Sobre afros, Afródromo e Carnaval

postado por Cleidiana Ramos @ 4:31 PM
4 de março de 2014
O afoxé Filhos de Gandhy comemora os 65 anos. Foto:   Raul Spinassé/ Ag. A TARDE

O afoxé Filhos de Gandhy comemora os 65 anos. Foto: Raul Spinassé/ Ag. A TARDE

Ilê Aiyê fez festa para os seus 40 anos. Foto: Fernando Vivas/Ag. A TARDE

Ilê Aiyê fez festa para os seus 40 anos. Foto: Fernando Vivas/Ag. A TARDE

 

Hoje termina o Carnaval que teve como um dos seus temas (isso também ficou meio confuso) os 40 anos de blocos afro. Foi uma tentativa de homenagem por meio do Ilê Aiyê, a primeira dessas agremiações a se constituir. O surgimento do Ilê, embora no campo cultural, teve um quê de rebeldia, afinal falar de racismo não se podia durante os anos de governo e ditadura militar no Brasil por conta da Lei de Segurança Nacional.

Além do Ilê, várias outras agremiações com lastro afro-brasileiro comemoraram nese Carnaval o que a gente chama de datas redondas: o afoxé Fihos de Gandhy (65 anos); o Olodum (35 anos); Malê DeBalê (35 anos) e as Filhas de Gandhy (35 anos).

Seria, portanto, o Carnaval ideal para o início do Afródromo, uma tentativa de dar a visbilidade que essas agremiações merecem e que o Carnaval baiano precisa para sacudir a mesmice e fazer jus ao rótulo de diversidade que reivindica.

Agremiação afro tem batida diferenciada de acordo com a característica de cada uma. Aqui recorro a especialistas em música, mas o Ilê tem um toque mais próximo ao feito nos terreiros; o Olodum seguiu um caminho mais sincopado ou pop; o Gandhy segue o passo cadenciado e hipnótico do ijexá; o Okanbí faz experimentação o tempo inteiro e por aí vai.

Além disso, tem alas de dança e figurinos exuberantes como os do Bankoma. Imagina o espetáculo de ver tudo isso junto e misturado como diz o bom baianês. Carlinhos Brown, criador de maravilhas como a Timbalada, bem que tentou. Seu projeto de Afródromo no Comércio não era separação como muita gente entendeu, mas, entendi (e posso estar equivocada também) como uma forma de mostrar porque os afro reivindicam maior visibilidade.

O projeto mudou e foi para o Campo Grande. A mudança de endereço também me pareceu legal, ou seja, seguia para um dos palcos com holofotes da festa. Mas não foi bem isso que rolou por mais que a iniciativa de Brown mereça elogios.

O Afródromo começou com atraso em todos os dias e apenas tornou mais evidente o que as agremiações afro vivem em cada Carnaval: cordeiros somem em busca dos blocos que têm artistas conhecidos; trios apresentam problemas; entidades com equipamentos mais pontentes sufocam suas batidas; no horário não há mais visibilidade na TV e, claro, patrocínio segue a lógica capitalista e dá dinheiro para quem aparece nos espaços midiáticos..enfim…o Afródromo foi apenas uma denominação diferente, pois as entidades agrupadas a cada dia já tinham os seus desfiles agendados para o mesmo horário na programação oficial do Carnaval.

Excetuando-se os holofotes que sempre acompanham o Ilê Aiyê, embora sua história de resistência que vai muito além de um bloco de Carnaval fique praticamente invisível, as outras agremiações afro brilharam onde brilham sempre: no coração e na persistência dos seus seguidores que entendem porque eles teimam em fazer parte do Carnaval mesmo com todas as dificuldades.


Balaio de Ideias: O retempero de Daniela

postado por Cleidiana Ramos @ 6:09 PM
3 de janeiro de 2014
Daniela Mercury fez dueto com a Band´Aiyê do bloco Ilê Aiyê em show público no 1º dia do ano. Foto: Margarida Neide/Ag. A TARDE

Daniela Mercury fez dueto com a Band´Aiyê do bloco Ilê Aiyê em show público no 1º dia do ano. Foto: Margarida Neide/Ag. A TARDE

Marlon Marcos

Tem horas que Salvador assombra em surpresas bem agradáveis: o que fez , meu Deus, Daniela Mercury nessa versão 2014 no Projeto Pôr do Som? Por mais que empreendam negar a força artística desta mulher, muito por seu temperamento desencontrado, o que ela fez e faz na gente é inevitavelmente grande e importante em termos de criação individual e coletiva para atestar nossa tal “baianidade”. O que não se atesta enfim, se vive.

Muito de nos orgulhar da nossa vocação para a festa, mas banhado na criatividade selada em nossa negritude e em variantes do universo musical popular: isso é a Bahia! Daniela se retemperou para fazer vibrar uma cidade que há muito eu não via imersa na poesia típica do Ilê e do Olodum… Ao lado deles, mais Banda Didá, foi magistral.

Que noite, que ingresso quente e positivo nessas coisas do tempo fictício que praticamos. Do que vi nessas celebrações de fim de ano: foi o que mais me emocionou; e isso conta muito pra mim, quando no dia anterior, meus amores maiores ( Gal, Caetano, Gil)  também fizeram uma espécie de festa. E Daniela nem precisou sair do Carnaval para mostrar porque conquistou o Brasil e, de certa forma, o mundo.

