Arquivo da Categoria 'Televisão'


Ângelo Flávio participa de episódio da série Tapas e Beijos

postado por Cleidiana Ramos @ 10:46 AM
13 de julho de 2015
Ângelo Flávio exercita sua faceta de ator, amanhã, em Tapas e Beijos, na Globo. Foto: Divulgação

Ângelo Flávio exercita sua faceta de ator, nesta terça, em Tapas e Beijos, na Globo. Foto: Divulgação

Amanhã, Tapas e Beijos, ganha um toque mais que especial: o ator e diretor Ângelo Flávio participa do episódio do seriado de sucesso que está em sua última temporada. Ângelo vai interpretar o gerente do Hotel Bariloche.

A participação já lhe rendeu, nos bastidores, vários elogios da atriz Fernanda Torres, que estrela o programa ao lado de Andréa Beltrão, e de outros integrantes da equipe.

A atuação de Ângelo promete assim como aconteceu quando protagonizou um episódio de A Grande Família.

Inquieto e criativo, Ângelo Flávio é um dos grandes nomes do teatro baiano. Premiado, no ano passado aceitou o desafio e brilhou ao levar para os palcos Sortilégio: Mistério Negro de  Zumbi Redivivo II, um texto inédito de Abdias  Nascimento, que até então só havia sido encenado como leitura dramática.

Tapas e Beijos vai ao ar após a novela Babilônia, na Globo.


Que pena! Windeck chega ao fim

postado por Cleidiana Ramos @ 5:03 PM
27 de abril de 2015

Será que Ana Maria (Nádia da Silva), finalmente, vai se acertar com Kiluanji (Celso Roberto)?

Será que Ana Maria (Nádia da Silva), finalmente, vai se acertar com Kiluanji (Celso Roberto)?

Amanhã, terça, a partir das 23 horas, a novela Windeck, de produção  angolana, chega ao fim. Exibida pela TV Brasil desde novembro do ano passado, a trama foi um acerto e premiou a ousadia da emissora.
Partindo do que são capazes pessoas que ambicionam poder e dinheiro –”windecks”- na gíria angolana, a novela é de uma ousadia impressionante desde os temas que abordou– relações homoafetivas, violência doméstica, homofobia, dependência de álcool e cicatrizes do colonialismo– até a linguagem escancaradamente exagerada que faz lembrar, às vezes, as tramas mexicanas.
Além disso, é gratificante assistir negras e negros em papéis de protagonismo social (executivos, modelos, jornalistas e médicos), além de apresentar uma Luanda moderna, mesmo que em processo de reconstrução, o que apaga vários dos estereótipos que mantemos sobre cidades da África Negra.
Sem pudor, a sinopse usou e abusou dos clichês clássicos da teledramaturgia (golpe da barriga; vilania pura, sem nuances psicológicas e mocinha e mocinho ingênuos), com doses de humor, mas muito bem costurados.
A trilha musical foi outra boa surpresa com ritmos angolanos variados que iam do semba ao kuduro passando também por estilos que lembram a nossa MPB.
Mesmo o que poderia ser uma barreira– a diferença do português falado em Angola do que é usado no Brasil- acabou em acerto. Passado o estranhamento inicial foi divertido aprender o significado de palavras como cumbu e bazeza. O recurso do glossário, que aparecia em meio às cenas, foi eficiente.
Windeck termina alcançando médias de audiência surpreendentes para uma novela estrangeira em um canal que não tem tradição em teledramaturgia e em um horário ingrato (23 horas): em Salvador, a média foi 0,7 no Ibope com dias de pico de um ponto. Porto Alegre foi outro lugar com boas marcas.
Vamos torcer para que a TV Brasil volte a apostar em ações parecidas.

