Arquivo da Categoria 'Ajeum- a força da comida-especial 2015'


Parceria com o IME viabilizou vídeo

postado por Cleidiana Ramos @ 7:17 PM
20 de novembro de 2015
A equipe do IME que produziu o vídeo "Vamo Ngudiá: Rosalvo Neto, Sérgio Sacramento e Geilson Souza. Foto: IME/Divulgação

A equipe do IME que produziu o vídeo “Vamo Ngudiá: Rosalvo Neto, Sérgio Sacramento e Geilson Souza. Foto: IME/Divulgação

O vídeo Vamo Ngudiáinspirado nos games sobre gastronomia que viraram mania na TV, foi uma das inovações em torno do especial Ajeum- A força da comida, publicado hoje pelo jornal A TARDE, que pode ser conferido no Portal A TARDE .

Ele foi produzido pela equipe do especial em parceria com o Instituto Mídia Étnica (IME). Criado há 10 anos, o IME é uma organização da sociedade civil, especializado em realizar ações para assegurar o direito à comunicação. Seus projetos tem como base viabilizar o uso da tecnologia de informação por grupos que sofrem exclusão social, principalmente os de base afro-brasileira como quilombolas, terreiros de candomblé e  comunidades de marisqueiras e  pescadores.

Ações de treinamento para jornalistas e estudantes de comunicação; assessoria para organizações afro-brasileiras, monitoramento dos meios de comunicação e consultoria em comunicação digital são algumas das suas atividades.  O IME também administra o portal Correio Nagô.  

 


A paleta oferecida pelas folhas

postado por Cleidiana Ramos @ 7:13 PM
20 de novembro de 2015

Para chegar ao resultado da palavra “Ajeum na capa do nosso especial Ajeum- a força da comida, a designer Ludmila Cunha, responsável pela concepção gráfica e diagramação da publicação, trabalhou muito com a textura e cores das folhas.

A palavra, por exemplo, foi escrita com uma tinta extraída de folhas e um pouco de água.

Em seguida, ela testou a tinta por quatro vezes até que perdesse o tom de marrom. Quando alcançou o verde desejado escreveu a palavra por mais quatro vezes. “Mas acabei usando a primeira que escrevi”, conta, rindo.

Material usado pela designer Ludmila Cunha. Foto: Acervo pessoal

Material usado pela designer Ludmila Cunha. Foto: Ludmila Cunha

Aí foi só escanear, dar uma coloração final com o photoshop e o  título do caderno estava pronto para receber o texto de apoio e a bela ilustração de Túlio Carapiá.

Foto: Ludmila Cunha


O olhar fotográfico sobre aspectos da cozinha baiana

postado por Cleidiana Ramos @ 6:55 PM
20 de novembro de 2015

A comida desperta vários sentidos. A missão do repórter fotográfico Marco Aurélio Martins foi difícil, mas cumprida à perfeição. Aqui uma coleção de imagens produzidas por ele a partir da pauta do especial  Ajeum- A força da comida.

Uma conversa sobre cozinha saborosa e natural  entre Bela Gil e Beto Pimentel

Uma conversa sobre cozinha saborosa e natural entre Bela Gil e Beto Pimentel

Raimundo Nogueira, expert no conhecimento sobre a sabedoria das folhas

Raimundo Nogueira, expert no conhecimento sobre a sabedoria das folhas

A ciência de transformar o simples em  arte

A ciência de transformar o simples em arte

 

A beleza das folhas que são muito usadas como ingredientes em pratos da cozinha baiana

A beleza das folhas que são muito usadas como ingredientes em pratos da cozinha baiana

 

A habilidade constante do chef Charles Silva em fazer tradição e modernidade dialogarem

A habilidade constante do chef Charles Silva em fazer tradição e modernidade dialogarem

 

 

A cana que dá aquilo que valia ouro em tempos coloniais:  o açúcar e seus derivados

A cana que dá aquilo que valia ouro em tempos coloniais: o açúcar e seus derivados


