Arquivo da Categoria 'Carnaval'


Pérolas negras da resistência carnavalesca

postado por Cleidiana Ramos @ 7:08 PM
15 de fevereiro de 2015


Ilê Aiyê continua belo aos 41 anos

postado por Cleidiana Ramos @ 4:07 PM
15 de fevereiro de 2015
O Mais belo dos Belos fez sua estreia no Carnaval 2015 na noite do último sábado. Foto:   Mateus Pereira/Governo da Bahia

O Mais belo dos Belos fez sua estreia no Carnaval 2015 na noite do último sábado. Foto: Mateus Pereira/Governo da Bahia


Balaio de Ideias: Tá boa santa?

postado por Cleidiana Ramos @ 1:10 PM
14 de fevereiro de 2015
Um grupo dos irreverentes membros de "As coisinha" mantendo tradição dos travestidos no Carnaval baino. Foto: Divulgação

Um grupo dos irreverentes membros de “As coisinha”  que mantêm a tradição dos travestidos no Carnaval baiano. Foto: Divulgação

Jaime Sodré

Quem não gostaria de viver ao menos um dia o universo feminino? O Carnaval está aí para isso. Pouco se sabe a respeito das vestimentas dos Pitecantropus erectus, presume-se que não haveria distinção de vestimentas baseadas na questão de gênero, bastava uma pele para proteção. Em algumas civilizações africanas era comum uma túnica longa, indistinta. A calça trouxera com os colonizadores a proposta de “civilidade”, definindo o masculino.

Os negros na condição de escravos, para fugirem sem ser notados, vestiam os trajes das senhoras brancas. Nos primórdios da escola de samba os homens vestiam-se de baianas, inaugurando esta ala, ponto alto da escola. Item obrigatório e uma justa homenagem à nossa baiana Tia Ciata. Louvem-se os escoceses que vestem um saiote, elemento cultural.

A roupa e a interpretação feminina em corpo masculino é o que caracteriza o Teatro Noh japonês, em contrapartida temos outro teatro onde só as mulheres interpretam os papéis masculinos. Vem à lembrança a marcha carnavalesca de outrora: “O sonho do Juvenal/ É desfilar no Municipal// Mandou buscar em Paris/ Uma peça de lamê/ Pra fazer a fantasia/ Bordada de paetê// Chegou Juvenal na passarela/ Ninguém sabe se é ele/ Ninguém sabe se é ela”.

Carnaval é o mesmo que festa, criatividade, humor, glamour, alegria, música, espaço onde os foliões ou as folionas expõem todas as suas fantasias. Muitos assumem o seu lado feminino, alegre e descontraído fazendo a festa. Homens vestidos de mulheres no Carnaval é um fenômeno nacional, formando blocos “divinos e maravilhosos”, muitos estudiosos já opinaram sobre o tema, mas sem alcançar um consenso a respeito do fenômeno. Na verdade, sem erudição científica, Carnaval é pra soltar a franga.

Eles são heteros, mas nos dias de Momo querem se desinibir “assumindo o seu lado feminino”. Em oposição, desconheço bloco de mulheres vestidas de homem (Lembrei-me da nossa heroína Maria Quitéria). Em discurso elaborado chama-se esse comportamento de “crossdresser”, textualmente “vestir-se ao contrário”. Como na música de Pierre Onassis, “deixa de lero-lero e vem pra cá meu bem…”. Isso tudo é para louvar o cinquentenário da alegria irreverente do Carnaval, As Muquiranas.

Em texto de Ronaldo Jacobina, acompanhado das excelentes fotos de Fernando Vivas, a revista Muito registrara: “os cílios, postiços, claro, ganham ainda mais destaques com leves pinceladas de rímel. Para arrematar, o batom rosa-carmim”, colares e, com mais outros elementos, está “montada” a tão sonhada Muquirana, na versão de 2015, em homenagem às baianas.

Neste espaço saúdo o casal criador desse fenômeno do Carnaval, com doses de criatividade e belas fantasias, os sempre lembrados Charita e sua esposa D. Flor. Lindolfo Araújo de Carvalho, Charita, já fora “Nega Maluca”, onde só um homem se vestia de mulher. No início a proposta gerou polêmica, mas eles seguiram em frente, o apoio era sólido. D. Florisa, a esposa, sua mãe D. Aidê e suas primas Lícia e Léia estavam a costurar fantasias, temáticas e irreverentes, garantia do sucesso.

Aplausos e parabéns “às nossas meninas cinquentonas” e ao trio que não deixará este sonho se acabar, os herdeiros Luciano, Nenê e Washington.

