Arquivo da Categoria 'Música e Dança'


Iemanjá Black festeja cultura negra

postado por Cleidiana Ramos @ 8:08 PM
31 de janeiro de 2014
Madá e Jorge organizam a festa Iemanjá Blac. Foto: Divulgação

Madá e Jorge organizam a festa Iemanjá Blac. Foto: Divulgação

No próximo domingo, dia de Iemanjá, o que não vai faltar na cidade são eventos culturais para festejar a Rainha do Mar. Mas a terceira edição da festa Iemanjá Black é mais do que especial. Organizada pelo ator Jorge Washington e pela estilista Madá, da grife Negrif, a comemoração começa a partir das 11 hroas, no Sunshine Bar (que fica próximo à Colônia de Pescadores Z1 do Rio Vermelho).

A festa vai ser embalada pelo som de Denise Correia com a banda Na Veia da Nêga e o grupo Samborim. O ator Érico Brás e os cantores Tonho Matéria e Savannah Lima já confirmaram presença. O kit de acesso – camisa com uma estampa exclusiva da Negrif–e ticket da feijoada custa R$ 50 e pode ser adquirido na Boutique da Negrif (Rua Carlos Gomes, Edifício Bariloche, nº 616, bairro 2 de julho).

O espaço da festa é climatizado, tem capacidade para 500 pessoas e fica pertinho da Colônia de Pesca de onde sai o presente principal para Iemanjá.


Balaio de Ideias: O retempero de Daniela

postado por Cleidiana Ramos @ 6:09 PM
3 de janeiro de 2014
Daniela Mercury fez dueto com a Band´Aiyê do bloco Ilê Aiyê em show público no 1º dia do ano. Foto: Margarida Neide/Ag. A TARDE

Daniela Mercury fez dueto com a Band´Aiyê do bloco Ilê Aiyê em show público no 1º dia do ano. Foto: Margarida Neide/Ag. A TARDE

Marlon Marcos

Tem horas que Salvador assombra em surpresas bem agradáveis: o que fez , meu Deus, Daniela Mercury nessa versão 2014 no Projeto Pôr do Som? Por mais que empreendam negar a força artística desta mulher, muito por seu temperamento desencontrado, o que ela fez e faz na gente é inevitavelmente grande e importante em termos de criação individual e coletiva para atestar nossa tal “baianidade”. O que não se atesta enfim, se vive.

Muito de nos orgulhar da nossa vocação para a festa, mas banhado na criatividade selada em nossa negritude e em variantes do universo musical popular: isso é a Bahia! Daniela se retemperou para fazer vibrar uma cidade que há muito eu não via imersa na poesia típica do Ilê e do Olodum… Ao lado deles, mais Banda Didá, foi magistral.

Que noite, que ingresso quente e positivo nessas coisas do tempo fictício que praticamos. Do que vi nessas celebrações de fim de ano: foi o que mais me emocionou; e isso conta muito pra mim, quando no dia anterior, meus amores maiores ( Gal, Caetano, Gil)  também fizeram uma espécie de festa. E Daniela nem precisou sair do Carnaval para mostrar porque conquistou o Brasil e, de certa forma, o mundo.

Estava afiada, linda e consagrada como a branca que tem trânsito e voz no Ilê Aiyê. Deixou um pouco de lado o tom conferencista e realçou a cantora.  Ivete pode ganhar mais, cantar com Gil e Caetano, ser um fenômeno em carisma, vender como ninguém, ter uma voz mais bonita, mas artista é Daniela Mercury. Nem vou citar a do The Voice para não baixar o nível e ofender os anteriores.

Noite linda que queria dedicar à grandeza de Cláudio Marques pelo texto corajoso e procedente que escreveu no blog Teatro Nu,  uma narrativa imaginativa, proto-notícia, buscando momentos mais amplos e irrestritos para a cultura da Bahia; dedicar a Marques e pedir licença para expressar minha tristeza com a postura de Gilberto Gil, nosso mestre, recorrendo à polícia para afirmar censura à postura histórica, brincadeira séria, do cineasta. Confesso que fiquei um pouco envergonhado pelo amor-admiração que tenho por Gil. Tenho me pelado de medo com as retrancas que marcam censura a biografias, a críticas, a mobilizações intelectuais ou jornalísticas que nos façam querer um lugar melhor como cidade, como país, como planeta.

Mas Daniela, o assunto deste texto, muito me emocionou. Ilê e Olodum: a força viva do que somos capazes de fazer, magistrais aprendizes e professores de Gil Caê Gal, sendo conduzidos pela maestra do Canto da Cidade que, mesmo ao meio de tantos exageros, do canto por vezes preciosista, diz muito ao que veio fazer em palcos e trios à luz da sua arte. Ela reitera-se e faz no centro da cultura negra baiana. E, mesmo sem ser negra, merece aplausos.

 Isso é o Brasil.

 Daniela, obrigado.