Confira abaixo a sinopse do último capítulo:

Ofélia telefona para Wilson e marca um encontro com urgência. Ela também convoca Isaura, Luena e Kiluanji para fazer uma revelação a todos. Vitória decide assaltar o cofre dos Voss no dia do casamento de Kiluanji e Ana Maria. Vitória e Henda se disfarçam de empregados do bufê e entram na mansão. A vilã consegue chegar ao escritório e tenta abrir o cofre. Será que ela vai conseguir?


Cena de novela sobre o racismo surpreendeu

postado por Cleidiana Ramos @ 11:24 AM
5 de agosto de 2014
Lázaro Ramos vive o guru Brian Benson em Gerão Brasil.  João Cotta/ TV Globo

Lázaro Ramos vive o guru Brian Benson em Gerão Brasil. João Cotta/ TV Globo

Mesmo com suas limitações as novelas já fazem parte da cultura cotidiana brasileira. Até  quem odeia o gênero não pode ficar completamente alheio a personagens, bordões e polêmicas que elas abordam. Daí que ver um tema espinhoso como o racismo abordado com leveza, mas de forma contundente em um produto do gênero na Globo realmente surpreende.

Foi o caso de Geração Brasil, exibida às 19 horas, em capítulo que foi ao ar há duas semanas. A cena gira em torno de uma reprogramação cerebral, capitaneada pelo guru Brian Benson vivido por Lázaro Ramos. O paciente do guru é  Matias (Danilo Santos Ferreira) membro da chamada geração nem nem (jovens que nem estudam nem trabalham).

Matias anda sem confiança. Na conversa entre os dois, aos poucos, o guru vai mostrando o quanto o racismo é violento ao desconstruir a confiança e levar um jovem negro a duvidar de si mesmo.

O barato foi a abordagem bem amarrada em mais um belo trabalho dos autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Os dois já haviam tratado do tema em Cheias de Charme, mas agora, em Geração Brasil, foi mais forte.

Para arrematar, Claudia Abreu, que vive Pamela Parker, apresenta dados que fundamentam o que foi mostrado. Um alento em ver algo sobre os efeitos danosos do racismo em um canal de audiência considerável com texto bem cuidado e o luxo de interpretações como a de Lázaro Ramos. Aliás, a cada dia, Lázaro mostra o grande serviço de um ator que sabe  usar os espaços possíveis da sua arte para denúncia social.

Vejam o vídeo no link abaixo:

http://gshow.globo.com/novelas/geracao-brasil/capitulo/2014/7/22/veronica-e-herval-se-esbarram-em-uma-viagem-de-aviao-e-se-interessam-um-pelo-outro.html


Autor quer eliminar cabelo black de novela

postado por Cleidiana Ramos @ 6:45 PM
21 de outubro de 2013
Autor quer que ator mirim corte o cabelo black. Foto: Divulgação

Autor quer que ator mirim corte o cabelo black. Foto: Divulgação

As telenovelas são uma paixão nacional e mexem muito com todo mundo. Por isso mesmo essa confusão arrumada por Walcyr Carrasco, autor de Amor à Vida, veiculada pela Rede Globo,  merece mais um pouco de atenção.

O autor que está se notabilizando por perder a mão com o que começa como boa ideia, exigiu, segundo vários blogs e sites especializados, que cortem o cabelo do ator que faz o menino órfão Jayminho (Kaiky Gonzaga).

Na trama do chamado horário nobre da Globo, Jayminho é adotado pelo casal homoafetivo Niko (Thiago Fragoso) e Eron ( Marcello Antony).

Chateado com as críticas depois que a história da exigência do corte de cabelo vazou, o autor ameaçou interromper a história na novela. Segundo ele, o menino precisa passar por mudanças pois quando uma criança é adotada ganha roupas novas e brinquedos. Disse ainda que está mais preocupado em mostrar um garoto negro sendo adotado por um homem branco.

O problema que vejo nessa frase de Walcyr Carrasco é extamente o que ele não disse. O menino adotado muda, ganha roupas novas e o complemento possivelmente seria “não pode ter um cabelo como aquele”.

