<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>MUNDO AFRO</title>
	<atom:link href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 15 May 2012 15:34:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Mais um round da batalha dos quilombolas de Rio dos Macacos</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4953</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4953#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo dos Palmares]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[quilombos]]></category>
		<category><![CDATA[Rio dos Macacos]]></category>
		<category><![CDATA[Simões Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4953</guid>
		<description><![CDATA[Representantes da comunidade quilombola de Rio dos Macacos estão em Brasília para uma série de reuniões com representantes de órgãos como Secretaria da Presidência da República, Secretaria de Direitos Humanos, Incra, Seppir, além da  Procuradoria da República. O motivo é a busca de agilidade para anular a decisão judicial de retirar os quilombolas do local [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4954" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4954" rel="attachment wp-att-4954"><img class="size-full wp-image-4954" title="rio dos macacos 3" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/rio-dos-macacos-3.jpg" alt="" width="250" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Comunidade busca solução para conflito por terra. Foto: Marco Aurélio Martins</p></div>
<p style="text-align: justify;">Representantes da comunidade quilombola de Rio dos Macacos estão em Brasília para uma série de reuniões com representantes de órgãos como Secretaria da Presidência da República, Secretaria de Direitos Humanos, Incra, Seppir, além da  Procuradoria da República.</p>
<p style="text-align: justify;">O motivo é a busca de agilidade para anular a decisão judicial de retirar os quilombolas do local onde vivem. Eles estão numa disputa com a Marinha do Brasil que já se arrasta há anos. Além das reuniões, o grupo tenta conseguir o máximo de apoio de parlamentares e representantes de instituições que batalham na área de defesa dos direitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Membros da comunidade tem se queixado, reiteradamente, de ameaças e perseguições que atribuem aos militares. Segundo eles, nem uma conta em banco a associação que os representa conseguiu abrir.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a Marinha insiste que deseja resolver a contenda sugerindo uma nova área para alocamento dos quilombolas. O problema é que o apego à terra, no caso dos povos tradicionais, vai além de trocar um lugar pelo outro. Para eles terra não é propriedade, mas emblema de pertencimento cultural, social e econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim,é mais uma contenda que o Estado brasileiro vai precisar resolver entre instâncias que lhe formam e os direitos de um segmento que tem obrigação constitucional de proteger.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4953</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Feliz &#8220;Dia das Corujas&#8221;, mamães</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4948</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4948#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 15:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Sella de Oxóssi]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4948</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos O Dia das Mães serve para homenagearmos aquelas que fazem da vida delas uma permanente homenagem aos filhos. A minha mãe, que trouxe meu corpo físico para a Terra, faleceu quando eu tinha apenas seis anos de idade, mas a memória de meu corpo guarda até hoje os carinhos recebidos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4949" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4949" rel="attachment wp-att-4949"><img class="size-full wp-image-4949" title="gravidas2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/gravidas2.jpg" alt="" width="355" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Stella faz reflexão sobre o papel das mães. Foto: Antonio Queirós/Ag. A TARDE/ 09.04.2004</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p>O Dia das Mães serve para homenagearmos aquelas que fazem da vida delas uma permanente homenagem aos filhos. A minha mãe, que trouxe meu corpo físico para a Terra, faleceu quando eu tinha apenas seis anos de idade, mas a memória de meu corpo guarda até hoje os carinhos recebidos. É costume dizer que mãe é aquela que “dá a luz”, no sentido de que dá o nascimento, mas também é mãe toda aquela que ilumina o caminho de alguém, orientando, educando, aquecendo o filho com mimos e afetos. Foi assim que fui criada e principalmente educada não só por minha tia, mas também por Joaninha, uma das muitas outras filhas de criação de minha saudosa tia, que no candomblé que hoje está sob os meus cuidados tinha o cargo de Sobaloju.</p>
<p style="text-align: justify;">Se eu fui educada socialmente por todas essas pessoas queridas, espiritualmente contei com mais uma mãe: Oxum Miwa – minha Mãe Senhora, que foi para mim uma senhora mãe. A doce filha das águas que, vaidosa, cuidava para que sua aparência física expressasse, de maneira mais límpida possível, seu interior. Como o espelho usado por Oxum, era através da contemplação de seus atos que buscávamos formar nossa realidade e refletir sobre a realidade da vida. Mãe Senhora se confundia com sua própria essência – a água, que tem na capacidade de adaptação ao recipiente ao qual está contida uma de suas principais características.</p>
<p style="text-align: justify;">É um desafio falar de um tema que nasceu junto com a humanidade, tendo sido, portanto, já comentado por muitos, sob os mais diversos aspectos e os mais diferentes estilos. Já comentado inclusive por mim, em maio de 2011, neste mesmo jornal. Preocupada em ser repetitiva, cheguei a pensar em não abordar mais este tema. Meu coração não permitiu. Como aprendi que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, simplesmente resolvi obedecer. Que seja, então, o que meu coração ordena, que é o mesmo que dizer: “seja o que deus quiser”, pois também aprendi, com os longos anos de vida, que deus mora na cabeça, mas reside no coração. Uso aqui o verbo residir não como sinônimo de morar, mas sim como verbo transitivo indireto, significando manifestar-se. Pois, se deus habita nossa cabeça, é através de nosso coração que ele se declara e se expressa.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso específico deste artigo, imploro às deusas que usem meu coração para iluminar os corações de todas as mães que, assim como eu, devem viver em estado constante de inquietação a se perguntarem: será que estou sendo uma boa mãe? Compartilho com minhas colegas mães a fórmula mágica que a mim foi dada pela sabedoria popular, tendo em vista aplacar estes momentos de crise: “pé de galinha não mata pinto”. Ufa! Pensar assim é o mesmo que dar ao coração um chá de erva cidreira: ele fica calminho, calminho. Como mãe que sou, posso usar e abusar do direito de aconselhar. Ainda mais que já sou uma mãe agbá – uma mãe velha. E sendo a semana do Dia das Mães, então, melhor ainda. Portanto, segue o que creio ser o maior conselho que posso dar às minhas coleguinhas “corujas”: vivam com toda a intensidade e profundidade possível cada etapa da vida de seus filhos, pois nenhuma fase é melhor do que a outra, em todas vocês encontrarão alegrias e dificuldades.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez vocês não queiram pensar nisso, mas essas fases passam, deixando uma saudade que só pode ser preenchida caso entendam que filhos são para sempre. E se não existem ex-filhos, as dificuldades nunca deixarão de existir, mas, para a nossa alegria, as alegrias também não. Se um dia foi gostoso forrar os cadernos que os filhos iriam levar para um novo ano letivo, delicioso também será vê-los vibrar porque passaram no vestibular ou conseguiram o primeiro emprego. Abusando do direito de aconselhar, finalizo pedindo a vocês, mães, que tenham cuidado para não fazerem da bela missão da maternidade um drama penoso de ser vivido e enfrentado. Observem que peço apenas que não façam da maternidade um drama, nunca que não sejam dramáticas, pois uma mãe que não é dramática nem parece que é mãe. Beijos e bênçãos para todas vocês, “mamães corujas”, e para seus, com certeza, lindos filhotes.</p>
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Quinzenalmente, seus artigos são publicados no jornal A TARDE, sempre às quartas-ferias</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4948</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Samba, moda e feijão no domingo</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4944</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4944#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 22:40:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música e Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Washington]]></category>
		<category><![CDATA[Madá]]></category>
		<category><![CDATA[Negrif]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4944</guid>
		<description><![CDATA[Domingo tem um programa mais do que especial: a Feijoada do Negão, organizada pelo ator Jorge Washington com a colaboração da estilista Madá Negrif. O reggae começa ao meio dia no Sankofa Bar (Rua Frei Vicente, Pelourinho) e será animado pelo grupo Part`ido Popular,Denise Correia, banda Na Veia da Nêga e DJ Bandido. Além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4945" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4945" rel="attachment wp-att-4945"><img class="size-full wp-image-4945" title="Mada Negif e Jorge Washington (3)4" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Mada-Negif-e-Jorge-Washington-34.jpg" alt="" width="355" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Madá e Jorge comandam festão no domingo. Foto: Divulgação</p></div>
<p style="text-align: justify;">Domingo tem um programa mais do que especial: a Feijoada do Negão, organizada pelo ator Jorge Washington com a colaboração da estilista Madá Negrif.</p>
<p style="text-align: justify;">O reggae começa ao meio dia no Sankofa Bar (Rua Frei Vicente, Pelourinho) e será animado pelo grupo Part`ido Popular,Denise Correia, banda Na Veia da Nêga e DJ Bandido.</p>
<p style="text-align: justify;">
Além de feijão e boa música tem também exposição da nova coleção da Negrif.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma informação: a feijoada vai ser preperada por Patricia Baiana, conhecida pelo saboroso prato que circula no sábado de Carnaval durante o desfile do Ilê Aiyê. O valor para bancar a entrada na festa é R$ 30.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ingressos podem ser adquiridos na Loja da Negrif, Rua Carlos Gomes, Ed. Bariloche, entre a Central das Bolsas e o Ceao. Contato: Jorge Washington 8878-4634 / 9241-7068 ou Madá 8878-4768.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4944</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Há sacerdotes e sacerdotes</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4940</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4940#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 20:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Oxóssi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4940</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, no dia do aniversário de Mãe Stella, quem ganha um presente somos nós: os leitores dos seus sábios e profundos artigos. Como na quarta-feira passada não foi possível fazer a publicação, deixei para fazê-la hoje e aproveitar para dar os  parabéns a Mãe Stella. Maria Stella de Azevedo Santos O povo brasileiro, por ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Hoje, no dia do aniversário de Mãe Stella, quem ganha um presente somos nós: os leitores dos seus sábios e profundos artigos. Como na quarta-feira passada não foi possível fazer a publicação, deixei para fazê-la hoje e aproveitar para dar os  parabéns a Mãe Stella.</strong></em></p>
<div id="attachment_4941" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4941" rel="attachment wp-att-4941"><img class="size-full wp-image-4941" title="Mae Stella2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Mae-Stella2.jpg" alt="" width="355" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Stella faz hoje 87 anos. Foto: Margarida Neide / Ag. A TARDE/ 11.09.2009</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p>O povo brasileiro, por ter vivido séculos vinculado a uma religião dominante – o catolicismo, entendeu como sendo sacerdotes apenas os padres. Na verdade, é sacerdote todo aquele que ministra um culto divino e dá instruções religiosas, com o objetivo de servir de ponte entre o sagrado e o profano.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dicionário de Aurélio, também encontramos que sacerdote é um “feiticeiro que oficia nas sessões de catimbó”. Catimbó é uma palavra geralmente usada para designar as várias religiões que fazem uso de magia em seus rituais. Visando diminuir o preconceito, que nada mais é do que um conceito formado sem conhecimento de causa, eu tentarei esclarecer para os leitores o que é magia: são saberes, crenças e práticas reveladas, através das quais determinadas forças da natureza são manipuladas, visando diminuir a distância entre Deus, deuses, e homens. Quando os saberes e práticas reveladas se institucionalizam em um determinado grupo social, uma religião é constituída, como é o caso do candomblé.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser uma religião surgida no Brasil através de um povo escravizado, não letrado, que não fazia parte nem da considerada mais baixa classe social, que não era visto nem mesmo como humano e sim como objeto de trabalho e lucro, o candomblé sofre ainda hoje preconceito, até por parte de seus iniciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto que muitos “filhos-de-santo” se consideram e afirmam para a sociedade que eles são católicos. Isso acontece por medo de descriminação, por hábito herdado da família e da sociedade. Mas o pior é quando isso acontece por falta de reflexão. Se todo ser humano tem por obrigação refletir, isto é, pensar e repensar sobre sua vida, imagine alguém que se dispõe a ser um “filho-de-santo”, um iniciado do candomblé, enfim, um sacerdote.</p>