Estava afiada, linda e consagrada como a branca que tem trânsito e voz no Ilê Aiyê. Deixou um pouco de lado o tom conferencista e realçou a cantora.  Ivete pode ganhar mais, cantar com Gil e Caetano, ser um fenômeno em carisma, vender como ninguém, ter uma voz mais bonita, mas artista é Daniela Mercury. Nem vou citar a do The Voice para não baixar o nível e ofender os anteriores.

Noite linda que queria dedicar à grandeza de Cláudio Marques pelo texto corajoso e procedente que escreveu no blog Teatro Nu,  uma narrativa imaginativa, proto-notícia, buscando momentos mais amplos e irrestritos para a cultura da Bahia; dedicar a Marques e pedir licença para expressar minha tristeza com a postura de Gilberto Gil, nosso mestre, recorrendo à polícia para afirmar censura à postura histórica, brincadeira séria, do cineasta. Confesso que fiquei um pouco envergonhado pelo amor-admiração que tenho por Gil. Tenho me pelado de medo com as retrancas que marcam censura a biografias, a críticas, a mobilizações intelectuais ou jornalísticas que nos façam querer um lugar melhor como cidade, como país, como planeta.

Mas Daniela, o assunto deste texto, muito me emocionou. Ilê e Olodum: a força viva do que somos capazes de fazer, magistrais aprendizes e professores de Gil Caê Gal, sendo conduzidos pela maestra do Canto da Cidade que, mesmo ao meio de tantos exageros, do canto por vezes preciosista, diz muito ao que veio fazer em palcos e trios à luz da sua arte. Ela reitera-se e faz no centro da cultura negra baiana. E, mesmo sem ser negra, merece aplausos.

 Isso é o Brasil.

 Daniela, obrigado.

Marlon Marcos é poeta, antropólogo e jornalista


Festa de uma década

postado por Cleidiana Ramos @ 7:52 PM
20 de novembro de 2012

Filhos de Gandhy fez participação especial em festa de A TARDE. Foto: Margarida Neide

Pessoal: hoje é um dia mais que especial. Além de celebrarmos o Dia da Consciência Negra, os especiais de A TARDE completam uma década de publicação.

Estamos muito, mas muito felizes e a felicidade hoje extravassou na forma de uma celebração emocionante aqui na redação do jornal. Recebemos convidados muitos especiais como doté Amilton Curuzu, ogã Papadinha, Tata Anselmo dos Santos, Jaime Sodré, Tata Konmannanjy,  Cecília Soares, Vilson Caetano, Claudio Pereira,  Mestre Curió,  Vovô do Ilê, Agnaldo do Gandhy, Vadinho França, o secretário estadual de Promoção da Igualdade, Elias Sampaio, o secrtário municipal da Reparação, Ailton Ferreira,  e tantos outras personalidades. E tudo isso foi com ao som do Ilê Aiyê e do Gandhy.  Dia para ficar na nossa história.


O Afródromo ganha corpo

postado por Cleidiana Ramos @ 6:08 PM
28 de agosto de 2012

Carlinhos Brown apresentou ontem o projeto do Afródromo na sede de A TARDE. Foto: Raul Spinassé/Ag. A TARDE

Está cada vez mais forte a ideia da criação do quarto circuito do Carnaval de Salvador que está sendo chamado de “afródromo”. A iniciativa que tem à frente a Liga dos Blocos Afros, integrada por instituições como Malê Debalê, Ilê Aiyê, Cortejo Afro e outros, conta com o apoio entusiástico de Carlinhos Brown.

A ideia é a seguinte: a criação de um espaço no Comércio (entre o Mercado Modelo e a Feira de São Joaquim- mais detalhes estão na excelente matéria feita pelo jornalista Hieros Vasconcelos Rego e publicada na edição de hoje de A TARDE) para que os blocos inspirados na cultura afro-brasileira desfilem.

A área vai ter arquibancada com capacidade para 20 mil pessoas e já tem uma estrutura de patrocínio com previsão de movimentar R$ 120  milhões. Nos meus 14 anos de trabalho em jornalismo, que em Salvador não tem como ficar alheio ao Carnaval, é a primeira proposta de criação desse circuito do Comércio que chega mais redonda, ou seja, indicando que vai acontecer. A prefeitura ainda não disse que sim, mas bate palmas para a ideia. O mesmo faz a Secretaria Estadual de Cultura, ou seja, duas instâncias do poder público que viabilizam o Carnaval.

Já o Conselho Municipal do Carnaval (Concar) não compartilha do entusiasmo e a União de Afoxés, Afros, Reggaes e Samba do Estado da Bahia (Unafres), que congrega 76 instituições, diz que não foi procurada.

Para mim a iniciativa já fez um bom papel quando causa polêmica. A grande queixa, cheia de fundamento, das agremiações como blocos afro e afoxés é exatamente a falta de visibilidade. E isso acontece por vários motivos, mas, principalmente, porque não aparecem na mídia.

Seus horários de desfile são em horários que inviabilizam a cobertura e ninguém jamais conseguiu interferir na fila de saída dos blocos. Aqui em A TARDE, por exemplo, todos os anos a gente não consegue dar matéria sobre o desfile das agremiações embaladas pelo samba que salvaram a quinta-feira do Circuito Osmar (Campo Grande). O mais cedo que esses blocos saem é 22 horas, o que já inviabiliza conteúdo para a edição do dia seguinte. Aí a gente guarda material para sair no sábado, mas outras notícias mais atuais acabam atropelando o relato do desempenho dessas associações. Isso numa noite que ainda tem o espetacular Bankoma, ou seja, mesmo quando a gente está lá a postos, a estrutura atrapalha a cobertura que dá visibilidade.