O que a gente pode imaginar da frase inacabada do autor é que o cabelo natural de um menino negro e preservado como tal só pode ser indício de menino que vive em um orfanato.

O problema é que o dono desta conclusão trabalha com um produto que cativa milhões de brasileiros e vende na cifra de milhões. Portanto, o que a gente está entendendo nessa entrelinhas é que um personagem negro para ser “engolido” no horário nobre da Globo tem que ser “embranquecido” e negar sua identidade negra quando melhora o padrão de vida.

Um menino negro, mesmo adotado, não pode manter o cabelo “black” porque isso é símbolo de pobreza e de rejeição. O personagem já disse que várias pessoas desistiram de adotá-lo.

É preocupante essa postura do autor que, aliás, vem retrocendo no que pretendia mostrar como avanços. No caso do casal em questão, por exemplo, já arrumou uma mulher para um dos parceiros se envolver que é Amarilys vivida por Danielle Witinis.

Embora o casal homoafetivo tenha aparecido como bem resolvido e apaixonado, nas brigas entre Niko e Amaralys Eron sempre fica a favor da moça.  Já foi divulgado em sites especializados que Eron vai preferir Amarilys.

O outro homossexual da novela, Félix, vivido por Mateus Solano, também já se sabe que vai abandonar o namorado que foi o estopim para que assumisse seu desejo por homens para ficar com a esposa.Parece que Walcyr Carrasco começa as polêmicas, mas não sabe como enfrentá-las.

Em tempo: o autor parece ter uma obsessão  com os cabelos dos atores e atrizes da sua novela. A outra confusão foi com  Marina Ruy Barbosa que não quis cortar os longos cabelos ruivos para o período em que sua personagem faria tratamento contra um câncer. Resultado: ele matou a personagem e a obrigou a vagar, em algumas cenas, como um fantasma.


Miss Angola faz história em concurso

postado por Cleidiana Ramos @ 2:52 PM
13 de setembro de 2011

Leila Lopes é a seguda africana negra a ganhar o Miss Universo. Foto: EFE | Sebastião Moreira

Animada com a eleição de Leila Lopes, a primeira angolana a ganhar o Miss Universo, fui em busca de outras informações sobre vitória de negras no mais tradicional concurso de beleza do mundo. A fonte não poderia ser outra: o jornalista Roberto Macedo, o maior especialista brasileiro no assunto.

O conhecimento e a memória de Roberto sobre o tema são impressionantes. Então vamos lá: Leila, a nova Miss Universo, é a segunda africana negra a ficar com a coroa.

A primeira negra a ganhar o concurso foi Janelle Commissiong, de Trinidad e Tobago em 1977. Curioso é que ela passou a coroa em 1978 para Margaret Gardiner, da África do Sul. Sabe o que aconteceu, segundo Roberto? Margaret, loira, em pleno regime do apertheid em seu país, não beijou Janelle, negra, sua antecessora.

Em 1992 Michelle McLean da Namíbia ganhou a coroa de mulher mais bela do universo, mas ela também é branca.

Aí veio Mpule Kwelagobe de Botsuana, em 1999, a primeira africana negra a ganhar o concurso.

Em 2007, a japoensa Riyo Mori venceu o concurso. Para Roberto Macedo, eleições como a de Leila e Riyo são importantes para mostrar que o mais tradicional concurso de beleza já está se abrindo para a diversidade, sem fixar-se no padrão de beleza europeu, ou seja, o que considera belas apenas as mulheres brancas. Já é um começo.

Outras negras que ganharam o concurso são Chelsea Smith, Miss Estados Unidos, em 1995 e  Wendy Fitzwilliam, que venceu a edição de 1998 e também é de Trinidad e Tobago.