Jaime Sodré é professor universitário, doutorando em História Social e religioso do candomblé


Sobre afros, Afródromo e Carnaval

postado por Cleidiana Ramos @ 4:31 PM
4 de março de 2014
O afoxé Filhos de Gandhy comemora os 65 anos. Foto:   Raul Spinassé/ Ag. A TARDE

O afoxé Filhos de Gandhy comemora os 65 anos. Foto: Raul Spinassé/ Ag. A TARDE

Ilê Aiyê fez festa para os seus 40 anos. Foto: Fernando Vivas/Ag. A TARDE

Ilê Aiyê fez festa para os seus 40 anos. Foto: Fernando Vivas/Ag. A TARDE

 

Hoje termina o Carnaval que teve como um dos seus temas (isso também ficou meio confuso) os 40 anos de blocos afro. Foi uma tentativa de homenagem por meio do Ilê Aiyê, a primeira dessas agremiações a se constituir. O surgimento do Ilê, embora no campo cultural, teve um quê de rebeldia, afinal falar de racismo não se podia durante os anos de governo e ditadura militar no Brasil por conta da Lei de Segurança Nacional.

Além do Ilê, várias outras agremiações com lastro afro-brasileiro comemoraram nese Carnaval o que a gente chama de datas redondas: o afoxé Fihos de Gandhy (65 anos); o Olodum (35 anos); Malê DeBalê (35 anos) e as Filhas de Gandhy (35 anos).

Seria, portanto, o Carnaval ideal para o início do Afródromo, uma tentativa de dar a visbilidade que essas agremiações merecem e que o Carnaval baiano precisa para sacudir a mesmice e fazer jus ao rótulo de diversidade que reivindica.

Agremiação afro tem batida diferenciada de acordo com a característica de cada uma. Aqui recorro a especialistas em música, mas o Ilê tem um toque mais próximo ao feito nos terreiros; o Olodum seguiu um caminho mais sincopado ou pop; o Gandhy segue o passo cadenciado e hipnótico do ijexá; o Okanbí faz experimentação o tempo inteiro e por aí vai.

Além disso, tem alas de dança e figurinos exuberantes como os do Bankoma. Imagina o espetáculo de ver tudo isso junto e misturado como diz o bom baianês. Carlinhos Brown, criador de maravilhas como a Timbalada, bem que tentou. Seu projeto de Afródromo no Comércio não era separação como muita gente entendeu, mas, entendi (e posso estar equivocada também) como uma forma de mostrar porque os afro reivindicam maior visibilidade.

O projeto mudou e foi para o Campo Grande. A mudança de endereço também me pareceu legal, ou seja, seguia para um dos palcos com holofotes da festa. Mas não foi bem isso que rolou por mais que a iniciativa de Brown mereça elogios.

O Afródromo começou com atraso em todos os dias e apenas tornou mais evidente o que as agremiações afro vivem em cada Carnaval: cordeiros somem em busca dos blocos que têm artistas conhecidos; trios apresentam problemas; entidades com equipamentos mais pontentes sufocam suas batidas; no horário não há mais visibilidade na TV e, claro, patrocínio segue a lógica capitalista e dá dinheiro para quem aparece nos espaços midiáticos..enfim…o Afródromo foi apenas uma denominação diferente, pois as entidades agrupadas a cada dia já tinham os seus desfiles agendados para o mesmo horário na programação oficial do Carnaval.

Excetuando-se os holofotes que sempre acompanham o Ilê Aiyê, embora sua história de resistência que vai muito além de um bloco de Carnaval fique praticamente invisível, as outras agremiações afro brilharam onde brilham sempre: no coração e na persistência dos seus seguidores que entendem porque eles teimam em fazer parte do Carnaval mesmo com todas as dificuldades.


O Afródromo ganha corpo

postado por Cleidiana Ramos @ 6:08 PM
28 de agosto de 2012

Carlinhos Brown apresentou ontem o projeto do Afródromo na sede de A TARDE. Foto: Raul Spinassé/Ag. A TARDE

Está cada vez mais forte a ideia da criação do quarto circuito do Carnaval de Salvador que está sendo chamado de “afródromo”. A iniciativa que tem à frente a Liga dos Blocos Afros, integrada por instituições como Malê Debalê, Ilê Aiyê, Cortejo Afro e outros, conta com o apoio entusiástico de Carlinhos Brown.

