Arquivo da Categoria 'Poesia'


Amanhã tem “Literatura negra uterina” no Pelourinho

postado por Cleidiana Ramos @ 11:55 AM
27 de maio de 2015
Encontro vai reunir as escritoras Cristiane Sobral, Livia Natalia e Mel Adún. Foto: Reprodução/Divulgação

Encontro vai reunir as escritoras Cristiane Sobral, Livia Natalia e Mel Adún. Foto: Reprodução/Divulgação

Amanhã, quinta (28), a partir das 18h30, tem sessão especial do Ogum´s Toques, projeto totalmente voltado para a literatura negra. A noite será das escritoras Cristiane Sobral, Livia Natalia e Mel Adún.

Denominado “Literatura Negra Uterina” o encontro vai debater o conceito que vem sendo trabalhado pela Ogum´Toques envolvendo a produção intelectual e literária feminina.

O evento acontecerá na unidade do Sesc/Senac localizada no Pelourinho.


Ilê Axé Opô Afonjá sedia homenagem ao Dia da Poesia

postado por Cleidiana Ramos @ 11:11 AM
7 de março de 2015
Mãe Stella, ialorixá do Opô Afonjá, é anfitriã do encontro que celebra dia dedicado a Castro Alves. Foto:  Margarida Neide / AG. A TARDE Data: 07/12/2012

Mãe Stella, ialorixá do Opô Afonjá, é anfitriã do encontro que celebra dia dedicado a Castro Alves. Foto: Margarida Neide / AG. A TARDE
Data: 07/12/2012

No dia 14 de março nasceu Castro Alves e, por isso, é quando se celebra a poesia. Ocupante da cadeira que homenageia o mais conhecido poeta baiano na Academia de Letras da Bahia (ABL), a ialorixá Mãe Stella de Oxóssi preparou uma programação especial para festejar uma data tão mágica para as letras.

A partir das 17 horas do dia 14, próximo sábado, no Ilê Axé Opô Afonjá, o projeto Encontro Colorido da Encantada Espiritualidade Baiana vai celebrar o Dia da Poesia com o evento intitulado Três toques: poesia, amor e alegria.

O projeto, que foi inaugurado com a Animoteca, uma biblioteca itinerante, foi pensado para promover o diálogo entre as diferentes tradições religiosas.  A ação é voltada para a construção de uma cultura de paz e combate às variadas formas de violência.

A celebração vai começar com a apresentação da Camerata Castro Alves, criada em 1997 por Marcos Santana e que é especializada na interpretação do repertório do poeta.

“Poesia é ritmo, é toque, é música e é por isso que nos sensibilizaremos com a apresentação deste grupo cultural e artístico”, explica Graziela Domini, coordenadora do projeto Encontro Colorido da Encantada Espiritualidade Baiana.

O amor, que é o segundo toque, vai trazer poemas que cantam esse sentimento como os reunidos no livro Nazaré- das farinhas e poesias, uma coletânea das criações de poetas do município homônimo do período de 1831 a 1963.

A coletânea foi organizada por Carla Domini Peixoto e teve o seu lançamento como uma das atividades da visita da Animoteca a Nazaré.

O terceiro toque é a alegria celebrada no nome sagrado de Mãe Stella – Odé Kayodê –, que numa tradução do iorubá para o português significa Caçador de Alegria.

“ Quem convive com ela sente o encontro da alegria com a responsabilidade em seus pequenos e grandes atos. E é por isso que a cultura brejeira pedirá licença à seriedade do ambiente religioso para encerrar a apresentação com poemas do livro Prosa Morena, onde Jessier Quirino reescreve uma fala sertaneja que diz: ‘O mundo é uma bodega pequena e sortida. Mais dias menos dias a gente se encontra’”, completa Graziela Domini.

Segundo a coordenadora, esse também será o momento de entrega ao prazer da boa comida acompanhada de uma boa prosa. A atividade também vai reservar uma surpresa para os que aceitarem o desafio de declamar poemas autorais ou de outros poetas a partir dos temas amor e alegria.


Pausa para a poesia

postado por Cleidiana Ramos @ 12:59 PM
14 de maio de 2009

Conheçam aqui um poema de autoria de  um dos participantes dos projetos inovadores que parte da PM baiana vem realizado via o seu Núcleo de Religiões Afro (Nafro):  o oficial da corporação, José Carlos Vaz Souza Miranda.  
  
Menino Negro  
 
Menino negro
Que tem cor de noite escura
E nessa noite em brumas
Um abrigo procura.
 
Menino
Nasceu negro
Na favela do mundo…
 
Menino negro
Não teve pai pra lhe sustentar
Não conheceu os carinhos de uma mãe:
Só arranhões, no corpo desnudado,
Só a angústia, no coração a sangrar.
 
Os olhares na rua
Atestam que o preconceito não morreu
E vive entranhado na sociedade
Condenando aquele menino
A ser réu sem liberdade
 
Menino negro
Não entrou na roda
Mas, com a força de seus braços,
Fez a roda girar.
 
Acorda Brasil,
Teu filho negro é quem te fala:
_ Não transforme o coração do mundo
Em uma grande e fria senzala!