Marlon Marcos é poeta, antropólogo e jornalista


Ceao recebe Ogum´s Toques

postado por Cleidiana Ramos @ 10:46 AM
21 de agosto de 2013
Limeira e Semog

Os escritores Limeira e Éli Semog prometem noite de homenagem à literatura e música. Foto: Divulgação/Ceao

Na próxima sexta-feira, a partir das 18 horas, no Centro de Estudos Afro Orientais da Ufba (Ceao/Ufba) os escritores Éle Semog e Limeira comandam o evento chamado de “Ogum´s Toques”.

A dupla promete muita poesia, diálogo e música.

O Ceao fica no Largo 2 de Julho, no centro da cidade. É uma excelente opção de programa para a sexta-feira.


Balaio de Ideias: Papo reto

postado por Cleidiana Ramos @ 6:48 PM
8 de fevereiro de 2013

Artigo discute ponte feita pelo samba entre Salvador e Rio de Janeiro. Foto: Marco Aurélio Martins/Ag. A TARDE/ 31.01.2013

Paulo Oliveira

O intercâmbio Bahia/Rio de Janeiro sempre deu bons frutos, principalmente, na área cultural. Foi na Pedra do Sal, na encosta do Morro da Conceição, que baianos cansados da perseguição religiosa em seu Estado e cariocas encontraram-se no final do século 19. Ali, João da Baiana, músico renomado, virou o nome do largo, onde negros, mestiços e brancos pobres reuniam-se para tentar trabalho no cais do porto. E também cantar, tocar e dançar.

Com o tempo e graças às quituteiras e mães de santo da Bahia – a mais famosa Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata –, o território expandiu-se em direção ao bairro do Estácio. Frequentemente, ao fim das sessões de candomblé e de umbanda, religião criada em 1920, eram realizadas as rodas que atraíam os bambas e as cabrochas. Em 1928, surgiu a Deixa Falar, a primeira escola de samba.

Nos anos 60 e 70, a mão se inverteu. Juventude do Garcia, Filhos do Tororó, Bafo da Onça, Diplomatas de Amaralina e outras escolas brilharam no Carnaval soteropolitano, inspiradas nas agremiações cariocas. Malandramente, militares e estivadores baianos que trabalhavam na Cidade Maravilhosa compravam fantasias do ano anterior na Portela para usarem em sua escola do coração na terra natal.

 Nessa época, surgiram excelentes compositores, como Nelson Rufino, mais tarde fornecedor de sucessos para Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho, e Alaor Macedo, autor de três sambas enredos que deram títulos ao Salgueiro. Com o ocaso das escolas em Salvador, surgiram os blocos de samba, formados por trabalhadores e estudantes que criaram diversão nos dias em que o movimento nas ruas era menor.

Nos anos 90, as agremiações profissionalizaram-se. A quinta-feira consolidou-se como o Dia do Samba na Avenida. O crescimento ocorreu, em boa parte, devido à vinda de artistas do Rio, em maior número, e São Paulo. Eles vinham por alguns trocados, estadia na casa de amigos e uma boa feijoada regada a cerveja. O negócio prosperou. O samba invadiu a sexta-feira e começou a fincar os pés no sábado.

Os artistas de fora se interessaram pelos lucros. Quem não criou o próprio bloco aumentou a tabela de preços e exagerou nas exigências para as apresentações. Passaram a querer cantar apenas com a própria banda, além de pedir passagens e estadia em bom hotel para duas dezenas de músicos, produtores e familiares. O valor do cachê pulou para cerca de R$ 80 mil por dia.

A relação azedou. Há quatro anos, os donos de blocos tentam mudar o norte do desfile e apostar no carnaval Prata da Casa, apenas com sambistas da terra. Lentamente conseguem adesões, mas ainda estão longe de virar o jogo. Motivos, segundo Luiz Cláudio, o Lula do bloco Proibido Proibir:

1) Não faz parte da cultura local valorizar cantores do Estado.

 2) É mais fácil vender ingressos tendo Dudu Nobre, Revelação ou Arlindo Cruz como atrações.

 3) Não há mais fidelidade à agremiação. O que atrai o folião é o artista.

Diante do impasse, a prática mais comum é mesclar gente de fora com os colegas baianos. Este ano há pelo menos nove grupos e cantores cariocas, incluindo Fundo de Quintal, cuja origem está no tradicional bloco Cacique de Ramos e na escola Imperatriz Leopoldinense, e a Velha Guarda da Mangueira.

Ao mesmo tempo, os blocos analisam estratégias para reduzir o espaço dos forasteiros, sem levar em conta que é uma briga em que todos perdem. Vale lembrar que cantores e compositores daqui também se beneficiam com a projeção que dão as parcerias e o apadrinhamento do pessoal do Rio.

O melhor é seguir a lição do mestre Ismael Silva (1905-1978), compositor de clássicos como Antonico, Me Faz Carinhos e Se Você Jurar e um dos fundadores da Deixa Falar: – Não há ninguém de quem eu não goste, eu não tenho tempo de reparar em gente que tem algum motivo para me desagradar. E mesmo quando acontece isso, de alguém fazer qualquer coisa que me desagrade, eu levo para o outro lado, fico pensando que não teria sido por mal. E vamos em frente que a Sapucaí e o circuito Osmar são longos.