A explicação oficial para esse problema é que as agremiações nos dois circuitos mais tradicionais– Campo Grande e Barra– desfilam por ordem de fundação. Se assim fosse de fato, o afoxé Filhos de Gandhy abriria todos os desfiles, mas não é isso que acontece.

Mas há quem veja na criação do afródromo (o nome já tem pegada) uma desistência da luta contra o racismo e a segregação que, infelizmente, são marcas do Carnaval na Bahia. Eu confesso que ainda não tenho uma opinião completamente formada, mas vejo como um bom teste para saber se as qualidades das agremiações afro, que são o uso inteligente da estética e do ritmo e a capacidade de tornar o Carnaval um espaço criador de Cultura, conseguem gerar renda. A visibilidade, portanto, será consequência disso.

Além disso, vejo a experiência como uma boa resposta para quem afirma que as entidades de matriz afro-brasileira não conseguem aproveitar o “negócio” Carnaval porque não são profissionais. Enfim, pela primeira vez em anos, vejo algo que cheira a novo no Carnaval da Bahia.


Ilê Aiyê oferece cursos profissionalizantes gratuitos

postado por Cleidiana Ramos @ 5:36 PM
9 de abril de 2012

Crusos oferecidos pelo Ilê Aiyê incluem estética afro. Foto: Edson Ruiz / Ag. A TARDE/04.02.2006

Olha aí pessoal que boa oportunidade. Dentro do seu projeto de extensão pedagógica, o Ilê Aiyê, em parceria com a Petrobras, está oferecendo inscrições para os cursos profissionalizantes de eletricista predial e estética afro. E o melhor: são gratuitos.

As inscrições vão acontecer de 12, próxima quinta-feira, a 20 de abril. São 30 vagas para cada um. Para se inscrever é necessário ir até a sede do Ilê, que fica na Rua do Curuzu, Liberdade, das 9 às 11h30 e das 14 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

Os candidatos devem ter a idade mínima de 18 e o máximo de 29 anos e estar cursando ou ter concluído o ensino médio. Os documentos que devem ser apresentados na inscrição são os seguintes: RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade, além de duas fotos 3X4 recentes.

Podem ser inscritos até 50 candidatos para cada curso e os 30 serão escolhidos por uma equipe designada pelo Ilê. As aulas vão de 14 de junho até dezembro de 2012.


Cabelos afro nos trinques

postado por Cleidiana Ramos @ 5:53 PM
19 de julho de 2011

Olívia conserva seus cabelos belos e embeleza também os nossos. Foto: Fernando Amorim|Ag. A TARDE|27.12. 2002

Hoje o papo é, principalmente, para as meninas. Prometo que faço um post especial depois para os rapazes. O assunto: cabelos.

O meu está naquela fase problemática do crescimento que muitas de vocês sabem como é. Daí que batendo papo com amigas percebi que não importa o tamanho e a textura, é sempre incansável a procura por bons resultados. Vou então dividir o aprendizado com essas conversas.

Começo por quem já decidiu que não vai mais usar química de jeito nenhum. As opções vão do estilo black às tranças. Eu tenho optado em variar entre os dois. É divertido e permite mudar sempre o visual.

Em relação às tranças prefiro aquelas em forma de tiaras. Considero-as super charmosas e dá para mexer de várias jeitos no cabelo. Mesmo no estilo natural, hidratação é fundamental. O nosso cabelo é super sensível. E numa cidade como Salvador, cheia de sol e brisa de mar, os cuidados precisam ser redobrados.

Eu encontrei na linha Colágeno da L´oreal bons resultados. Claro que nada fica como o cabelo de Taís Araújo no comercial até porque ela está de megahair (risos). Mas no meu cabelo o uso do shampoo, condicionador e creme de tratamento da linha funcionou. Os cachinhos ficam definidos e, pelo menos no dia da lavagem ficam realmente hidratados o dia inteiro, além de super macios.

Também usei um tempo o umidificador da mesma linha e o creme de pentear, mas embora o cabelo fique modelado e arrumadinho fica crespo para o toque, endurecido mesmo. Mas já notei que isso acontece com outros produtos da marca. Um aviso para os fabricantes.

Um outro creme legal para os nossos cabelos é o de tutano da Bioextratus. Ele deixa o cabelo com uma textura legal para o toque e não é gorduroso. Atenção na compra, pois estou falando do ativador de cachos,  indicado para cabelos crespos. Tem um outro com a embalagem super parecida que é para todos os tipos de cabelo e não funciona tão bem nos nossos.

Outra dica é não exagerar no creme. Além de abrir portas para caspa, pois deixa o couro do cabelo gorduroso, fica com aquele efeito de sujeira. Nada em excesso presta.  

Para optar pelas tranças as nossas opções são variadas. Apelem para o talento e criatividade das cabeleireiras Olívia, Bárbara, Negra Jhô e Geruza.

Agora vamos falar um pouquinho dos processos químicos. Sim, porque relaxamento, permanente, defrisagem e outras palavrinhas são sinônimos para a velha química. O que varia são as substâncias utilizadas. Embora fabricantes e usuários caprichem no discurso, tudo que muda o fio é processo químico, não natural.