Casa do Benin é cenário de Vamo Ngudiá

postado por meire.oliveira @ 6:48 PM
20 de novembro de 2015
Casa do Benim recebe exposição sobre culto aos voduns na África e no Brasil. Foto: Rejane Carneiro| AG. A TARDE

Casa do Benin foi o cenário do vídeo Vamo Ngudiá. Foto: Rejane Carneiro| Ag. A TARDE

 

A Casa do Benin, vinculada à Fundação Gregório de Mattos, foi o cenário do vídeo Vamo Ngudiá, que integra o especial Ajeum- A força da comida, publicada em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra de A TARDE. 

Durante dois dias, os estudantes de gastronomia Luciane Dias, Cláudia Santos e Iago Luz e os chefs Alício Charoth, Matheus Almeida, Angélica Moreira e Beto Pimentel discutiram e realização de pratos criados, exclusivamente, para o especial.

O movimento foi intenso no pátio interno e na cozinha do casarão que foi inaugurado em 1988. A estrutura da cozinha e a estética local contribuíram no resultado do especial que prioriza o legado da herança africana.

“Receber o A Tarde e o Instituto Mídia Ética para este trabalho é uma grande honra para a FGM e Casa do Benin, pois nos dá a oportunidade de comemorar o Dia 20 de Novembro celebrando o alimento e as raízes culturais da nossa cidade”

Atuação

Além de exposições temporárias e oficinas artísticas, a instituição abriga obras da região do Golfo do Benin que, em sua maioria, pertenceram ao etnólogo francês Pierre Verger.

Funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 17h.
Endereço: Rua Padre Agostinho Gomes, 17 – Pelourinho.
Contato: (71) 3202-7890


Balaio de Ideias: A cozinha de Jorge Amado

postado por Cleidiana Ramos @ 6:36 PM
20 de novembro de 2015

 

Elementos para trabalhar com a fantástica cozinha baiana são variados. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Elementos para trabalhar com a fantástica cozinha baiana são variados. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Gildeci de Oliveira Leite

A comida na obra de Jorge Amado representa identidades que o autor quer fazer aparecer. O romance Dona Flor e Seus Dois Maridos é o mais culinário dos livros amadianos. A obra tem como protagonista uma baiana com características africanas, ameríndias e europeias. Florípedes ou Dona Flor é cozinheira e professora de culinária. A relação de Flor com a cozinha pode ser comparada à relação das Baianas do Acarajé com o tabuleiro e também às Iabassês com o Axé, cozinheiras sagradas dos candomblés.

Assim como as Baianas do Acarajé, Flor consegue a sua independência financeira através da cozinha. Com o primeiro marido, Vadinho, é obrigada a sustentar a casa. Com o segundo marido, filho de Oxalá, músico erudito, que toca fagote, instrumento que lembra o opaxorô ou cajado de Oxalá, não há necessidade de sustentar a casa. As economias de Flor, entretanto, garantem a casa própria, quando casada com Teodoro.

Em alguns candomblés, atribui-se a Oxum o matronato sobre a cozinha, Dona Flor é filha de Oxum. Assim como nos tabuleiros de Acarajé e nos candomblés, o sentido de cozinha no romance não é associado à subserviência, mas à autoridade conferida àquela que tem o poder de manipular os temperos e conquistar outro. No candomblé, a energia de quem cozinha pode determinar parte da energia do Axé. Em “Dona Flor” a sua comida conquista diversos segmentos sociais. As camadas mais abastadas da sociedade a convidam para as festas. Sobre isso, Manuel Querino fala do costume de chamar o cozinheiro ou cozinheira à sala para receber os agradecimentos e os “vivas”. No caso de Dona Flor, não era um chamamento provisório à sala. Ela fazia parte das festas, tendo como suas alunas na escola de culinária “Sabor e Arte” moças ricas. O nome da escola, por sugestão de Vadinho, filho de Exu, pode ser lido “saborearte”.