<p style="text-align: justify;">Preconceito ainda maior se deve ao fato da referida religião trabalhar com magia e esta ser, como já falei, desconhecida nos seus fundamentos e propósitos, ou ainda ser mal utilizada por pessoas inescrupulosas, irresponsáveis e gananciosas, que iludem pessoas que querem ou precisam ser iludidas, transformando religião em comércio e acreditando que podem barganhar com o sagrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito da visão equivocada que nosso povo tem sobre os feiticeiros, deve-se exatamente aos próprios feiticeiros, principalmente àqueles do tempo da escravidão, que faziam uso de números de ilusionismo para mostrar que, assim como os brancos, eles tinham também força e poder. Ainda hoje vemos esse tipo de “feiticeiro”, que mesmo não precisando mais fazer uso desses recursos, deles se valem para alimentar a vaidade de seus egos e tirar lucro financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Os falsos feiticeiros em questão gostam sempre de dizer que feitiços maléficos foram feitos para aquela pessoa que o buscou e que por isto oferendas de custos elevados precisam ser feitas. Se me surpreendem esses falsos sacerdotes, surpreendem-me mais ainda as pessoas que acreditam neles. Na verdade, elas gostam de ouvir que estão enfeitiçadas. É uma forma de se autovalorizarem. Muitas das pessoas que buscam meu auxílio se esforçam para me convencer que estão sendo vítimas de feitiçaria e é um custo remover estes pensamentos delas. Para que os sacerdotes da religião dos orixás não caiam nessa armadilha, eles precisam retirar o véu da vaidade que encobrem seus olhos e que faz com que se percam no caminho que os conduziriam à verdadeira comunhão com o divino.</p>
<p style="text-align: justify;">Feiticeiro é todo aquele que faz encantamentos e é por isto um ser encantado. A palavra ajé, que o povo de candomblé tanto teme, apenas significa mulher que encanta e seduz. Sem medo nenhum de usar a palavra, digo para todos os feiticeiros, principalmente para os que tenho obrigação de orientar, que façam bom uso da magia, utilizando-a para auxiliar àqueles que os procuram, no sentido de vencerem os obstáculos, sem prejudicar nem interferir no destino do outro. Concluo alertando aos sacerdotes do candomblé que assim como não fica bem para um juiz infringir a lei, que a ele foi dada a tarefa de fazer com que seja cumprida, também não fica bem para um sacerdote ter comportamentos incompatíveis com sua função.</p>
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Quinzenalmente, sempre às quartas-feiras,o jornal A TARDE publica seus artigos.  </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4940</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sepultamento de  Vevé Calazans será amanhã</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4935</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4935#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 16:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música e Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Gerônimo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Vevé Calazans]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4935</guid>
		<description><![CDATA[O sepultamento do grande Vevé Calazans será amanhã, domingo, às 10 horas, no Cemitério Campo Santo, em Salvador. Autor de músicas como É D´Oxum, feita em parceria com Gerônimo e que se tornou uma espécie de hino de Salvador, Vevé morreu hoje, sábado,  devido às complicações de um câncer no pulmão. A vida cultural de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4936" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4936" rel="attachment wp-att-4936"><img class="size-full wp-image-4936" title="Veve Calazans2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Veve-Calazans2.jpg" alt="" width="250" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Vevé Calazans faleceu hoje. Foto: Haroldo Abrantes / Ag. A TARDE/ 21.07.2010</p></div>
<p style="text-align: justify;">O sepultamento do grande Vevé Calazans será amanhã, domingo, às 10 horas, no Cemitério Campo Santo, em Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;">Autor de músicas como<em> É D´Oxum</em>, feita em parceria com Gerônimo e que se tornou uma espécie de hino de Salvador, Vevé morreu hoje, sábado,  devido às complicações de um câncer no pulmão.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida cultural de Salvador fica imensamente mais pobre.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4935</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cotas são constitucionais</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4931</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4931#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 11:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[UnB]]></category>
		<category><![CDATA[universidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4931</guid>
		<description><![CDATA[Hoje o espírito guerreiro de todos nós está em festa. Ganhamos uma batalha nesta longa guerra contra os efeitos da escravidão, como o racismo, ao ver ontem o STF aprovar, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma ação movida pelo DEM contra o sistema de cotas da UnB. Temos ainda um longo caminho a percorrer, inclusive, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4932" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4932" rel="attachment wp-att-4932"><img class="size-full wp-image-4932" title="cotas 3" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cotas-3.jpg" alt="" width="355" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">STF aprovou por unanimidade a constitucionalidade das cotas nas universidades do País. Foto: Agência Brasil</p></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje o espírito guerreiro de todos nós está em festa. Ganhamos uma batalha nesta longa guerra contra os efeitos da escravidão, como o racismo, ao ver ontem o STF aprovar, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma ação movida pelo DEM contra o sistema de cotas da UnB.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos ainda um longo caminho a percorrer, inclusive, com mais esforço para ver a educação melhorar de qualidade em todos os níveis de ensino. Mas hoje com certeza, as lutas de Zumbi, Zeferina, Maria Felipa, Joaquim Nabuco, Luís Gama, Lélia González, Abdias do Nascimento e tantos e tantos outros fica ainda mais reluzente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4931</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Missa celebra memória de Ebomi Cidália</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4926</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4926#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 16:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[ebomi Cidália]]></category>
		<category><![CDATA[Iroko]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Menininha do Gantois]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4926</guid>
		<description><![CDATA[Hoje às 17 horas, na Igreja do Bonfim, acontece a missa de 30º dia do falecimento da Ebomi Cidália Soledade. Ebom Cidália, consagrada ao orixá Iroko por Mãe Menininha do Gantois, era um exemplo de sabedoria e luta pela preservação dos princípios religiosos afro brasileiros. Por conta disso era chamada de Enciclopédia do Candomblé pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4928" class="wp-caption aligncenter" style="width: 243px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4928" rel="attachment wp-att-4928"><img class="size-full wp-image-4928" title="Ebomi Cidalia2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Ebomi-Cidalia21.jpg" alt="" width="233" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Hoje tem missa em memória de Ebomi Cidália. Foto: Thiago Teixeira / Ag. A TARDE/ 17.06.2010</p></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje às 17 horas, na Igreja do Bonfim, acontece a missa de 30º dia do falecimento da Ebomi Cidália Soledade. Ebom Cidália, consagrada ao orixá Iroko por Mãe Menininha do Gantois, era um exemplo de sabedoria e luta pela preservação dos princípios religiosos afro brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta disso era chamada de Enciclopédia do Candomblé pelo historiador, professor, xicarangoma (sacerdote músico) e oloiê Jaime Sodré.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4926</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mulheres em evidência</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4922</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4922#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ebomi Nice de Oyá]]></category>
		<category><![CDATA[Eliana Calmon]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcia Bastos Farias Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público do Estado da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Vilma Reis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4922</guid>
		<description><![CDATA[Tive a honra de ser uma das madrinhas do Odara- Instituto da Mulher Negra lançado em uma cerimônia belíssima realizada ontem, que mostrou o quanto essa mulherada vai ajudar na luta contra a desigualdade. E hoje tem mais festa com as mulheres negras em destaque. Daqui a pouquinho, às 16 horas, na sede do Ministério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4923" class="wp-caption aligncenter" style="width: 243px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4923" rel="attachment wp-att-4923"><img class="size-full wp-image-4923" title="Nice de Oya2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Nice-de-Oya2.jpg" alt="" width="233" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Mulheres Negras em destaque. Foto: Luciano da Matta/ Ag. A TARDE/ 02.12.2005</p></div>
<p style="text-align: justify;">Tive a honra de ser uma das madrinhas do Odara- Instituto da Mulher Negra lançado em uma cerimônia belíssima realizada ontem, que mostrou o quanto essa mulherada vai ajudar na luta contra a desigualdade. E hoje tem mais festa com as mulheres negras em destaque. Daqui a pouquinho, às 16 horas, na sede do Ministério Público, no CAB, Ebomi Nice de Oyá da Casa Branca e a socióloga Vilma Reis serão homenageadas pelo Ministério Público da Bahia no envento &#8220;Mulheres que fazem a diferença&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Além delas, serão também homenageadas a ministra Eliana Calmon; a procuradora de justiça Lúcia Bastos Farias Rocha e a deputada estadual Luiza Maia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4922</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Debate marca lançamento do Odara- Instituto da Mulher Negra</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4917</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4917#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 17:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto da Mulher Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Luiza Bairros]]></category>
		<category><![CDATA[Makota Valdina]]></category>
		<category><![CDATA[Nilcéia Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Odara]]></category>
		<category><![CDATA[Rosana Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Wânia Sant´Anna]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4917</guid>
		<description><![CDATA[Hoje tem festa para celebrar mais uma conquista do movimento de luta das mulheres negras. A partir das 18 horas, no Auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, situada nos Barris, acontecerá um debate sobre a inclusão desse segmento no novo ciclo de desenvolvimento da Bahia e do Brasil. O debate marca o lançamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4918" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4918" rel="attachment wp-att-4918"><img class="size-full wp-image-4918" title="Luiza Bairros2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Luiza-Bairros2.jpg" alt="" width="250" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Luiza Bairros é uma das convidadas. Foto: Gildo Lima/ Ag. A TARDE/ 17.11.2011</p></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje tem festa para celebrar mais uma conquista do movimento de luta das mulheres negras. A partir das 18 horas, no Auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, situada nos Barris, acontecerá um debate sobre a inclusão desse segmento no novo ciclo de desenvolvimento da Bahia e do Brasil. O debate marca o lançamento do Odara- Instituto da Mulher Negra.</p>
<p style="text-align: justify;">Os convidad@s para a condução do debate são a ministra Luiza Bairros; Pedro Chequer, coordenador do Unaids no Brasil; a representante da Fundação Ford no Brasil, Nilcéia Freire e a consultora da Ouvidoria da Petrobras, Wânia Sant’Anna.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu recebi o honroso convite de ser uma das madrinhas do instituto ao lado das nobres Makota Valdina e Rosana Maria (CESE).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4917</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Nem todo mundo é Cartola ou Brown</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4912</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4912#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 14:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música e Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Carlinhos Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Cartola]]></category>