Eu, particularmente, fugiria da tal da escova definitiva. Aquilo definitivamente, com a licença do trocadilho, não foi feito para os nossos fios. Observem como o cabelo crespo quando passa pelo processo fica sem brilho, com um fio estranho. A partir da quarta ou quinta sessão, o cabelo parece um zumbi, sem vida.

Além disso, usar chapinha ou escova todo dia, um método a quente, agride os fios, pois os desidrata e deixa quebradiços. Sem falar que você não pode chegar perto de água. Já pensou uma chuva rápida como às vezes cai aqui na cidade? Nesse caso não há pente que dê jeito. O cabelo fica com um frizz (aquele efeito arrepiado) quase eterno e só volta ao normal após uma lavagem.

Mas se você é daquelas que quer porque quer o efeito liso total faça uma boa queratinização. Mas faça em salão. O problema é que costumam ser caras.

Já quem recorre à química apenas para controlar o volume uma opção mais razóavel é só alisar a raiz. Aí o cabelo enrola e fica até mais charmoso. Pelo menos eu acho. Mas, meninas, nesse caso também hidratação é tudo. Mas faça em salão pelo menos uma vez por mês.

Eu sempre confiei na antiga amônia. Nas outras vezes que fui atrás de substâncias então na moda me dei supermal e o  cabelo partiu na metade. Permanente nunca pude fazer, pois o meu cabelo já tem fios suficientes para três cabeças (risos).

O bom é que, como dá para notar, hoje a gente tem várias opções para os nossos belos cabelos. Como eu gostaria que isso ocorresse quando eu ainda era criança e a ditadura da estética europeia mandava que os nossos cabelos ficassem curtos no toquinho ou presos à base de muita brilhantina e creme de mocotó. Que horror!

Viva a lutas como a do Ilê Aiyê e do MNU para fazer valer a nossa estética. Até a indústria já percebeu que nós,negros, também consumimos beleza, afinal somos belos também, ora, pois!, e tem lançado produtos específicos para os nossos fios. Se vocês tiverem outras opções, inclusive, de produtos comentem aqui.    


Embalo com gosto de homenagem

postado por Cleidiana Ramos @ 3:53 PM
1 de julho de 2011

Para entrar no clima do fim de semana um clip com música das antigas: a Banda Mel cantando Crença e Fé, uma belíssima ode ao Ilê Aiyê. Divirtam-se.


Mais um capítulo da sucessão na Sepromi

postado por Cleidiana Ramos @ 1:55 PM
28 de janeiro de 2011

Arany Santana ganha apoio de grupos culturais e religiosos para comandar a Sepromi. Foto: Antonio Queirós| Ag. A TARDE | 25.08.2004

E continua a novela da sucessão na Sepromi. Setores do movimento negro já estão impacientes com a falta de definição sobre o comando da pasta. E agora surgiu mais outro nome nos bastidores: Arany Santana.

Primeira secretária municipal da Reparação, diretora do bloco afro Ilê Aiyê e que está à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), Arany tem ganhado apoio de grupos culturais e dos que representam  religiões de matriz africana, com destaque para a Acbantu.

Os que já se manifestaram publicamente são Ilê Aiyê, Olodum, Malê, Muzenza, Cortejo Afro, Okanbí e os Negões, segundo um comunicado conjunto.

Além de Arany outros nomes já foram ventilados como candidatos à Sepromi: o deputado estadual Bira Coroa, do PT; a vereadora Olívia Santana (PCdoB); Sylvio Humberto, do Instituto Cultural Steve Biko; e Valdecy Nascimento, superintendente de política para as mulheres da Sepromi.


Arany recebe título de cidadã soteropolitana

postado por Cleidiana Ramos @ 3:31 PM
29 de novembro de 2010

Cerimônia de homenagem a Arany será amanhã. Foto: Arisson Marinho | Agecom

 

Amanhã, terça-feira, Arany Santana, vai se tornar a mais nova cidadã soteropolitana. Natural de Amargosa, a educadora, gestora, professora, atriz, uma das fundadoras do Ilê Aiyê, ex-secretária municipal da Reparação e atual secretária estadual do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, vai receber o título concedido pela Câmara Municipal,  às 19 horas. 

A festa promete ser grande com a participação de diversos segmentos da sociedade civil organizada, povo-de-santo, do qual Arany faz parte, intelectuais, artistas e a comunidade do Ilê Aiyê, claro. Homenagem mais do que merecida.


Parabéns ao Ilê

postado por Cleidiana Ramos @ 11:08 AM
30 de outubro de 2010

Ilê Aiyê comemora 37 anos. Foto: Arisso Marinho/ Ag. A TARDE

O Ilê Aiyê vai comemorar o seu aniversário de 37 anos do jeito que gosta: festa e celebração às suas raízes. O show será no dia 1º, com a participação de João Bosco, na Senzala do Barro Preto, Curuzu.

Logo depois tem cortejo pelas ruas da Liberdade.

A festa, que vai começar às 22 horas, tem ainda a participação do grupo Samba das Moças. O ingresso custa R$ 20, R$ 40 e R$ 50. 


No embalo do Ilê

postado por Cleidiana Ramos @ 7:17 PM
8 de outubro de 2010

Amanhã tem festa na Senzala do Barro Preto a partir das 22 horas. A Band´Aiyê recebe como convidados o cantor e compositor Neto Bala e o grupo Samba das Moças. Os ingressos custam R$ 10 (pista) e R$ 30 (camarote).

E para entrar no clima curtam aí uma preciosidade: o clipe de  O Mais Belo dos Belos, interpretada por Daniela Mercury. O vídeo é de 1992.