Flor conhecia a cozinha afro-baiana e a comida europeia da Bahia. Jorge Amado deixa clara a convivência em complementaridade das duas cozinhas. Através do personagem Mirandão, afirma que entre as comidas, a de dendê é a nossa principal identidade.

Em um caruru de Ibejis na casa de um Major, que por graça alcançada, referente à saúde da esposa, cumpria a promessa anualmente, a importância do azeite é revelada. No evento, além do caruru, para contemplar outros gostos, havia outras comidas que não as de dendê. Mirandão, filho de Xangô, em uma cena memorável e aparentemente despretensiosa, de boca cheia, diz que brutos são aqueles que não gostam de azeite de dendê.

Há uma inversão dos valores propagados pela parcela racista da sociedade, pois a comida de maior valor passa a ser a comida negra. Brincando, Jorge Amado diz o que pensa e demonstra seu compromisso com a cultura negra. Afinal, azeite de dendê não é óleo de maquina.

 Gildeci de Oliveira Leite, mestre em Letras e professor de literatura baiana na Uneb 


Um passeio pelos bastidores do especial Ajeum- A força da comida

postado por Cleidiana Ramos @ 10:30 AM
20 de novembro de 2015

Durante a produção do vídeo Vamo Ngudiá trabalhamos em dobro, mas também nos divertimos muito. E o resultado foi o que nos deixou mais felizes ainda. Confiram.

Rosalvo Neto, da equipe do Instituto Mídia Étnica, ajusta microfone para o chef Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Rosalvo Neto, da equipe do Instituto Mídia Étnica, ajusta o microfone para o chef Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Troca de impressões sobre o trabalho entre a designer Ludmila Cunha, responsável pela criação gráfica e diagramação do especial, e Meire Oliveira, repórter e uma das editoras do espeical. Foto: Marco Aurélio Cunha/Ag. A TARDE

Troca de impressões sobre o trabalho entre a designer Ludmila Cunha, responsável pela criação gráfica e diagramação do especial, e Meire Oliveira, repórter e uma das editoras . Foto: Marco Aurélio Cunha/Ag. A TARDE

 

Momento para discutir detalhes da gravação. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Momento para discutir detalhes da gravação. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE


Conheça as receitas do Vamo Ngudiá

postado por meire.oliveira @ 10:29 AM
20 de novembro de 2015

Conheça, na íntegra, as receitas de todos os pratos e bebidas criados pelos estudantes de gastronomia que participaram do Vamo Ngudiá do especial da consciência Negra de A TARDE.

Cláudia Cristina Santos

GALINHA BAIANA À ZUMBI

Prato principal de Cláudia Santos

Prato principal de Cláudia Santos. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

2 kg de sobrecoxa de galinha sem pele
3 cebolas grandes
8 dentes de alho
5g de pimenta do reino
3 unidades de raiz de cúrcuma inteira( açafrão da terra) ou 01 colher de sopa do em pó
15g de gengibre
150g de amendoim torrado
150g de castanha de caju torrada
350g de camarão seco
Suco de limão (3 unidades)
Polpa de coco verde (1 unidade)
100ml de água de coco verde
1l de água morna
75g de fubá de milho
8 unidade de quiabo
6 unidades de pimenta malagueta vermelha
Sal grosso à gosto
1/3 de maço de coentro
1/3 do maço e cebolinha

Preparo do guisado : temperar os pedaços de galinha com sal grosso, pimenta do reino preta , 4 dentes de alho e parte do gengibre ralado. Marinar por no mínimo uma hora. Processar o amendoim, a castanha de caju, uma parte da cebola e cerca de 70g do camarão seco , suco de 01 limão, a polpa e a água do coco verde. Reservar. Numa panela média, refogar em azeite de oliva, 8 camarões secos inteiros. Adicionar os pedaços de galinha, refogar junto com os camarões até dourar levemente, e adicionar o uma cebola e meia picada. Refogar por mais cerca de 15 minutos. Adicionar a raiz de cúrcuma, ralada na hora, e continuar refogando por mais 5 minutos. Adicionar o restante do gengibre, ralado na hora, refogar por mais cinco minutos e adicionar água quente, o suficiente para cobrir a galinha. Cozinhar por cerca de 25 minutos, sem deixar secar. Com a carne da galinha ainda tenra, adicionar a mistura processada e mexer. Adicionar mais água e cozinhar em fogo médio até a galinha ficar macia . Desligar o fogo e finalizar com um pouco do coentro picado.