A ideia é a seguinte: a criação de um espaço no Comércio (entre o Mercado Modelo e a Feira de São Joaquim- mais detalhes estão na excelente matéria feita pelo jornalista Hieros Vasconcelos Rego e publicada na edição de hoje de A TARDE) para que os blocos inspirados na cultura afro-brasileira desfilem.

A área vai ter arquibancada com capacidade para 20 mil pessoas e já tem uma estrutura de patrocínio com previsão de movimentar R$ 120  milhões. Nos meus 14 anos de trabalho em jornalismo, que em Salvador não tem como ficar alheio ao Carnaval, é a primeira proposta de criação desse circuito do Comércio que chega mais redonda, ou seja, indicando que vai acontecer. A prefeitura ainda não disse que sim, mas bate palmas para a ideia. O mesmo faz a Secretaria Estadual de Cultura, ou seja, duas instâncias do poder público que viabilizam o Carnaval.

Já o Conselho Municipal do Carnaval (Concar) não compartilha do entusiasmo e a União de Afoxés, Afros, Reggaes e Samba do Estado da Bahia (Unafres), que congrega 76 instituições, diz que não foi procurada.

Para mim a iniciativa já fez um bom papel quando causa polêmica. A grande queixa, cheia de fundamento, das agremiações como blocos afro e afoxés é exatamente a falta de visibilidade. E isso acontece por vários motivos, mas, principalmente, porque não aparecem na mídia.

Seus horários de desfile são em horários que inviabilizam a cobertura e ninguém jamais conseguiu interferir na fila de saída dos blocos. Aqui em A TARDE, por exemplo, todos os anos a gente não consegue dar matéria sobre o desfile das agremiações embaladas pelo samba que salvaram a quinta-feira do Circuito Osmar (Campo Grande). O mais cedo que esses blocos saem é 22 horas, o que já inviabiliza conteúdo para a edição do dia seguinte. Aí a gente guarda material para sair no sábado, mas outras notícias mais atuais acabam atropelando o relato do desempenho dessas associações. Isso numa noite que ainda tem o espetacular Bankoma, ou seja, mesmo quando a gente está lá a postos, a estrutura atrapalha a cobertura que dá visibilidade.

A explicação oficial para esse problema é que as agremiações nos dois circuitos mais tradicionais– Campo Grande e Barra– desfilam por ordem de fundação. Se assim fosse de fato, o afoxé Filhos de Gandhy abriria todos os desfiles, mas não é isso que acontece.

Mas há quem veja na criação do afródromo (o nome já tem pegada) uma desistência da luta contra o racismo e a segregação que, infelizmente, são marcas do Carnaval na Bahia. Eu confesso que ainda não tenho uma opinião completamente formada, mas vejo como um bom teste para saber se as qualidades das agremiações afro, que são o uso inteligente da estética e do ritmo e a capacidade de tornar o Carnaval um espaço criador de Cultura, conseguem gerar renda. A visibilidade, portanto, será consequência disso.

Além disso, vejo a experiência como uma boa resposta para quem afirma que as entidades de matriz afro-brasileira não conseguem aproveitar o “negócio” Carnaval porque não são profissionais. Enfim, pela primeira vez em anos, vejo algo que cheira a novo no Carnaval da Bahia.


Balaio de Ideias: Lazzo I, o Magnífico

postado por Cleidiana Ramos @ 2:58 PM
24 de fevereiro de 2010

Professor Jaime Sodré sugere Lazzo como Rei Momo 2011. Foto: Divulgação

Jaime Sodré

Como sempre acontece no pós-Carnaval, a promessa é sempre começar a visulumbrar atitudes e mudanças para o próximo, enquanto procuro entender as vazantes de dois rios que parecem não se cruzar: um, caudaloso, pensando o Carnaval como uma atividade de negócios; o outro pensando o espaço da folia como oportunidade de expor aos olhos de muitos as suas qulidades culturais, apostando no direito à diversão e estímulo à estima. Negócios não são maléficos, o comércio também fez parte dos contatos milenares entre os povos. O que fico a meditar é sobre a razão de estes dois rios não se cruzarem.

Patrocínios para uns, negação para outros. Consumidores em maioria, somos esquecidos quando se trata de blocos afros ou personalidades musicais negras em busca da chancela comercial. Desde o ritual da manhã até o anoitecer estamos lidando com produtos os mais diversos, porém isso não sensibiliza as empresas, nem ao menos uma simples pasta dentrifrícia lembra-se que escovamos os dentes, ou não? Sabões, detergentes, desodorantes comprometidos com o asseio e limpeza não patrocinam ao menos a Lavagem de Itapuã, manifestação de asseio físico e espiritual.