		<category><![CDATA[Gildeci Leite]]></category>
		<category><![CDATA[Uneb]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4912</guid>
		<description><![CDATA[Gildeci de Oliveira Leite Na década de 1980, durante o estouro das bandas baianas, sinto saudades de muitas delas, havia, inicialmente, quase que uma obrigatoriedade de inserir-se nas letras de músicas refrões que contemplassem os desgastados iê, iê, iô, iô. Vários compositores usaram a fórmula de sucesso espalhada aos quatro cantos do mundo baiano. Discursos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4914" rel="attachment wp-att-4914"><img class="size-full wp-image-4914" title="cartola e brown" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/cartola-e-brown.jpg" alt="" width="355" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">A bela ilustração é de Gentil</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gildeci de Oliveira Leite</strong></p>
<p>Na década de 1980, durante o estouro das bandas baianas, sinto saudades de muitas delas, havia, inicialmente, quase que uma obrigatoriedade de inserir-se nas letras de músicas refrões que contemplassem os desgastados iê, iê, iô, iô. Vários compositores usaram a fórmula de sucesso espalhada aos quatro cantos do mundo baiano.</p>
<p style="text-align: justify;">Discursos alegavam que os encontros vocálicos eram imprescindíveis às letras, pois do contrário não fariam sucesso. O principal argumento para a imposição do empobrecimento de letras de músicas baianas na década de 1980, pasmem, era o de que ficariam muito difíceis e os ouvintes não entenderiam. Então, se já nos indignamos com outras formas de racismos e de preconceitos, coloquemos mais esta em nossa lista.</p>
<p style="text-align: justify;">Iaiá e ioiô são sinônimos, respectivamente, de sinhá e de senhor em variação linguística daqueles que foram obrigados a não frequentar a escola. Também uma forma carinhosa de chamar o seu dengo, seu amor. Que não surjam risos de canto de boca, dizendo impropérios sobre os falares dos escravos. Pessoas de variadas nacionalidades e etnias tendem a pronunciar palavras de um idioma estrangeiro fora da norma-padrão culta. Quando for conversar com estrangeiros, veja que alguns deles cometem aquilo que denominaríamos erro. Isso acontece com todo falante, principalmente estrangeiro, e com um escravo submetido a 16 horas diárias de trabalho não seria diferente. Qual tempo e oportunidade teriam para aulas? O eito era o único caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao iê, iê, iô, iô ou ainda iá, iá, há músicas que utilizam estas palavras como referências a falares negros. Lembro-me do cantor Virgílio fazendo isso ao gravar Yáyá Maravilha, de Carlinhos Brown. Desinformados, outros compositores e alguns empresários/produtores devem ter usado as fórmulas (antes ou depois de Brown) de forma indiscriminada, talvez aqueles por garantia de espaço e os outros dois por pensarem nas cifras nada musicais.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis o verdadeiro problema: informação, digo formação. Acredito que o excesso de iê, iê, iô, iô em músicas baianas da década de 1980 é, também, o espelho da escola com pouco ou quase nenhum incentivo à leitura e ao pensamento crítico. Apesar das melhorias da educação, ainda acontece o mesmo hoje. Basta ouvir letras de nossas músicas, carentes de poeticidade, como determinados funks cariocas, inspiradores de pagodes baianos, que pena. Não acho que devemos crucificar as pessoas que criam de forma empobrecida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao invés do olhar que deprecia aqueles que levam ao público aquilo que muitos de nós falamos e fazemos protegidos pelas paredes de nossas casas e por isolamentos acústicos dos motéis, poderíamos apostar em uma reeducação. Que a educação não castre a sensualidade, contudo deixe-a mais criativa, multifacetada. Vi e vejo na academia doutores e doutoras descendo até o chão, pondo a culpa na segunda cerveja. Alguns por notória limitação física não ousam as sensuais descidas e subidas, mas seus rostos ficam ensopados de felicidade endorfinática (de endorfina, o hormônio do prazer). Guardadas as proporções dos poderes da cerveja, coitadinha sempre culpada, há algo de atrativo nas músicas que fazem descer e subir.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso pensar em uma escola que eduque também para o exercício das diversidades criativas da linguagem. A capacidade inventiva e inspiradora pouco se qualifica sem os 99% de transpiração, trabalho. Uma formação crítica voltada para as artes, em especial a literatura, criaria autores preocupados com a qualidade de seus trabalhos e leitores de mundo mais competentes. Precisamos de mais aulas de artes (incluindo a arte literária) e de consequente encantamento em todas as séries do ensino básico. Afinal, poucos poderão fazer bons trabalhos sem uma qualificada e duradoura ajuda da escola, pois nem todo mundo é Cartola ou Carlinhos Brown! O primeiro só estudou até o primário. Brown “teve pouco estudo”. Os dois grandes compositores aprendizes de espaços não formais do saber.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gildeci de Oliviera Leite é mestre em Letras e professor de Lieratura Baiana na Uneb</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4912</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: O &#8220;órum&#8221; está em festa</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4907</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4907#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 19:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella de Oxóssi]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4907</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos Órum é o nome dado pelo povo yorubá ao que normalmente costumamos chamar de céu. Para lá seguiram em um mesmo mês, março: Cidália de Iroko, uma das poucas sacerdotisas do Brasil consagrada ao orixá Iroko, filha de Mãe Menininha do Gantois, que como diziam os antigos fazia parte da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4908" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4908" rel="attachment wp-att-4908"><img class="size-full wp-image-4908" title="ederaldogentil3" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/ederaldogentil3.jpg" alt="" width="355" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Stella fala sobre &quot;imortais&quot; que partiram em março, como Ederaldo Gentil. Foto: Arquivo A TARDE</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p>Órum é o nome dado pelo povo yorubá ao que normalmente costumamos chamar de céu. Para lá seguiram em um mesmo mês, março: Cidália de Iroko, uma das poucas sacerdotisas do Brasil consagrada ao orixá Iroko, filha de Mãe Menininha do Gantois, que como diziam os antigos fazia parte da guarda-velha, pois ela era depositária de grandes conhecimentos relativos ao candomblé; o mestre Chico Anysio que, sutilmente, nos fazia lembrar que podemos ser muitos em um só; Millôr Fernandes que, sabiamente, tinha em si os fundamentos de várias religiões e filosofias, sem se deixar prender a nenhuma; e, por último, seguiu para o “órum” um dos maiores poetas da música brasileira, Ederaldo Gentil, que compôs o que costumo chamar de “minha música” – O ouro e a madeira –, através da qual somos alertados de que sendo menos, podemos ser muito mais. Ele assim cantava:</p>
<p style="text-align: justify;">“Não queria ser o mar, me bastava a fonte; muito menos ser a rosa; simplesmente o espinho; não queria ser caminho, porém o atalho; muito menos ser a chuva, apenas o orvalho. Não queria ser o dia, só a alvorada; muito menos ser o campo, me bastava o grão; não queria ser a vida, porém o momento; muito menos ser concerto, apenas a canção. O ouro afunda no mar, madeira fica por cima, ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ederaldo Gentil não morreu, ele apenas desistiu de viver em uma sociedade onde a grande luta é pelo poder e pela fama; onde as pessoas correm e pisam umas nas outras visando alcançar o primeiro lugar, e quando lá conseguem chegar continuam pisando; onde as pessoas se esqueceram da sabedoria do segundo lugar, posicionamento que nos mantém olhando sempre para o alto, lembrando-nos que o primeiro lugar é um horizonte perdido como Shangri-la, uma espécie de paraíso que creio precisa ser encontrado, primeiro, dentro de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">A humildade do segundo lugar guiou a caminhada de Ederaldo Gentil, que mais uma vez a enalteceu quando cantou: “Sou o menor dos pequeninos, o mais pobre dos plebeus, o alheio inquilino, o mais baixo pigmeu, o comum do singular, o último dos derradeiros, viandante e peregrino, o mais manso dos cordeiros. Eu sou maior em lampejos de brandura, de angélica candura dos mistérios do amor. Sou bem maior que os pinheirais da humildade, pelos campos da bondade, eu sou a felicidade”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ederaldo Gentil guardava em seus olhos a tristeza dos que estão vendo o que quase ninguém consegue ver  e por isto são tomados por uma síndrome que acomete os grandes poetas. Confundida muitas vezes com depressão, a síndrome dos poetas revela um estado quase que permanente de melancolia, que nosso Ederaldo Gentil soube demonstrar através de uma composição onde a dor da constante dor ganha uma leveza que só os poetas conseguem transmitir. Ele canta:</p>
<p style="text-align: justify;">“Depois que Maria da Graça foi embora, não tenho graça na vida. A vida pra mim é sem graça, toda hora escuto um cadê a Graça que eu tinha na vida, a graça que eu tinha em meu ser. Como posso eu viver sem Graça, se já não tenho graça em meu viver? Um dia aparece Aparecida, no outro Maria José, Maria das Dores da vida, Maria dos Prazeres de Nazaré. Assim eu vou vivendo nessa vida uma farsa, pois minha vida sem Graça não tem graça”.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria até lógico dizer que Ederaldo Gentil foi acometido pela depressão em virtude de seus poemas melodiosos não mais encontrarem espaço na mídia e por isto não atingirem o sucesso almejado por todos. Seria lógico, mas não provável. Quem teve o prazer de conhecê-lo ou de ver uma imagem sua da época em que explodia nos meios de comunicação, pode observar a tristeza já presente em seus olhos, os quais já espelhavam seus profundos sentimentos. Porém, são imortais todos que fazem de sua vida uma grande obra. Como Jorge Amado, Cidália de Iroko, Chico Anysio, Millôr Fernandes, Ederaldo Gentil não morreu. Parafraseando Gustavo Corção, digo: “Os seus acordes finais não são um fim. O silêncio que os segue não é um vazio. Os acordes finais anunciam que a beleza se consumou. E o silêncio que se segue é para que o encantamento não seja quebrado”.</p>
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. A cada 15 dias, artigos de sua autoria são publicados  no jornal A TARDE, sempre às quarta-feiras. </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4907</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Ônus e Bônus</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4903</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4903#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 15:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Steve Biko]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Sodré]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4903</guid>
		<description><![CDATA[Jaime Sodré Evidente que as alianças serão sempre bem vindas, pois é sabido que a solidariedade seria um fator característico da condição humana. É comovente observar gestos generosos daqueles que erguem o seu braço amigo e a sua voz, incorporando nas suas preocupações o problema do outro. A situação de desigualdade experimentada pela população brasileira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4904" class="wp-caption aligncenter" style="width: 255px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4904" rel="attachment wp-att-4904"><img class="size-full wp-image-4904" title="Biko1" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Biko1.jpg" alt="" width="245" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das demandas apresentadas pelo professor Jaime é a campanha em prol da sede do Instituto Steve Biko. Foto: Edson Ruiz / Ag. A TARDE/ 01. 03. 2005</p></div>
<p><strong>Jaime Sodré</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Evidente que as alianças serão sempre bem vindas, pois é sabido que a solidariedade seria um fator característico da condição humana. É comovente observar gestos generosos daqueles que erguem o seu braço amigo e a sua voz, incorporando nas suas preocupações o problema do outro.<br />
A situação de desigualdade experimentada pela população brasileira, em especial a afrodescendente, fruto de fatores históricos de uma evidência inquestionável, experimentará recuo, pelos esforços deste segmento aliado, na superação do quadro deficitário de oportunidades e políticas públicas se apoiados por amigos sinceros.</p>
<p style="text-align: justify;">Um bom observador presencia manifestações no espaço cultural, em especial no campo da música baiana, de pessoas não necessariamente negras, desfrutando do capital simbólico negro, identificando-se com o mesmo, aproximando-se de forma concreta e utilizando o potencial afro em suas ações artísticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este desfrute, esta proximidade, gera significativo capital financeiro e prestígio, este último dividido com a comunidade inspiradora. Assim é que, nesta bem vinda aliança, cabe retornos mais concretos para a comunidade inspiradora, o segmento afrodescendente, em desvantagem sócio-econômica evidente. Não se trata de pedágio, é claro, mas de contrapartida real e experimentável, cujo usufruto anseia os afrosdescendentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Artistas talentosos e solidários, nossos aliados, devem como sugestão, utilizar o seu prestígio para postar-se na linha de frente da nossa pauta de luta, para a superação das nossas demandas. Logo, apresentamos aqui, de forma seletiva, uma listagem das nossas aspirações, que julgamos ser do conhecimento, mas aqui cabe como oportuna lembrança.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do natural posicionamento rígido contra o racismo, devem pronunciar-se claramente contra a intolerância religiosa que atinge o Candomblé, este fruto de inspiração, geradora de direitos autorais aos compositores que buscam nesta referência cultural a sua inspiração, alicerce do seu sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Exercer o seu prestígio e possibilidades junto aos órgãos de saúde para a concretude ou ampliação de programas para o tratamento das manifestações da anemia falciforme.</p>
<p style="text-align: justify;">Posicionar-se claramente e sem subterfúgios, favoráveis à adoção de cotas para negros nas universidades, estimular os nossos jovens a freqüentar a escola, realizar campanhas que resultem na inibição do uso de drogas, estímulos e posicionamentos para oportunização de empregos para os jovens negros.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma solicitação especial me ocorre. Seria uma intensa campanha para arrecadação de fundos ou efetivar doações, objetivando a instalação da sede da Steve Biko, entidade que realiza cursos para a inclusão de negros na universidade, cujo imóvel, cedido pelo governo do estado, localizado em um trecho no qual as atrações carnavalescas passam bem à sua porta, tem hoje  um painel grafitado no seu muro que, pela beleza desta arte, não acreditamos que os nossos astros não tenham visto. Quem sabe um grande show, onde a arrecadação do mesmo seja destinada as obras naquele prédio.</p>
<p style="text-align: justify;">Para aqueles sensíveis astros afrodescendentes ou não, seria oportuna uma campanha para a conclusão das obras que se arrastam na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, localizada no Pelourinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade não cabe aqui uma listagem extensa, pois acreditamos que os atores artísticos e sociais, se apurada a observação, poderão se incorporar às inúmeras iniciativas de ações que resultem em efetivo apoio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na condição de outra e importante sugestão, esta inquestionável, seria a observação das necessidades das nossas crianças. Escolas, creches e adoções devem ser prioridades neste gesto solidário de bem fazer. Apoio às ações sociais empreendidas pelas unidades populares de matriz africana que se preocupam na formação das crianças, através de doações de livros, equipamentos e alimentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Volto à TV, vejo uma atriz branca, rainha da bateria de uma escola de samba, agradecendo aos instrumentistas negros, que repercutem os tambores para o seu sucesso midiático. Que haja uma reciprocidade verdadeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jaime Sodré é historiador, escritor e religioso do Candomblé</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4903</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ilê Aiyê oferece cursos profissionalizantes gratuitos</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4896</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4896#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 20:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[eletricista predial]]></category>
		<category><![CDATA[estética afro]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Aiyê]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4896</guid>
		<description><![CDATA[Olha aí pessoal que boa oportunidade. Dentro do seu projeto de extensão pedagógica, o Ilê Aiyê, em parceria com a Petrobras, está oferecendo inscrições para os cursos profissionalizantes de eletricista predial e estética afro. E o melhor: são gratuitos. As inscrições vão acontecer de 12, próxima quinta-feira, a 20 de abril. São 30 vagas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4898" class="wp-caption aligncenter" style="width: 247px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4898" rel="attachment wp-att-4898"><img class="size-full wp-image-4898" title="Estetica afro1" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Estetica-afro11.jpg" alt="" width="237" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">Crusos oferecidos pelo Ilê Aiyê incluem estética afro. Foto: Edson Ruiz / Ag. A TARDE/04.02.2006</p></div>
<p style="text-align: justify;">Olha aí pessoal que boa oportunidade. Dentro do seu projeto de extensão pedagógica, o Ilê Aiyê, em parceria com a Petrobras, está oferecendo inscrições para os cursos profissionalizantes de eletricista predial e estética afro. E o melhor: são gratuitos.</p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições vão acontecer de 12, próxima quinta-feira, a 20 de abril. São 30 vagas para cada um. Para se inscrever é necessário ir até a sede do Ilê, que fica na Rua do Curuzu, Liberdade, das 9 às 11h30 e das 14 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.</p>
<p style="text-align: justify;">Os candidatos devem ter a idade mínima de 18 e o máximo de 29 anos e estar cursando ou ter concluído o ensino médio. Os documentos que devem ser apresentados na inscrição são os seguintes: RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade, além de duas fotos 3X4 recentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem ser inscritos até 50 candidatos para cada curso e os 30 serão escolhidos por uma equipe designada pelo Ilê. As aulas vão de 14 de junho até dezembro de 2012.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4896</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Obrigado Ebomi Cidália!</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4887</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4887#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 22:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[ebomi Cidália]]></category>
		<category><![CDATA[Iroko]]></category>
		<category><![CDATA[Tata Anselmo]]></category>
		<category><![CDATA[Terreiro Mokambo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4887</guid>
		<description><![CDATA[Taata dya Nkisi Anselmo Santos Minatojy Cheguei do funeral de Ebomi Cidália de Iroko com vários questionamentos em mente que me instigam e fazem procurar algum sentido para aqueles pensamentos que insistem em inquietar nossa alma. A morte tem esse poder de mexer com sua visão de mundo e automaticamente você procura diversas formas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_4888" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4888" rel="attachment wp-att-4888"><img class="size-full wp-image-4888" title="Ebomi Cidalia 4" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Ebomi-Cidalia-4.jpg" alt="" width="355" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Tata Anselmo faz homenagem a Ebomi Cidália. Foto: Rejane Carneiro/Ag. A TARDE/19.10.2007</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<strong>Taata dya Nkisi Anselmo Santos Minatojy</strong></p>
<p>Cheguei do funeral de Ebomi Cidália de Iroko com vários questionamentos em mente que me instigam e fazem procurar algum sentido para aqueles pensamentos que insistem em inquietar nossa alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A morte tem esse poder de mexer com sua visão de mundo e automaticamente você procura diversas formas de se melhorar enquanto pessoa, pois seu tempo chegará e afinal o que você deveria ter feito que não fez?</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei embasbacado com a quantidade de adeptos do Candomblé que se fizeram presentes para se despedir de Ebomi Cidália. Consegui ver desde respeitados Candomblecistas que desenvolvem um trabalho religioso de vulto e que visa manter e preservar nossa tradição pensando no futuro até alguns pertencentes à nova geração do Candomblé que infelizmente não tem compromisso com a tradição nem com a preservação da mesma, pois são imediatistas, porém, de qualquer maneira fizeram questão de assistir e prestigiar a dignidade de uma senhora que só contribuiu para a valorização do Candomblé.</p>
<p style="text-align: justify;">A minha esperança no futuro do Candomblé está em acreditar que hoje nossa ancestralidade recebendo o reforço de Ebomi Cidália ficará mais fortalecida e certamente com maior poder de iluminar a uma legião de incautos (as), que muitas vezes acabam se equivocando por falta de conhecimentos necessários para contribuir com a difusão de forma mais digna do nosso Candomblé.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você percebe que algumas pessoas vão trocar a benção com você empurrando a mão para sua boca sem nem mesmo lembrar-se do papel hierárquico que representa, preocupe-se, pois esta pessoa esqueceu que a benção é excelente para quem recebe, mas muito significativa também para quem as põe, pois nós apenas representamos nossa divindade nesta terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente muitas celebridades do Candomblé que se consideram mais divinas do que as próprias divindades para as quais foram consagradas (os) não se deram ao trabalho de acompanhar de perto um adeus poético, digno e tão respeitoso, simplesmente por que não chamariam mais atenção do que quem estava ali para ser sepultada. Desta forma sempre existem compromissos inadiáveis ou resguardos preponderantes que impedem esta interação tão importante e necessária para com a nossa ancestralidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O que me conforta é que os Orixás são sábios e benevolentes, pois colocam num determinado local aqueles que realmente são necessários naquele momento, repare que digo necessários e não importantes, pois aos olhos dos Orixás importantes somos todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Pude perceber o festival de roupas e adereços mirabolantes, porém seus usuários (as) sem nenhuma emoção que nos levasse a perceber que ali estava existindo pelo menos um sentimento de perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderia levar horas relatando tudo que vi e que me inquietou enquanto povo de santo, Candomblecista convicto e Zelador de Santo, porém a grandeza do Orixá só me permitiu ver as coisas boas edificadas por Ebomi Cidália em sua longa trajetória nesta vida e para nossa glória dentro do Candomblé.</p>
<p style="text-align: justify;">Que o Orixá Iroko tenha lhe tomado as mãos e lhe acolhido em nossa ancestralidade permitindo que sua intensa luz recaia sobre nós que ainda estamos militando com a árdua missão de ver exterminado o racismo, o preconceito e combatendo veementemente a vulgarização de nossas tradições afro-brasileiras que tanto suor e sangue foram consumidos para chegarmos até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, dedico um solene OBRIGADO a Ebomi Cidália Soledade:</p>
<p style="text-align: justify;">- Pela humildade que sempre esteve presente em suas atitudes sem jamais permitir ser humilhada;</p>
<p style="text-align: justify;">- Pela sabedoria com que socializou seus conhecimentos religiosos sem em nenhum momento macular os segredos do Candomblé;</p>
<p style="text-align: justify;">- Pelo exemplo de persistência e generosidade, quando, mesmo com dificuldade de locomoção, comparecia aos eventos dando sua brilhante contribuição e nos fazendo orgulhosos de saber que se fossemos esforçados também poderíamos contribuir sempre com a nossa causa;</p>
<p style="text-align: justify;">- Pelo amor que inspirou nas pessoas que tiveram o privilégio de conviver com a senhora;</p>
<p style="text-align: justify;">- Por deixar marcado em nossos corações que a fé no Orixá, o respeito, a humildade e a persistência acabam nos levando a cumprir melhor nossa missão.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de todas estas citações, gostaria de agradecer a Ebomi Cidália péla lágrima sentida que vi rolar do rosto de Ebomi Nice de Inhasã ao desabafar comigo e com a Ebomi Vanda Machado de Oxum:</p>
<p style="text-align: justify;">- “E agora, como vou ficar? eu falava com ela todos os dias ao telefone&#8230;”</p>
<p style="text-align: justify;">OBRIGADO EBOMI CIDÁLIA, por tudo que a senhora fez enquanto estava entre nós e por tudo que acredito que a senhora fará como nossa ancestral.</p>
<p><strong>Taata dya Nkisi Anselmo Santos Minatojy Terreiro Mokambo (Onzo Nguzo za Nkisi Dandalunda ye Tempo)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4887</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Candomblé se despede de Ebomi Cidália</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4882</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4882#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 21:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[ebomi Cidália]]></category>
		<category><![CDATA[Iroko]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Terreiro do Gantois]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4882</guid>
		<description><![CDATA[Meire Oliveira Sabedoria, dignidade, carisma e doação. Estas foram as características da ebomi Cidália Soledade, 82 anos, destacadas e repetidas pelas pessoas que compareceram ao seu  sepultamento ocorrido na tarde de ontem no cemitério Jardim da Saudade. “Fica um vácuo. A capacidade que ela tinha de socializar sua sabedoria não se adquire. A  pessoa nasce [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4884" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4884" rel="attachment wp-att-4884"><img class="size-full wp-image-4884" title="Ebomi Cidalia 1" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Ebomi-Cidalia-11.jpg" alt="" width="375" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Sepultamento aconteceu, ontem, no Jardim da Saudade. Foto: Margarida Neide/ Ag. A TARDE</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Meire Oliveira</strong></p>
<p>Sabedoria, dignidade, carisma e doação. Estas foram as características da ebomi Cidália Soledade, 82 anos, destacadas e repetidas pelas pessoas que compareceram ao seu  sepultamento ocorrido na tarde de ontem no cemitério Jardim da Saudade.</p>
<p style="text-align: justify;">“Fica um vácuo. A capacidade que ela tinha de socializar sua sabedoria não se adquire. A  pessoa nasce assim. Iroko teve uma filha à sua altura. Só podemos agradecer  e pedir que essa luz continue a nos orientar”, disse o tata de inquice Anselmo Santos, o mais alto sacerdote do  Terreiro Mokambo.  O vasto conhecimento religioso fez dela uma referência sempre que era necessária uma tomada de decisão ou esclarecimento sobre diversos assuntos.</p>
<p style="text-align: justify;"> “Sempre estava disposta para orientar. Na última vez que a encontrei foi quando precisávamos definir sobre as peças de candomblé que estavam no IML. Mãe Cidália que nos ajudou a decidir como iríamos proceder”, contou a doutora em educação Vanda Machado, referindo-se às peças ligadas ao candomblé e à cultura afro-brasileira que, até 2010, estavam sob a guarda do Departamento de Polícia Técnica (DPT).<br />
<strong>Homenagem</strong><br />
Religiosos de vários terreiros prestaram homenagem à filha de Iroko que foi consagrada, aos 7 anos de idade, por Mãe Menininha do Gantois. “Era acolhedora, um ombro amigo e gostava de passar as informações que tinha. Peço aos ancestrais que iluminem ainda mais o caminho dela”, disse ebomi Nice de Oyá do terreiro Casa Branca.</p>
<p style="text-align: justify;">“Além da relevância pelo profundo nível de informação sobre o candomblé, ela sempre estava com mãe Stella participando das cerimônias do Afonjá”, afirmou o ogã José de Ribamar Feitosa, presidente da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá.</p>
<p style="text-align: justify;">Como explica o doutorando em história social e religioso do candomblé Jaime Sodré, a importância de ebomi Cidália contemplava toda a religião.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ela era a memória para toda a religião, dentro de qualquer casa, independentemente da nação. Era a guardiã de segredos que mantinham o padrão africano do culto. Sem contar a influência sobre a vida religiosa de uma infinidade de pessoas”, disse o autor do título Enciclopédia do Candomblé, que se tornou uma definição perfeita para ebomi Cidália.</p>
<p style="text-align: justify;">“Agora ela vai escrever mais um capítulo perto de Olorum. Também ganhamos, pois ela continuará cuidando da gente”, completou Jaime Sodré, que é xicarangoma (sacerdote músico) do terreiro Tanuri Junçara e oloê (espécie de conselheiro ) do Bogum.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Afeto</strong><br />
“Falar de minha filha é falar de amor. Ela sempre tratou a religião com muita seriedade. E eu sempre fui muito feliz por Iroko ter me escolhido para cuidar dele. Ela sabia muito e ajudava vários terreiros na manutenção da essência do axé”, destacou a equede de Iroko Glicéria Vasconcelos, do Ilê Iyá Omin Asé Iyá Massê, mais conhecido como Terreiro do Gantois.</p>
<p style="text-align: justify;">A lembrança do babalorixá Silvanilton da Mata, o Babá Pecê, é anterior  à trajetória religiosa. “Sempre fomos vizinhos. Ela me viu crescer, ajudou na minha criação e me incentivou quando assumi meu cargo. Com ela eu chorava, conversava, me consolava, desabafava e pedia orientação”, relatou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ebomi Cidália Soledade morreu, na manhã da última terça-feira, no Hospital Naval, situado no Comércio, por conta de complicações derivadas de um problema renal.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4882</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Morre Ebomi Cidália de Iroko</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4876</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4876#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 17:52:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[ebomi Cidália]]></category>
		<category><![CDATA[Gantois]]></category>
		<category><![CDATA[Iroko]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Menininha]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4876</guid>
		<description><![CDATA[Hoje o mundo do candomblé fica mais triste. Durante a manhã faleceu, no Hospital Naval em Salvador, por complicações derivadas de um problema renal, a ebomi Cidália Soledade, 82 anos. Filha de Iroko, o orixá que habita a gameleira e domina os mistérios da vida e da morte, foi consagrada por Mãe Menininha dos Gantois. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4877" class="wp-caption aligncenter" style="width: 244px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4877" rel="attachment wp-att-4877"><img class="size-full wp-image-4877" title="Cidalia" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Cidalia.jpg" alt="" width="234" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Ebomi Cidália era conhecida como a &quot;Enciclopédia do Candomblé&quot;. Foto: Margarida Neide/ Ag. A TARDE/ 07.07.2006</p></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje o mundo do candomblé fica mais triste. Durante a manhã faleceu, no Hospital Naval em Salvador, por complicações derivadas de um problema renal, a ebomi Cidália Soledade, 82 anos. Filha de Iroko, o orixá que habita a gameleira e domina os mistérios da vida e da morte, foi consagrada por Mãe Menininha dos Gantois. Ela deixa os filhos Elizabeth, Raimundo, Eliana e Josenice.</p>
<p style="text-align: justify;">Ebomi Cidália tinha 75 anos de consagração à religião dos orixás. Era dona de um grande carisma. Ficou conhecida pela sabedoria e capacidade de transmitir conhecimento numa linguagem que era facilmente absorvida pelo público a quem se dirigia. Por conta disso recebeu do professor Jaime Sodré o título de &#8220;Enciclopédia do Candomblé&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Com saber reconhecido em uma religião que tem como uma de suas fortes marcas a tradição e a oralidade estava sempre atenta a conhecer mais de perto tudo que surgia de novo no campo da comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das suas atividades preferidas era conversar com jornalistas e pesquisadores de outras áreas. Costumava dizer: &#8220;Não tenho medo de conversar com jornalistas, antropólogos e historiadores, pois eles não vem buscar fundamento do candomblé, o que eu nunca revelaria. Eles vem buscar informações que ajudam a esclarecer sobre a religião&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos 78 anos, descobriu as redes sociais com o Orkut onde mantinha uma comunidade para diálogo intenso com admiradores espalhados pelo Brasil inteiro. Com a ajuda de um dos seus amigos, o taxista Romilson Costa, ela fazia, diariamente, a atualização da sua rede respondendo mensagens. Nos ultimos dois anos andava interessada em conhecer mais sobre outras ferramentas como blogs.</p>
<p style="text-align: justify;">O sepultamento será amanhã, quarta-feira, às 15 horas, no Jardim da Saudade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4876</wfw:commentRss>
		<slash:comments>36</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias:BBB – Bom,bonito, barato</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4868</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4868#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 21:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Oxóssi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4868</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos Uma grande liquidação é considerada por muitos baianos o verdadeiro Big Brother Bahia – Grande Amigo da Bahia –, mais precisamente de sua capital, onde terminou de acontecer a “Liquida Salvador”, momento em que muitos pontos comerciais colocaram seus produtos à venda por um preço bem mais baixo. Isso, pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4869" class="wp-caption aligncenter" style="width: 371px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4869" rel="attachment wp-att-4869"><img class="size-full wp-image-4869" title="moedas" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/moedas.jpg" alt="" width="361" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Stella faz reflexão sobre uso do dinheiro no âmbito da espiritualidade. Foto: Reuters/Bruno Domingos</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p>Uma grande liquidação é considerada por muitos baianos o verdadeiro Big Brother Bahia – Grande Amigo da Bahia –, mais precisamente de sua capital, onde terminou de acontecer a “Liquida Salvador”, momento em que muitos pontos comerciais colocaram seus produtos à venda por um preço bem mais baixo. Isso, pelo menos, foi o prometido. No entanto, para um bom observador, como em qualquer setor, há os que cumprem o prometido e os que se aproveitam do interesse consumista do ser humano para tentar obter lucros de maneira abusiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada contra o ato de comprar, muito pelo contrário! A compra e a venda conscientes geram prosperidade, prazer e uma melhor qualidade de vida para o povo, que é para quem a economia deve estar a serviço. E quando falo povo, estou referindo-me a toda a população, e não dividindo esta em classes: A, B, C, D, E&#8230; O que quero aqui, na verdade, é aproveitar o momento para falar sobre o dinheiro, de modo a chamar a atenção de todos para que deem a ele o valor na medida certa: sem supervalorizá-lo, nem subestimá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uso aqui a palavra Troca com letra maiúscula para demonstrar a importância deste comportamento, que é uma Lei Universal. A terra nos alimenta, mas pede em troca os nossos corpos como alimento. A Lei da Troca, como todas as leis que entendemos regular o Universo, não está limitada a nenhum setor. Como seu próprio nome diz, ela é universal, tendo a obrigação de fazer parte da vida, nos seus diversos e diferentes setores: na família, somos cuidados quando crianças e em troca cuidamos de quem de nós cuidou; entre amigos, um “muito obrigado” pede um “não há de que”; no trabalho, entregamos serviços e recebemos salários&#8230; A palavra salário, inclusive, serve para lembrar que a troca, exatamente por ser uma Lei Universal, sempre existiu. Se nos dias atuais o elemento material representativo da troca é o dinheiro, já houve tempo em que foi o sal, de onde deriva a palavra salário.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre existiu e sempre existirá a troca. E por ser esse um comportamento tão essencial, o elemento material que o representa, nas diferentes épocas, deve ser tratado com cuidado e respeito, pois se sua falta faz falta, seu excesso pode fazer um grande estrago para a caminhada de quem o possui e até mesmo para a de seus descendentes. É por essa razão que as religiões têm cuidado com o uso do dinheiro, encontrando cada uma sua maneira de ensinar seus adeptos a lidar com ele de modo a colaborar, e não prejudicar, a espiritualidade deles: algumas religiões estipulam o dízimo, tendo como um dos objetivos doutrinários lembrar permanentemente que, pelo menos, dez por cento de suas vidas deve ser dedicada à espiritualidade; outras deixam os adeptos livres para que suas consciências se lembrem de presentear seu deus no ritual do Ofertório; há ainda aquelas que se recusam a usar dinheiro vinculando-o à espiritualidade, tendo em vista trabalhar o valoroso comportamento da caridade; no candomblé, a Lei da Troca é transmitida a seus adeptos com o chamado “dinheiro do chão” e “dinheiro da mesa”, onde os serviços espirituais são trocados por dinheiro, lembrando que a vida espiritual e a vida material devem ter o mesmo grau de importância.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada religião tem sua maneira de ajudar seus devotos a cumprirem a Lei da Troca. Creio que todas estão certas. Criticar qualquer uma delas, sem possuir conhecimento sobre o tema, é mais uma forma de preconceito, como tantas que temos ainda que conviver. Por isso, aproveito-me do tema em questão para dizer a meu povo, o “povo-de-santo”, que se não queremos que nossa prática religiosa seja condenada sem que se tenha conhecimento da causa, devemos ter cuidado para não condenar, nem mesmo criticar, a dos outros. Orumilá, deus da divinação, orienta que nenhum sacerdote tem direito de estipular um preço para seus serviços espirituais, que vá além das possibilidades materiais de quem o buscou. Orumilá diz: “Oye ti o ba wu eni ni a ta Ifá eni pá”, provérbio yorubá que significa: “Qualquer que seja a soma que a pessoa tenha, é aquela pela qual se deve receber para jogar Ifá”.</p>
<p>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. A cada 15 dias, um artigo assinado por ela é publicado no jornal A TARDE, sempre às quartas-feiras</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4868</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dia da mulher é data de resistência</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4862</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4862#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 13:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[combate ao racismo]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4862</guid>
		<description><![CDATA[Um abraço a todas as mulheres negras, sobretudo as mães e avós que representam ainda mais essa luta por resistência, afinal geraram e geram os novos soldados para essa batalha sem fim contra o racismo e todas as outras desigualdades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4863" class="wp-caption aligncenter" style="width: 365px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4863" rel="attachment wp-att-4863"><img class="size-full wp-image-4863" title="Mulheres-negras" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Mulheres-negras.gif" alt="" width="355" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">A data de hoje é ainda mais especial para celebrar a luta constante dos movimentos liderados por mulheres. Foto: Marco Aurélio Martins / Ag. A TARDE/ 23.03.2011</p></div>
<p style="text-align: justify;">Um abraço a todas as mulheres negras, sobretudo as mães e avós que representam ainda mais essa luta por resistência, afinal geraram e geram os novos soldados para essa batalha sem fim contra o racismo e todas as outras desigualdades.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4862</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Carlinhos Brown. Parabéns e bênçãos</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4855</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4855#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 20:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Carlinhos Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Oxóssi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4855</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos Creio que cada um de nós vem para a Terra com um trabalho a cumprir, o que normalmente é chamado de missão. Se a cada dia que acordássemos tivéssemos essa consciência, os “ossos do ofício” poderiam ser saboreados até com certo prazer; as manhãs das segundas-feiras nos pareceriam bem mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4856" rel="attachment wp-att-4856"><img class="aligncenter size-full wp-image-4856" title="Brown" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Brown.gif" alt="" width="315" height="230" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Creio que cada um de nós vem para a Terra com um trabalho a cumprir, o que normalmente é chamado de missão. Se a cada dia que acordássemos tivéssemos essa consciência, os “ossos do ofício” poderiam ser saboreados até com certo prazer; as manhãs das segundas-feiras nos pareceriam bem mais ensolaradas; o ofício de cada um não seria realizado de maneira penosa. Missão e sacrifício são palavras que andam sempre juntas, mas que são sentidas de maneira completamente diferentes. Ao ouvir a palavra missão nossa mente tende a nos remeter à imagem de alguém especial, que realiza sempre com prazer um trabalho igualmente especial. Enquanto que com a palavra sacrifício somos remetidos à imagem de “pobres mortais”, que desprazerosamente são “obrigados” a realizar tarefas tediosas, não percebidas nem reconhecidas pela sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A humanidade mantém registrada em sua memória a parábola do relógio de ouro: um avô deu a seu neto um lindo relógio com pulseira de ouro. O menino ficou encantado com a beleza e o brilho do relógio. Vendo todo aquele entusiasmo, o avô perguntou ao neto que parte do relógio ele considerava a mais importante. O menino respondeu que era a pulseira. Percebendo que a criança tinha deixado o relógio na mesa para tomar banho, o avô, que era um relojoeiro renomado, retirou um pequeno parafuso do maquinário do relógio, que impediu que este continuasse a trabalhar. O neto colocou novamente o relógio no pulso sem nada perceber. Em um dado momento, o menino, furioso, procurou pelo avô para dizer que o relógio não estava trabalhando. O avô repetiu a pergunta que já tinha feito ao neto e este insistiu em dar a mesma resposta, dizendo ser a pulseira de ouro a parte mais importante do relógio, pois era a que todo mundo enxergava e admirava. De maneira irônica, o avô disse que então ele não via nenhum problema em que o menino ficasse com o relógio de ouro no pulso, uma vez que a pecinha que foi retirada, e impediu o relógio de cumprir sua função de marcar o tempo, não tinha para ele importância nenhuma. O menino ficou parado, entendendo o que não queria entender. O avô, cumprindo seu papel de mais velho que transmite ensinamentos da arte do bem viver para os mais novos, concluiu o diálogo dizendo que somos todos como peças de um relógio de ouro, algumas partes não vão ser vistas nem apreciadas, enquanto outras têm como função mostrar seu brilho, mas que todas sofrem desgaste e precisam passar por sacrifícios para realizar o papel que lhes foi destinado.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma sociedade, onde muitos querem alcançar o sucesso a qualquer custo, alegra-me ter tido a oportunidade de acompanhar a história de um menino como Carlinhos Brown, que soube subir pacientemente os degraus da escada que o conduziria ao sucesso e à fama. Que dando o devido valor à aquisição material, pode fazer dela um bom uso, não só para si, como também para a comunidade em que sempre viveu. Pensando na parábola relatada, Carlinhos Brown pode ser comparado a um relógio de ouro que tem seu maquinário em perfeitas condições de funcionamento. Ele brilha como a pulseira de ouro e trabalha com a disciplina de um “tic-tac”. Ele sabe reunir a funcionalidade com a estética.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos todos usar, sem abusar, de ficarmos orgulhosos com a vida de nosso Carlinhos Brown. Pois orgulhar-se, palavra tão mal compreendida pela sociedade, é apenas a tomada de consciência de que a missão recebida foi cumprida; é um sentimento de dignidade social. O orgulho só deve ser mal visto quando ele é exacerbado e vira soberba. O sentimento de soberbia faz com que a pessoa se torne arrogante e presunçosa, considerando-se mais elevada que as outras. Mas creio que quando esse baiano deita a cabeça no travesseiro (acredito que ele dorme, mesmo com toda energia que tem) ele descansa tranqüilo, pois compreendeu que o menor parafuso é tão importante quanto a pulseira de ouro. Descer do trio elétrico para cantar e dançar na mesma altura em que está o povo é um gesto aparentemente banal, mas que nele está embutido um profundo significado, que precisa ser enxergado e imitado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá</strong>. <strong>A cada quinze dias ela publica artigos no jornal A TARDE, sempre às quartas-feiras.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4855</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mais um belo texto de Mãe Stella</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4853</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4853#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 20:53:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Oxóssi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4853</guid>
		<description><![CDATA[Publico aqui mais artigo de Mãe Stella. Ele saiu originalmente na edição de A TARDE do último dia 29. Como todos, está belíssimo e cheio de sabedoria. Os artigos de Mãe Stella são publicados a cada quinze dias no jornal A TARDE, sempre às quartas-feiras e o Mundo Afro os republica sempre que possível. Aproveitem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publico aqui mais artigo de Mãe Stella. Ele saiu originalmente na edição de A TARDE do último dia 29. Como todos, está belíssimo e cheio de sabedoria.</p>
<p>Os artigos de Mãe Stella são publicados a cada quinze dias no jornal A TARDE, sempre às quartas-feiras e o Mundo Afro os republica sempre que possível. Aproveitem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4853</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que anda acontecendo com o esporte?</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4848</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4848#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 20:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[volêi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4848</guid>
		<description><![CDATA[Oi pessoal: o Mundo Afro anda paradão por conta de falta de tempo mesmo. Mas eis que já estou me acostumando às novas demandas e ele, prometo, vai ser atualizado de forma mais constante. Uma das razões para estarmos aqui é refletirmos como o crime do racismo continua grassando, mesmo com os avanços que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4849" class="wp-caption aligncenter" style="width: 265px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4849" rel="attachment wp-att-4849"><img class="size-full wp-image-4849" title="Juan-1" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Juan-1.gif" alt="" width="255" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Juan do Roma: mais uma vítima de racismo no esporte. Foto: EFE/Ettore Ferrari</p></div>
<p style="text-align: justify;">Oi pessoal: o Mundo Afro anda paradão por conta de falta de tempo mesmo. Mas eis que já estou me acostumando às novas demandas e ele, prometo, vai ser atualizado de forma mais constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das razões para estarmos aqui é refletirmos como o crime do racismo continua grassando, mesmo com os avanços que já alcançamos. Em menos de uma semana, ele retorna a todo vapor em um espaço que vive do discurso de que é capaz de quebrar barreiras de credo, nacionalidade, cultura, etc: o esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Na última quarta-feira, dia 29, o jogador de volêi do Sada Cruzeiro e da Seleção Brasileira, Wallace, foi chamado de &#8220;macaco&#8221; por uma mulher que estava na arquibancada.</p>
<p style="text-align: justify;">Ontem foi a vez de mais uma no futebol internacional. O brasileiro Juan, zagueiro que joga pelo Roma da Itália e um dos melhores na função que já passaram pela Seleção Brasileira,  foi insultado de forma racista.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí a gente já se lembra da longa lista: Diego Maurício (várias vezes); Roberto Carlos, Grafite&#8230;.e o mais terrível disso tudo é que as federações esportivas divulgam notas de repúdio, mas não tomam nenhum tipo de ação efetiva.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4848</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Festa no Ile Ase Omi Dola</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4845</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4845#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 22:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ile Ase Omi Dola]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4845</guid>
		<description><![CDATA[Passadas as festas de fim de ano, começa a abertura dos ciclos de festas de vários terreiros de Salvador. Amanhã, sábado, por exemplo, tem celebração no Ile Ase Omi Dola, a partir das 20 horas. E a festa será muito especial, pois acontecerão as confirmações do ogã Felipe e da ekede Susane para a Oxum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Passadas as festas de fim de ano, começa a abertura dos ciclos de festas de vários terreiros de Salvador. Amanhã, sábado, por exemplo, tem celebração no Ile Ase Omi Dola, a partir das 20 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">E a festa será muito especial, pois acontecerão as confirmações do ogã Felipe e da ekede Susane para a Oxum de Mãe Risoleta Fonseca, que é a ialorixá da Casa.</p>
<p style="text-align: justify;">O terreiro fica na Rua 23, número 24,  1ª etapa,   Castelo Branco.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4845</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias: Que orixá rege o ano?</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4838</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4838#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 17:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Oxóssi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4838</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos Este é um artigo que possui objetivo esclarecedor. Tentarei tornar compreensível um assunto que surge todo princípio de ano. A imprensa faz reportagens e as pessoas indagam uma das outras ou perguntam a si mesmas sobre o orixá que influenciará o novo ano que surge. Fazem isso na tentativa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4841" class="wp-caption aligncenter" style="width: 260px"><a href="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?attachment_id=4841" rel="attachment wp-att-4841"><img class="size-full wp-image-4841" title="xango-2" src="http://mundoafro.atarde.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/01/xango-22.gif" alt="" width="250" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Stella faz preciosa reflexão sobre o Jogo de Búzios. Foto: Margarida Neide /Ag. A TARDE/ 08.11.2011</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este é um artigo que possui objetivo esclarecedor. Tentarei tornar compreensível um assunto que surge todo princípio de ano. A imprensa faz reportagens e as pessoas indagam uma das outras ou perguntam a si mesmas sobre o orixá que influenciará o novo ano que surge. Fazem isso na tentativa de adivinhar o que é preciso ser DIVINADO.</p>
<p style="text-align: justify;">Adivinhar é fazer conjecturas sobre um tema usando a intuição, o que todo ser humano pode fazer. Divinar, todavia, é entrar em comunicação com o sagrado, através de rituais guiados por sacerdotes. É claro que todo ser vivo, por possuir uma parcela divina, é capaz de se conectar com os deuses. Mas a utilização de oráculos, os quais fornecem informações mais precisas sobre o destino da comunidade, requer uma preparação especial e um estilo de vida que propicia à intuição, inerente a todos, apresentar-se de maneira muita mais clara. A intuição se transforma aqui em revelação: quando os véus que encobrem os mistérios são retirados pelos deuses, a fim de que nossa jornada aconteça de uma maneira orientada e, assim, possamos cumprir a tarefa que nos foi legada com o mínimo de percalços possível, o que torna a vida bem mais leve.</p>
<p style="text-align: justify;">Os leitores acostumados com os artigos que escrevo poderão estranhar a formalidade deste texto. É que “há tempo para tudo”: para contar anedotas, falar poesias, refletir sobre a vida&#8230; Esse tema pede seriedade! Faço isso porque creio ser a imprensa o meio ideal para esclarecer assuntos, que só não são melhor comentados por falta de oportunidade e conhecimento. Tendo agora essa oportunidade que me é dada pelo jornal A TARDE não quero desperdiçá-la. Mesmo tendo eu a consciência de que nada se modifica de um dia para o outro, aproveitarei o momento para tentar fazer com que a população melhor compreenda as respostas do oráculo trazido pelos africanos para o Brasil, esperando que as sementes aqui jogadas possam um dia florescer e dar bons frutos.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta correta não é qual o orixá que rege o ano, e sim qual o orixá que rege o ano para aquelas pessoas que cultuam estas divindades e estão vinculadas à comunidade em que o Jogo de Búzios foi utilizado. Se isso não for bem esclarecido e, consequentemente, bem compreendido, parece que todos os sacerdotes erram em suas respostas, uma vez que uma Iyalorixá diz que o orixá do ano é Iyemanjá, enquanto outra diz que é Oxum, ou um Babalorixá diz que é Oxossi. Mesmo correndo o risco de o texto ficar enfadonho, insistirei em alguns pontos, a fim de elucidá-los melhor. No nosso Terreiro, o Ilê Axé Opo Afonjá, o regente do ano 2012 é Xangô. A referida divindade, que se revelou no Jogo feito por mim, não está comandando o mundo inteiro, nem mesmo o Brasil ou a Bahia. Ela é o guia das pessoas que, de uma maneira ou outra (mais profunda – como é o caso dos iniciados; ou mais superficial – os devotos que freqüentam a “Casa”), estão vinculadas a mim enquanto Iyalorixá, ou ao Terreiro em questão.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor, diante dessa explicação, poderá ficar confuso e sentir necessidade de perguntar: “E eu, que não cultuo orixá e não tenho relação com o Candomblé, não serei orientado nem protegido por nenhuma divindade?”. A resposta é: Claro que sim! Por aquela que você cultua ou acredita. Um católico, ou um protestante, será guiado pelos ensinamentos de Jesus; um budista, pelas sábias orientações de Buda&#8230; Outra pergunta ainda poderá surgir: “E quanto às pessoas que não são religiosas, elas ficarão a toa?”. Não, é claro que não. Essas serão guiadas e orientadas pela natureza, que é a presença concreta do Deus abstrato. Seus instintos, protegidos por suas cabeças e corações, conduzirão suas vidas de modo que seus passos sigam sempre na direção correta.</p>
<p style="text-align: justify;">Que Xangô – divindade da eloqüência, da estratégia, do fogo que produz o movimento necessário a todo tipo de prosperidade – possa receber, de meus filhos espirituais, cultos suficientes para que fortalecido possa torná-los cada vez mais fortes para enfrentar as intempéries que todo ano traz consigo. Obrigado Ano Velho pelas experiências passadas para Ano Novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4838</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma reflexão sobre oráculos</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4834</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4834#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 14:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[jogo de búzios]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4834</guid>
		<description><![CDATA[Aproveitando o clima de Ano Novo quero dividir com vocês um tema bem pertinente a essa época. Nas últimas três semanas amigos, principalmente os jornalistas, têm me perguntado por questão profissonal ou apenas curiosidade qual é o orixá que vai reger 2012 ou sobre rituais para a passagem de ano. É um assunto sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Aproveitando o clima de Ano Novo quero dividir com vocês um tema bem pertinente a essa época. Nas últimas três semanas amigos, principalmente os jornalistas, têm me perguntado por questão profissonal ou apenas curiosidade qual é o orixá que vai reger 2012 ou sobre rituais para a passagem de ano. É um assunto sobre o qual tenho muito cautela na hora de responder e já digo porquê.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma certa feita fui procurada por um colega que queria que eu indicasse um terreiro de candomblé para onde seriam levadas três bandas de música em início de carreira para que fossem feitas previsões com o uso de búzios sobre as suas possibilidades de sucesso. No final do ano, iríamos checar se as previsões se concretizaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu, gentilmente, lhe respondi que as sacerdotisas e sacerdotes que conheço jamais iriam aceitar uma proposta como essa. Ele me disse que entendia, mas notei que ficou um pouco insatisfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, estava com muita vontade de dividir esse tema com vocês, afinal tem muita gente de candomblé que acompanha esse blog.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro que há alguns anos fiz uma matéria para o jornal A TARDE a pedido de sacerdotisas e sacerdotes de candomblé que estavam preocupados exatamente com o que chamam de &#8220;banalização&#8221; de oráculos como o jogo de búzios.</p>
<p style="text-align: justify;">Para alguns deles, é incômodo ver as famosas previsões nas mais variadas mídias sobre possíveis catástrofes, resultados econômicos e, principalmente, a vida pessoal de celebridades.</p>
<p style="text-align: justify;">O tata de inquice, Anselmo dos Santos, do Terreiro Mokambo me contou que foi convidado pela produção de um telejornal local para jogar os seus búzios e responder se o Bahia e o Vitória iriam voltar para a primeira divisão do campeonato de futebol nacional. Sua resposta foi a seguinte:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Meus búzios são coisa muita séria para responder sobre futebol. Agora se vocês quiserem me chamar para falar em um matéria sobre a importância deles na nossa religião e o seu sentido  estou à disposição&#8221;. A proposta,curiosamente, não foi aceita.</p>
<p style="text-align: justify;">Pai Air José, babalorixá do Pilão de Prata também tem uma posição parecida. Tataraneto do celébre Bamboxé Obitikó e oluô (sacerdote de Ifá) por herança e vocação, ele me deu uma longa entrevista para um matéria sobre a importância do oráculo e explicava que não poderia falar sobre o que ia acontecer com o então presidente Lula se ele não estava à sua frente na hora do jogo consultivo.</p>
<p style="text-align: justify;">O sábio professor e religioso do candomblé Jaime Sodré gosta de lembrar que embora a expressão conhecida seja &#8220;jogo de búzios&#8221; na verdade eles fazem a confirmação do que a alta sacerdotisa ou alto sacerdote, preparado para esta ação, enxerga com a sua clarividência, uma virtude que não é compartilhada por todo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o orixá que vai reinar lembro que Pai Air me disse que só dá para saber sobre uma coisa que começou, ou seja, no primeiro dia de um novo ano. Para muitas comunidades religiosas, o reinado da divindade se refere ao seu território específico, ou seja, seu terreiro, daí que os seus líderes se reservam ao silêncio quando procurados para entrevistas a meios de comunicação sobre qual orixá vai reinar no ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecei a observar que muitas vezes os jornais, revistas e TVs fazem matérias com base num cálculo que leva em conta o número em que termina o ano ou o dia da semana em que ele começa para indicar a divindade que vai reinar.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que este não é um tema, então, sobre o qual devemos ter cada vez mais cuidado? Afinal, o jogo de búzios e as coisas que eles indicam são uma das coisas mais complexas do candomblé. Pode ser uma boa reflexão para esse novo ano.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4834</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Votos de um  2012 feliz,  direto do Mundo Afro</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4832</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4832#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 14:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afro]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4832</guid>
		<description><![CDATA[Prezadas e prezados amigos do Mundo Afro: chegamos ao fim de mais um ano. Diferente de 2010 não ficamos tão juntos neste último semestre, o que lamento muito, pois os nossos diálogos aqui são sembre motivo para crescimento pessoal e profissonal. Portanto, essa distância é realmente motivo de força maior, como já expliquei em um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Prezadas e prezados amigos do Mundo Afro: chegamos ao fim de mais um ano. Diferente de 2010 não ficamos tão juntos neste último semestre, o que lamento muito, pois os nossos diálogos aqui são sembre motivo para crescimento pessoal e profissonal.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, essa distância é realmente motivo de força maior, como já expliquei em um post anterior, por conta de novas exigências prfissionais que cresceram nos dois últimos meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas espero que eu consiga me organizar melhor em 2012 para conciliar as minhas responsabilidades com esse espaço de interação onde podemos discutir sobre temas que me são tão caros.</p>
<p style="text-align: justify;">No mais, desejo a todos um 2012 repleto das mais valiiosas e benéficas energias. E que o Novo Ano seja ainda mais propício às nossas lutas contra o preconceito, o racismo e a intolerância religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Um abraço cheio de axé a cada um de vocês.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4832</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Balaio de Ideias; Atire a primeira pedra&#8230;</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4826</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4826#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella de Oxóssi]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4826</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos &#8230;aquele que não fala da vida alheia.  Esse é um comportamento comum aos humanos porque somos seres que vivemos em sociedade e temos o poder da fala. Se entendêssemos a linguagem dos animais tidos como irracionais, com certeza ouviríamos um falando do outro. Quanta gente, neste exato momento, não está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Maria Stella de Azevedo Santos</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;aquele que não fala da vida alheia.  Esse é um comportamento comum aos humanos porque somos seres que vivemos em sociedade e temos o poder da fala. Se entendêssemos a linguagem dos animais tidos como irracionais, com certeza ouviríamos um falando do outro. Quanta gente, neste exato momento, não está falando de mim ou de você, meu querido leitor? Não estou dizendo que estão falando mal ou bem, mas que simplesmente estão falando. Quantos não estão comentando a vida das “celebridades”?</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que nossa língua gosta de trabalhar. Também, é o único músculo voluntário do corpo que não fadiga&#8230; É um órgão fantástico e que por isto mesmo deve ser usado com cautela, pois ele é considerado como uma chama que queima ou uma navalha que corta. Muitas tradições só consideram que o homem é dono de si quando adquire controle sobre sua língua. O candomblé não foge a essa regra e tem como um de seus fundamentos o ato de separar e guardar um precioso axé: determinado objeto que simboliza o “segurar da língua”.</p>
<p style="text-align: justify;">Consciente da importância de se ter domínio sobre o órgão responsável pela fala, pois todos nós sabemos o poder que ela possui, muito observei e refleti sobre o referido assunto. Impressionava-me o fato de que os comentários sobre os outros nunca eram referentes aos pontos positivos que eles possuíam. Confesso que algumas conclusões me surpreenderam. Nunca imaginaria que se fala da vida alheia apenas pelo fato de não encontrar na própria vida temas interessantes o suficiente para serem dignos de registro, fazendo com que se busque preencher o vazio da existência com emoções ainda mais vazias. Algumas pessoas vão além: aproveitam-se do dito popular “quem conta um conto aumenta um ponto” e enfeitam a estória com efeitos dramáticos, para que o outro sofra um impacto e o êxtase seja então alcançado.</p>
<p style="text-align: justify;">Certa vez uma filha minha me procurou preocupada por não conseguir guardar segredos. Entendi que ela já tinha conhecimento que controlar a língua é fundamental para qualquer pessoa, principalmente para um sacerdote. Preparei e lhe dei um pó de axé, dizendo-lhe que ele tinha um grande poder e que lhe seria de muita ajuda, mas que seria a força de sua vontade o maior de seus aliados. Meses depois, ela voltou a falar comigo. Mais serena e segura, porém um tanto envergonhada, pediu-me para contar uma parábola que não fazia pertencia a nossa religião. Não sabia ela o grau de curiosidade e interesse de que fui tomada, pois busco aprender com tudo e com todos. Permissão concedida, minha filha começou a relatar a estória:</p>
<p style="text-align: justify;">“Uma senhora que, como eu, minha mãe, estava triste por ter o hábito de fofocar, foi buscar ajuda com um padre. Ela estava arrasada porque um de seus comentários, que lhe pareceu no momento em que falou muito inocente, teve resultados desastrosos. Além de ter espalhado-se como pólvora, constituía-se uma inverdade, que ela ao ficar sabendo não teve o devido cuidado de confirmar sua veracidade. Enfim, ela não cometeu ‘apenas’ o erro da fofoca; ela caluniou e difamou, atos sérios que são passíveis de penalidades judiciais. Mas não era essa sua maior preocupação. Ela realmente estava arrependida de ter prejudicado um ser humano; de ter feito com o outro aquilo que não gostaria que fizessem com ela. A senhora queria saber do padre o que poderia fazer para consertar seu erro. Ele lhe passou uma penitência: que matasse uma galinha, tirasse suas penas e as trouxesse para ele. Quando ela trouxe as penas para o padre, ele mandou que ela fosse até uma montanha, jogasse as penas para o ar e que logo em seguida as recolhesse, uma por uma. A senhora, assustada, respondeu que aquela era uma tarefa impossível. Ao que o padre retrucou: ‘simples’ fofocas ou sérias difamações, assim como essas penas, depois de espalhadas é impossível recolher os malefícios que elas causam. Pense nisso e aprenda a controlar sua língua, para que não lhe digam, em forma de brincadeira, uma coisa que deveria ser vista com extrema seriedade: quando você morrer, seu corpo vai em uma caixa de fósforo e a língua em uma carreta.”</p>
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. Seu artigo é publicado, quinzenalmente, às quartas-feiras no jornal A TARDE.<br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4826</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mundo Afro continua na área,sempre que possível</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4828</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4828#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4828</guid>
		<description><![CDATA[Car@s: tem muita gente perguntando porque o Mundo Afro está ficando tanto tempo sem ser atualizado. Respondo que é por minha culpa e já me explico. Como vocês sabem, o Mundo Afro está hospedado no Portal A TARDE Online, um dos canais do Grupo A TARDE do qual sou funcionária. Já o meu trabalho mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Car@s: tem muita gente perguntando porque o Mundo Afro está ficando tanto tempo sem ser atualizado. Respondo que é por minha culpa e já me explico. Como vocês sabem, o Mundo Afro está hospedado no Portal A TARDE Online, um dos canais do Grupo A TARDE do qual sou funcionária.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o meu trabalho mais amplo acontece no canal mais antigo do grupo que é o Jornal A TARDE, onde atuo como repórter especial. Como o trabalho em comunicação é super dinâmico, estamos passando  constantemente por reformulações e, nesse momento, estou colaborando com o que chamamos aqui de Editoria de Abertura que tem a missão de começar o planejamento do que o jornal vai publicar no dia seguinte na nossa seção sobre as notícias de Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;">Está sendo uma experiência nova e fantástica para mim, mas  que demanda muito, muito trabalho. Quando termino, confesso para vocês que muitas vezes já estou sem condições de escrever na qualidade que este blog merece. Portanto, mais uma vez peço um pouquinho da paciência de vocês, pois meu principal objetivo é manter esse canal que tem sido tão importante para todos nós que vivemos e estamos envolvidos com as questões de identidade e cultura afro-brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Prometo que vou estar aqui sempre que for possível. Hoje, por exemplo, posto com atraso, mas com a certeza que é sempre bemvindo, o artigo de Mãe Stella.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4828</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Para começar o fim de semana com jeito de bamba</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4821</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4821#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 20:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música e Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Candeia]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Clementina de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Samba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4821</guid>
		<description><![CDATA[No dia do samba, nada melhor do que começar o final de semana ouvindo essas vozes de ouro que já partiram, mas continuam eternas: Clementina de Jesus e Clara Nunes.  Cliquem aqui para assistir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No dia do samba, nada melhor do que começar o final de semana ouvindo essas vozes de ouro que já partiram, mas continuam eternas: Clementina de Jesus e Clara Nunes.  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gD6PTV5g1v4">Cliquem aqui para assistir.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4821</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ONU Mulheres seleciona web designer</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4817</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4817#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 19:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[FENATRAD]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhadoras domésticas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4817</guid>
		<description><![CDATA[Amigas e amigos do Mundo Afro: se tiver alguém da área de web designer, a ONU Mulheres está selecionando profissionais que dominem essa habilidade. Vejam o termo de referência abaixo e corram, pois o período para participar da seleção encerra-se na sexta-feira. A ONU Mulheres Brasil e Cone Sul recebe, até 2 de dezembro, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Amigas e amigos do Mundo Afro: se tiver alguém da área de web designer, a ONU Mulheres está selecionando profissionais que dominem essa habilidade. Vejam o termo de referência abaixo e corram, pois o período para participar da seleção encerra-se na sexta-feira.</p>
<p style="text-align: justify;">A ONU Mulheres Brasil e Cone Sul recebe, até 2 de dezembro, a apresentação de propostas webdesigners para o desenvolvimento de produtos de comunicação institucional para a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas. A contratação é dirigida a profissionais da Bahia, tendo em vista que as consultorias serão prestadas na cidade de Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;"> A avaliação das propostas obedecerá ao critério de menor preço global, desde que atendam completamente as especificações do serviço de acordo com os termos de referência. As cotações serão recebidas pela ONU Mulheres até 2 de dezembro de 2011. Deverão ser enviados currículo vitae, constando duas pessoas de referência. Eventuais dúvidas serão respondidas até as 12h do dia 1º de dezembro de 2011 por meio do e-mail <a href="http://mail.uol.com.br/compose?to=danielle.valverde@unwomen.org" target="_blank">danielle.valverde@unwomen.org</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.unifem.org.br/sites/700/710/00002142.pdf" target="_blank">Termo de Referência &#8211; Webdesigner (Pessoa Física)</a><br />
Contratação de um/a profissional (Web Design ou Web Developer) para construir website institucional da FENATRAD – Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, incluindo a publicação de todos os conteúdos iniciais em todas as áreas do site e treinamento de integrante(s) da Federação para a gestão de conteúdos do website.<br />
Data limite de apresentação de propostas: 2 de dezembro de 2011</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4817</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um rei sacerdote que canta o amor</title>
		<link>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4814</link>
		<comments>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?p=4814#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 19:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cleidiana Ramos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música e Dança]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[candomblé]]></category>
		<category><![CDATA[Ilê Axé Opô Afonjá]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe Stella de Oxóssi]]></category>
		<category><![CDATA[orixás]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Carlos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mundoafro.atarde.com.br/?p=4814</guid>
		<description><![CDATA[Maria Stella de Azevedo Santos Na antiguidade, os reis, faraós, enfim, pessoas que tinham como incumbência governar um país, ou até mesmo um império, eram consideradas uma espécie de divindade na Terra, uma vez que a missão que lhes fora dada, de tão importante, fazia delas um escolhido de Deus. Eram reis sacerdotes que, através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Maria Stella de Azevedo Santos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na antiguidade, os reis, faraós, enfim, pessoas que tinham como incumbência governar um país, ou até mesmo um império, eram consideradas uma espécie de divindade na Terra, uma vez que a missão que lhes fora dada, de tão importante, fazia delas um escolhido de Deus. Eram reis sacerdotes que, através de inspirações divinas, guiavam seu povo cuidando para que cada um tivesse uma vida material digna, a fim de que pudesse realizar a caminhada espiritual em busca da perfeição. Creio ser também um rei sacerdote o compositor/cantor Roberto Carlos, que no último dia 18 fez de seu show um verdadeiro ambiente de oração, deixando nossas mentes e corações leves, fazendo nascer ou renascer o forte desejo de sermos pessoas melhores e conservarmos o bem que nos foi legado por Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Há pessoas que vinculadas a uma determinada prática religiosa adquirem o “status” de sacerdotes, tendo a responsabilidade de dirigir cultos; há outras, porém, que já nascem sacerdotes e usam o dom que lhes foi dado para com ele transmitir esperança, força e sabedoria. Tal é o caso de Roberto Carlos que com sua fé contamina a todos. Suas músicas têm o poder de fazer com que nos aproximemos do sagrado, mesmo estando fora de um templo. Se a melodia delas eleva nossas almas, as letras nos proporcionam verdadeiras lições para um bem viver. Afinal, “é preciso saber viver”, pois “quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco ou morrer na solidão”. Ele nos leva a refletir que o amor deve ser o guia maior de todos os comportamentos, inclusive o sexual, e demonstra ao cantar o sexo de maneira poética a beleza deste ato que, na maioria das vezes, é tratado com vulgaridade.</p>
<p style="text-align: justify;">São belas as mensagens e são belíssimos os exemplos de sensibilidade do cantor em questão, como é o caso da canção feita para sua mãe Lady Laura, que ajuda a todos os filhos a perceberem a importância da presença de uma mãe. Roberto Carlos também nos alerta sobre a necessidade de nos mantermos conectados com o divino: “Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando, olho pra Terra e vejo a multidão que vai caminhando, como essa nuvem branca essa gente não sabe aonde vai, quem saberá dizer o caminho certo é você meu Pai”. Isso é uma verdadeira oração, feita por uma pessoa que não consentiu que os holofotes da fama dessem brilho a seu ego, de modo a ofuscar sua espiritualidade. Uma pessoa humilde que, reconhecendo sua frágil natureza humana, implora a Nossa Senhora sua permanente proteção: “Nossa Senhora me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim”. Possuindo uma visão comunitária, de quem entende que a humanidade nada mais é do que uma grande corrente, ele também pede proteção para seus irmãos em Deus: “Grande é a procissão a pedir, a misericórdia, o perdão, a cura do corpo e da alma, a salvação. Pobres pecadores, oh Mãe, tão necessitados de vós, Santa Mãe de Deus tem piedade de nós. De joelhos aos vossos pés, estendei a nós vossas mãos. Rogai por todos nós, vossos filhos, meus irmãos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que foi dito anteriormente, confirma o título de rei que foi dado pelo povo a Roberto Carlos, que está sabendo dignificá-lo muito bem. Como o nosso país é uma República, o que faz com que não tenhamos reis como governantes, esperamos que as pessoas eleitas democraticamente, para dirigir os destinos de nosso país, sejam sensíveis para reconhecer que uma tão importante tarefa só pode ter sido inspirada ao povo por uma força “Maior”. Sendo assim, cabe aos governantes lembrar-se que têm por obrigação prestar contas de seus atos não apenas ao povo que os elegeu, mas também a Deus. Se os governantes tem esse dever, por sua vez seus governados devem assumir o compromisso de fortalecê-los em uma corrente de emanações positivas, para que a árdua tarefa que lhes fora confiada possa ser cumprida de maneira que satisfaça a toda uma coletividade. Que os governantes, portanto, consigam ver em cada governado um filho seu e que cada governado enxergue em seu governante um ser humano com sentimentos como ele.</p>
<p><strong>Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mundoafro.atarde.uol.com.br/?feed=rss2&#038;p=4814</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