Paulo Oliviera é jornalista, secretário de redação de A TARDE e apaixonado por samba


Samba, moda e feijão no domingo

postado por Cleidiana Ramos @ 7:40 PM
4 de maio de 2012

Madá e Jorge comandam festão no domingo. Foto: Divulgação

Domingo tem um programa mais do que especial: a Feijoada do Negão, organizada pelo ator Jorge Washington com a colaboração da estilista Madá Negrif.

O reggae começa ao meio dia no Sankofa Bar (Rua Frei Vicente, Pelourinho) e será animado pelo grupo Part`ido Popular,Denise Correia, banda Na Veia da Nêga e DJ Bandido.

Além de feijão e boa música tem também exposição da nova coleção da Negrif.

Mais uma informação: a feijoada vai ser preperada por Patricia Baiana, conhecida pelo saboroso prato que circula no sábado de Carnaval durante o desfile do Ilê Aiyê. O valor para bancar a entrada na festa é R$ 30.

Os ingressos podem ser adquiridos na Loja da Negrif, Rua Carlos Gomes, Ed. Bariloche, entre a Central das Bolsas e o Ceao. Contato: Jorge Washington 8878-4634 / 9241-7068 ou Madá 8878-4768.


Sepultamento de Vevé Calazans será amanhã

postado por Cleidiana Ramos @ 1:25 PM
28 de abril de 2012

Vevé Calazans faleceu hoje. Foto: Haroldo Abrantes / Ag. A TARDE/ 21.07.2010

O sepultamento do grande Vevé Calazans será amanhã, domingo, às 10 horas, no Cemitério Campo Santo, em Salvador.

Autor de músicas como É D´Oxum, feita em parceria com Gerônimo e que se tornou uma espécie de hino de Salvador, Vevé morreu hoje, sábado,  devido às complicações de um câncer no pulmão.

A vida cultural de Salvador fica imensamente mais pobre.


Balaio de Ideias: Nem todo mundo é Cartola ou Brown

postado por Cleidiana Ramos @ 11:10 AM
12 de abril de 2012

A bela ilustração é de Gentil

Gildeci de Oliveira Leite

Na década de 1980, durante o estouro das bandas baianas, sinto saudades de muitas delas, havia, inicialmente, quase que uma obrigatoriedade de inserir-se nas letras de músicas refrões que contemplassem os desgastados iê, iê, iô, iô. Vários compositores usaram a fórmula de sucesso espalhada aos quatro cantos do mundo baiano.

Discursos alegavam que os encontros vocálicos eram imprescindíveis às letras, pois do contrário não fariam sucesso. O principal argumento para a imposição do empobrecimento de letras de músicas baianas na década de 1980, pasmem, era o de que ficariam muito difíceis e os ouvintes não entenderiam. Então, se já nos indignamos com outras formas de racismos e de preconceitos, coloquemos mais esta em nossa lista.

Iaiá e ioiô são sinônimos, respectivamente, de sinhá e de senhor em variação linguística daqueles que foram obrigados a não frequentar a escola. Também uma forma carinhosa de chamar o seu dengo, seu amor. Que não surjam risos de canto de boca, dizendo impropérios sobre os falares dos escravos. Pessoas de variadas nacionalidades e etnias tendem a pronunciar palavras de um idioma estrangeiro fora da norma-padrão culta. Quando for conversar com estrangeiros, veja que alguns deles cometem aquilo que denominaríamos erro. Isso acontece com todo falante, principalmente estrangeiro, e com um escravo submetido a 16 horas diárias de trabalho não seria diferente. Qual tempo e oportunidade teriam para aulas? O eito era o único caminho.

Voltando ao iê, iê, iô, iô ou ainda iá, iá, há músicas que utilizam estas palavras como referências a falares negros. Lembro-me do cantor Virgílio fazendo isso ao gravar Yáyá Maravilha, de Carlinhos Brown. Desinformados, outros compositores e alguns empresários/produtores devem ter usado as fórmulas (antes ou depois de Brown) de forma indiscriminada, talvez aqueles por garantia de espaço e os outros dois por pensarem nas cifras nada musicais.

Eis o verdadeiro problema: informação, digo formação. Acredito que o excesso de iê, iê, iô, iô em músicas baianas da década de 1980 é, também, o espelho da escola com pouco ou quase nenhum incentivo à leitura e ao pensamento crítico. Apesar das melhorias da educação, ainda acontece o mesmo hoje. Basta ouvir letras de nossas músicas, carentes de poeticidade, como determinados funks cariocas, inspiradores de pagodes baianos, que pena. Não acho que devemos crucificar as pessoas que criam de forma empobrecida.