No Carnaval o governo atende com um oportuno aparato financeiro aos blocos afros, com o programa Ouro Negro. Em boa hora, mas não basta, necessita-se de recurso privado, até porque ao governo cabe empregar os nossos recursos não só na folia, temos a saúde, escola, seguraça etc, para cuidar.

Mas, enquanto estudava a economia do Carnaval no âmbito da indústria cultural, na boa monografia de Bruna Silva e nos dados sobre os custos dos abadás e similares, elaborado pela Prof. Lúcia Maria, buscando compreensão e luz, não vi Lazzo Matumbi passar com o seu bloco Coração Rastafari, fundado, em 1998, com o objetivo de criar um espaço para o reggae no Carnaval. Bloco que saía sem corda e seguindo os conceitos de paz, igualdade e respeito. Lazzo, dono de uma voz privilegiada, um artista completo, um dos mais e merecidos aclamados cantores da comunidade baiana, não desfilou, problemas com patrocínio, ou de quem não reconhece neste astro uma oportunidade de atrelar os seus produtos a uma estrela ímpar.

Recordo de um artista negro sobre um trio, o dançarino Sebastian, recomendando um grande magazine. Aguardo ainda um bom anúncio da nossa (diva) Margareth Menezes, em tempos de Beyoncé. Questionava-me uma mulher afrodescendente não visualizar semelhante, nem em anúncios de absorventes. Será que mulher negra não menstrua? Indagava, satirizando, claro.

Em 1959 o radialista Edmundo Viana e o jornalista Silva Filho colocaram o inigualável Ferreirinha, motorista da Sutursa, como rei Momo, ficando na função até 1988. Desfilava em carro alegórico do Campo Grande até a Praça Municipal, recebia a chave da cidade e hospedava-se no Hotel da Bahia.

Em 1990 aconteceu o primeiro concurso para a eleição do Momo. Salvador assiste na contemporaneidade a um novo processo de escolha do rei. Tivemos o Rei clarindo Silva, polêmico, inusitado, que, seguindo a tradição histórica, recebe o epíteto de Clarindo I, ” O Quebrador de Paradigmas”. Situação interessante, inagurou-se a presença do “magro” nos dias “gordos” de Carnaval. Segue-se Gerônimo I “O Filho de Oxum”. Até há poucos dias estávamos sob as ordens de Pepeu Gomes I, “O Discreto”, magistral guitarrista que não se fez acompanhar da rainha e princesas do Carnaval, ao que me parece.

Ainda seguindo as prerrogativas históricas, “antes que algum aventureiro ponha a mão na coroa carnavalesca”, permitam-se pleitear para 2011, a posse de Lazzo Matumbi I, “o Magnífico”. Requisitos históricos ligados ao Carnaval não lhe faltam, somado ao fato de ser um dos primeiros cantores do Ilê Aiyê e, com certeza, a cor desta cidade é também dele. Porte, elegância e nobreza estão ali. Espero estar cumprindo a vontade de muitos: nós, súditos de vossa majestade, rogamos que aceite concorrer. Em sendo eleito, com aquele vozeirão, cante de cima do trio, para todos: “Vem correndo me abraça e me beija”, em tom de reparação.

Professor universitário, mestre em História da Arte, doutornado em História Social e religioso do candomblé


Parabéns para a Secult

postado por Cleidiana Ramos @ 8:29 AM
16 de fevereiro de 2010

Objetivo central do projeto Ouro Negro é dar visibilidade a agremiações como o Muzenza. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE

A gente destaca, geralmente, os erros dos governos, mas é questão de justiça dar os parabéns à equipe da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) pelo bom trabalho no Carnaval.

O programa Ouro Negro, como tudo, pode ser aperfeiçoado, mas deu um novo gás para as entidades afro de vários formatos.

A programação de trios independentes financiados pela secretaria também deu visibilidade à diversidade oferecendo desde música eletrônica até reggae e samba.

Num Carnaval, que cada vez mais cai na mesmice, a iniciativa da Secult é um sopro de novidade.


A despedida do Ilê Aiyê e dos afoxés

postado por Cleidiana Ramos @ 8:11 AM
16 de fevereiro de 2010

O desfile do afoxé Filhos de Gandhy sai hoje do Pelourinho. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE

A festa no Circuito Batatinha (Centro Histórico) começa às 15 horas com o Filhos de Olorum. Em seguida vem o encerramento do Carnaval do afoxé Filhos de Gandhy.

Tem ainda destaques como o Korin Efan, às 16h20, e o Okanbí, comandado por Jorjão Bafafé, que sai às 18h20.