O clipe me deixou num estado de nostalgia, pois lembrei, acreditem, da minha passagem pelo convento (pra quem ainda não sabe fui quase freira).

Costumava cantar essa música enquanto lavava panelas à noite . Eu fiquei um tempão sem saber que a minha performance era a diversão das irmãs . E mais: naquele tempo nem imaginava que ainda subiria a Ladeira do Curuzu ao som da  Ilê, uma experiência indescrítvel.


Grupos afro celebram Revolta dos Búzios

postado por Cleidiana Ramos @ 5:31 PM
29 de setembro de 2010

Conen é uma das entidades que participa do movimento de amanhã. Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE| 18.11.2005

Amanhã, a partir das 16 horas, com concentração no Campo Grande, tem festa por conta dos 212 anos da Revolta dos Búzios.

Além de religiosos de matriz africana e representantes das entidades do movimento negro organizado, o evento vai ser embalado pelas bandas do Olodum, Malê Debalê, Os Negões, Muzenza, Cortejo Afro, Okambí, Afoxé Filhos do Congo e Ilê Aiyê.

A organização tem o apoio, além desses grupos culturais afro, da Unegro, Coletivo de Entidades Negras (CEN), MNU, Cordenação Nacional de Entidades Negras (Conen) e Instituto Pedra do Raio.

As principais reivindicações do evento são:  liberdade religiosa, cultura de paz, financiamento público e privado da cultura afro-brasileira, ações para a operacionalização da da Lei 11.645/08, que inclui nos currículos escolares o ensino de História da África, Cultura Afro-brasileira e História e Cultura Indígenas, ações afirmativas na saúde, saneamento básico, emprego e renda, moradia e educação.

A Revolta dos Búzios, ocorrida em 1798, foi um dos mais avançados movimentos em defesa da cidadania. Seus líderes, todos negros, foram mortos pelo poder político da época.


Mãe Hildelice é a nova ialorixá do Jitolu

postado por Cleidiana Ramos @ 8:14 PM
20 de setembro de 2010

Ilê Aiyê tem nova líder espiritual. Foto: Eduardo Martins | Ag. A TARDE| 05.02.2005.

Mãe Hildelice Benta dos Santos  é a nova ialorixá do Terreiro Ilê Axé Jitolu. Ela sucede sua mãe biológica, Hilda Jitolu, falecida no ano passado.

A escolha foi feita por meio do jogo de búzios realizado pelo babalorixá Flaviano de Nanã.

Mãe Hildelice, filha de Oxalá, tem agora a missão de comandar não só o Jitolu como também a de ser a líder espiritual do bloco afro Ilê Aiyê, como fazia Mãe Hilda.

No próximo Carnaval será ela que estará à frente do ritual que abre os caminhos do bloco para o seu primeiro desfile no sábado.


Tem samba junino

postado por Cleidiana Ramos @ 6:48 PM
22 de junho de 2010

Aloísio Menezes é uma das atrações do samba junino. Foto: Vinicios Lima / Divulgação

Quem ainda não conhece o samba junino pode anotar na agenda. Mesmo com o forró ditando o ritmo tem Ilê Aiyê, Aloísio Menezes, Viola de Doze, Gal do Beco, Samba de Cozinha, Sambrasil ,Gang é e Bambeia, dentre outras atraçoes (um total de 50) amanhã e depois na Lima e Silva, a principal rua do bairro da Liberdade em Salvador. A festa que reúne tantos bambas é o Junho da Liberdade.

Além da apresentação num palco armado na Praça Nelson Mandela, que fica em frente ao Plano Inclinado, haverá um desfile pelas ruas do bairro. A festa amanhã começa a partir das 16 horas e na quinta-feira às 18 horas.

O objetivo do evento é resgatar a cultura do samba junino que viveu seu auge na década de 80 e fortalecer a economia do bairro, pois a população do entorno costuma vender bebidas e comidas durante essa festa.


A despedida do Ilê Aiyê e dos afoxés

postado por Cleidiana Ramos @ 8:11 AM
16 de fevereiro de 2010

O desfile do afoxé Filhos de Gandhy sai hoje do Pelourinho. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE

A festa no Circuito Batatinha (Centro Histórico) começa às 15 horas com o Filhos de Olorum. Em seguida vem o encerramento do Carnaval do afoxé Filhos de Gandhy.

Tem ainda destaques como o Korin Efan, às 16h20, e o Okanbí, comandado por Jorjão Bafafé, que sai às 18h20.

É um bom aquecimento para a última passagem do Ilê Aiyê este ano, a partir das 19h40 e de Os Negões logo em seguida.


Mais Carnaval Afro no Campo Grande

postado por Cleidiana Ramos @ 9:18 AM
15 de fevereiro de 2010

O Malê De Balê volta hoje à Avenida. Foto: Luciano da Matta | AG. A TARDE

O Ilê Aiyê faz o seu desfile no Campo Grande a partir das 18 horas. É um dia especial, pois o bloco passa mais cedo no circuito oficial.

Às 20h30 tem o Malê De Balê sempre bonito de se ver. Às 21h50 é a hora do Muzenza, seguido pelo Mundo Negro.


Afro Imagem: O Mais Belo dos Belos cumpre seu ritual

postado por Cleidiana Ramos @ 8:03 AM
14 de fevereiro de 2010

Pela primeira vez sem Mãe Hilda, o mais antigo bloco afro do Carnaval baiano, o Ilê Aiyê, cumpriu seu tradicional roteiro antes de ganhar as ruas e rezou por paz e tranquilidade. Um registro do desfile do “mais belo dos belos” pelas ruas da Liberdade foi feito pelo repórter fotográfico do Grupo A TARDE, Walter de Carvalho.