Ao invés do olhar que deprecia aqueles que levam ao público aquilo que muitos de nós falamos e fazemos protegidos pelas paredes de nossas casas e por isolamentos acústicos dos motéis, poderíamos apostar em uma reeducação. Que a educação não castre a sensualidade, contudo deixe-a mais criativa, multifacetada. Vi e vejo na academia doutores e doutoras descendo até o chão, pondo a culpa na segunda cerveja. Alguns por notória limitação física não ousam as sensuais descidas e subidas, mas seus rostos ficam ensopados de felicidade endorfinática (de endorfina, o hormônio do prazer). Guardadas as proporções dos poderes da cerveja, coitadinha sempre culpada, há algo de atrativo nas músicas que fazem descer e subir.

É preciso pensar em uma escola que eduque também para o exercício das diversidades criativas da linguagem. A capacidade inventiva e inspiradora pouco se qualifica sem os 99% de transpiração, trabalho. Uma formação crítica voltada para as artes, em especial a literatura, criaria autores preocupados com a qualidade de seus trabalhos e leitores de mundo mais competentes. Precisamos de mais aulas de artes (incluindo a arte literária) e de consequente encantamento em todas as séries do ensino básico. Afinal, poucos poderão fazer bons trabalhos sem uma qualificada e duradoura ajuda da escola, pois nem todo mundo é Cartola ou Carlinhos Brown! O primeiro só estudou até o primário. Brown “teve pouco estudo”. Os dois grandes compositores aprendizes de espaços não formais do saber.

Gildeci de Oliviera Leite é mestre em Letras e professor de Lieratura Baiana na Uneb


Para começar o fim de semana com jeito de bamba

postado por Cleidiana Ramos @ 5:54 PM
2 de dezembro de 2011

No dia do samba, nada melhor do que começar o final de semana ouvindo essas vozes de ouro que já partiram, mas continuam eternas: Clementina de Jesus e Clara Nunes.  Cliquem aqui para assistir.


Um rei sacerdote que canta o amor

postado por Cleidiana Ramos @ 4:46 PM
23 de novembro de 2011

Maria Stella de Azevedo Santos

Na antiguidade, os reis, faraós, enfim, pessoas que tinham como incumbência governar um país, ou até mesmo um império, eram consideradas uma espécie de divindade na Terra, uma vez que a missão que lhes fora dada, de tão importante, fazia delas um escolhido de Deus. Eram reis sacerdotes que, através de inspirações divinas, guiavam seu povo cuidando para que cada um tivesse uma vida material digna, a fim de que pudesse realizar a caminhada espiritual em busca da perfeição. Creio ser também um rei sacerdote o compositor/cantor Roberto Carlos, que no último dia 18 fez de seu show um verdadeiro ambiente de oração, deixando nossas mentes e corações leves, fazendo nascer ou renascer o forte desejo de sermos pessoas melhores e conservarmos o bem que nos foi legado por Deus.

Há pessoas que vinculadas a uma determinada prática religiosa adquirem o “status” de sacerdotes, tendo a responsabilidade de dirigir cultos; há outras, porém, que já nascem sacerdotes e usam o dom que lhes foi dado para com ele transmitir esperança, força e sabedoria. Tal é o caso de Roberto Carlos que com sua fé contamina a todos. Suas músicas têm o poder de fazer com que nos aproximemos do sagrado, mesmo estando fora de um templo. Se a melodia delas eleva nossas almas, as letras nos proporcionam verdadeiras lições para um bem viver. Afinal, “é preciso saber viver”, pois “quem espera que a vida seja feita de ilusão pode até ficar maluco ou morrer na solidão”. Ele nos leva a refletir que o amor deve ser o guia maior de todos os comportamentos, inclusive o sexual, e demonstra ao cantar o sexo de maneira poética a beleza deste ato que, na maioria das vezes, é tratado com vulgaridade.

São belas as mensagens e são belíssimos os exemplos de sensibilidade do cantor em questão, como é o caso da canção feita para sua mãe Lady Laura, que ajuda a todos os filhos a perceberem a importância da presença de uma mãe. Roberto Carlos também nos alerta sobre a necessidade de nos mantermos conectados com o divino: “Olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando, olho pra Terra e vejo a multidão que vai caminhando, como essa nuvem branca essa gente não sabe aonde vai, quem saberá dizer o caminho certo é você meu Pai”. Isso é uma verdadeira oração, feita por uma pessoa que não consentiu que os holofotes da fama dessem brilho a seu ego, de modo a ofuscar sua espiritualidade. Uma pessoa humilde que, reconhecendo sua frágil natureza humana, implora a Nossa Senhora sua permanente proteção: “Nossa Senhora me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim”. Possuindo uma visão comunitária, de quem entende que a humanidade nada mais é do que uma grande corrente, ele também pede proteção para seus irmãos em Deus: “Grande é a procissão a pedir, a misericórdia, o perdão, a cura do corpo e da alma, a salvação. Pobres pecadores, oh Mãe, tão necessitados de vós, Santa Mãe de Deus tem piedade de nós. De joelhos aos vossos pés, estendei a nós vossas mãos. Rogai por todos nós, vossos filhos, meus irmãos”.

Tudo o que foi dito anteriormente, confirma o título de rei que foi dado pelo povo a Roberto Carlos, que está sabendo dignificá-lo muito bem. Como o nosso país é uma República, o que faz com que não tenhamos reis como governantes, esperamos que as pessoas eleitas democraticamente, para dirigir os destinos de nosso país, sejam sensíveis para reconhecer que uma tão importante tarefa só pode ter sido inspirada ao povo por uma força “Maior”. Sendo assim, cabe aos governantes lembrar-se que têm por obrigação prestar contas de seus atos não apenas ao povo que os elegeu, mas também a Deus. Se os governantes tem esse dever, por sua vez seus governados devem assumir o compromisso de fortalecê-los em uma corrente de emanações positivas, para que a árdua tarefa que lhes fora confiada possa ser cumprida de maneira que satisfaça a toda uma coletividade. Que os governantes, portanto, consigam ver em cada governado um filho seu e que cada governado enxergue em seu governante um ser humano com sentimentos como ele.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá


Contagem regressiva para o fim de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 7:10 PM
14 de outubro de 2011

Nada melhor do que a bela voz de Juliana Ribeiro para esperar o fim de semana. Juliana é um dos novos talentos da boa música com um futuro ainda mais brilhante do que está sendo  o seu presente.

http://www.youtube.com/watch?v=L8H4NyIpWN8

 


Para adoçar o fim de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 5:53 PM
30 de setembro de 2011

Para tornar este fim de semana ainda mais empolgante, vai aqui um vídeo de Sandra de Sá no embalo engajado de Olhos Coloridos. Beleza Pura.

 

 


Bando traz Cabaré da Rrrrraça de volta

postado por Cleidiana Ramos @ 2:40 PM
18 de julho de 2011

Jamile Alves e Jorge Washington em Cabaré da Rrrrraça. Foto: Bando de Teatro Olodum/Divulgação

Boa notícia: Cabaré da Rrrrraça, do Bando de Teatro Olodum está de volta ao Teatro Vila Velha. O espetáculo vai ser encenado nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 deste mês  e em 5,6, 7, 12, 13 e 14 de agosto. Sempre às 20 horas no Teatro Vila Velha.

A peça, que une música e dança, discute a questão racial com humor, contundência e também toques polêmicos. O espetáculo tem direção de Márcio Meirelles e é co-dirigido por Chica Carelli.

Eu já vi o espetáculo duas vezes e pretendo ir mais e mais vezes, pois é muito, muito legal. Considero esse um dos melhores trabalhos do Bando.

O espetáculo estreou em 1997, mas continua super atual. Uma outra coisa legal é que o figurino do Bando envolve várias marcas e estilistas que tem a pegada afro como marca registrada, o que é um diferencial.

Portanto, é um excelente programa para os finais de semana. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) às sextas. Sábados e domingos R$ 30 (inteira) e R$ 15  (meia).


Final de semana com a Benção das Águas

postado por Cleidiana Ramos @ 5:27 PM
15 de julho de 2011

Já coloquei aqui outras versões da bela canção É D´Oxum, mas sempre aparece alguma interpretação ainda mais bela. Essa aqui une as vozes de Gerônimo e Elba Ramalho.  Lindo!


Vodun Zo festeja 25 anos de projeto

postado por Cleidiana Ramos @ 8:47 PM
5 de julho de 2011

Projeto de capoeira do Terreiro Vodun Zo completa 25 anos. Foto: Gildo Lima | Ag. A TARDE | 11.11.2010

A partir de amanhã começa o Festival Capoeira Baiana Brasil 2011. O evento comemora os 25 anos do Projeto Vodun Zo Curuzu, sediado no Terreiro Vodun Zo, de tradição jeje, que é comandado pelo doté Amilton Costa.

Às 16 horas tem palestra da professora Sandra Caldas, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira, seguida de oficina de ritmo, ministrada pelo professor Careca da CCB-Bahia que organiza o evento; oficina de capoeira regional com o Mestre Tony do Grupo Tempo e roda de boas vindas com os meninos e meninas do Projeto Vodun Zo.

As atividades vão até o próximo domingo com uma festa de batizado, a partir das 15 horas, seguido da partilha de um delicioso caruru.

Festejar essa iniciativa é uma vitória, pois, com muita luta, a oportunidade de praticar capoeira, dentro de um terreiro de candomblé, virou alternativa de interação e crescimento para meninas e meninos da Liberdade, onde está localizado o Vodun Zo. Doté Amilton e a comunidade que ele dirige tem, enfim, motivos de sobra para comemorar. Axé!

Confiram abaixo a programação detalhada e, quem puder, deve ir prestigiar.

O Vodun Zo fica na Rua do Curuzu. Para quem vem pela Lima e Silva fica à esquerda, antes de chegar à sede do Ilê Aiyê. Para quem vem pela San Martin é à direita logo depois de passar pela sede do bloco afro.

Quarta-feira

16 às 17 horaas- Palestra- Professora Sandra Caldas-Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira (Projeto Vodun Zo Curuzu)
17 às 18h30- Oficina de Ritmo- Professor Careca (CCCB)
18h30 às 20h- Oficina de Capoeira Regional Mestre Tony- Grupo Tempo (Projeto Vodun Zo Curuzu)
20 horas- Roda de Boas Vindas- Projeto Vodun Zo

Quinta-feira

10 às 12 horas- Palestra Mestre Nenel- Filhos de Bimba Escola de Capoeira
16 às 17 horas- Oficina de Capoeira Regional- Professor Biriba- ECRR
17 às 18h30- Oficina de Capoeira Regional- Mestre Orelha- Associação Kirubê
18h30 às 20 horas- Oficina de Capoeira Regional -Mestre Bamba- Associação de Capoeira Mestre Bimba
20 horas-Roda- Projeto Vodun Zo

Sexta-feira
10 às 12 horas- Palestra- Turma do Bimba
16 às 17 horas- Oficina de Ritmo- Professor Careca- CCCB
17 às 18 horas- Oficina de Capoeira Regional- Mestre Bôbô- Associação Abolição
18 às 19 horas- Oficina de Capoeira Regional- Contra-Mestre Cabeça- ECRR
19 às 21 horas- Festival de Quadras e Corridos- Projeto Vodun Zo

Sábado
10 às 12 horas- Vivência de Capoeira Angola- Mestre Rennê Bittencourt-ACANNE
16 às 17h30- Oficina de Capoeira Regional- Mestre Salário Mínimo- Turma do Bimba
17h30 às 19 horas- Oficina de Capoeira Regional Mestre Saci- Turma do Bimba
19 às 20 horas- Oficina de Capoeira Regional Contra Mestre Jegue- ECRR
20 horas- Roda Projeto Vodun Zo

Domingo
15 às 18 horas- Festa do Batizado
18 horas- Caruru CCCB-Projeto Vodun Zo


Embalo com gosto de homenagem

postado por Cleidiana Ramos @ 3:53 PM
1 de julho de 2011

Para entrar no clima do fim de semana um clip com música das antigas: a Banda Mel cantando Crença e Fé, uma belíssima ode ao Ilê Aiyê. Divirtam-se.


No embalo do mais puro forró

postado por Cleidiana Ramos @ 1:12 PM
24 de junho de 2011

O Mundo Afro, no espírito do arrasta-pé que toma conta de todo o Nordeste, disponibiliza um vídeo do grande Luiz Gonzaga cantando Qui nem Jiló, uma das pérolas do grande Lua. 


Para adoçar o final de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 5:06 PM
17 de junho de 2011

Escolhi como vídeo de hoje, Maria Bethânia cantando Ofá e É D´Oxum. Permitam-me um pouquinho de nepotismo nessa homenagem à Senhora das Águas Doces. Tenho certeza que meu amigo Marlon Marcos, colaborador do Mundo Afro, vai ficar duplamente feliz.


Olodum está de luto

postado por Cleidiana Ramos @ 7:11 PM
13 de junho de 2011

O grupo cultural Olodum está de luto. Morreu hoje o compositor e ex-vocalista do grupo, Germano Meneguel. Cliquem aqui para ler a reportagem completa no Portal A TARDE Online.


Fim de semana com romance

postado por Cleidiana Ramos @ 11:26 PM
9 de junho de 2011

Como vou estar viajando a partir de amanhã, adianto o nosso vídeo musical do final de semana. Em homenagem ao domingo cheio de romance e à vespéra de Santo Antônio, celebrado como casamenteiro, tem Pagã de Tânia Alves para os enamorados. Bom balanço e entrega ao amor.


Para dançar no final de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 4:55 PM
3 de junho de 2011

Retomando nossa sugestão de embalo para o fim de semana está aí Margareth Menezes cantando Do Céu, do mar, do campo.

O vídeo é de uma das suas participações no Festival de Verão e está um pouco descompassado o tempo entre imagem e som, mas o balanço de Maga, especialmente na releitura desta canção, perdoa o pequeno deslize.

Aproveitem!


Balaio de Ideias: O Hip Hop e a rima denúncia

postado por Cleidiana Ramos @ 1:51 PM
19 de maio de 2011

Jaime Sodré analisa força política do hip hop. Foto: DJ Branco | Divulgação

Jaime Sodré

Estávamos em Blacktude na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, cedida pela dinâmica Maria Roseane, a diretora, para reflexões adultas em um ambiente infantil. A mesa era composta por Nelson Maca, excelente na Literatura Negra, GOG-Genival Oliveira Gonçalves, excepcional Rap, e Albino Rubim, Secretário de Cultura, democrata, aliado.

Os primeiros reivindicavam e havia para mim um clima de déjà vú ao contemplar o chapéu, no estilo dos velhos sambistas, ostentado por GOG, em contraste com a cabeleira de Maca e a escassez na cabeça de Rubim, careca de saber.

Estavam para cobrar, o Rap tem esta função. Assim como faziam os bambas de ontem, de forma melódica denunciando a exclusão: “Ai barracão pendurado no morro e pedindo socorro a cidade a seus pés.” Nada mudou?

O que se nota é a eterna luta. A arma melódica de hoje é o Rap, “Mas esteja convencido: Quem fere com ferro, é serio, Um dia com ferro será ferido”, recita GOG no seu livro A rima denuncia. Mudou-se a trilha sonora, mas a realidade parece persistente. O Rap e o Hip Hop, (Afrika Bambaataa foi o primeiro a utilizar este termo), são bem aventuradas expressões políticas, artísticas e rebeldes de forte sabor juvenil onde o SCRCRAAANTSHHH é o deslizar da agulha no velho vinil.

Destaco na cena baiana o magistral DJ Branco, da Evolução Hip Hop, na Rádio Educadora, mas que história é esta? Rap significa Rhythm and Poetry, ou seja, Ritmo e Poesia. De singular melodia, caracterizada por suas letras recitadas, onde a comunidade periférica, em especial a negra, o “gueto”, expõe suas questões.

Para alguns tem como berço a Jamaica dos anos 60, com os seus Sound Systems e bailes com os seus “tagarelas”, MC’s, que “cronificavam” a violência nas favelas de Kingston, aspectos políticos, sexo e drogas. Deslocaram-se para os Estados Unidos na década de 70 em função da situação de crise.

Credita-se a Kool Herc, jamaicano, a instalação em Nova Iorque da tradição dos Systems e o canto falado, mais tarde incorporando o SCRATCH. Nos anos 70 tivemos o genial Kingtim III da Banda Fatback, ativista do Rap, colaborando na divulgação das questões negras. O movimento chega ao Brasil nos anos 80, ganhando espaço em 90 na indústria fonográfica, aqui os “tagarelas” somam-se aos Breakers, sendo realizado o primeiro registro com Nelson Triunfo, Thaide & DJ Hum, MC/DJ Jack, Código 13, dentre outros.

O Hip Hop chega nos 80, com bailes e movimentações na 24 de Maio, em São Paulo, espaço dos Metralhas e o “icônico” Racionais MC’s. Assim como historicamente aconteceu com o samba, este movimento fora perseguido pela polícia, instalando-se porém em São Bento e outros na Pç. Roosevelt. Lá estavam, enfezados, rolando no solo, com saltos característicos, resistindo.

Ao contrário do samba, não tem remelexos, são gingados agressivos, bordoada contra o racismo, o desemprego, a polícia, os políticos e as injustiças. Uma cultura visceral, agressiva, rebelde, com códigos corporais e gírias. Em um cenário urbano ou periférico, expõe as mazelas sociais, com suas calças largas, bonés, tênis, e expressão artística que incorpora as artes plásticas com os grafites, de traços particulares e riqueza de cores.

Os Rappers, os Fanqueiros, “não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz samba também”, em um compasso diferente, sem esconder as mazelas sociais e raciais. “Vozes Marginais na Literatura” é o livro de Érica Peçanha do Nascimento onde fala desta cultura periférica, ornada pelas questões sociais e econômicas, necessitando de oportunidade para a afirmação da sua estética e respostas aos “novos-velhos” questionamentos.

DJ Bandido, B.Boy Ananias e B.Girl Tina, Fúria Consciente, Graffite Lee 27, DJ Môpa, Daganja, Negro Davi, Anjos do Gueto, Calibre Mc e Fall, Quatro Preto, RBF e Os Agentes, “é a Bahia aí mermo, mano”. São 15 anos de Hip Hop em movimento na Bahia, mas isto é outra história. Versos longos, insubordinação, dança robótica, grafite são os elementos artísticos de um questionamento que merece atenção e respostas.

Jaime Sodré é historiador, professor universitário e religioso do candomblé


Para sacudir o fim de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 1:49 PM
17 de fevereiro de 2011

Neste Carnaval que vai homenagear a percussão, fica o Olodum com sua interpretação para I miss her, que a galera apelidou de “Melô do Pompom”. Os tambores do bloco afro estão numa cadência ainda mais apaixonante nesta canção.


Para mexer no final de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 1:50 PM
11 de fevereiro de 2011

Confiram um vídeo com a interpretação da grande Maga para Do Mar, do Céu, do Campo, de Belchior. Impossível ficar parada ou parado.


O mundo do Carnaval para esquentar o final de semana

postado por Cleidiana Ramos @ 1:11 PM
4 de fevereiro de 2011

A imagem não está muito nitída, mas eu não posso deixar passar. Como ando às voltas com a cobertura do pré-Carnaval de A TARDE deixo aqui para vocês um documento imperdível: a gravação original da música We are Carnaval, feita para promover a folia de Salvador.

Divirtam-se tentando localizar no vídeo Lazzo, Daniela Mercury, Durval Lelys, Margareth Menezes (de cabelo curtinho, irreconhecível),  Sarajane, Ricardo Chaves e outros artistas que estavam no auge ali pelo início da década de 90.


Mundo Afro de volta

postado por Cleidiana Ramos @ 12:41 PM
10 de janeiro de 2011

Pessoal:o Mundo Afro está de volta. Renovado e carregado de torcida positiva assim como 2011.

Para comemorar a nossa volta confiram o vídeo com Gerônimo, Mariene de Castro e Armandinho entoando É d´Oxum, afinal a rainha do ano é a senhora das águas doces.


Até logo embalado por Conto de Areia

postado por Cleidiana Ramos @ 10:20 AM
15 de dezembro de 2010

Depois de dias de intenso trabalho chegou a hora da minha pausa anual na correria. Estou de férias e o Mundo Afro também me acompanha. Em janeiro estaremos de volta.

E, como uma filha das águas, dou esse até logo a vocês com a voz de Clara Nunes embalando a belíssima Conto de Areia.

Em tempo: Boas festas para todos.


Título para Maria Bethânia

postado por Cleidiana Ramos @ 5:09 PM
14 de dezembro de 2010

Pessoal: transcrevo abaixo um manifesto do antropólogo e jornalista Marlon Marcos em defesa da concessão do título de doutor honoris causa de uma universidade baiana a Maria Bethânia.

Cito aqui o texto, pois os temas afro-brasileiros fazem parte do repertório a da artista. Inclusive esse é o tema da dissertação de mestrado de Marlon. Confiram e opinem

Maria Bethânia: a fora de moda que é o norte para o Brasil

Marlon Marcos

Em resumo, ela espelha sua própria força. E diz querer “diminuir” o Brasil dos grandes centros para voltar nossos olhares para as coisas simples do interior; mas acaba agigantando tudo que a voz toca com seus projetos de arte lítero-musical. A mulher de 64 anos, uma senhora linda nascida no Recôncavo baiano, é exemplo do muito que se pode fazer ao longo de uma existência.

Longe das antigas marcas definidoras que desenham o envelhecimento, Maria Bethânia está no auge da carreira e com certeza, acesa na vitalidade que sua artisticidade mais amadurecimento conferiram à sua vida.

Por mais que seja desgastado se insistir nesta constatação, Maria Bethânia, em atividade, é um norte estético educativo antropológico e histórico para o nosso País; é um fenômeno contínuo que, por mais que Claudia Leitte, Ivete Sangalo ( não deveriam nem ser citadas aqui) vendam muito e estourem em popularidade, serve de esteio, podendo ser criticado e nos levar à critica profunda de nós mesmos. Não só cantar ( e ela tem feito isso beirando a perfeição), mas pesquisar, lançar luzes a trabalhos oportunos e geniais como o de Paulo César Pinheiro, Jussara Silveira, Rita Ribeiro, Tereza Cristina, dentre outros; fazer da poesia bandeira educativa; espraiar por toda nação os poemas de Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Fausto Fawcet, Antonio Cícero, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Jorge Portugal, José Craveirinha, Chico Buarque, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner, Arnaldo Antunes, Beto Guedes, Chico César, Ana Basbaum, Carlos Drummond de Andrade, Jota Velloso, Neide Archanjo, Gonzaguinha, Adriana Calcanhotto e textos da outra deusa, Clarice Lispector. Pois sim, são todos literatos conduzidos ao grande público pelo canto teatral e sócio-antropológico de Maria Bethânia.

A Universidade Federal da Bahia e todas as outras baianas vacilam, num misto de burrice conceitual e de machismo recorrente, ao não conferirem a esta artista o título de Doutora Honoris Causa pelo conjunto da sua obra que presta favores intelectuais ao Brasil e em muito orgulha o estado da Bahia.
Ela se diz fora de moda, e segue, em alguns aspectos, professoral nas suas altivez e reserva peculiares. Mais que tudo, segue cantora pedindo que se dê atenção prioritária à educação e vai ocupando um lugar entre nós, o qual nossas Universidades deveriam se espelhar.


Festival reúne linguagens da cultura negra

postado por Cleidiana Ramos @ 6:18 PM
8 de novembro de 2010

O espetáculo Bença é um dos eventos do festival A Cena Tá Preta!. Foto: Walter de Carvalho | Ag. A TARDE

Neste novembro negro tem programação especial na área artística. Para comemorar seus 20 anos, o Bando de Teatro Olodum, em parceria com o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, está realizando, no Teatro Vila  Velha, o festival  denominado A Cena Tá Preta!

Diversas linguagens artísticas vão desfilar pelo palco. O festival  foi realizado pela primeira vez em 2003. Para conferir a programação é só clicar aqui.  


Na companhia do Mestre Ederaldo Gentil

postado por Cleidiana Ramos @ 10:59 AM
5 de novembro de 2010

Fazendo coro à campanha do professor Jaime Sodré para a chegada de novas composições do mestre Ederaldo Gentil, olha ele aí cantando O Ouro e a Madeira. Para que possamos passar essa sexta-feira, quando se celebra o Dia da Cultura, o sábado e o domingo em ótima companhia. Em tempo: a TVE fez ontem, durante o seu festival de música, uma homenagem ao grande Ederaldo.


No embalo de Margareth cantando Faraó

postado por Cleidiana Ramos @ 11:38 AM
30 de outubro de 2010

Final de semana com feriadão prolongado e eleição no meio é mais do que especial. Daí também um vídeo super maneiro: Margareth Menezes cantando Faraó no programa Por Acaso da extinta TV Manchete. O vídeo é de 1993.