Preparo do pirão de milho: retirar uma parte do molho do guisado, cerca de 500mL, e processar num liquidificador. Transferir para uma panela e adicionar, sob agitação, uma pequena parte do fubá de milho. Levar ao fogo e adicionar aos poucos, sem parar de agitar, o restante do fubá de milho até consistência desejada, soltando do fundo da panela.

Preparo do molho Nagô: triturar em pilão ou num processador 200g o camarão seco. Reservar. Cozinhar os quiabos inteiros por 5 minutos e resfriar em água gelada. Reservar. Picar bem (muito bem) as pimentas, a cebola, o alho, o coentro e a cebolinha. Juntar tudo e misturar bem. Adicionar o suco de dois limões e misturar. Cortar os quiabos em fatias diagonais e juntar aos demais ingredientes. Corrigir o sal, se necessário ( os camarões secos já são salgados). Servir em temperatura ambiente. Montar o prato, conforme desejado, decorar com camarão inteiro e servir.

ARROZ DOCE CREMOSO COM FAROFA DE COCO RALADO

O arroz doce que parecia um sorvete

O arroz doce que parecia um sorvete. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

450g de arroz branco
1l de água
10g de sal
1l de leite integral
750ml de leite de coco seco ralado
180g de açúcar
25g de manteiga de garrafa
2 unidades de canela em pau
1 limão
6 gemas de ovo
10g de Canela em pó ( opcional)

Preparo

Cozinhar o arroz em água e sal até quase secar.Processar 2/3 do coco seco ralado com cerca de 500ml de água quente. Passar na peneira ou num pano limpo , recolher e reservar.Ferver o leite integral com a canela e a manteiga.Adicionar o leite fervendo ao arroz cozido, em fogo médio, sem parar de agitar. Adicionar o açúcar e as raspas do limão, agitando sempre.Adicionar o leite de coco seco, sob agitação. Numa tigela, juntar um pouco do arroz quente às gemas de ovos ( temperar) e depois juntar à panela, agitando sem parar.Cozinhar, em fogo brando, por mais cerca de 05 minutos. Esfriar e levar a geladeira.

Preparo da farofa de coco queimado

Numa panela seca, colocar o restante do coco seco ralado.Levar a fogo baixo, mexendo sempre.Quando começar a dourar, adicione cerca de 10g de açúcar e pitada de sal.Mexer até que doure completamente. Conservar em recipiente fechado.Servir o arroz doce cremoso gelado coberto com a farofa de coco queimado.

ALUADA (bebida em referência ao Aluá)

A Aluada que leva abacaxi

A Aluada que leva abacaxi. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Ingredientes

1 abacaxi grande e maduro
500ml de água gelada
160g de açúcar mascavo
20g de gengibre
6 unidade de cravo
150ml de cachaça

Preparo

Descascar o abacaxi e cortar a polpa em pedaços médios. Processar a polpa do abacaxi com a água gelada.Numa jarra, Juntar ao suco de abacaxi o açúcar mascavo, os cravos e o gengibre (ralado na hora). Agitar e levar a geladeira , por no mínimo 4 horas. Filtre o líquido e adicione a cachaça, preferencialmente, minutos antes de servir.Servir gelado.
Luciane Dias

BODIROCA

Bodiroca de Luciane Dias

Bodiroca de Luciane Dias. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE 

Ingredientes

1kg de camarão fresco
1kg de mandioquinha descascada
100g de cebola picada
100g de tomate picado
20g de alho picado
1 maço de coentro picado
200ml de leite de coco
50ml de azeite de oliva
5g  de sal
200ml de água de coco
Modo de fazer
Coloque as mandioquinha com a metade da da cebola e 2l de água e leve ao fogo por cerca de 25 minutos e deixe cozinhar até secar. Depois acrescente a água de coco e bata no liquidificador até formar um creme. Reserve.Tempere o camarão com alho, sal e azeite. Depois é dourar no azeite de oliva em fogo alto. Adicione cebola, tomate e deixe cozinhar por 5 minutos. Acrescente a mistura de mandioquinha batida, o leite de coco e o coentro. Deixe ferver por 2 minutos.

MANJAR DE MAINHA

Ingredientes

100g de farinha de milho branco
1 litro de leite
2 cocos médios
100g de açúcar
1 pitada de sal
2 cocos verde

Modo de fazer
Faça o leite de coco fresco com os dois cocos e mais 500ml de leite líquido. Tem que ficar bem concentrado.Reserve.Faça outra mistura com açúcar, farinha de milho branco, uma pitada de sal e 500ml de leite e bata no liquidificador. Depois leve ao fogo por cerca de 30 minutos, sempre mexendo. Adicione o leite de coco aos poucos até cozinhas e ficar com consistência de mingau. Coloque no refratário e deixe descansar por 2 horas.
CALDA DE COCO E ERVA DOCE FRESCA

Leve 100ml do leite de coco ao fogo brando com a erva doce por 10 minutos. Reserve.Faça o caramelo de coco verde com as duas unidades. Eles devem ser cortados em lascas. Leve ao fogo 100g de açúcar E 10ml de água até ficar em ponto de caramelo e acrescente o coco laminado até ficar no ponto cremoso.

MAMJUBÁ

Ingredientes

50g de casco de jatobá
500ml de cachaça
200ml de agua
100g de açucar
500g de caju
10gde cravo da índia
10g de canela em pau
6 unidades de caju maduro
10g de gengibre

Modo de fazer
Coloque em uma panela a água, 250ml da cachaça e o jatobá. Leve ao fogo brando por 30 minutos e deixe descansar por três horas. Junte as especiarias, o açúcar e o caju e leve ao fogo por cerca de  40 minutos. Após o cozimento, adicione a redução do jatobá e deixe descansar por 3 horas. Depois,leve a geladeira por 30 minutos e sirva.

 

Iago Luz

MOQUENYAMA DE CAMARÃO

Ingredientes

1,5 kg Camarão fresco
100g Camarão seco processado
2kg de inhame
100ml Azeite de dendê
150g Castanha
150g Cajuzinho do cerrado
1 limão
2 unidade de biri-biri
4 cebolas
3 tomates
4 dentes de alho
1 pimentão
2 cocos seco
1 maço coentro
1 maço cebolinha
Gengibre
Pimenta de cheiro
Pimenta malagueta
Sal

Modo de Preparo
Assar o inhame em rodela bem espessa com sal. Retirar o miolo e reservar.Temperar o camarão com sal e pimenta-do-reino e marinar com suco de limão e biribiri.Extrair o leite de coco e reservar.Cortar metade da cebola, tomate e pimentão em rodelas e a outra metade picadinho, juntamente com o alho, gengibre e as pimentas. Refogar no azeite de oliva o tempero picadinho. Adicionar o camarão seco processado, as castanhas e o camarão fresco, e a outra metade do tempero em rodelas. Colocar o leite de coco. Finalizar com o cajuzinho do cerrado, azeite de dendê, coentro e cebolinha.Servir na base do inhame assado. Acompanhado de farofa de beiju com castanhas. É só colocar os dois ingredientes com a manteiga de garrafa até dourar.

BEIJU COLADO

Ingredientes

4 cocos verde
1 cocos seco
700g açúcar
60g  de cravo
200g de beiju
200g cajuzinho do cerrado
100ml de água

Modo de Preparo
Extrair o leite coco e reservar. Colocar em uma panela a água de coco, 500g de açúcar e o cravo e deixar ferver. Adicionar a polpa do coco verde, em fogo alto mexendo de vez em quando até obter uma mistura mais firme. Colocar em uma assadeira e colocar na geladeira. Umedecer o beiju com o leite de coco. Fazer uma calda de cajuzinho do cerrado. Levar ao fogo numa panela 200g de açúcar, água e cajuzinho do cerrado fatiado ao meio, adicionar cravo, canela e anis até formar uma calda consistente.Servir a cocada de coco verde sob o beiju e finalizar com a calda de cajuzinho do cerrado.

MARESIA DO MATO (bebida)

Ingredientes

200g de maracujá do Mato
5g gengibre
50ml de licor de capim santo
200ml de cachaça
1L água de coco
Açúcar
Mel

Modo de Preparo
Despolpar o maracujá do mato. Ralar o gengibre. Misturar com o licor de capim-santo, a cachaça e a água de coco. Adoçar com açúcar e mel. E servir com gelo.

SHOT DE CACAU

100g de polpa de cacau
20g de cacau em pó
500ml de água
250ml de cachaça de cacau

Modo de Preparo
Bater a polpa de cacau com água no liquidificador. Adicionar a cachaça de cacau. Finalizar com o cacau em pó.

 

 

 


Herança africana inspira artista para criar troféus

postado por meire.oliveira @ 10:23 AM
20 de novembro de 2015
Rodrigo é autor dos troféus Ousadia, Força e Leveza

Rodrigo é autor dos troféus Ousadia, Força e Leveza

O artista plástico Rodrigo Siqueira, 34 anos, é autor dos troféus que premiaram os estudantes de gastronomia do  Vamo Ngudiá (fotonovela e vídeo), que integra  Ajeum – A força da comida, especial de A TARDE em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra. A criação de cada peça teve como base os temas  ”ousadia”,  ”força” e “leveza”. Eles  traduzem as características que fizeram os aspectos da herança africana resistirem e influenciarem a formação de outras culturas.

Cada escultura veio em forma de uma mulher africana com uma panela onde foi colocado o elemento representante de cada símbolo escolhido. “A dona da panela é Oxum. E a africana é o toque ancestral que até hoje é base de pratos contemporâneos”, diz o artista que também é religioso do candomblé. O material utilizado na construção das peças foi resina com pó de mármore, além da panela de cerâmica e a placa de metal.

A definição dos símbolos teve o universo do tema como inspiração. “A ideia da colher de pau surgiu como a extensão do braço de quem tem o poder de comandar e inovar. E também representa o legado da ancestralidade que fundamenta tudo isso”, conta Rodrigo. A segunda escultura com a pimenta traz a simbologia da força. As pimentas são naturais e foram revestidas de resina. A obra que representa a leveza também tem o elemento em sua forma natural. “Não tem nada mais leve na comida que as folhas e as especiarias que carregam muito conhecimento desse legado, no entanto, podem ser levadas pelo vento”, explica Rodrigo.

A atuação no âmbito da religiosidade tem sido frequente no trabalho do artista que também assina uma exposição permanente no terreiro Ilê Obá L´Okê, localizado em Vilas do Atlântico. O acervo engloba dois trabalhos: a mostra Ori Orixá, que consiste em 19 bustos de orixás, e a Na palma de minha mão que são 12 telas que representam divindades da religião de matriz africana. A visitação é gratuita e ocorre às terças e quintas, das 9h às 16h. É necessário agendar pelo telefone: 3287-0435. “Procuro resgatar imagens a partir da valorização dessa herança africana e redesenhar a forma como a religiosidade é retratada”, diz.

A iniciativa é do projeto “Brasil com Artes” que busca valorizar a cultura afro-brasileira em suas variadas expressões. A coordenação é de Rodrigo e do antropólogo e professor Ufba, Vilson Caetano de Sousa Junior.

Trajetória

Rodrigo começou a carreira como carnavalesco atuando, por 17 anos, no eixo Rio de Janeiro- São Paulo. Há quatro anos faz trabalhos no carnaval de Macapá (Amapá). No currículo, o artista amazonense que começou a estudar arte aos 7 anos, também agrega as profissões de cenógrafo, escultor, produtor de eventos e estilista.


Especial aborda as delícias e tempero cultural da cozinha baiana

postado por Cleidiana Ramos @ 2:18 PM
19 de novembro de 2015
Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

A edição nº 13 do especial em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra circula amanhã, sexta, dia 20,  em meio a muitas novidades.

Além da variação de linguagens narrativas na versão impressa – experimentação literária; textos bem próximos da oralidade; certo tempero poético, fotonovela e infografias – um material multimídia vai tornar o especial, que navega pelo universo da comida, ainda mais saboroso.

Uma das nossas experimentações foi  produzir uma versão inspirada nos já famosos games gastronômicos que invadiram a TV. Mas em nossa produção o que importa não é a competição, mas a transmissão de valores como solidariedade, memórias afetivas, capacidade de ouvir e ousadia para criar.

O vídeo foi produzido por meio de uma parceria com o Instituto Mídia Étnica (IME), organização voltada para a formação de comunicadores negros que está festejando dez anos, no próximo sábado. Saiba mais sobre o IME clicando aqui.

Elenco  

Toparam o desafio de preparar uma refeição – prato principal, bebida e uma sobremesa – os estudantes de gastronomia, Cláudia Santos, 42 anos, 9º semestre, Ufba; Luciane Dias , 37 anos, 3º semestre, Faculdade Batista Brasileira e Iago Luz, 21 anos ( 6º semestre, Ufba).

Claudia Santos, Luciane Dias e Iago Luz. Foto: Marco Aurélio Martins / Ag. A TARDE

Claudia Santos, Luciane Dias e Iago Luz. Foto: Marco Aurélio Martins / Ag. A TARDE

Os pratos passaram pelo crivo de uma equipe de peso: os chefs Alício Charoth; Angélica Moreira, Beto Pimentel e Matheus Almeida.

Os chefs Beto Pimentel, Angélica Moreira, Matheus Almeida e Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins

Os chefs Beto Pimentel, Angélica Moreira, Matheus Almeida e Alício Charoth. Foto: Marco Aurélio Martins

Em um primeiro momento, os estudantes apresentaram suas ideias e receberam orientações.

O momento em que ouviam as sugestões dos mestres. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

O momento em que ouviam as sugestões dos mestres. Foto: Marco Aurélio Martins/ Ag. A TARDE

Depois foram para a cozinha meter a mão nos mais variados ingredientes para preparar suas surpresas. Os detalhes e desfecho dessa história vocês conferem no vídeo intitulado  Vamo Ngudiá. Veja um aperitivo :

A escolha do nome

A frase é uma brincadeira unindo o nosso português falado dia-a-dia e a a palavra que convida a comer na língua kimbundu, que é um dos muitos elementos culturais que herdamos dos povos angolanos.

É por conta da sua forte influência que usamos palavras como samba, moleque e nem nos damos conta.

Para escolher essa palavra consultamos Taata Lubitu Konmannanjy,  especialista em língua banto  que é o nome do grupo linguístico que o kimbundu integra. Taata Konmannanjy é  presidente da Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu).

Sediada em Salvador, a Acbantu reúne terreiros de candomblé de nação angola, grupos de congada, quilombos e outras associações com essas características, espalhadas pelo Brasil.

Quer saber mais sobre a Acbantu? É só clicar aqui

Roteiro

Portanto, amanhã, confira o especial encartado no jornal A TARDE e a sua extensão em conteúdos digitais no Portal A TARDE

Aqui no Mundo Afro o espaço será para produções extras  como artigos, álbum das fotografias realizadas pelo fotógrafo Marco Aurélio Martins, bastidores da produção do especial  e muito mais.