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Especial de A TARDE é finalista do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento

postado por Cleidiana Ramos @ 11:10 AM
15 de outubro de 2012

Epo Pupa é finalista do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento. Foto: Raul Spinassé/Ag. A TARDE

Gente: sabe aqueles dias em que a gente tem  bons motivos para comemorar? Pois é! Hoje A TARDE faz 100 anos entrando para um seleto de grupo de 25 periódicos brasileiros. Há pouco ficamos sabendo (digo, no plural, pois outras companheiras e companheiros estão incluídos) que somos finalistas, na categoria Mídia Impressa, do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento com o especial Epo Pupa- a marca do dendê, publicado em 18 de novembro do ano passado.

O caderno fez uma viagem pela influência que o azeite derivado deste fruto tem sobre os mais variados segmentos da vida baiana: culinária, claro, mas também religiosidade, artes, moda e por aí vai. O grupo de finalistas do especial é formado por mim, Juliana Dias, Juracy dos Anjos, Maíra Azevedo e Meire Oliveira. O caderno é vinculado à editoria Salvador sob a coordenação de Cláudio Bandeira.

Além das dicas pedagógicas para usar o material jornalístico em sala de aula, o especial trouxe mais uma invoação: a tradução dos textos para o inglês comemorando o Afro XXI – Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes, que reuniu diversos páises da diáspora negra em Salvador no ano passado.

Sobre o prêmio: o Abdias Nascimento está em sua segunda edição e é voltado para premiar trabalhos jornalísticos que abordam as questões raciais e de gênero. São sete categorias que concorrem a um total de R$ 35 mil em premiação.

O Prêmio Jornalista Abdias Nascimento é organizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-Rio), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro em parceria com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e do Centro de Informações das Nações Unidas no Brasil (Unic-Rio). O prêmio tem patrocínio  da Fundação Ford, Fundação W. K. Kellogg e da Oi.

Na categoria Mídia Impressa o Epo Pupa concorre com Desigualdade em trabalhos iguais (Antonio Gois e Alessandra Duarte); Caó 70 anos de luta (Adilson Gonçalves, Revista Raça-SP) e Série Pérolas Negras (Sergio Maggio, Correio Braziliense- DF).


Dendê para festejar Novembro Negro e Afro XXI

postado por Cleidiana Ramos @ 5:23 PM
18 de novembro de 2011

Especial viajou pelo mundo do dendê. Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Pessoal: primeiro o meu pedido de desculpas por ter andado ausente, mas foi por um bom motivo. Eu estava às voltas com a produção do especial Epo Pupa- a marca do dendê, o nosso nono caderno em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. Foram dias de muito esforço, trabalho em excesso, mas para um resultado gratificante.

Além de belas reportagens,imagens e infográficos, o especial teve a sua circulação antecipada para hoje por conta da condição de Salvador como sede do Afro XXI (Encontro Iberoamericano do Ano Internacional dos Afrodescendentes).

Outra novidade foi que o nosso especial saiu em inlgês. As dicas pedagógicas, elaboradas pela especialista em Educação, Josiane Clímaco, também foram mantidas. Vejam tudinho clicando aqui.


Balaio de Ideias: Sabor dos saberes

postado por Cleidiana Ramos @ 2:11 PM
23 de agosto de 2010

Professor sugere criação de roteiro gastronômico e cultural. Foto: Eduardo Martins| AG. A TARDE

Jaime Sodré

Perguntado sobre a capoeira Mestre Pastinha disse: “É tudo que a boca come”, ou seja, é PRAZER. COMER É SABOR E SABER. Dr. Carlos Costa Neto, brilhante humanista, amigo comum do Dr. Eraldo Moura Costa, bons de garfo: disse-me: “há coisa mais gostosa que comer?” Pois é, no 1º Seminário Nacional de Turismo Étnico Afro e 1ª Feira da Produção Associada ao Turismo Étnico Afro, realizado este mês no Centro de Convenções da Bahia, promovido pela Bahiatursa, abordei o nosso projeto de culinária nos terreiros, com a boca “cheia d’água” e a qualificada contribuição acadêmica do Prof. Dr. Vilson Caetano. Louvo neste momento o Professor Doutor Vivaldo da Costa Lima, o “Pai da Matéria”.

