhido na viagem à Nigéria, Gana e África do Sul – primeira etapa do projeto – integrará uma série de televisão sobre o panafricanismo e a diáspora africana.

Essa descoberta das origens dos afrodescendentes e sua luta pela cidadania está sendo conduzida pelo historiador cubano, Carlos Moore, grande conhecedor da trajetória de ícones da luta negra pelo mundo, com os quais conviveu em diferentes países,como Fela Kuti, Cheikh Anta Diop, Aimé Cesaire, Malcolm X, dentre outros.

O ativista Carlos Moore está retornando à África após mais de duas décadas, para fazer o lançamento da versão africana do livro: Fela: this bitch of the life, biografia de Fela Kuti, lançada originalmente em 1982 e que em breve terá sua versão em português. Trata-se da primeira biografia escrita sobre um artista africano.

A equipe do Panáfricas é formada pelo publicitário Paulo Rogério Nunes, produtor executivo do projeto, e pelos jornalistas André Santana, Lucas Santana e Mateus Damasceno, que também é cineasta e está sendo responsável pelas imagens. Damasceno é o presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV). Paulo Rogério e André Santana são diretores da série de TV Panáfricas e integram o Instituto Mídia Étnica, organização social que há cinco anos vem realizando projetos sobre mídia, tecnologia e relações étnicas, utilizando, inclusive, o audiovisual.

Alguns vídeos  produzidos pelo Instituto Mídia Étnica podem ser conferidos no Portal Correio Nagô (www.correionago.com.br). Mateus Damasceno e Lucas Santana fazem parte da produtora baiana Caranguejeira, que tem experiência na produção de cinema e vídeo, com produtos premiados como o documentário: Bolívia, para além de Evo, fruto da experiência dos profissionais no país latino-americano. Mateus é o diretor de fotografia da série Panáfricas e Lucas, o técnico de áudio e som direto.

Roteiro de viagem

A entrada na África aconteceu em 8 de outubro pela Nigéria, país de 140 milhões de habitantes. A pauta principal no país foi o legado político e musical de Fela Kuti, criador do Afrobeat e principal referência para os nigerianos. A equipe visitou as cidades de Abuja, capital da Nigéria, Abeokuta, onde Fela Kuti nasceu e Lagos, a segunda maior cidade da África e que tem o maior contigente negro do mundo. Foi em Lagos onde Fela criou uma comunidade chamada Kalakuta, que propunha a liberdade e solidariedade entre seus habitantes. Em Lagos também está o Africa Shrine, casa de show que se eternizou na história da música pelas apresentações de Fela e hoje é conduzida por seus filhos, a produtora Yeni e o músico Femi Kuti.

O Panáfricas entrevistou amigos, músicos e familiares de Fela, cinco dos seus filhos e duas das suas ex-esposas. Além de registrar o cotidiano de Lagos, com sua tumultuada rotina de megalópole (mais de 15 milhões de habitantes) e sua flagrante desigualdade social. Na segunda etapa da viagem, a equipe visitou Accra, capital de Gana,primeira nação africana a ser tornar independente do colonialismo europeu, em 1957.

A pauta principal em Gana foi a importância de Kwame Nkrumah, herói da independência e primeiro presidente do país livre e W.E.B. Du Bois, intelectual e ativista afro-americano, que escolheu viver em Gana. Ambos são considerados os pais do panafricanismo, pela contribuição ideológica e prática na luta pela soberania africana e união entre as nações africanas e os países da diáspora.

O Panáfricas registrou uma importante entrevista com Carlos Moore sobre o panafricanismo. As locações foram o Instituto de Estudos Africanos, da Universidade de Ghana, o Panafrican Centre, Memorial Kwame Nkrumah.

Em Gana, além da capital, a equipe visitou as cidades de Cape Coast e Elmina no litoral do país, onde registrou imagens dos fortes de onde embarcaram para as Américas milhares de africanos sequestrados pelo comércio escravista. A última parada dessa primeira etapa do Projeto Panáfricas está sendo a África do Sul, país que ficou marcado pelo regime segregacionista do apartheid, cujas leis estabeleciam as diferentes oportunidades e direitos entre brancos e negros, até o início da década de 1990. No país que sediou a última Copa do Mundo estão sendo enfocadas as contribuições de ativistas como Steve Biko e Nelson Mandela, através de entrevistas e registros nas cidades de Joanesburgo e Pretoria.

O Panáfricas fez imagens surpreendentes dos arredores de Joanesburgo, a mais desenvolvida cidade da África subsaariana, onde estão localizados os township (comunidades segregadas criadas pelo apartheid): Soweto e Lenasia. Assim como Soweto era o local reservado aos negros, tornando-se ícone da luta contra o apartheid, Lenasia mantinha a populacão indiana bem distante do centro de Joanesburgo.

A viagem começou no dia 8 de outubro e o retorno ao Brasil será no dia 16 de novembro. O projeto pretende filmar também em outros países africanos e da diáspora negra como Etiópia, Tanzânia, Martinica,Jamaica, Estados Unidos e Índia.


Notícias de Washington

postado por Cleidiana Ramos @ 5:34 PM
24 de maio de 2010

Escolhi duas fotografias para mostrar um pouco do que vi em Washington, EUA, cidade que me surpreendeu, por ser muito vibrante, algo que a gente às vezes nem imagina por ser a capital do País e, portanto, centro do poder político. Eu a imaginava como um grande centro administrativo, que fica esvaziada nos finais de semana. Mas não. Tem muito para se ver por lá.  Estou publicando abaixo points interessantes em relação à memória negra.


Obama ganha Prêmio Nobel da Paz

postado por Cleidiana Ramos @ 2:45 PM
9 de outubro de 2009
Barack Obama ganha o Nobel da Paz. Foto:  EFE |Jason Szenes

Barack Obama ganha o Nobel da Paz. Foto: EFE |Jason Szenes

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi anunciado hoje como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz. A indicação, segundo o comitê responsável pelo prêmio, foi por conta dos seus esforços para promover a paz mundial e reduzir os estoques de armas nucleares. 

Obama venceu 205 indicados entre pessoas e organizações. Ele é o terceiro presidente americano em exercício a ganhar o Nobel. Os outros foram Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson.