Bando de Teatro Olodum realiza seminário

postado por Cleidiana Ramos @ 5:04 PM
10 de agosto de 2010

Bando de Teatro Olodum organiza seminário sobre estudos africanos. Foto: Wendell Wagner / Divulgação

Estão abertas as inscrições para o seminário Outras Áfricas, promovido pelo Bando de Teatro Olodum. O evento vai ser realizado de 18 e 25 de agosto no Teatro Vila Velha, das 9 às 12 horas. E boa notícia, gente:  é gratuito e aberto ao público.

O seminário faz parte de um projeto homônimo realizado pelo Bando em parceria com o Fundo Nacional de Cultura.  O objetivo é  valorizar a herança africana e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira para a identidade nacional.

Para acessar o local de inscrições on line clique aqui.  Também é possível se inscrever no Teatro Vila Velha (Passeio Público, Campo Grande).

Cada dia será abordado um tema por dois especialistas que vão interagir com a plateia. No dia 18, o tema será História da África e os convidados são Artemisa Odila Cande Monteiro, de Guiné Bissau, doutora em Sociologia e mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba e Antônio Cosme, mestrando em história pela Uneb e dono de larga experiência na formação de professores para aplicar a Lei 11.645/08 (que reformulou a 10.639/03 e estabelece a obrigatoriedade do ensino de História da África, Cultura Afro-Brasileira e História e Cultura Indígenas).

No dia 25 será a vez do tema Panorama da África Contemporânea com o professor Jacques Depelchin, natural do Congo e doutor em História da África e o professor Márcio Paim, mestrando em Estudos Étnicos e Africanos pela Ufba.

O seminário é uma ótima oportunidade para educadores interessados em África e temas ligados à cultura afro-brasileira. Imperdível, portanto.

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2 Respostas to “Bando de Teatro Olodum realiza seminário”

  1. Lafayette C.M.  Says:

    Cleidiana, fugindo um pouco do assunto ouça por favor esta estranha estória, inspirada pelo anúncio do colégio anchieta na tardeonline. Quando meu filho caçula nasceu (16/08/90) eu consegui a última chance de ter um emprego em Salvador e aqui/ali fazer ele (Pedro) e sua irmã Isabel (7/12/88) crescerem onde nasceram, através de um primo que me arrumou entrevista com o dono do colégio anchieta, para professor de história do ensino médio. Eu tinha o bacharelado mas não a licenciatura plena nem experiência de sala de aula, mesmo assim a entrevista foi boa e eu fui admitido. Notar que se tivesse usufruido de alguma ‘vantagem política’ de qualquer forma que fosse não estaria nesta situação que estou contando e que terminou assim: a segunda aula era numa segunda feira, e eu frequentava já há uns dois anos o alto de Ondina, às segundas feiras, homenageando s. Roque. Quando Pedro nasceu no dia de S. Roque, senti que a coincidência, chamemos assim, fortalecia ‘a minha prática’. Nesta segunda feira de 1990, (ou 91), segundo dia de aula do colégio anchieta, coloquei a camisa do botafogo, prêta e branca, pela qual eu homenageava S. Roque – de forma ingênua e sem, infelizmente, jamais ter tido iniciações no candomblé ou na umbanda, e não por falta de vontade…, e fui para a aula em Amaralina. A primeira aula tinha sido boa, para meus temores de estreante total, e a segunda também não foi ruim, mas aí aconteceu – que eu fui chamado à direção e demitido sumariamente como se tivesse cometido algum crime muito grave. Recebi as duas aulas devidas e me retirei como portador de doença contagiosa. Meu casamento acabou (não foi na verdade um casamento porque apenas moramos juntos e tivemos filhos, sem cartórios nem nada) e as crianças voltaram para a Europa com a mãe onde cresceram, e moram hoje, embora não tenham perdido o português. Levei anos tentando entender, neste momento crucial da minha vida, qual teria sido o meu êrro terrível. Só há pouco tempo descobri que o colégio anchieta é evangélico, portanto agora entendo que minha pequena homenagem foi perfeitamente percebida pelos encarregados
    e – eu, tratado ‘de acordo’. Meus pêsames ao colégio anchieta e a formação que pretende dar aos bahianinho(a)s que por lá se ufanam de passarem.

  2. Cleidiana Ramos  Says:

    Se foi este realmente o motivo, é triste, como toda e qualquer intolerância. Abraços.

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