Pensar o turismo étnico, neste caso afro, exige uma postura de inclusão e valorização das populações afrodescendentes brasileiras, em especial na Bahia e Recôncavo baiano. Como prova de reconhecimento desta valorosa contribuição cultural, esta modalidade turística poderá ser a motivação primordial para a profissionalização, roteiros qualificados, sustentáveis, com preparação para atender a demanda dos prestadores de serviços, além de gerar emprego e renda, enfim preservar a cultura, dentro da sua dinâmica própria, difundir e gerar conhecimentos e uma boa imagem da saborosa Bahia. O nosso projeto teve o nome de “Um Sabor Sacrossanto – a culinária Afro-Baiana”. Permitam-me breve introdução. Culinária baiana seria aquela localizada no Recôncavo e litoral, caracterizada, principalmente, pelo azeite de dendê, leite de coco, pimenta, etc.

Saboreada em comemorações religiosas, familiares, ou no cotidiano. Quanto ao preparo e preservação podemos estabelecer a dicotomia dentro e fora dos terreiros. Modernamente diríamos que esses pratos dialogam com a contribuição indígena e portuguesa. O processo de institucionalizações dos terreiros brinda com a sistematização das receitas e preservação, na obrigação religiosa, indo ao cotidiano. A fé e o sabor encontram harmonia em diversas opções religiosas, como é o caso dos sequilhos do Convento da Lapa e os deliciosos licores do Desterro. O turismo e o candomblé tiveram alguns momentos de conflitos e hoje se busca uma interação respeitosa, inclusive através dos parâmetros estabelecidos por Mãe Stela, regulando esta proximidade, que seja respeitosa, isenta de folclorização e exotismo.

Afinal, somos uma religião. Do Ponto de vista histórico Luis dos Santos Vilhena, falando sobre “as comidas de rua do século XVIII” nomeia: “saem… negros a vender pelas ruas, mocotós, carurus, vatapás, mingaus, pamonha, canjicas… acaçá acarajés, abara, arroz de coco, feijão de coco, angus, pão-de-ló… roletes de cana, queimados…”, cruel, diz Vilhena, “o que mais escandaliza é a água suja feita com mel…que chamam aluá, que faz de limonada para os negros”.
Afrânio Peixoto, mais generoso, diz ser a Bahia um feliz consorcio entre o melhor de Portugal, da Costa da África e “o pouca coisa do Índio”. O negro brindou a cozinha baiana com o dendê, leite de coco, colorindo e saboreando o cotidiano, ensinou o vatapá, o caruru, mungunzá, etc. Nosso projeto tenciona aproximar o visitante aos sabores sagrados dos deuses, os permitidos, associados a um cardápio mais amplo das especificidades baianas.

O visitante, nos espaços sociais dos terreiros, através da formação de interlocutores da comunidade religiosa, saberá da história e apreciará a sua culinária. Para êxito do projeto a Bahiatursa, através da sua competência, realizará capacitação, adequação das instalações com equipamentos, capital de giro, indumentária, intermediação com as agências credenciadas ou guias de turismo e selo de qualidade.

Um roteiro sugestivo foi exibido, tomando com referência o bairro da Federação. O circuito seria iniciado com um café da manhã em um terreiro, merenda das 10 em outro, almoço em outro, merenda das 15 em outro, mingaus e uma sessão de chás, digestivos ou não, em outros.  Um cafezinho será bem vindo. No mais, o resultado é  um bom apetite e conhecimento ampliado. Ah, para a sobremesa… Picolé Capelinha, coisas com a cara da  Bahia. Um aviso aos acolhedores: Dr. Costa Neto disse que posso comer feijão fradinho, mas controlado. Acabou a “quizila”. SALVE O PRAZER.

Jaime Sodré é historiador, professor universitário e religioso do candomblé


Produtores de Owó ganha prêmio nacional

postado por Cleidiana Ramos @ 12:28 AM
15 de junho de 2010

Caros amigos do Mundo Afro: o caderno especial Produtores de Owó foi ainda mais longe e ganhou o Prêmio Nacional de Mídia Impressa do BNB, edição 2009.  Dividimos o primeiro lugar com a equipe do jornal O Povo.

 Já tínhamos ganhado também a categoria regional I.

Ainda estou em Fortaleza onde aconteceu a cerimônia de premiação e na quarta-feira conto para vocês todos os detalhes desta conquista que é de toda a comunidade negra baiana. 


Feira de Empreendedores afrodescendentes

postado por Cleidiana Ramos @ 1:50 PM
28 de novembro de 2009

Esta acontecendo no Campo Grande a IV Feira de Empreendedores Afrodescendentes. Promovido pela Semur, em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direito do Cidadão (Setad),  o evento conta com a participaçaõ de 70 expositores. Hoje à noite tem a apresentação de Kátia Guima e outros artistas.

Amanhã, a programação recomeça a patir das 9 horas e vai até às 21 horas. Além da oferta de produtos, os visitantes podem participar da Feira da Saúde, organizada pelo Grupo de Trabalho em Saúde da População Negra.