Em relação ao Brasil, Vera Couto,em 1964, carioca, foi a primeira negra brasileira a participar de um concurso internacional (Miss Beleza Internacional) e ficou em terceiro lugar. Segundo Roberto Macedo, a miss lhe contou que quando estava na Disneylândia viu uma criança negra e foi brincar com ela. A mãe da criança lhe deu uma descompostura dizendo que ela deveria se envergonhar de estar concorrendo em um concurso voltado para brancas. Vera, inclusive, chegou a ser capa da prestigiosa revista americana Ebony, que é direcionada para negros.

Uma baiana também fez história: Vera Guerreiro. Em 1969, a Miss Bahia foi a segunda negra em um concurso nacional de beleza. Vera, que era ginecologista, faleceu em 2006.

E, para finalizar, já perguntaram à nova Miss Universo sobre racismo. A resposta da moça foi a seguinte:

“Os racistas, sim, devem procurar ajuda, porque não é normal uma pessoa pensar assim no século 21. Qualquer tipo de preconceito não tem fundamento”. Além disso, Leila Lopes pretende se dedicar a campanhas de prevenção à contaminação por HIV.


Novela acerta com personagem de atriz negra

postado por Cleidiana Ramos @ 4:09 PM
7 de junho de 2011

Romance de personagem negra é bem tratado em novela. Foto: Alex Carvalho|TV Globo|Divulgação

A Globo tem um histórico de derrapar mesmo quando tenta dar destaque a personagens interpretados por atores negros em suas novelas, principalmente, quando se trata de mulheres.

Ainda ecoa a polêmica do tapa da personagem de Lília Cabral na interpretada por Taís Araújo em Viver a Vida. A cena da Helena de Taís ajoelhada diante da raivosa mãe de Luciana, na semana da Consciência Negra, chocou e provocou protestos dos movimentos negros.

Sem falar nas novelas históricas que abordam a escravidão onde a escrava é sempre figurante ou o degrau para as cenas da mocinha, quando não a vilã de segundo escalão. Ou a primeira novela das 19 horas com protagonista negra (mais uma vez Taís Araújo) sendo intitulada de Da Cor do Pecado.

Mas na boa e surpreendente Cordel Encantado, que vai ao ar às 18 horas, tenho visto uma agradável surpresa: Maria Cesária, a personagem vivida pela jovem e bela atriz Lucy Ramos. O amor que nasceu entre ela e o Rei Augusto (Carmo Dalla Vecchia ) tem sido tratado sem exageros, com um romantismo tocante.

As autoras Thelma Guedes e Duca Rachid tem fugido de clichês como a mulher negra sensual que enloquece o estrangeiro. Pelo contrário, a construção mostra uma mulher oprimida, humilhada e desvalorizada até pelo próprio pai (vivido por Tony Tornado), descobrindo através de um amor inesperado suas virtudes e sabendo responder até com altivez aos que tentam explorar a sua pretensa ingenuidade como nas cenas com a Duquesa Úrsula, papel de Deborah Bloch.

Outra coisa bem interessante em torno de Maria Cesária é a  clara inspiração do seu personagem no romance Como Água para Chocolate, pois assim como a protagonista do livro ela passa suas emoções para a comida.

Fica aqui a torcida para que as moças não percam a mão. Aliás, a novela que combina excelente enredo, recheado de referências literárias,  bons textos e belas imagens, com uma preocupação rara na construção dos diálogos e humor na medida certa me fez voltar a ver novela, coisa que não fazia há anos.

Será que ter mulheres à frente (a diretora é Amora Mautner), inclusive na colaboração e pesquisa é um indício da importância dada a esses detalhes e que levam aos acertos?


Produtora lança seriado afro online

postado por Cleidiana Ramos @ 10:38 AM
25 de março de 2011

Salvador terá seleção para seriado com temático afro-brasileira. Foto: Dum Produções/Divulgação

Atenção profissionais ou quem tem o sonho de seguir carreira como ator e atriz: no próximo dia 10, haverá uma seleção em Salvador para um projeto que pretende colocar no ar o primeiro seriado com temática afro-brasileira para a web tv.

Intitulado Já É,o seriado terá episódios rápidos e todos protagonizados por negros. A seleção em Savaldor é em parceria com a agência DS Models.O projeto é da Dum Produção.

Para saber mais cliquem aqui.


Os novos trabalhos de Érico

postado por Cleidiana Ramos @ 2:40 PM
13 de maio de 2010

Érico faz participação no episódio de hoje de A Grande Família. Foto: Cláudio Guimarães | Divulgação

Os fãs de Érico Brás, ator do Bando de Teatro Olodum, não podem perder o episódio de hoje de A Grande Família na Globo. Érico, que  é um dos destaques de Ó Paí Ó nos seus três formatos — peça, filme e série- vai fazer uma participação especial no programa.

A partir do próximo dia 21 de maio, Érico pode ser visto também como o policial Agenor no filme Quincas Berro D´Água de Sérgio Machado. O filme também tem a participação de Rejane Maia (que tem uma excelente atuação em Ó Paí Ó), Mary Batista e Elane Nascimento.


A timidez da primeira Helena negra

postado por Cleidiana Ramos @ 3:52 PM
28 de abril de 2010

Taís Araújo vive a personagem Helena em Viver a Vida. Foto: Berg Silva | Agência O Globo

A novela Viver a Vida já está chegando ao fim. Antes do começo da trama uma das informações mais citadas sobre a obra de Manoel Carlos era a presença de uma primeira protagonista negra em novela  do horário nobre da Globo, no caso a Helena vivida pela atriz Taís Araújo.

Os que esperavam que esta característica servisse de mote para discutir questões como o racismo, inclusive no mundo midiático, afinal a personagem é modelo, ficaram frustrados. A história de Helena, inclusive, perdeu espaço para outros dramas, como o da filha do seu ex-marido que ficou tetraplégica após um acidente.

Claro que todo mundo sabe que novela é entretenimento, mas a mesma emissora alardeia a necessidade de discutir questões relevantes para a sociedade brasileira em suas tramas. Esta inclusive é uma marca do próprio autor que já debateu ética médica, preconceito contra homossexuais, dentre outros temas.

Em tempos de debate sobre o racismo existente na sociedade brasileira e da defesa  ou combate das ações afirmativas como as cotas para negros nas universidades, seria interessante ver o tema surgir num produto que coloca diante da TV milhões de pessoas.

A questão racial surgiu rapidamente e de forma tímida apenas após a  cena em que o personagem de Lília Cabral esbofeteou o de Thaís Araújo e que foi veiculada na semana do Dia Nacional da Consciência Negra. A cena provocou protestos de segmentos do movimento negro organizado.

Um post sobre este episódio aqui no Mundo Afro (cliquem aqui para conferir) foi o mais acessado desde a criação do blog. A meu ver, Manoel Carlos perdeu uma boa oportunidade de mobilizar um debate sobre o racismo no País.

Agora que a trama está chegando ao fim, vale tentar saber o que vocês pensam sobre estas questões. Comentem.


Cena de novela causa indignação

postado por Cleidiana Ramos @ 8:26 PM
17 de novembro de 2009
Taís Araújo ao lado do autor de Viver a Vida, Manoel Carlos. Foto: TV Globo|Rafael França

Taís Araújo ao lado do autor de Viver a Vida, Manoel Carlos. Foto: TV Globo|Rafael França

A cena da novela Viver a Vida em que o personagem de Lília Cabral, Tereza, humilha Helena, vivida por Taís Araújo, indignou várias pessoas . Via e-mail ou em sites especializados, lideranças do movimento negro estão expondo seu repúdio às  imagens exatamente na semana em que se comemora o Dia Nacional da Consciência negra.

Não poderia ser diferente, afinal Helena, negra, se ajoelha, chorosa, diante de uma enfurecida Tereza, branca, que lhe aplica um tapa no rosto.  A moça recebe o tapa e não reage.  Um assunto espinhoso e  uma cena forte.  O assunto, com certeza, vai render.


Programação especial na TV

postado por Cleidiana Ramos @ 7:11 PM
13 de novembro de 2009
Imagem do documentário  Negros, de Mônica Simões, que será exibido na TV Cultura. Foto: Divulgação

Imagem do documentário Negros, de Mônica Simões, que será exibido na TV Cultura. Foto: Divulgação

Tem programação especial na TV Cultura a partir de segunda- feira por conta do que já virou a Semana da Consciência Negra e não mais apenas um dia. Vamos torcer para que a data seja lembrada por todo o ano. Na segunda-feira, dia 16, Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares estará no programa Roda Viva, que começa às 22 horas.

Na faixa Especial Cultura será exibido Afro Trota, no dia 19, quinta-feira. O filme de Evaldo de Brito e Silvia Sausto investiga a história de um homem negro na Alemanha e vai ao ar às 23 horas.  No dia seguinte, Antonio Abujamra entrevista Kiesse Mangaka, estudante de relações internacionais e diretor de programas da televisão pública de Angola em Provocações, às 22 horas.

Ainda na sexta, DOC TV IV traz o documentário Negros de Mônica Simões, às 22h30. O filme conta a trajetória de construção da imagem do negro na Bahia no período que vai dos anos 20 ao anos 2000.  No sábado 21, tem o especial Orgulho Negro, a partir do embalo do samba rock da banda Samba Sonica, a partir das 18 horas.

No Entrelinhas, que vai ao ar às 22 horas do domingo, Allan Rosa comenta a obra do nigeriano Wole Soyinka. Vale lembrar que a Bahia não está no horário de verão, portanto  tudo começa  uma hora antes. Mas como as grades de TV estão um pouco confusas confiram nos sites ou nos roteiros dos jornais. Em A TARDE a programação sai no Caderno 2+ durante a semana e aos domingos na Revista da TV.


Makota Valdina no Mais Você 1

postado por Cleidiana Ramos @ 5:26 PM
29 de outubro de 2009
Makota Valdina falou sobre o candomblé no Mais Você. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Makota Valdina falou sobre o candomblé no Mais Você. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Agradeço muito a Josafá Araújo, blogger do Minhas Verdades. Ele me mandou a lista dos links de vídeos do youtube que mostram a participação de Makota Valdina no programa Mais Você explicando questões sobre o candomblé. 

O material faz parte da programação da série Sagrado, produzida pela TV Globo e pelo Canal Futura.  Para saber mais sobre a série cliquem aqui. Além disso, estou acrescentando o link do blog Minhas Verdades na coluna Outros Mundos. 

Confiram o primeiro vídeo em que Makota Valdina é entrevistada pela atriz Juliana Paes, que é religiosa da umbanda, uma outra crença de matriz africana.  A outra parte do vídeo vem no post seguinte.

 

 


Ó Paí Ó concorre ao Emmy

postado por Cleidiana Ramos @ 5:42 PM
5 de outubro de 2009
Segunda temporada de Ó Paí Ó já está em produção. Foto: Fernando Amorim | AG. A TARDE

Segunda temporada de Ó Paí Ó já está em produção. Foto: Fernando Amorim | AG. A TARDE

A série Ó Paí Ó é um dos cinco programas brasileiros indicados ao Emmy Internacional. A premiação é considerada o Oscar da TV e desfruta de grande prestígio.

Ó Pai Ó é uma adaptação da peça homônima encenada pelo grupo baiano Bando de Teatro Olodum e também tem uma versão para o cinema. A série foi indicada na categoria Comédia.

Vários atores do Bando participaram da versão para a TV, protagonizada por Lázaro Ramos que também já atuou na companhia.  A segunda temporada já está sendo produzida.

Além de Ó Pai Ó, mais quatro produções da Rede Globo foram indicadas: Caminho das Índias na categoria Novela; Maysa- Quando Fala o Coração, Minissérie; O Natal do Menino Imperador, na categoria Infantil e Por Toda Minha Vida- Mamonas Assassinas em Artes. A festa de premiação será no dia 23 de novembro.    


A estreia de Taís no horário nobre

postado por Cleidiana Ramos @ 2:29 PM
14 de setembro de 2009
Taís Araújo é a mais nova Helena de Manoel Carlos em Viver a Vida. Foto: Berg Silva | Agência O Globo

Taís Araújo é a mais nova Helena de Manoel Carlos em Viver a Vida. Foto: Berg Silva | Agência O Globo

Hoje começa a nova novela das oito, que na verdade começa quase nove, da Globo: Viver a Vida. Não é que eu tenha me tornado uma noveleira de carteirinha- faz tempo que uma trama não prende a minha atenção-, mas a novela de Manoel Carlos está fazendo história: é a primeira vez que uma atriz negra protagoniza o chamado horário nobre da Globo.

Vale ressaltar que aqui não vai nenhum tipo de comemoração, pois isto é assunto muito mais complexo, mas apenas  um registro que considero importante.

Taís já tinha feito a primeira protagonista negra em uma novela da Globo: Da Cor do Pecado. Mas o primeiro trabalho da atriz como dona do principal papel foi Xica da Silva na extinta Rede Manchete, em 1996.


Aquecimento para Ó Pai Ó

postado por Cleidiana Ramos @ 10:45 AM
20 de julho de 2009
Grupo já vai começar os ensaios para nova temporada da série. Foto: Maise Xavier| Divulgação

Grupo já vai começar os ensaios para nova temporada da série. Foto: Maise Xavier| Divulgação

Boas notícias para os fãs da série Ó Pai Ó: no próximo dia 27, os atores já começam os ensaios para as gravações da segunda temporada.

Para esta nova sequência de histórias além do Bando de Teatro Olodum, que encena o espetáculo homônimo e é a base da minissérie transmitida pela Globo, já estão confirmadas as presenças dos atores Lázaro Ramos e Matheus Nachtergale. 

Ó Pai Ó foi estreado pelo Bando em 1992. O texto é do diretor de teatro e atual secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, a partir das improvisações do elenco. Já a minissérie tem roteiro assinado por Guel Arraes e João Falcão.

A história é baseada em situações ocorridas nas ruas do Centro Histórico de Salvador e chegou ao cinema, em 2007, com direção de Monique Gardenberg. O sucesso se repetiu na versão para a televisão que também tem direção da cineasta.         


Aprovado discute relações raciais

postado por Cleidiana Ramos @ 8:20 PM
9 de julho de 2009
O professor Jorge Portugal comanda o Aprovado. Foto: Thiago Teixeira | AG. ATARDE

O professor Jorge Portugal comanda o Aprovado. Foto: Thiago Teixeira | AG. ATARDE

O programa Aprovado deste sábado promete um bom debate. O tema em pauta é Relações Raciais.

Os primeiros convidados para discutir o assunto são a secretária estadual de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros e o promotor de justiça Almiro Sena. O som  fica por conta da banda Diamba.

Já o quadro Fazendo e Acontecendo vai contar com a participação de makota Valdina, do terreiro Tanuri Junsara, que sempre tem muito a dizer sobre candomblé e também política. Makota Valdina é uma das militantes históricas do movimento negro organizado.  

O programa terá ainda a participação de Nádia Cardoso, coordenadora de Diversidade da Secretaria Estadual de Educação; do antropólogo Marcos Luciano Lopes, professor da Uneb; do jornalista Hamilton Vieira; do estudante Valmir Santos, que é membro da diretoria da Abes e do estudante de História da Ufba, Danilo Conceição. O Aprovado começa às 8 horas, na TV Bahia.