É um bom aquecimento para a última passagem do Ilê Aiyê este ano, a partir das 19h40 e de Os Negões logo em seguida.


Olodum, Commanche e Apaches

postado por Cleidiana Ramos @ 8:06 AM
16 de fevereiro de 2010

O Olodum encerra seu Carnaval homenageando a África do Sul. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE

A partir das 19 horas, o Olodum desfila com sua homenagem à África do Sul, encerrando o seu Carnaval no circuito Campo Grande-Avenida (Osmar).

Vale também apoiar a luta de resistência dos blocos de índio. O Commanche sai às 20h30, seguido pelo Apaches do Tororó.

A última noite do mais antigo circuito do Carnaval baiano tem ainda o Muzenza, a partir das 22h10.


Quilombolasoul e A Mulherada

postado por Cleidiana Ramos @ 7:59 AM
16 de fevereiro de 2010

A Mulherada faz show hoje no Circuito Dodô. Foto: Thiago Teixeira | AG. A TARDE

O último dia de festa no Circuito Dodô (Barra-Ondina) tem o trio Quilombolasoul com Dão, DJ Bandido, Gerson King Combo e Samba Chula de São Braz. É mais um dos trios patrocinados pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

No final da noite, a partir das 23h30 tem a A Mulherada.


Festa no Pelourinho

postado por Cleidiana Ramos @ 9:42 AM
15 de fevereiro de 2010

Nelson Rufino anima o bloco Pagodão do Caçote hoje no Batatinha. Foto: Gildo Lima | AG. A TARDE

A partir das 15 horas no Circuito Batatinha (Centro Histórico) tem o bloco Pagodão do Caçote com Nelson Rufino. Hora de sambar até o pé aguentar.

São tabém vários afoxés passando pelo circuito como o Filhos de Korin Efan, a partir das 16 horas.

Às 17h30 tem o Okanbí que é sempre bom de ver por conta das inovações sonoras que o mestre Jorjão Bafafé sempre produz.


Mais Carnaval Afro no Campo Grande

postado por Cleidiana Ramos @ 9:18 AM
15 de fevereiro de 2010

O Malê De Balê volta hoje à Avenida. Foto: Luciano da Matta | AG. A TARDE

O Ilê Aiyê faz o seu desfile no Campo Grande a partir das 18 horas. É um dia especial, pois o bloco passa mais cedo no circuito oficial.

Às 20h30 tem o Malê De Balê sempre bonito de se ver. Às 21h50 é a hora do Muzenza, seguido pelo Mundo Negro.


Gandhy abre o Carnaval na Barra

postado por Cleidiana Ramos @ 9:05 AM
15 de fevereiro de 2010

O Gandhy saiu ontem pela primeira vez no Carnaval 2010. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE

A partir das 15 horas de hoje, o Gandhy, que começou seu Carnaval ontem, abre o Carnaval no circuito Barra-Ondina.

Outro destaque é o Trio do Reggae programado pra sair às 16h30 com Dionorina, Gilsan e Jorge de Angélica.

E para quem tiver um pouco mais de resistência a partir das 2h10 tem o trio Afro Pop com Margareth Menezes fechando o dia de festa no circuito.


Hoje tem afoxé no Centro Histórico

postado por Cleidiana Ramos @ 8:16 AM
14 de fevereiro de 2010

O Fihos de Gandhy durante a passagem pela Praça Castro Alves no Carnaval do ano passado. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Todo mundo sabe a batalha que é para colocar os afoxés na rua, mas apesar das dificuldades eles dão um belo exemplo de resistência.

Hoje a partir das 16 horas uma das mais tradicionais destas agremiações, o Korin Efan, desfila trazendo não só a sua banda mas também o Bumba Boi de São Francisco do Conde e Taiz.

Em seguida é a hora do tapete branco do Filhos de Gandhy ser formado. Antes do desfile tem o tradicional ritual que pede licença às divindades do candomblé para que o Carnaval do afoxé aconteça de forma tranquila.


Afro Imagem: o show do Malê

postado por Cleidiana Ramos @ 8:12 AM
14 de fevereiro de 2010

Ontem foi dia de apresentação do Malê De Balê. No registro do repórter fotográfico Luciano da Matta, do Grupo A TARDE, a passagem do bloco pelo Campo Grande.