Hoje tem saída do Ilê Aiyê

postado por Cleidiana Ramos @ 8:38 AM
13 de fevereiro de 2010

Ilê Aiyê faz hoje a sua estréia no Carnaval. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE | 05.02.2005.

Hoje é dia do Ilê Aiyê subir a Ladeira do Curuzu. Nos 36 anos do bloco será a primeira vez que o mais belo dos belos estará sem Mãe Hilda, falecida em setembro do ano passado.

A programação tradicional está mantida e a expectativa é sobre a forma que o ritual de saída vai tomar, antes marcado pela cerimônia em que Mãe Hilda pedia para que as divindades do candomblé abençoassem o bloco, abrindo os seus caminhos.

O Ilê tem a passagem pelo Campo Grande- pois após o desfile na Liberdade dispersa no Plano Inclinado para se reencontrar no circuito oficial- programada para as 23h30, mas tradicionalmente sempre há atraso. Se bem que para ver o mais antigo afro da cidade vale a pena esperar.


Ilê Aiyê recebe Vanessa da Matta

postado por Cleidiana Ramos @ 8:41 AM
5 de fevereiro de 2010

Vanessa da Matta é a convidada do último ensaio do Ilê Aiyê. Foto: TV Globo | Frederico Rozario

Amanhã tem o último ensaio do Ilê Aiyê com a participação da cantora Vanessa da Matta. A festa terá também a participação do grupo Pretos Sábios e da Band´Aiyê.

O ensaio começa às 22 horas na Senzala do Barro Preto (Rua do Curuzu, Liberdade) e logo após acontece o tradicional arrastão pelas ruas da Liberade.

O ingresso custa R$ 15 (pista) e R$ 30 (camarote). Outras informações por meio do telefone 2103-3400.


Ilê Aiyê recepciona Gilberto Gil

postado por Cleidiana Ramos @ 3:55 PM
22 de janeiro de 2010
Gilberto Gil é o convidado do Ilê Aiyê. Foto: Claudionor Junior| AG. A TARDE

Gilberto Gil é o convidado do Ilê Aiyê. Foto: Claudionor Junior| AG. A TARDE

O ensaio do Ilê Aiyê será mais do que especial amanhã. O convidado é o cantor e compositor Gilberto Gil.

Além disso,a nova Deusa do Ébano, Gisele da Silva Santos, fará a sua primeira apresentação oficial.  O show começa às 22 horas. Os ingressos custam R$ 30 (camarote) e  R$ 15 (pista), Informações 2103-3400.


Ilê Aiyê vai escolher sua próxima rainha

postado por Cleidiana Ramos @ 1:56 PM
11 de janeiro de 2010
Edilene Alves dos Santos vai passar o posto de Deusa do Ébano no próximo sábado. Foto:  Elói Corrêa | Ag. A TARDE| 7.2.2009

Edilene Alves dos Santos vai passar o posto de Deusa do Ébano no próximo sábado. Foto: Elói Corrêa | Ag. A TARDE| 7.2.2009

A nova Deusa do Ébano do Ilê Aiyê vai ser escolhida no próximo sábado. Das 50 inscritas nas etapas iniciais do concurso, 15 disputam o título de rainha do “mais belo dos belos”.

O concurso de beleza do Ilê é diferente dos demais. Não há necessidade de se adequar a padrões como altura, peso e outros, mas sim ter consciência da sua ancestralidade negra, dominar os passos de dança afro e conhecer a história da instituição.

A festa é conhecida como Noite da Beleza Negra e começa às 21 horas na Senzala do Barro Preto. Os shows vão ser comandados, além da Band´Aiyê,  pela sambista Juliana Ribeiro e por Lenine, que tem o seu Estado natal, Pernambuco, homenageado este ano pelo Ilê.

Os ingressos custam R$ 30  (pista), R$50 (camarote) e R$ 70 (camarote vip). 

 


Ensaio do Ilê Aiyê recebe Luiz Melodia

postado por Cleidiana Ramos @ 6:12 PM
8 de janeiro de 2010
Luiz Melodia é convidado do Ilê Aiyê. Foto: Marcelo Correa | Divulgação

Luiz Melodia é convidado do Ilê Aiyê. Foto: Marcelo Correa | Divulgação

Amanhã tem  ensaio do Ilê Aiyê. E esta edição promete. O convidado é Luiz Melodia que vai estar também comemorando o seu aniversário.

A festa começa às 22 horas, na Senzala do Barro Preto, Curuzu, Liberdade. Os ingressos custam R$ 30 (camarote) e R$ 15 (pista).  Informações: 2103-3400.

 


Ilê amplia limite de idade para candidatas a Deusa do Ébano

postado por Cleidiana Ramos @ 5:03 PM
16 de dezembro de 2009
Edilene Santos é a atual Deusa do Ébano do Ilê Aiyê. Foto: Fernando Vivas|Ag. A Tarde

Edilene Santos é a atual Deusa do Ébano do Ilê Aiyê. Foto: Fernando Vivas|Ag. A Tarde

Estão abertas até o próximo dia 22 as inscrições para o concurso que escolhe, anualmente, a Deusa do Ébano do Ilê Aiyê. A novidade desta edição é a ampliação do limite de idade para as concorrentes. Agora, elas podem ter de 18 até 30 anos. Antes, o limite era 26 anos.