Afro Imagem: O Mais Belo dos Belos cumpre seu ritual

postado por Cleidiana Ramos @ 8:03 AM
14 de fevereiro de 2010

Pela primeira vez sem Mãe Hilda, o mais antigo bloco afro do Carnaval baiano, o Ilê Aiyê, cumpriu seu tradicional roteiro antes de ganhar as ruas e rezou por paz e tranquilidade. Um registro do desfile do “mais belo dos belos” pelas ruas da Liberdade foi feito pelo repórter fotográfico do Grupo A TARDE, Walter de Carvalho.


Samba e Os Negões no Campo Grande

postado por Cleidiana Ramos @ 7:56 AM
14 de fevereiro de 2010

Um registro do desfile de Os Negões no Carnaval do ano passado. Foto: Thiago Teixeira | AG. A TARDE | 22.02.2009

No Circuito Osmar (Campo Grande) hoje tem trio independente patrocinado pela Secretaria Etadual de Cultural (Secult) com Cacau do Pandeiro, Ludmillah, Neto Bala e Samba da Moças, a partir das 19h30.

Para quem ainda tiver fôlego, a partir das 22h50 é hora de acompanhar o desfile do bloco afro Os Negões, com a banda homônima.


Dia de curtir o Olodum

postado por Cleidiana Ramos @ 7:52 AM
14 de fevereiro de 2010

Na sexta-feira o Olodum fez o seu primeiro desfile pelas ruas do Centro Histórico. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE

A partir das 15 horas de hoje tem o Olodum na Barra. O bloco afro é quem abre a festa no circuito.

O Olodum está homenageando um país desde a sua primeira saída na sexta-feira, quando o tema foi a Índia. O Brasil é o homenageado de hoje e na terça-feira é a vez da África do Sul.


Hoje tem saída do Ilê Aiyê

postado por Cleidiana Ramos @ 8:38 AM
13 de fevereiro de 2010

Ilê Aiyê faz hoje a sua estréia no Carnaval. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE | 05.02.2005.

Hoje é dia do Ilê Aiyê subir a Ladeira do Curuzu. Nos 36 anos do bloco será a primeira vez que o mais belo dos belos estará sem Mãe Hilda, falecida em setembro do ano passado.

A programação tradicional está mantida e a expectativa é sobre a forma que o ritual de saída vai tomar, antes marcado pela cerimônia em que Mãe Hilda pedia para que as divindades do candomblé abençoassem o bloco, abrindo os seus caminhos.

O Ilê tem a passagem pelo Campo Grande- pois após o desfile na Liberdade dispersa no Plano Inclinado para se reencontrar no circuito oficial- programada para as 23h30, mas tradicionalmente sempre há atraso. Se bem que para ver o mais antigo afro da cidade vale a pena esperar.


Africantar no Circuito Batatinha

postado por Cleidiana Ramos @ 8:32 AM
13 de fevereiro de 2010

O grupo Africantar se apresenta hoje em trio independente. Foto: Divulgação

Tradicionalmente, o Circuito Batatinha (Centro Histórico) é o palco dos afoxés e outas agremiações afro que resistem em meio às varias dificuldades para continuar desfilando no Carnaval.

A festa começa hoje às 15 horas. Vale um destaque para o trio elétrico Terreiro Africantar. O trio vai trazer o grupo Africantar e as cantoras Ana Paula Albuquerque e Fabiana Aleluia. O ponto de partida é a Rua Chile em direção ao Campo Grande, a partir das 19 horas.

É mais um dos trios patrocionados pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult). O trio faz uma homenagem ao cantor e compositor Matheus Aleluia, ex-integrante do grupo Os Tincoãs que tem acompanhado o Africantar.

O grupo tem um repertório com releituras de composições que enfocam os ritmos afro-brasileiros com destaque para o samba, ijexá, afoxés, aguerês, batás, dente outros ritmos.

O Africantar é resultado de pesquisas musicais que são desenvolvidas na Escola de Canto Popular, mantida pela cantora e professora Ana Paula Albuquerque. Portanto, novidade na avenida.


Bloco de Índio e os afro

postado por Cleidiana Ramos @ 8:27 AM
13 de fevereiro de 2010

Commanches continua a sua luta de resistência. Foto: Ivan Cruz | AG. A TARDE| 06.02.2008

Fundado em 1974, o Commanche é um dos poucos blocos de índio que consegue resistir. O desfile começa hoje às 16 horas, no circuito Dodô (Campo Grande-Avenida) com Samhope Bambam e a participação da família Veloso.

À noite, a partir das 20 horas, tem a beleza do Malê De Balê. O bloco traz como um dos seus destaques a sua belíssima ala de dança. Em seguida o samba retorna à avenida com o bloco Vem Sambar embalado por Dudu Nobre, Nelson Rufino, Bambeia, Movimento, Juliana Ribeiro e Melodia Costa.

Por volta das 21h30 é a vez da Banda Didá chegar à Avenida, possivelmente com mais uma homenagem ao maestro Neguinho do Samba. Em seguida tem Muzenza e Bankoma.


Mistura de ritmos na Barra

postado por Cleidiana Ramos @ 8:19 AM
13 de fevereiro de 2010

Gerônimo é uma das atrações de trio independente na Barra. Foto: Iracema Chequer | AG. A TARDE

Hoje tem a partir das 15 horas um trio independente que promete. No comando vão estar Gerônimo, que com seus shows na Igreja do Passo arrebentou no início do Verão; Matheus Aleuluia; o samba de Aloísio Menezes e Portela e Mônica Sangalo.


Alvorada festeja seus 35 anos

postado por Cleidiana Ramos @ 10:30 AM
12 de fevereiro de 2010

Um registro do Alvorada em seu desfile do Carnaval 2007. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE| 17.02.2007

Hojte tem a festa dos 35 anos do bloco Alvorada. A agremiação começa o seu desfile a partir das 22h30 com Samba de Cozinha, Bambeia, Gal do Beco, Aloisio Menezes, Raimundo Sodré, Roberto Mendes e mais Marquinho Sathan e Délcio Luiz.

O Alvorada, que é o mais antigo bloco de samba do Carnaval baiano, sai homenageando o município de Maragojipe e suas manifestações culturais.

Situado a 130 km de Salvador, Maragojipe incorporou ao seu Carnaval as festas européias do séxulo XIX. Tudo isso misturado à tradição do samba de roda. É esse mundo que o Alvorada quer mostrar na Avenida. Quem ainda quiser conferir alguma informações sobre o desfile pode ligar para 3322-3684 e 3321-3675.


Afro Imagem: A festa do Alerta Geral

postado por Cleidiana Ramos @ 10:15 AM
12 de fevereiro de 2010

Confiram no registro feito pelo repórter fotográfico do Grupo A TARDE, Luciano da Matta, a animação dos foliões do bloco Alerta Geral que desfilou ontem à noite no circuito Osmar (Campo Grande- Avenida)


Homenagem a Neguinho do Samba

postado por Cleidiana Ramos @ 10:11 AM
12 de fevereiro de 2010

Neguinho do Samba será homenageado em trio independente. Foto: Edmar Melo | AG. A TARDE 10.08.2003

No Circuito Batatinha (Centro Histórico), a partir das 20h10 de hoje tem um trio independente que faz uma homenagem a Neguinho do Samba.

A homenagem vai ser comandada por Tonho Matéria, Didá, Anderson Souza e Mestre Jackson.


Momo reina e hoje já tem samba e afro na avenida

postado por Cleidiana Ramos @ 8:36 AM
11 de fevereiro de 2010

Daqui a pouquinho, Momo começa a reinar em Salvador. O Carnaval 2010 da cidade faz uma homenagem aos 60 anos de criação do trio elétrico, que é a alma da festa daqui.

E para quem prefere o chamado Carnaval Cultural, que é o feito pelas entidades de matriz africana, hoje tem no Campo Grande, a partir das 22h30, a chamada “noite do samba”.

O primeiro a desfilar é o bloco Alerta Geral, com Dudu Nobre, Arlindo Cruz, Banda Fora da Mídia e Dhi Ribeiro. Em seguida o pagode Total traz Bambeia, Ginga Sensual, Pagode Total, Os Caras e Compadre Washington.

Em seguida vem o Bankoma, o bloco organizado pelo terreiro São Jorge da Goméia, localizado em Lauro de Freitas e que traz além do som contagiante, belíssimas fantasias e adereços. Tudo é feito pela própria comunidade do terreiro.

E tem mais samba com o Amor e Paixão, puxado por Nelson Rufino, Batifun, Paparicco Movimento, Juliana Ribeiro e Sangue Brasileiro, além de Proibido Proibir & Revelação com o Grupo Revelação e Fundo de Quintal.

Para esquentar as baterias tem aí abaixo um vídeo de Chame Gente. A música, que é de Armandinho, com letra de Moraes Moreira, se tornou o hino do Carnaval de Salvador. No vídeo abaixo, a música é interpretada por Daniela Mercury.


Sábado e domingo tem festa de Os Negões

postado por Cleidiana Ramos @ 8:53 AM
5 de fevereiro de 2010

O Bloco Os Negões realiza festival cultural neste fim de semana. Foto: Thiago Teixeira | AG. A TARDE

O bloco afro Os Negões realiza nos próximos sábado e domingo o seu Festival de Cultura, Música e Artes. A festa será no Largo do Monte Belém, Avenida Vasco da Gama.

No sábado a partir das 20 horas acontece a escolha do Negro Lindo 2010 e a apresentação da Personalidade Negra 2010, que é a ex-reitora da Uneb, Ivete Sacramento.

Em seguida terá o lançamento do CD Batuque Black dos Negões e a apresentação da Banda de Reggae Macaxeira Roots.

No domingo a partir das 17 horas haverá a escolha da canção para o Carnaval 2010 dos Negões, a apresentação da Banda Mirim e da banda Tambores da Liberdade. A cultura do povo Zulus é o tema do bloco para a folia.


Ilê Aiyê recebe Vanessa da Matta

postado por Cleidiana Ramos @ 8:41 AM
5 de fevereiro de 2010

Vanessa da Matta é a convidada do último ensaio do Ilê Aiyê. Foto: TV Globo | Frederico Rozario

Amanhã tem o último ensaio do Ilê Aiyê com a participação da cantora Vanessa da Matta. A festa terá também a participação do grupo Pretos Sábios e da Band´Aiyê.

O ensaio começa às 22 horas na Senzala do Barro Preto (Rua do Curuzu, Liberdade) e logo após acontece o tradicional arrastão pelas ruas da Liberade.

O ingresso custa R$ 15 (pista) e R$ 30 (camarote). Outras informações por meio do telefone 2103-3400.


Gisele Santos é a nova Deusa do Ébano

postado por Cleidiana Ramos @ 10:43 AM
18 de janeiro de 2010
Gisele posando como representação de Oxum em uma série feita por A TARDE. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE

Gisele posando como representação de Oxum em uma série feita por A TARDE. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE

O Ilê Aiyê já tem a sua Deusa do Ébano 2010. Trata-se de Gisele da Silva Santos, 22 anos.

Gisele é filha-de-santo do terreiro Ilê Axé Yá Delmin, localizado em Dias D´Ávila, e consagrada ao orixá Obá.

Estudante de Teatro da Ufba, esta foi a terceira vez que ela concorreu ao título. “Já estava na hora”, comemora Gisele. A paixão pelo Ilê é de família, segundo a nova rainha do bloco. “Eu aprendi com meu pai sobre a importância do Ilê e o seu exemplo de resistência em defesa da cultura negra “, acrescenta.

Gisele afirma que o coração acelera quando se recorda do momento em que foi anunciada como a nova Deusa do Ébano. “A emoção é grande por conta de toda esta história que o Ilê Aiyê carrega com ele”, diz.

A primeira vez em que disputou o título foi em 2007. No mesmo ano, ela posou para uma imagem da série de reportagens de A TARDE intitulada O Mar de Iemanjá.

A ideia da matéria foi mostrar  os orixás Iemanjá e Oxum mais próximas da representação africana, diferente do que aparece em quadros famosos, onde elas são retratadas com traços europeus.

Para a produção da reportagem, A TARDE teve o apoio da ong Omi Dudu que selecionou as duas meninas. Gisele posou de Oxum e Paula Bonfim de Iemanjá. Em 2008, ela voltou a disputar o posto, mas ficou em segundo lugar. 

Todos os detalhes da Noite da Beleza Negra, festa em que o Ilê escolhe sua rainha está na matéria publicada na edição de hoje do Caderno 2+, assinada pela repórter Tatiana Mendonça.


Notícias quentes sobre o Carnaval Afro

postado por Cleidiana Ramos @ 5:29 PM
20 de dezembro de 2009
O bloco afro Bankoma é uma das entidades empenhadas no projeto de autosustentação. Foto: Rejane Carneiro | Ag. A TARDE

O bloco afro Bankoma é uma das entidades empenhadas no projeto de autossustentação. Foto: Rejane Carneiro | AG. A TARDE

O blog Varanda Carnavalesca, do jornalista Paulo Oliveira, que é secretário de redação de A TARDE, tem uma característica super interessante: a apresentação de  novidades sobre os projetos de autossustentação de entidades carnavalescas de raízes afro-brasileiras que estão começando a se desenvolver.

Lá vocês podem conferir o avanço de projetos como a criação de uma liga que vai reunir as entidades afro,  o histórico  e definição do projeto Ouro Negro, dentre outras informações.

Para acessar, cliquem aqui. Vou incluí-lo também na nossa seção “Outros Mundos”.