Além de carisma, é preciso dominar os passos de dança afro, ter consciência da sua identidade negra e conhecimento sobre a história do Ilê. A Deusa do Ébano representa o bloco em eventos e em viagens. A escolha é feita na tradicional Noite da Beleza Negra que será no dia 16 de janeiro. Mais informações através do telefone 2103-3400.      

 


O Outro Ilê

postado por Cleidiana Ramos @ 9:26 AM
27 de novembro de 2009
Ilê Aiyê acaba de relançar bloco alternativo. Foto: : João Alvarez | AG. A TARDE

Ilê Aiyê acaba de relançar bloco alternativo. Foto: João Alvarez | AG. A TARDE

O Ilê Aiyê está relaçando um bloco alternativo chamado “Eu Também Sou Ilê”, que saiu apenas  em 1996. A proposta desta outra agremiação é reunir gente de todas as cores, afinal no Ilê Aiyê só negros podem desfilar. Como aconteceu no início da história do bloco, o anúncio do alternativo que vai desfilar no circuito Barra-Ondina está causando polêmica.

Nestes 35 anos da agremiação volta e meia os diretores têm que explicar a proposta do bloco, pois muita gente não entende ou não tem vontade de entender. O Ilê surgiu numa época em que a discussão sobre o racismo estava sob a censura da Lei de Segurança Nacional. Eram tempos de ditadura militar e o Movimento Negro Unificado (MNU) só foi fundado em 1978.

O Ilê que chegou na avenida com o lema “Negro é lindo” consegiu o seu intento: causou polêmica e levantou a questão do racismo no Carnaval de Salvador, afinal as festas eram feitas nos clubes e blocos de elite, onde a população negra não conseguia acesso.

O Ilê Aiyê foi o primeiro dos blocos afro e manteve a sua proposta amparado no conceito de “discrminação positiva”, ou seja, um grupo cultural mantém critérios de participação exclusiva daqueles que compartilham seus mesmos elementos culturais e isto é considerado legítimo do ponto de vista legal.

Chega a ser risível a hipocrisia de alguns que criticam isso pois outros blocos fizeram discriminação não positiva, amparada em outros critérios, onde o racismo também está incluído e da sua forma mais cruel que é a velada. A coisa chegou a ser escancarada com a história da “boa aparência”, via a apresentação de fotos dos candidatos a sócios. E este conceito de  “boa aparência” sempre foi entendido como o mais longe possível do fenótipo negro e todo mundo sabe disso.

O procedimento só acabou com a intervenção do Ministério Público Estadual. Além disso tem outra questão que me parece interessante: por que tanta gritaria quando é um bloco afro que tenta diversificar sua fonte de renda? Os outros também não tem seus alternativos e ganham com isso?

Para mim nessa história quem vai ganhar é o Carnaval de Salvador com a invasão de mais um afro- só o Olodum desfila na Barra- no espaço mais elitizado da folia baiana. Quem quiser saber mais sobre o assunto pode consultar a matéria da repórter de A TARDE, Luisa Torreão, clicando aqui.


Ilê Aiyê comemora 36 anos

postado por Cleidiana Ramos @ 12:34 PM
26 de outubro de 2009
Sambista é a convidada para a festa do Ilê Aiyê. Foto: Levindo Carneiro

Sambista é a convidada para a festa do Ilê Aiyê. Foto: Levindo Carneiro

Aos poucos o Ilê  Aiyê está retomando a rotina, após a perda da sua líder espiritual, Mãe Hilda Jitolu. No próximo dia 31 tem a festa de comemoração dos 36 anos da agremiação.

A festa será a partir das 22 horas e o bloco afro recebe a sambista Leci Brandão na Senzala do Barro Preto. O show também terá a paticipação do grupo Movimento.

Os ingressos custam R$ 10 (pista) e R$ 30 (camarote).  Antes da festa na Senzala tem cortejo comemorativo. A saída será da Praça do Plano Inclinado da Liberdade em direção ao Curuzu. 


Parabéns para Guguio

postado por Cleidiana Ramos @ 12:54 PM
23 de outubro de 2009
Guguio é o aniversariante de hoje. Foto: Walter de Carvalho | AG. A TARDE

Guguio é o aniversariante de hoje. Foto: Walter de Carvalho | AG. A TARDE

O Mundo Afro parabeniza uma grande figura do mundo cultural baiano: vivas para  Guiguio, a bela voz que embala e encanta o Ilê Aiyê.

Guguio está comemorando nova idade hoje. Votos de toda a felicidade que o mundo é capaz de proporcionar. Ah sim, um recado especial para ele:  estou aguardando a música sobre o tema prometido. Não digo qual foi para não estragar a surpresa. 


Ilê em compasso de espera

postado por Cleidiana Ramos @ 7:27 PM
21 de setembro de 2009
Uma bela imagem de Vovô junto a Mãe Hilda feita no ano passado. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Uma bela imagem de Vovô junto a Mãe Hilda feita no ano passado. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

O Ilê Aiyê, como já era esperado, suspendeu todos os eventos da Semana da Mãe Preta que seriam realizados a partir de hoje. As atividades homenageavam Mãe Hilda e aconteciam todos os anos.

A suspensão inclui o show da Band´Aiyê no sábado tendo a cantora pernambucana Lia de Itamaracá como convidada especial, evento também cancelado.

Os ritos de despedida a Mãe Hilda foram extremamente emocionantes. Só após este período de ritos religiosos internos e públicos no terreiro  Ilê Axé Jitolu é que os diretores da instituição vão se posicionar sobre questões como o primeiro desfile do bloco sem Mãe Hilda.


Ilê Aiyê está em silêncio por Mãe Hilda

postado por Cleidiana Ramos @ 2:04 PM
19 de setembro de 2009
Mãe Hilda faleceu às 10h30 de hoje. Foto: Edmar Melo|AG. A TARDE| 25.2.2006

Mãe Hilda faleceu às 10h30 de hoje. Foto: Edmar Melo|AG. A TARDE| 25.2.2006

O grupo cultural Ilê Aiyê está de luto. Faleceu, hoje, às 10h30, sua líder espiritual, Mãe Hilda Jitolu.

Segundo Vovô, Mãe Hilda estava internada desde o último dia 7 por problemas cardíacos e acabou contraindo uma pneumonia.O sepultamento será amanhã no Jardim da Saudade, mas ainda não tem horário confirmado.

Mãe Hilda era a grande incentivadora dos projetos culturais do Ilê Aiyê e tinha um carinho especial pela escola que, não à toa, leva seu nome.

Além da educação formal, os alunos da Escola Mãe Hilda recebem formação artística e de cidadania. A instituição é também uma das referências no ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira.

Era também Mãe Hilda, consagrada a Obaluaê, quem presidia a belíssima cerimônia religiosa antes do desfile do Ilê no sábado de Carnaval.


Ilê organiza Semana da Mãe Preta

postado por Cleidiana Ramos @ 5:52 PM
15 de setembro de 2009
Desfile de roupas criadas por Dete Lima foi uma das atividades da edição da Semana da Mãe Perta de 2006. Foto: Joa Souza| AG. A TARDE

Desfile de roupas criadas por Dete Lima foi uma das atividades da edição da Semana da Mãe Perta de 2006. Foto: Joa Souza| AG. A TARDE

Na próxima segunda-feira começa a já tradicional Semana da Mãe Preta, organizada pelo Ilê Aiyê e que faz uma homenagem à líder espiritual do bloco, Mãe Hilda Jitolu.

As atividades começam às 10 horas no Ilê Axé Jitolu com apresentação dos grupos artísticos da Escola Mãe Hilda e Band´Erê.

Nos dias 22 e 23, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê, vão acontecer oficinas de dança, percussão, penteado afro e confecção de sandálias.  

No dia 24 serão exibidos, também na Senzala, das 9 às 17 horas, filmes que abordam questões sobre identidade negra. Dia 25 acontece a palestra das historiadoras pernambucas Inaldete Pinheiro e Ilka Márcia, que vão falar sobre a cultura negra em Pernambuco, tema do desfile do Ilê no Carnaval 2010.

No sábado, 26, é hora do ensaio especial da Band´Aiyê, a partir das 22 horas, com a cantora pernambucana Lia de Itamaracá como convidada especial.

O encerramento da semana, no domingo, às 19 horas, será com a palestra da juíza Luislinda Dias de Valois.

 


A agitada agenda cultural do aniversariante Mário Pam

postado por Cleidiana Ramos @ 1:32 PM
7 de setembro de 2009
Mario Pam durante atividade do projeto Tambores do Mundo, em Lyon, França. Foto: Divulgação

Mario Pam durante atividade do projeto Tambores do Mundo, em Lyon, França. Foto: Divulgação

Hoje é aniversário de Mário Pam, regente da Band´Aiyê. O aniversariante que comemora o seu nascimento junto com o do Brasil como nação, não para. 

Enquanto os tambores do Ilê Aiyé estão em repouso antes do início dos ensaios para o Carnaval 2010, ele e os músicos do grupo, Marivaldo Paim e Patinho Axé, estão percorrendo festivais de música na Europa, fazendo apresentações tanto solo como em conjunto, e dando aulas de percussão por lá. 

O trio já participou do 36º Festival de Santarcangelo Del Teatri em Rimini, Itália por meio de um convite de Arto Lidsay do Cortejo Afro e que foi um dos diretores musicais do evento.

De lá foram para Lyon, na França, para realização de atividades do Projeto Tambores do Mundo que Pam desenvolve junto com Patinho. O projeto consiste em aulas de percussão em várias partes do mundo e, durante o Carnaval de Salvador, os seus alunos mostram o que aprenderam durante um desfile.

“É gratificante disseminar de forma responsável a cultura brasileira e perceber que existem muitos interessados. A referência de ser do Ilê Aiyê nos credencia a este trabalho”, disse Pam.

Em Marseille, também na França, mais um encontro. Desta vez foi Zorra, uma das coordenadoras do Tambores do Mundo na França. Lá eles se apresentaram, ao vivo, na rádio France ao lado de um pianista, especialista em música sacra latina e do Caribe.

O bom resultado do trabalho do trio já fez com que Patinho e Marivaldo fiquem fora do país e só retornem a Salvador para reforçar a percussão da Band´Aiyê nos dias de Carnaval. Marivaldo está morando em Paris e Patinho em Marseille onde mantém uma escola de percussão e dá aulas em escolas públicas. 

Agora, Pam seguiu sozinho para outras cidades da França e já tem agendadas para o final deste mês apresentações em Dublin, Irlanda, e Berlim, Alemanha. Mas, no final de setembro, para a alegria do povo do Ilê e dos seus outros fãs, ele estará de volta a Salvador.